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Nova Zelândia

O HOBBIT: A BATALHA DOS CINCO EXÉRCITOS – The Hobbit: The Battle of the Five Armies
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Nova Zelândia, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Épico, Aventura, Ação - 11/12/2014

Não li O Hobbit, de J.R.R. Tolkien, nem pretendo ler. Quando vi e postei aqui no blog sobre o segundo filme da trilogia, O Hobbit:   A Desolação de Smaug, disse que tinha gordura demais, que o primeiro, O Hobbit: Uma Jornada Inesperada, era melhor (vejam no link do filme). Pois é. Se o segundo filme tem gordura, no terceiro não sobra muita coisa. E o título já diz tudo: são cinco exércitos lutando pelo controle da montanha mágica e poderosa. Orcs, anões, humanos, elfos lutando sem parar por 144 minutos.

Convenhamos que é preciso ter um pouco de discernimento antes de transformar todo e qualquer livro em trilogia. Precisa ter o que contar. Concordo que os efeitos são incríveis, as maquiagens ótimas, mas não tem história. Fiquei cansada e, com certeza, dois filmes teriam sido suficientes. Mesmo porque a gente acaba comparando com a saga de O Senhor dos Anéis e aí realmente caímos no vazio. Se o Hobbit do meio ficou um recheio sem gosto, o Hobbit do final deixou bem claro que não é por causa do filme que o fã clube vai aumentar.

 

DIREÇÃO: Peter Jackson ROTEIRO: Fran Walsh, Peter Jackson, J.R.R. Tolkien ELENCO: Martin Freeman, Richard Armitage, Ian McKellen, Cate Blanchet | 2014 (144 min)

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O HOBBIT: A DESOLAÇÃO DE SMAUG – The Hobbit: The Desolation of Smaug
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Nova Zelândia, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Aventura - 12/12/2013

Quando foi lançado o primeiro filme da trilogia O Hobbit: Uma Jornada Inesperada, comentei que não era preciso conhecer a trilogia O Senhor dos Anéis, porque na verdade J.R.R Tolkien criou primeiro o Hobbit e só depois veio a saga dos Anéis. Porém, é interessante assistir ao primeiro filme antes de cair nessa longa aventura de anões, elfos, orcs, goblins e aranhas gigantes – a trama não tem nada de complicada, mas faz mais sentido se inserida na sequência. Porque ela é longa (são 160 minutos!) e pode cansar quem não está muito a par da situação. Agora, se você é fã da saga, já sabe de cor e salteado do que eu estou falando, vai curtir bastante esta superprodução.

Confesso que achei que a história chove no molhado. Acompanha o hobbit Bilbo na luta contra o dragão Smuag, auxiliado pelos anões, que têm de enfrentar as esquisitas criaturas. Não termina, que fique bem claro. Ainda há a terceira parte, prometida para 2014. Por se tratar do filme do meio, dispensaria parte das lutas, tiraria esses 20 minutos de gordura, para deixar o gostinho para o desfecho. Mas entendo que é um filme cheio de detalhes, dignos de uma produção detalhada e cuidadosa, que precisa de muito tempo na telona para transmitir tudo aquilo que está no livro. Vale pelo visual todo, mas ainda acho o primeiro bem mais divertido e aposto no terceiro para fechar a trilogia. Parece que o filho do meio ficou meio apagado no sanduíche de hobbits.

 

 

DIREÇÃO: Peter Jackson ROTEIRO: Fran Walsh, Philippa Boyens, J.R.R. Tolkien ELENCO: Martin Freeman, Ian McKellen, Richard Armitage, Ken Stott, Graham McTavish, William Kircher, James Nesbitt | 2013 (161 min)

 

 

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O HOBBIT – UMA JORNADA INESPERADA – The Hobbit – An Unexpected Journey
CLASSIFICAÇÃO: Nova Zelândia, Estados Unidos - 13/12/2012

DIREÇÃO: Peter Jackson

ROTEIRO: Fran Walsh, Philippa Boyens, Peter Jackson, Guilhermo del Toro, J.R.R. Tolkien

ELENCO: Martin Freeman, Ian McKellen, Richard Armitage, Ken Stott, Graham McTavish, William Kircher, James Nesbitt, Elijah Wood, Andy Serkis

Estados Unidos, Nova Zelândia, 2012 (169 min)

Para quem não assistiu à trilogia O Senhor dos Anéis e está aflito achando que não vai acompanhar este primeiro filme O Hobbit – Uma Jornada Inesperada (também parte de uma trilogia), pode se acalmar. J.R.R. Tolkien escreveu o livro O Hobbit em 1937, portanto muito antes de inspirar-se e escrever a trilogia de O Senhor dos Anéis, lançada entre 1954 e 55, em três volumes.

