cinegarimpo

Itália

LOUCAS DE ALEGRIA – La Pazza Gioia
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Itália, Garimpo na Locadora, Drama - 01/09/2016

Lembro bem quando li O Alienista, de Machado de Assis, na escola. Aliás, toda vez que surge um rótulo de comportamento nesse quesito “loucura”, lembro-me do Dr. Simão Bacamarte. Em linhas gerais é o seguinte: estudando os padrões de comportamento, este médico percebeu que aqueles que tinham desvio de personalidade deveriam ficar internados. Quando se dá conta de que a maior parte da população estava no hospital psiquiátrico, percebeu que ter desvios é normal e que ele, que tinha estabilidade emocional, era o louco da história. Solta todo mundo e se fecha, sozinho, no manicômio que havia criado.

Nise: No Coração da Loucura e Bicho de Sete Cabeças vão nesse caminho do julgamento prévio e da instalação do rótulo que priva o paciente da cura e instaura o caos. Em Loucas de Alegria, duas mulheres se conhecem num hospital psiquiátrico, enfrentam problemas familiares e situações incompreendidas, são tratadas como loucas e não têm como buscar um processo de cura interior. O sistema não comporta; o ser humano não admite.

Paolo Virzi, diretor do ótimo Capital Humano, traz à tona o transtorno de personalidade recheado com algumas pérolas: suaviza a crueldade com humor, amizade e cumplicidade. Donatella e Beatrice saem pelo mundo no estilo “Telma & Louise”, se conhecem no meio do caos que cada uma vive internamente, mas são sinceras e espontâneas. No meio de situações divertidas e de tanta hipocrisia, o que ressalta é o lado humano das relações, a amizade e, sobretudo, a esperança.

 

DIREÇÃO: Paolo Virzi ROTEIRO: Paolo Virzi, Francesca Archibugi ELENCO: Micaela Ramazzotti, Valeria Bruni Tedeschi, Valentina Carnelutti |

 

 

 

Sem Comentários » TAGS:  
8 1/2 FESTA DO CINEMA ITALIANO
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Para se Divertir, Para Pensar, Itália, Festivais, Drama - 17/08/2016

Sete filmes, sete cidades, sete dias. A FESTA DO CINEMA ITALIANO que acontece há nove anos em Portugal, chega aqui em novo formato e se multiplica. O que acontecia somente em Porto Alegre desde 2014, agora se passa também em São Paulo, Curitiba, Rio, Belo Horizonte e Florianópolis. Mostra enxuta (tanto nos filmes, quanto nas salas, só uma em São Paulo, a sala Espaço Itaú, do Shopping Frei Caneca), tem pelo menos três bons filmes que valem seu ingresso.

LOUCAS DE ALEGRIA (La Pazza Gioia, 2016), de Paolo Virzi, com Micaela Ramazzotti e Valeria Bruni Tedeschi

Também diretor do ótimo Capital Humano, Virzi continua abordando o farto tema da sociedade hipócrita, mas descola o drama para o lado humano das relações. Loucas de alegria estão duas mulheres que sofrem transtornos mentais e são internadas em um hospital psiquiátrico. Por trás das maluquices e manias de cada uma delas está uma triste história de vida, mas também a constatação de que loucos podem ser todos os outros que não são capazes de entendê-las. Intenso, profundo – não tem como não se emocionar. Maravilhoso!

 

AS CONFISSÕES (Le Confessioni, 2016), de Roberto Andò, com Toni Servillo, Daniel Auteuil, Connie Nielsen, Marie-Josée Croze

De novo Roberto Andò, de novo Toni Servillo. E de novo o tema da figura pública e política, sua postura e influência na vida das pessoas. Funcionou assim no ótimo Viva a Liberdade e agora também funciona no intrigante As Confissões. Depois que os líderes das nações mais poderosas do mundo se reúnem para decidir sobre os rumos do planeta, sempre com foco no sucesso financeiro dos mais ricos, a reviravolta: um padre ouve uma confissão, uma tragédia muda tudo e só a ética e um segredo são capazes de humanizar esta cúpula fria, calculista e interesseira. Para pensar e se deliciar com tanta referência inteligente.

