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Índia

A 100 PASSOS DE UM SONHO – The Hundred-Foot Journey
CLASSIFICAÇÃO: Para Ver em Família, Para se Divertir, Índia, Garimpo na Locadora, Estados Unidos - 28/08/2014

Faz tempo que ando prometendo uma lista de filmes gastronômicos. Aqui vai o link, aproveitando o gancho da culinária que invade o cinema. E não é de agora, mas hoje temos nada menos que três bons filmes em que a comida é carro-chefe das relações entre as pessoas e dos sonhos da vida. Além do belga Bistrô Romantique e do americano Chef, agora temos o indiano, rodado na França, A 100 Passos de um Sonho – que faz um contraponto muito mais que simpático entre a gastronomia indiana e a francesa: traz graciosidade, cor e muito sabor!

Dirigido pelo sueco Lasse Hallström, também de Sempre ao seu Lado, Amor Impossível e Chocolate, o filme trabalha sempre com duas visões de uma mesma história: ora é a família indiana, ora a francesa que aparece; ora os ingredientes como o cury, ora as trufas; ora a língua francesa, ora a parsi; ora o ódio, ora o amor; ora a concorrência, ora a complementariedade. Essa é a grande graça do filme, que tem esse nome por causa da distância que separa o tradicional e premiado restaurante francês Le Saule Pleureur, no vilarejo de Saint-Antonin-Noble-Val, no sul da França, do recém-inaugurado restaurante indiano Maison Mumbai.

São só 100 passos, mas o caminho até lá foi bem mais longo. Após perder tudo na Índia, a família do talentoso Hassan vai tentar a vida na Europa e o acaso os leva até o sul da França, onde instalam seu novo restaurante bem em frente ao da antipática Madame Mallory (Helen Mirren, também em A Rainha, Atrás da Porta). Sobram farpas para todos os lados, ressaltando as diferenças culturais, comportamentais e gastronômicas dos franceses e indianos, sempre com muito humor e sabor. Para quem cozinha, é um prato cheio. E como sempre digo: para quem não cozinha como eu, sempre um prazer ver e sentir a satisfação de quem sabe que faz uma boa comida. Além do brilho nos olhos, água na boca!

 

DIREÇÃO: Lasse Hallström ROTEIRO: Steven Knight, Richard C. Morais ELENCO: Helen Mirren, Om Puri, Manish Dayal, Charlotte Le Bon, Amit Shah, Farzana Dua Elahe, Dillon Mitra, Aria Pandya, Michel Blanc | 2014 (122 min)

 

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THE LUNCHBOX
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Para Pensar, Índia, Garimpo na Locadora, Comédia - 06/08/2014

Em Mumbai, na Índia, todos os dias são entregues 175 mil marmitas através de um sistema ultra rudimentar, mas muito eficiente e de baixíssimo custo. As marmitas, ou lunchbox, são preparadas pelas esposas dos trabalhadores, recolhidas na residência por um distribuidor, chamado dabbawalla, que de bicicleta envia para outro, que pega o trem, que entrega para o receptor no local de trabalho, que entrega para o marido da moça que preparou! Depois do almoço, o caminho é feito todo de volta. E dá certo!  É um dos sistemas logísticos mais eficientes do mundo, com teses de doutorado a respeito e com margem de erro muito baixa. O curioso é que grande parte desses distribuidores é analfabeta. Por isso, o sistema, inventado no século 19, baseia-se em códigos de letras, cores e números, para que não haja confusão.

