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DIREITO DE AMAR – A Single Man
CLASSIFICAÇÃO: Para Pensar, Estados Unidos - 23/09/2010

DIREÇÃO: Tom Ford

ROTEIRO: Tom Ford, Christopher Isherwood, David Scearce

ELENCO: Colin Firth, Julianne Moore, Nicholas Hoult, Matthew Goode, Jon Kortajarena, Paulette Lamori, Ryan Simpkins, Ginnifer Goodwin

Estados Unidos, 2009 (101 min)

Antes de qualquer coisa, vamos ao ponto principal do filme: a moda, a elegância e o foco no detalhe. Portanto, se a ideia for assistir a Direito de Amar, não se prenda à melancolia do personagem de Colin Firth (que, aliás, está impecável). Ela é parte do todo, é verdade. Mas o todo não se faria desta maneira sem o cuidado estético, sem o olhar criterioso e extremamente chique do renomado estilista Tom Ford. Vale dizer que esta é a sua estreia como diretor de cinema.

Responsável, entre tantas outras coisas, pela revitalização da marca Gucci, o famoso estilista dá ao detalhe a mesma importância que dá para o conjunto; dá o mesmo valor ao sonho e à realidade. Ao aproximar a câmera dos olhares dos personagens, sentimos de perto aquilo que por que eles estão passando. Em poucas palavras, Colin Firth é um professor universitário que não se conforma com a morte do companheiro, com quem viveu por 16 anos. Isso em 1962, quando a barreira da preferência sexual ainda era algo praticamente intransponível na sociedade (acho, inclusive, que o tema da homossexualidade é tratado com delicadeza, sem a intenção de chocar). Tudo que ele tem é a amiga (Julianne Moore) que o ampara, mas que também vive olhando para o passado e queixando-se do presente.

Mas não deixe que esse seja um empecilho. Talvez o indicado seja não assistir a Direito de Amar em um dia de cansaço ou desânimo. O diretor tem uma preocupação intensa com a forma, com a luz, com as aproximações, com a composição sensível do conjunto. Mas também com o conteúdo. Deixa claro que a angústia do passado não deixa o professor viver o presente ou vislumbrar o futuro. Deixa claro que sempre há uma escolha de como viver o momento presente. Até que ela escape pelos dedos, sem nos darmos conta.

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