 

AMOR ETERNO (La Corrispondenza, 2016), de Giuseppe Tornatore, com Jeremy Irons, Olga Kurylneco

Gosto mais do título original, que seria, em português, A Correspondência. May e Ed são apaixonados, não moram na mesma cidade e mantém contato através de cartas, bilhetes, presentes, mensagens digitais. Mesmo depois de uma drástica mudança, essa correspondência é fundamental para o desfecho do filme. Para ver bem acompanhado – e acreditar no amor. Do mesmo diretor do inesquecível Cinema Paradiso.

 

___________________________

PROGRAME-SE

25 AGOSTO Quinta-feira

19h00: PARO QUANDO QUERO, de Sydney Sibilla

21h30: LOUCAS DE ALEGRIA, de Paolo Virzì (Sessão de Abertura)

 

26 AGOSTO Sexta-feira

19h00: NÃO SEJA MAU, de Claudio Caligari

21h30: AS CONFISSÕES, de Roberto Andò

 

27 AGOSTO Sábado

19h00: MEU NOME É JEEG ROBOT, de Gabriele Mainetti

21h30: AMOR ETERNO, de Giuseppe Tornatore

 

28 AGOSTO Domingo

19h00: AS CONSEQUÊNCIAS DO AMOR, de Paolo Sorrentino

21h30: PARO QUANDO QUERO, de Sydney Sibilia

 

29 AGOSTO Segunda-feira

19h00: LOUCAS DE ALEGRIA, de Paolo Virzì

21h30: NÃO SEJA MAU, de Claudio Caligari

 

30 AGOSTO Terça-feira

19h00: AS CONFISSÕES, de Roberto Andò

21h30: MEU NOME É JEEG ROBOT, de Gabriele Mainetti

 

31 AGOSTO Quarta-feira

19h00: AMOR ETERNO, de Giuseppe Tornatore

21h30: AS CONSEQUÊNCIAS DO AMOR, de Paolo Sorrentino

_________________________________

BELO HORIZONTE – Cine Belas Artes (R. Gonçalves Dias, 1581 – Lourdes)  

BRASÍLIA – Espaço Itaú Casa Park (Shopping Casa Park, 2º Piso – SGCV Sul Lote 22 – Guará) 

CURITIBA – Espaço Itaú Crystal (Shopping Crystal, Piso L1 – Rua Comendador Araújo, 731 – Batel)

FLORIANÓPOLIS – Cinespaço Beira Mar (Beiramar Shopping, Piso L4 – Rua Bocaiúva, 2468 – Centro)

PORTO ALEGRE – Espaço Itaú – Country (Bourbon Shopping Country, 2º piso – Av. Túlio de Rose, 80 – Passo da Areia)

RIO DE JANEIRO – Espaço Itaú – Botafogo (Praia de Botafogo, 316 – Botafogo)

Espaço Rio Design (Av. das Américas, 7777 lj 315)

SÃO PAULO – Espaço Itaú – Frei Caneca (Shopping Frei Caneca, 3º Piso – Rua Frei Caneca, 569 – Consolação)

 

 

Sem Comentários » TAGS:  
FUNCIONÁRIO DO MÊS – Quo Vado?
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Itália, Garimpo na Locadora, Comédia - 17/08/2016

Tudo muito caricato, mas tem um propósito. Tirar sarro da própria pátria e de todos os estereótipos que caracterizam um povo não é tarefa fácil. A chance de cair no ridículo é grande, mas Funcionário do Mês tem como trunfo as caras e bocas do ator Checco Zalone – comediante nato. Imagina alguém muito bom no palco, numa stand-up comedy, por exemplo. Eu imaginei este sujeito.

Se é pastelão? Não é. É uma comédia em tom de fábula: um garoto que sonha em ser funcionário público e seguir os passos do pai que valoriza, acima de qualquer coisa, a estabilidade do emprego. Pensar em trabalhar sem os benefícios que o Estado garante é a morte. Mas uma manobra política é feita para que os funcionários aceitem um pacote de demissão voluntária. Checco recusa, não troca a estabilidade por nada e acaba sendo transferido para os lugares mais inóspitos.