O Hobbit – A Jornada Inesperada é o começo de tudo. Conta como o hobbit Bilbo, esse ser de estatura pequena e pés avantajados, é escolhido pelo mago Galdalf, para ajudar um grupo de 13 anões a recuperar seu reino de Erebor, tomado pelo dragão Smuag. Nessa viagem, Bilbo tem que se deparar com elfos, orcs, goblins e aranhas gigantes e encontra o Anel do Poder e o toma de Gollum (Andy Serkis) e é ele que vai fazer a ligação entre as suas duas obras. 

Em quase três horas de filme, eu diria que esta primeira parte de O Hobbit é espetacular na construção dos detalhes, na riqueza da história e do roteiro. Claro que retoma o conceito e o imaginário de O Senhor dos Anéis. Além do sucesso anterior, estamos falando aqui do mesmo cenário imaginado e descrito por J.R.R. Tolkien, a mitológica Terra Média. Pois bem, para os que dizem que isso faz com que O Hobbit seja mais do mesmo, descordo. O filme conta uma história diferente, revisita alguns personagens, que justamente darão sequência e graça ao todo. Confesso – um pouco sem jeito – que ainda não inclui a tão aclamada série O Senhor dos Anéis no Cine Garimpo. Vou correr atrás do prejuízo e quando os outros dois filmes da trilogia Hobbit forem lançados em 2013 e 2014, teremos o panorama da Terra Média e seus estranhos e simpáticos seres completa.

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O PIANO – The Piano
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Para Rever, Nova Zelândia, Drama, Austrália - 01/04/2012

DIREÇÃO e ROTEIRO: Jane Campion

ELENCO: Holly Hunter, Harvey Keitel, Sam Neill, Ana Paquin, Kerry Walker

Austrália, Nova Zelândia, 1993 (121 min)

Quando o filme tem um roteiro envolvente e amarrado e me fisga de uma maneira especial, deixando-me absolutamente absorvida pela história, confesso que muitas vezes me sinto no mais absoluto silêncio. Interno também. É como se o enredo, a realidade da tela me subtraísse da realidade, dos meus pensamentos e sentimentos. Entro no filme, por assim dizer. E quando isso acontece, a música também é absorvida, mas de uma maneira diferente. É como se eu a percebesse como conjunto, fazendo parte da imagem, da encenação, do cenário. Quando o todo é harmônico, a trilha ganha outras dimensões, fazendo com que muitas vezes eu me esqueça (ou não consiga) senti-la isoladamente.

Falha minha, eu sei. Principalmente em filmes como O Piano, em que a música compõe a trama e o drama vivido por Ada (Holy Hunter) e sua filha Flora (Anna Paquin, também em O Casamento do Meu Ex), ambas vencedoras do Oscar de melhor atriz e atriz coadjuvante respectivamente, e o filme levou também o de melhor roteiro. Elas se mudam da Escócia para a Austrália em meados do século 19, pois Ada está de casamento marcado com um rico fazendeiro. Muda, capaz de se comunicar através de gestos e com a ajuda de sua filha, ela se apaixona pela pessoa errada. Sempre com o piano como intermediário das cenas e dramas, compondo um panorama intenso e emocionante.

Sentir a música dessa maneira é bom e ruim ao mesmo tempo. Bom porque mostra que o filme forma um conjunto equilibrado, capaz de emocionar e tocar o espectador profundamente. Ruim porque a trilha linda e bem cuidada não é apreciada isoladamente, mas sim como composição do conjunto – acabou o filme e fiquei com vontade de ouvi-la de novo. Se quiser rever O Piano, pode tentar fazer o exercício de prestar especial atenção à trilha. Não em detrimento de todo o resto, que é belíssimo. Mas com o olhar – e ouvidos – de quem aprecia uma obra que fala por si só.

 

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