The Lunchbox, o filme, ilustra isso de maneira divertida e leve, e ainda aproveita para dar o recado de que o acaso serve, sim, para mudar a vida das pessoas. Apesar de nunca errarem – como diz o entregador no filme – a marmita preparada aqui com tempero especial por Ila, que sente o marido muito distante e quer ver se consegue chamar a sua atenção pelo estômago, vai parar no destinatário errado. Quem recebe é Saajan Fernandes (Irrfan Khan, também em Quem Quer Ser Um Milionário e As Aventuras de Pi), um senhor sisudo, emburrado e de mal com a vida e com todos, que estranha a saborosa marmita daquele dia. Quando a marmita volta vazia, Ila presume que o marido gostou tanto que comeu tudo. Mas logo percebe que foi para a pessoa errada. Passam a conversar enviando bilhetes dentro da tal marmita.

Além de mostrar com graça e leveza uma realidade tão diferente da nossa e de expor essa curiosíssima forma de entrega – que é referência internacional – The Lunchbox diz nas entrelinhas que o acaso é transformador e que pode ser sim um gatilho da virada. Solitários, Ila e Fernandes, cada um na sua realidade, param para refletir o que vem fazendo de suas vidas. Singelo, elegante e saboroso (por que não, já que tem todo o tempero e sabor da comida indiana), cai como uma luva para quem gosta do cinema diferente, fora da caixa, aquele que nos aproxima de outros cotidianos.

DIREÇÃO e ROTEIRO: Ritesh Batra ELENCO: Irrfan Khan, Nimrat Kaur, Nawazuddin Siddiqui | 2013 (104 min)

 

 

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LUNCHBOX
CLASSIFICAÇÃO: Trailer, Índia - 27/02/2014

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O SOM DO AMOR – Ami Aadu
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Índia - 22/10/2011

DIREÇÃO e ROTEIRO: Somnath Gupta

ELENCO: Debolina Chatterjee, Samadarshi Dutta, Rudranil Ghosh, Bidipta Chakraborty

Índia, 2011 (117 min)

O que tem de mais bacana na Mostra é essa diversidade cultural. Assistir a filmes de nacionalidades diferentes é uma imersão nos costumes e hábitos de um outro país, que não chegariam para nós de outra maneira. Neste caso específico estamos falando da Índia. O título O Som do Amor se refere ao gravador, sempre presente, que transmite mensagens e lembranças entre um casal que está separado por mais tempo do que gostaria.
Aadu é hindu, casa-se com o muçulmano Suleman sob protestos da família, mas logo ele embarca para o Iraque, onde há oportunidade de trabalho. O que era para ser uma forma de fazer um pé de meia se torna um pesadelo. Os Estados Unidos declaram guerra ao país de Saddam Hussein e a falta de notícias faz com que Aadu fique angústiada, sem saber o paradeiro do amado. Vivendo em um pequeno e remoto vilarejo, o tal gravador e as cartas são as únicas formas de comunicação entre eles.
Falado em bengali, singelo e bastante simples, O Som do Amor mostra, sem grandes pretensões, os costumes dessa pequena vila, as cores das mulheres na Índia, a forma de viver do indiano do campo. Aadu vai registrando seus sentimentos e expectativas através de recortes de personalidades em um álbum e vamos conhecendo um pouco mais do seu íntimo e da tristeza da ausência. Não deixa de ser uma história de amor – aliás, ela só acontece porque existe o sentimento. Caso contrário, não haveria porquê.
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PROGRAME-SE:
Ingressos online: Ingresso.com

22 out / 19h50 – ESPAÇO UNIBANCO POMPÉIA – Bourbon Shopping
Rua Turiassu, 2100, 3° Piso, Pompéia / CEP: 05005-900 / TEL: 3673-3949.

23 out / 15h00 – CINEMATECA
Largo Senador Raul Cardoso, 207, Vila Clementino / CEP: 04021-070 / TEL: 3512-6111.

24 out / 21h40 – UNIBANCO ARTEPLEX – Shopping Frei Caneca
Rua Frei Caneca, 569 – 3ºpiso / CEP: 01307-001 / TEL: 3472-2362.

24 out / 10h00 – CINE LIVRARIA CULTURA – Conjunto Nacional
* Sessão lotada.
Av. Paulista, 2073, Cerqueira César / CEP: 01411-000 / TEL: 3285-3696.