E é aqui que está a graça: entre os absurdos e exageros que o roteiro propõe, tudo tem a sua lógica dentro do que conto que pretende discutir. Quem trabalha com a mentalidade antiga, do trabalho estável, da rotina, do previsível não consegue se acostumar com a dinâmica contemporânea do jobs flutuantes, dos horários flexíveis, das famílias liberais, da quebra de paradigmas. Divertidíssimo – não é à toa que foi a maior bilheteria de todos os tempos na Itália. Saber rir das próprias mazelas é bom demais. E saber transformar isso em cinema interessante, é para poucos.

 

DIREÇÃO: Gennaro Nunziante ROTEIRO: Gennaro Nunziante, Checco Zalone ELENCO: Checco Zalone, Eleonora Giovanardi, Sonia Bergamasco | 2016 (86 min)

 

Sem Comentários » TAGS:  
MIA MADRE
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Para Pensar, Itália, Garimpo na Locadora, Drama - 18/12/2015

Nanni Moretti não faz qualquer cinema. E muitas vezes, não faz cinema fácil. Mas sempre faz um cinema importante, sobre as relações humanas, com questionamentos e sentimentos genuínos. Pelo menos naqueles que eu assisti: Habemus Papam, Caro Diário, O Quarto do Filho. Não são sentimentos filtrados ou maquiados pela direção de arte. Nesses três filmes, o próprio Moretti também atua, transporta para a tela sua experiência de vida e questões profundas de como lidar com a vida e com as pessoas que fazem parte dela. Tudo com um olhar muito realista e profundo.

Não foi diferente em Mia Madre, quando Moretti traz a problemática da perda da mãe. O filme se passa no momento em que sua mãe está muito doente, mas o foco principal é como ele e a irmã, na pele da ótima Margherita Buy, lidam com o assunto. Claro que a doença da mãe não é a única coisa que acontece na vida deles e Moretti traz isso pra tela também: como lidar com tantos problemas ao mesmo tempo e não se deixar paralisar e transformar a vida num verdadeiro caos.

Marguerita é uma diretora de cinema, que está filmando com um ator americano famoso e genioso, acabou de terminar o casamento por falta de tolerância e excesso de rigidez, e sente-se frustrada e infeliz. Digerir a ideia de que a doença da mãe não tem cura, traz todas as questões antigas e mal resolvidas à tona, causa ainda mais solidão, perturba o ambiente de trabalho e os relacionamentos que ela ainda consegue manter e a exaustão se instala. Giovanni, personagem de Moretti, já tem uma postura mais serena e acolhedora, muito embora também tenha problemas de sobra pra resolver.

O cinema de Moretti é sempre algo que mexe com meus sentimentos mais profundos. Principalmente aqueles que envolvem pessoas, perdas, transformações e grandes mudanças. Ele traz isso pra tela e faz com muita intensidade. Quem não é fã do cinema mais lento, contemplativo e reflexivo, vai achar parado demais. Agora, se há uma brecha pra algo mais introspectivo, não tem como errar. Faz você pensar e emociona a cada movimento mais intimista.

DIREÇÃO e ROTEIRO: Nanni Moretti ELENCO: John Turturro, Margherita Buy, Nanni Moretti | 2015 (106 min)

 

Sem Comentários » TAGS:  
CAPITAL HUMANO – Il Capitale Umano
CLASSIFICAÇÃO: Para Pensar, Itália, Garimpo na Locadora, Drama - 11/11/2015

Apesar de o formato de Capital Humano ser um dos pontos fortes do filme (e já explico o porquê), a crítica social é o que fala mais alto. E não é pra menos: estamos cada vez mais absorvidos por uma sociedade que nos cerca com sua ansiedade, com suas obrigações de possuir o que todos almejam, comportar-se como todos julgam ser o mais adequado e atender às expectativas de todos. Ser bem sucedido, ter coisas, usufruir sem interagir é a pedida do momento. Capital Humano vai além da ironia. É uma crítica feroz aos rótulos e aprisionamentos dos comportamentos sociais.

