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Brasil

O AMOR NO DIVÃ
CLASSIFICAÇÃO: Para Ver Bem Acompanhado, Para se Divertir, Garimpo na Locadora, Comédia Romântica, Brasil - 15/12/2016

Já teve filme chamado Um Divã para Dois, com Meryl Streep e Tommy Lee Jones, e as crises de um casal na terceira idade; Divã a 2, sobre a crise de um casal jovem, com filho pequeno; e agora, O Amor no Divã, sobre as duas situações ao mesmo tempo. Enquanto o casal jovem busca a terapia pra tentar resgatar a sintonia, a própria terapeuta passa por uma crise e veste a carapuça em seus próprios aconselhamentos.

Sem trazer nada de muito novo, tem uma graça na liga dos casais. Malka (Zezé Polessa) está casada há 30 anos com José (Daniel Dantas), que se aposenta e atrapalha a rotina do casal, já tão acostumado com o ritmo de vida. Enquanto enfrenta isso, Malka atende o jovem casal Roberta e Miguel (Fernanda Paes Leme e Paulo Vilhena), que precisa encontrar um eixo comum entre a rigidez e a leveza, a ambição profissional e o comodismo. Enquanto as conversas e sessões acontecem, os casais vão se desafiando.

Tem um tom teatral por causa dos cenários; aliás, ficaria bem no palco. Claro que foi pensado pra causar empatia com o público, porque os problemas normalmente se repetem. Mas é leve e pode ser divertido, inclusive com depoimentos de alguns casais entre uma sessão e outra. Eu diria até que, mais do que divã, parece mesmo uma comédia romântica.

 

DIREÇÃO: Alexandre Reinecke ROTEIRO: Juliana Rosenthal K. ELENCO: Fernanda Paes Leme, Zezé Polessa, Daniel Dantas, Paulo Vilhena| 2016 (min)

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O FILHO ETERNO
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Garimpo na Locadora, Drama, Brasil - 08/12/2016

Não há como ter uma relação de amor se aceitação. Aceitar que tal condição existe; aceitar que as pessoas como são; receber o pacote e se misturar com ele. Medir forças é sempre o caminho do sofrimento. Tanto maior se vier com culpa. Quem tem filho especial sempre diz isso. Que é fonte de aprendizado, fortaleza e muito amor.

Contada pela cronologia das Copas do Mundo de futebol, O Filho Eterno, baseado no livro de Cristovão Tezza, começa em 1982. Cláudia e Roberto (Débora Falabella e Marcos Veras) esperam seu primeiro filho, estão eufóricos com a chegada do bebê e têm que enfrentar a notícia de que ele é portador da Síndrome de Down. O que hoje já é possível saber durante a gestação, naquela época era surpresa. E pior: o preconceito era enorme, inclusive porque a síndrome era chamada de mongolismo. Cláudia ama seu filho incondicionalmente; Roberto vê sua vida travada pela criança que não terá autonomia, que não será como as outras e que será fonte de incertezas.

Sem dramas extras e tratando do assunto de uma maneira delicada e singela, O Filho Eterno traz pra bem perto a existência da maternidade (algo já inerente à mulher) e a construção da paternidade. E mais: a noção de que não estamos no controle de nada. É tudo construção. Custou pra esse pai aceitar seu doce filho como ele realmente é. E, desculpem o clichê, foi só na sentir que poderia perdê-lo que percebeu quanto o amava. Lindo filme.

 

DIREÇÃO: Paulo Machline ROTEIRO: Leonardo Levix, Cristovão Tezza ELENCO: Débora Falabella, Marcos Veras, Pedro Vinícius | 2016 (82 min)

 

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ELIS
CLASSIFICAÇÃO: Vale seu Ingresso de Cinema, Para se Emocionar, Drama, Brasil, Biografia - 23/11/2016

Pra mim é intriga da oposição dizer que Elis não tem emoção. Poderia ser mais emocionante? Sim, poderia. Porque Elis era assim: já dizia a que veio e não saia sem deixar traços bem marcados. Mas a escolha foi por um filme linear, cronológico, didático, que se adapta bem na televisão. Pro grande público, pode ser – o que não é de todo ruim, porque possibilita que circule e a história da cantara chegue mais longe, inclusive atingindo uma geração que não a conheceu.

Também acho que faltou Tom Jobim – apesar de a cena inicial dela cantando Como Nossos Pais ser linda, senti falta de Águas de Marçomúsica da minha infância. Mas amei ouvi-la cantar, com interpretação corajosa de Andréia Horta. Como se parecem, as duas. A voz que se ouve é de Elis, mas é preciso dizer que a sincronização labial é perfeita – até parece que Andréia canta de verdade.