24 out / 14h00 – CINE LIVRARIA CULTURA – Conjunto Nacional
* As sessões são gratuitas para alunos do ensino médio mediante apresentação da carteira de estudante.
Av. Paulista, 2073, Cerqueira César / CEP: 01411-000 / TEL: 3285-3696.

25 out / 10h00 – Museu da Imagem e do Som
* As sessões são gratuitas para alunos do ensino médio mediante apresentação da carteira de estudante.
Avenida Europa, 158, Jd. Europa / CEP.: 01449-000 / TEL: (11) 2117-4777.


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DESPACHADO PARA A íNDIA – Outsourced
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Índia, Estados Unidos - 05/10/2011

DIREÇÃO: John Jeffcoat

ROTEIRO: George Wing, John Jeffcoat

ELENCO: Josh Hamilton, Ayesha Dharker, Asif Basra, Matt Smith

Estados Unidos, 2006 (103 min)

Despachado para a Índia toca no curioso ponto da terceirização dos serviços para lugares como Índia e China, por causa da drástica diferença de custos. Aqui no Brasil estamos acostumados com etiquetas “made in outro país”, mas não passamos pelo que passam os americanos com os call centers, pela lógica do idioma. Com a terceirização de um serviço direto ao consumidor, muitos dos call centers de empresas americanas estão localizados na Índia, que também é anglófona, mas recebe salários bem mais baixos, além de ter um custo operacional bem menor. O filme brinca com essa realidade: como vender produtos absolutamente americanizados (se é que posso dizer isso) sem entender a alma do americano? Como o indiano, com uma realidade e valores completamente diferentes, consegue incorporar essa dinâmica?

Todd Anderson (Josh Hamilton) é americano, gerente de uma empresa de vendas por catálogo e é transferido repentinamente porque precisa treinar o novo call center da empresa que será na Índia. Não conhece nada daquele país, nem seus hábitos,  costumes ou religião. Aos poucos, e de forma graciosa, essa ambientação vai acontecendo e Todd tem uma experiência diferente e rica do outro lado do globo.

Este filme deu origem à uma série de televisão Outsourced, na NBC desde 2010. Assim como a série, o filme retrata a forma de vida dos indianos, suas tradições familiares e a integração com a vida ocidental e com as diferenças do inglês. À medida do possível, é claro.

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LIVRO – O SÁRI VERMELHO
CLASSIFICAÇÃO: Índia, Dicas Afins - 22/05/2010

Já que o assunto Índia veio à tona com a revisita ao filme Gandhi, reli alguns trechos de O Sário Vermelho (Javier Moro, Editora Planeta, 544 páginas), que já estava na estante. Para quem se lembra das notícias do assassinato de Indira e Rajiv Gandhi e para quem acompanha o andar da carruagem indiana, interessantíssimo conhecer esse outro olhar da história.

O ponto de vista aqui é feminino. Sonia, antes de ser Gandhi, era Maino, italiana da gema. Conheceu Rajiv na Inglaterra, onde foi passar uma temporada estudando inglês. O livro conta a trajetória de Sonia a partir desse momento, em que, além de conhecer e se apaixonar por Rajiv, faz a opção de se tornar indiana. E indiana em uma família tradicional, com a carga de ser nora de Indira Gandhi (que era filha de Neru, mentor da independência da Índia ao lado de Gandhi), de fazer parte da política indiana, de mexer no vespeiro da tradição, cultura e religião hindu.

Romanceado, é claro, mas cheio de elementos interessantes sobre a alma feminina no universo masculino da política mundial, sobre a alma feminina na vida cotidiana da Índia, sobre a alma feminina que assume o comando do principal partido político da Índia. Tudo isso passa pela história e pela cultura desse país, sempre tão diferentes do que vivenciamos por aqui. Um leitura leve, mas enriquecedora. Boa pedida.

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