Falei acima do formato, porque ele é uma importante ferramenta desse processo de análise do relacionamento das pessoas de acordo com as expectativas sociais. A história tem três protagonistas: Dino, um bom sujeito, mas um falso-ingênuo-oportunista que finge uma grande amizade para conseguir vantagens e ganhar dinheiro, sem avaliar os riscos do negócio; é pai de Serena, uma jovem que namora um garoto riquíssimo, filho de Carla, uma senhora linda e elegante, que aparentemente tem toda a vida sob controle, vive para ser vista e invejada, mas ama o que ela ama mesmo é o teatro. Para contar como a vida dessas três pessoas se entrelaça, o diretor Paolo Virzì divide o filme em três capítulo, cada um abordando a visão desses personagens a partir do mesmo fato.

Toda história tem diversos pontos de vista. Só quem viveu, sabe o que sentiu. Por isso, julgamentos prévios são sempre perigosos e normalmente falsos, sem falar da encrenca que é tomar como certa uma primeira impressão. Após um acidente com um ciclista, a vida dessas pessoas e suas famílias se modifica para sempre, mas o diretor não para por aí. Vai além, consegue transcender o drama pessoal e entrar na difícil realidade das relações sociais e familiares, das expectativas e do destino que as pessoas traçam para si, muitas vezes sem nem mesmo saber o porquê.

O título Capital Humano é maravilhoso neste contexto: faz pensar quanto vale uma vida, em comparação ao valor que se dá a todas aquelas outras coisas de que falamos acima neste texto: bens, investimentos, negócios. Esse é o termo usado por uma seguradora para avaliar quanto vale uma vida no caso de um sinistro. Quanto? Façam suas apostas.

 

DIREÇÃO: Paolo Virzì ROTEIRO: Stephen Amidon, Paolo Virzì ELENCO: Fabrizio Bentivoglio, Matilde Gioli, Valeria Bruni Tedeschi, Fabrizio Gifuni, Valeria Golino | 2013 (111 min)

 

Sem Comentários » TAGS:  
4a MOSTRA ECOFALANTE DE CINEMA AMBIENTAL
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Itália, França, Festival, Festivais, Documentário, Biografia - 19/03/2015

Hoje começa a 4a. Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental. Interessante o título “Ecofalante”- fala por si só. Até dia 29 de março, serão exibidos filmes sobre energia, recursos naturais, biodiversidade, consumo, cidades e povos. Dos diversos filmes selecionados de 23 nacionalidades, seis foram escolhidos para ser o ponto de partida dos debates após a exibição. O que é muito bacana – o cinema enquanto ferramenta de discussão e conscientização.

Considerando essa temática de cidades, lugares, natureza, povos, nada mais propício do que começar com um filme que retrata, literalmente, tudo isso: como pessoas se relacionam com o ambiente em que vivem. Através das lentes do fotógrafo Sebastião Salgado, O Sal da Terra transcende o modelo de documentário biográfico, levando o espectador a uma viagem íntima e pessoal pelo monumental trabalho do artista (foto).

Para mais informações e programação, acesse o link da Mostra (acima).

Sem Comentários » TAGS:  
SOB O SOL DA TOSCANA – Under the Tuscan Sun
CLASSIFICAÇÃO: Para Ver Bem Acompanhado, Itália, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Comédia Romântica - 04/12/2014

DIREÇÃO: Audrey Wells ROTEIRO: Frances Mayes, Audrey Wells ELENCO: Diane Lane, Raoul Bova, Sandra Oh, Lindsay Duncan | 2003 (113 min)

 

Sem Comentários » TAGS:  
VIVA A LIBERDADE – Viva la Libertà
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Para Pensar, Itália, Garimpo na Locadora, Comédia - 10/07/2014

Personagem principal do filme A Grande Beleza, ganhador do Oscar, do Bafta e do Globo de Ouro em 2014,  Toni Servillo é realmente uma figura – e faz toda a diferença. Aqui, são duas figuras, já que faz o papel dos irmãos gêmeos Enrico e Giovanni Ernani, água e vinho, que juntos propõem uma leitura divertida e bem intrigante da política, da fama e do discurso.