Sua morte foi suavizada no quesito drogas-álcool, seus relacionamentos foram amenizados, sem tanta dramaticidade. Mas a cinebiografia conta com o elenco cuidadosamente trabalhado, composto por Julio Andrade, Caco Ciocler, Lúcio Mauro Filho, Gustavo Machado, Zécarlos Machado. Seria maravilhoso ter um documentário, com a força que vimos no filme sobre Cássia Eller, por exemplo. Documentário com toda a força do cinema. Mas coloco Elis na prateleira das biografias bacanas sobre artistas brasileiros memoráveis como Gonzaga: De Pai Pra Filho, Tim Maia, Somos Tão Jovens, Cazuza, Raul – O Início, o Fim e O Meio, A Música Segundo Tom Jobim, Cassia Eller. E fico aguardando a próxima produção sobre ela. De tão complexa, rende ainda muito o que falar – e produzir.

 

DIREÇÃO: Hugo Prata ROTEIRO: Luis Bolognesi, Vera Egito ELENCO: Andréia Horta, Gustavo Machado, Caco Ciocler, Zécarlos Machado, Julio Andrade, Lúcio Mauro Filho | 2016 (110 min)

 

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AQUARIUS É INDICADO AO SPIRIT AWARDS
CLASSIFICAÇÃO: Para Pensar, Notícias, Brasil - 23/11/2016

AQUARIUS, de Kleber Mendonça Filho, concorre na categoria de melhor filme estrangeiro no Spirit Awards, o prêmio máximo do cinema independente. Justo! Só dia 25 de fevereiro de 2017.

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SOB PRESSÃO
CLASSIFICAÇÃO: Suspense, Para se Emocionar, Para Pensar, Garimpo na Locadora, Drama, Brasil, Ação - 22/11/2016

Sempre me perguntei por que é que tanta gente gosta das séries que se passam em hospital, com médicos debruçados nas mesas de cirurgia, sangue pra tudo quanto é lado, doenças das mais variadas, cirurgias em tempo real, morte. Gente até que não aguenta muito “sangue” gosta e é fato que esse tipo de atividade exerce um certo fascínio. São quase super-heróis. Quando se trata de hospitais com equipamentos de última geração e equipes treinadas e capacitadas, como na série Critical, da BBC, ou em Grey’s Anatomy Dr. House, mais fácil ainda de entender.

Transportando isso para a realidade nua e crua das comunidades brasileiras, em que os hospitais nas periferia ou favelas são dominados pelos donos dos morros e do tráfico, o que se pratica é “medicina de guerra”. Instalado em uma comunidade, o hospital de Sob Pressão funciona de acordo com o andamento da guerrilha entre traficantes e policiais. Tem bala perdida e não-perdida para todos os lados e, na ética médica, não deveria importar a origem, sexo, cor, idoneidade do paciente. Bastaria ser uma vida humana pra ser atendida. A preferência é daquela que está em situação mais grave. Mas o critério não funciona para o médico Evandro (Julio Andrade, também em cartaz com Elis e Maresia), que é chefe da emergência, precisa operar um bandido, uma criança baleada (filha de gente bacana e importante do Rio) e um policial. Sofre todo tipo de pressão – inclusive da falta de equipamentos adequados, sangue compatível, equipe de médicos.

Sob Pressão é bem interessante e te deixa sob a tensão da emergência de um local como esse. É produção brasileira bem feita, com Andrea Beltrão, Marjorie Estiano, Ícaro Silva e Stepan Nercessian fechando o elenco bem formado. E apesar dos pesares, de todo sangue e desgraça, não é só no hospital-hotel inglês que os romances acontecem. Aqui também tem espaço, porque ninguém é de ferro.

 

DIREÇÃO: Andrucha Waddington ROTEIRO: Leandro Assis, Renato Fagundes ELENCO: Júlio Andrade, Andrea Beltrão, Stepan Nercessian, Ícaro Silva, Marjorie Estiano | 2016 (

 

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PEQUENO SEGREDO
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Garimpo na Locadora, Drama, Brasil, Biografia - 13/11/2016

Aqui no Brasil, todo mundo conhece a família Schurmann. Em 1984, Heloisa, Vilfredo e seus três filhos partiram num veleiro para dar a volta ao mundo e fazer história como pioneiros nessa jornada. Porém, em 1995, uma mudança fundamental acontece e o casal adota uma menina. A vida da família se transforma definitivamente.

É sobre essa travessia que o filme fala, baseado no livro homônimo escrito por Heloisa em 2012. Pra quem ainda não conhece a história, basta dizer que fala da adoção da neozelandesa Kat aos três anos, de seus pais biológicos e da vida dos Shurmann a partir de então. “Pequeno Segredo é um filme essencialmente feminino”, diz o diretor David Schurmann durante entrevista coletiva, o irmão da garota. E é mesmo, já que as figuras centrais são as mulheres.

