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Holanda

ALABAMA MONROE – The Broken Cicle Breakdown
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Holanda, Garimpo na Locadora, Drama, Bélgica - 15/07/2014

Alabama Monroe concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2014 e tinha força para isso. Quem assistiu a Blue Valentine vai entender quando eu disser que o clima é parecido. Filme onde os sentimentos não cabem dentro da tela. Filme onde o amor é intenso, mas a dor insustentável é maior ainda. Permeando tudo isso está a música, que dá um ritmo especial do bluegrass, um som típico do sul dos Estados Unidos, com instrumentos acústicos como banjo, guitarra, violão, violino, em plena Bélgica. Uma mistura do caubói com a garota descolada-tatuada européia. Amarrado com o ingrediente universal: o drama humano da dor e da perda.

Assim como Blue Valentine, os personagens são apaixonantes – e apaixonados. Elise e Didier, ela tatuadora, ele, cantor de bluegrass, apaixonam-se, passam a cantar juntos, formam uma família, até que a pequena Maybelle fica doente. Mas o roteiro não é tão óbvio assim, linear. Nem confuso. É montado com idas e vindas, de modo que presente, passado e futuro se explicam – e se misturam. Era tudo uma coisa só. Um grande amor, que não cabia dentro daquela realidade.

Dizer mais que isso é contar o filme – e eu seria incapaz de chegar aos pés do que ele é realmente na tela. Desperta a beleza da doação, a ordem de prioridades da vida, a riqueza das relações humanas e a nossa ínfima capacidade de lidar com tantas emoções. De uma sensibilidade ímpar.

 

DIREÇÃO: Felix Van Groeningen ROTEIRO: Johan Heldenbergh, Mieke Dobbels ELENCO: Veerle Baetens, Johan Heldenbergh, Nell Cattrysse | 2012 (111 min)

 

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JACKIE
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Holanda, Garimpo na Locadora - 02/05/2014

Não pude deixar de me lembrar da deliciosa comédia Minhas Mães e Meu Pai, de Lisa Cholodenko, em que os filhos de mães gays querem conhecer seu pai biológico, o doador do sêmen. Só que aqui é ao contrário: duas holandesas gêmeas são filhas de pais gays e recebem a notícia de que sua mãe biológica, aquela que foi barriga de aluguel, está doente nos Estados Unidos. Como são as únicas familiares, precisam levar a mãe Jackie para um centro de reabilitação.

O que vai ser o primeiro contato com Jackie vai mudar a vida das irmãs pra sempre. Mesmo despretensioso, o filme já tem uma singularidade logo de cara. As personagens Sophie (Carice van Houten, também em Borboletas Negras) e Dann são irmãs na realidade e isso muda tudo. A liga é boa, o olhar é cúmplice e firme, e elas nos conduzem por essa viagem com graça e curiosidade. São apresentadas para sua mãe biológica Jackie (Holy Hunter, também em O Piano) e, a partir daí, precisam lavar a roupa suja: Sophie questiona sua carreira como publicitária e as relações de trabalho e Dann, o seu casamento.

Como todo bom road movie, o deslocamento dos personagens e a convivência forçada até o destino trazem à tona as questões mais íntimas e mais difíceis de resolver. É nesse percurso que as irmãs e a mãe descobrem uma nova relação entre elas e consigo mesmas. O que começa despretensioso, termina da mesma maneira. E é justamente por isso que tem um toque especial. Já disse aqui no blog e repito: adoro filmes que têm a capacidade de tratar do mesmo com brilho próprio. O último road movie de que falamos aqui foi o profundo Nebraska. Jackie é mais singelo, mas em compensação tem cor e graça. E um desfecho que me pegou de surpresa e que fechou, com muita personalidade, a proposta intimista da diretora.

 

DIREÇÃO: Antoinette Beumer ROTEIRO: MarnieBlok, Karen van HolstPellekaan ELENCO: Holly Hunter, Carice van Houten, Jelka van Houten | 2012 (96 min)

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