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DESENROLA
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Brasil - 30/08/2011

DIREÇÃO: Rosane Svartman

ROTEIRO: Juliana Lins, Rosane Svartman

ELENCO: Olivia Torres, Lucas Salles, Vitor Thiré, Daniel Passi, Pedro Bial, Cláudia Ohana, Kayky Brito, Juliana Paiva, Thais Botelho, Jorge de Sá, Juliana Paes, Letícia Spiller, Marcela Barrozo, Marcello Novaes, Roberta Rodrigues, Smigol

Brasil, 2011 (95 min)

Há três outros filmes brasileiros muito interessantes sobre esse período rico, tanto em conflitos e dúvidas, quanto em descobertas e aventuras: a adolescência. Um deles é o premiado As Melhores Coisas do Mundo; o outro, Antes que o Mundo Acabe e por fim o também ótimo À Deriva. Digo isso antes de falar propriamente de Desenrola, porque assim você já se ambienta na dinâmica deste filme, na rotina dos alunos que vivem as mudanças e desafios do ensino médio, dos garotos e garotas que enfrentam a pressão da primeira transa e as inseguranças de pertencer ou não ao grupo.

A protagonista aqui é Priscila (Olivia Torres) e isso é fundamental. Em seu primeiro longa, essa talentosa atriz dá credibilidade ao roteiro, e graça ao filme – que em alguns momentos deixa o texto cair em alguns clichês. Gostei dela. E ela também parece ter gostado de ficar 20 dias sozinha, sem a mãe, totalmente dona do nariz aos 16 anos. É a sua figura que lidera a questão da transa por impulso, do esquecimento da camisinha e da gravidez, da traição, da conquista realmente batalhada, do melhor amigo. Tudo no ambiente do ensino médio da escola, logicamente cercado das ferramentas de internet e redes sociais, capazes de disseminar uma mentira em um minuto, que no instante seguinte já se transforma em outra coisa qualquer – dependendo do interesse.

Geração rápida, essa! Faz, desfaz, conecta, desconecta, ‘fica’, esquece. Seja como for, Desenrola mostra esses adolescentes tentando não se enrolar demais, para não curtir de menos - seja lá o que ‘curtir’ quer dizer. O que eu sei é que há uma quebra dos tabus da virgindade, mas há um resgate do valor da conquista e do namoro, propriamente dito. Aquele… que às vezes parece coisa do século passado.

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