Escolhido para representar o Brasil na corrida pelo Oscar de melhor filme estrangeiro (ainda vai passar por uma peneira em Los Angeles, até serem escolhidos os cinco que entram na reta final), Pequeno Segredo tem, de fato, um roteiro naturalmente emocionante, já que conta uma linda história de amor e dedicação. Pena que o cinema não esteja à altura desse relato e deixe a gente com vontade de realmente se emocionar.

 

DIREÇÃO: David Schurmann ROTEIRO: Marcos Bernstein, Vitor Atherino, David Schurmann ELENCO: Julia Lemmertz, Marcello Antony, Mariana Goulart , Maria Flor, Fionnula Flanagan, Erroll Shand | 2016

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CANTA, ELIS!
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Notícias, Drama, Brasil, Biografia - 20/10/2016

Com estreia programada para dia 24 de novembro, parece que Andréia Horta arrasa na pelo de Elis Regina.

Dá só uma olhada no trailer!

 

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O SILÊNCIO DO CÉU – Era El Cielo
CLASSIFICAÇÃO: Uruguai, Para se Emocionar, Garimpo na Locadora, Drama, Brasil - 29/09/2016

A pergunta que não quer calar é sobre o silêncio. A princípio, o filme tem dois protagonistas: Diana, uma mulher misteriosa, assustada e com olhar distante; e Mario, um homem inseguro, cheio de medos, mas que demonstra uma vontade de compreender o que acontece. A princípio – e de maneira rasa – é isso. Um casal em crise, um casal que já não se vê no casamento.

A questão maior de todas é que o filme tem mais um protagonista – que, talvez, seja o mais importante. Sem ele, não teria história. “Meu personagem busca, o tempo todo, entender aquilo que não pode ser dito”, diz Leonardo Sbaraglia, ator também do episódio do motorista num dia de fúria em Relatos Selvagens, na entrevista coletiva. “O filme fala daquele silêncio que, muitas vezes, sepulta a relação do casal.” Essa é a essência do filme: personificar o silêncio, que impera nas relações já desgastadas, e funciona como causador do afastamento, do estranhamento e, depois, da indiferença.

Isso dito, vale a pena prestar atenção na ausência de trilha. Há um momento do filme em que Diana e Mario cantam Corcovado – o único em que a história remete ao passado, à sinergia entre eles, à relação que um dia existiu. Agora, Diana (Carolina Dieckmann, também em Entre Nós) e Mario passam pela crise, ela é estuprada (não é spoiler, está no trailer) e não fala nada para o marido. Só isso já é instigante – o que levaria uma mulher a fazer isso? O enredo segue com Mario destrinchando esse mistério e deixando claro quem é quem nessa história.

É um thriller, tem suspense, tem tensão. Constante. Nada é leve. E, confesso, que ainda me faço algumas perguntas. A certeza fica por conta do silêncio. É o protagonista.

 

DIREÇÃO: Marco Dutra ROTEIRO: Sergio Bizzio, Caetano Gotardo, Lucía Puenzo ELENCO: Carolina Dieckmann, Leonardo Sbaraglia, Chino Darín | 2016 (102 min)

 

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DE ONDE EU TE VEJO
CLASSIFICAÇÃO: Para Ver Bem Acompanhado, Garimpo na Locadora, Comédia Romântica, Brasil - 15/09/2016

Escrevo no dia em que Domingos Montagner se despediu. Assisti já há algum tempo, fiquei com o filme na lembrança. Casados há vinte anos, Ana Lúcia e Fabio resolvem se separar. Ela resolve. Ele não quer. Ela diz que tem mania de querer novidade, que o fim é sempre o começo de algo, que não dá pra querer sempre a mesma coisa. Ele diz que não, que mudou muito durante o tempo, mas que continua igual. Que funciona, que a vida segue em mudança contínua e que é preciso olhar para o que foi construído.

Os personagens de Denise Fraga e Montagner se separam, mas continuam a viver perto: se veem da janela do apartamento, enquanto pensam como mudaram e como continuam iguais. Na essência. O resto, é bom que mude mesmo, alimenta o casamento. Singelo e verdadeiro, fala da crise das fases que pedem transformação. Depois de refletir, Ana Lúcia percebe que “as histórias infelizes é que são todas iguais; as felizes não, são felizes cada uma à sua maneira”. E é aí que mora a beleza do relacionamento.

Grande perda. Além de De Onde Eu Te Vejo, Montagner filmou também Um Namorado para Minha Mulher, com Ingrid Guimarães e Caco Ciocler, ainda em cartaz, Vidas Partidas e Gonzaga, De Pai pra Filho.

 

DIREÇÃO: Luiz Villaça ROTEIRO: Rafael Gomes, Leonardo Moreira ELENCO: Denise Fraga, Domingos Montagner, Manoela Aliperti, Marisa Orth | 2016

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