Logo me lembrei de outro filme italiano, que também discute a dúvida que pode colocar em cheque – e em estado de choque – pessoas públicas, que não se identificam com o papel que exercem. Habemus Papam, de Nanni Moretti, fala do papa que questiona seu papel como líder religioso e sua capacidade de levar adiante a imagem que seu cargo exige. Interessante e muito atual. O Enrico de Viva a Liberdade é um político em baixa, líder do partido de oposição. Enfrentando pressões de todos os lados, desaparece do mapa de um dia para o outro, assim como o papa do filme de Moretti. Seus assessores têm que se virar para explica à opinião pública onde é que o tal líder foi parar.

Enrico, político sisudo e cheio de dúvidas, tem um irmão gêmeo, dito maluco e controverso ao extremo, por assim dizer. Idênticos, logo se pode imaginar o que isso vai gerar. Vale conferir em que posição cada um dos gêmeos se encontra, que posição escolhem e que discurso estruturam – para si e para o público.

Numa discussão que cai como uma luva no momento brasileiro que vivemos, traz à tona o público e o privado, o sentimento e a imagem construída, a vocação e a conveniência. Vale seu ingresso e vale pensar como desvendar a charada final. Em gêmeos idênticos, qualquer detalhe pode ser precioso.

 

DIREÇÃO e ROTEIRO: Roberto Andò ELENCO: Toni Servillo, Valerio Mastandrea, Valeria Bruni Tedeschi, Michela Cescon | 2013 (94 min)

Sem Comentários » TAGS:  
VIVA A LIBERDADE
CLASSIFICAÇÃO: Trailer, Itália - 25/06/2014

Sem Comentários » TAGS:  
70º FESTIVAL DE VENEZA
CLASSIFICAÇÃO: Itália, Festival, Festivais, Dicas Afins - 29/08/2013

Começou ontem o 70º FESTIVAL DE CINEMA DE VENEZA. Abriu com Gravidade, do mexicano Alfonso Cuarón, com as estrelas Sandra Bullock e George Clooney. Parece que a plateia gostou (o filme estreia aqui no Brasil em outubro).

A premiação será só em 07 de setembro, quando saberemos quem leva o Leão de Ouro deste ano. Enquanto isso, veja quem ganhou nos anos passados e bom garimpo!

2012 – PIETÁ, de Kim Ki-Duk (Taiwan) – para pensar, e muito. Estranho e forte, mostra a crueldade humana sem qualquer filtro. Na Seul do boom imobiliário, um cobrador de dívidas vai até o limite para reaver o dinheiro dos agiotas. Veja, se tiver estômago!

2011- FAUSTO, Alexandr Sokurov (Rússia) – também para pensar. Denso, forte e muitas vezes estranho, Fausto é mais bacana para quem curte a filmografia de Sukurov e tem o mínimo de conhecimento sobre Fausto de Goethe. Se não tiver, fica literalmente boiando. A história é sobre um homem que vende a alma para o diabo, em troca de conhecimento. Fácil?

2010 – UM LUGAR QUALQUER, de Sofia Coppola (EUA) – filme bacana, sobre a dificuldade de lidar com a fama, dinheiro, soberba. Relações pessoais e familiares, bom para refletir sobre o tema.

2009 – LÍBANO, de Samuel Maoz (Israel)

2008 – O LUTADOR, de Darren Aronofsky (EUA) – este eu não entendi. Com Mickey Rourke no elenco, conta a história de um lutador fracassado, descontrolado e alcoólatra. Pode até ser que o ator esteja idealmente caracterizado para o papel, mas está em situação deplorável, o que já de cara me causou repulsa. Deprimente demais.

 

 

 

 

 

Sem Comentários » TAGS:  

Próxima página »

CATEGORIAS

INSCREVA-SE PARA RECEBER NOSSA NEWSLETTER

Você também pode assinar listas específicas: