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Argentina

NO FIM DO TÚNEL – Al Final del Túnel
CLASSIFICAÇÃO: Para Sentir Medo, Para Pensar, Garimpo na Locadora, Drama, Argentina - 15/10/2016

Leonardo Sbaraglia é aquele ator argentino que faz um dos episódios de Relatos Selvagens. Você vai se lembrar, ele é o sujeito que perde a paciência ao ultrapassar um carro na estrada. Inesquecível. É ele também que está em cartaz com o ótimo O Silêncio do Céu, com Carolina Dieckmann, e aparece também em O Que Os Homens Falam. Boa alternativa essa de variar um pouco o ator argentino e dividir a atenção com o onipresente Ricardo Darín. Porque Leonardo é excelente ator e aqui, em No Fim do Túnel, eu diria que ele arrasa.

Outro ponto forte do filme é que a produção é despretenciosa. Diria até simples, mas com um roteiro tão bem amarrado que dá ao desfecho um sabor todo especial. Leonardo é Joaquín, um sujeito paraplégico, que vive sozinho em uma casa enorme, mexe com computadores no porão e resolve alugar um dos quartos pra ganhar uma grana a mais. Aparece uma mulher com a filha, que não só aluga o quarto como se aproxima de Joaquín, justamente quando ele percebe um movimento estranho no porão da casa ao lado.

Fiquei grudada na cadeira. Tem um suspense inteligente, perspicaz, nada pretensioso (como já disse) e surpreendente. Grata surpresa – não que o cinema argentino tenha o hábito de decepcionar, pelo contrário. Mas acertar no programa e ainda superar as expectativas, é tudo de bom.

 

DIREÇÃO e ROTEIRO: Rodrigo Grande ELENCO: Leonardo Sbaraglia, Clara Lago, Pablo Echarri, Javier Godino, Federico Luppi | 2016 (120 min)

 

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KÓBLIC – Koblic
CLASSIFICAÇÃO: Para Pensar, Para Entender o Nosso Mundo, Garimpo na Locadora, Drama, Argentina - 14/10/2016

Ditaduras constroem essas lembranças que rondam o imaginário coletivo. Dentre tantas torturas documentadas na literatura e no cinema, a imagem do lançamento de presos políticos em pleno voo, em alto mar, me causa verdadeiro pavor. Foi assim na Argentina e sabe lá onde mais. Kóblic traz esse panorama como pano de fundo, inclusive sendo a causa da trama do filme.

Sebastián Borensztein, também diretor de Um Conto Chinês, escala Ricardo Darín para ser o protagonista. É incansável, o ícone argentino – faz mais de um filme por ano. Ex-piloto da aeronáutica, executa dos voos-assassinos durante os anos de chumbo, até que chega no seu limite, abandona o posto e se refugia em uma pequena cidade para tentar se refazer do trauma e retomar a vida.

Parece que quem vive a ditadura nunca se livra dela por completo. A realidade do autoritarismo, da abuso de poder, do uso da patente militar e da política da ameaça não dão trégua e acompanham o personagem durante o filme todo. Kóblic é um filme de suspense, mas também tem romance – o que dá uma suavizada e uma réstia de esperança.

 

DIREÇÃO: Sebastián Borensztein ROTEIRO: Sebastián Borensztein, Alejandro Ocon ELENCO: Ricardo Darín, Oscar Martínez, Inma Cuesta, | 2016 (92 min)

 

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O CLÃ – El Clan
CLASSIFICAÇÃO: Para Pensar, Para Entender o Nosso Mundo, Garimpo na Locadora, Drama, Argentina - 09/12/2015

O cinema argentino marca ponto mais uma vez e é contundente demais. Ainda mais em se tratando do momento político atual por que nós passamos aqui na América Latina. Parece que temos uma luz bem lá no fim do túnel, com a Argentina e Venezuela elegendo a oposição e saindo tentando sair da indiferença, e o Brasil querendo acordar, depois de entregar de mão beijada o país pros bandidos. Digo isso porque O Clã, do maravilhoso diretor Pablo Trapeiro, fala disso: do conformismo, da indiferença, da falta de atitude de um país diante de crimes cometidos bem embaixo do seu nariz.

A história do clã dos Puccio é real, mas nem por isso vou contar o que acontece. Muita gente não conhece o fato e eu também não conhecia. Cada detalhe é uma surpresa, rodeado de absurdos. Parece mentira. Pura ficção. E mais: o que se passou durante a retomada da democracia na Argentina, depois da queda da ditadura, pode ser transportado para qualquer situação que acomode o ser  humano apático, o protótipo do não cidadão, do psicopata social, daquele que vive da sua própria mentira.

Arquímedes Puccio (Guillermo Francella, também em O Segredo dos Seus Olhos), é o patriarca do clã, trabalhava durante a ditadura como agente da repressão, operando sequestros e torturas. Com a perda do poder, passa a sequestrar pessoas ricas da sociedade, faz da sua casa o cativeiro e envolve seus filhos na jogada. Seu primogênito Alejandro é campeão de rugbi, faz parte do esquema dos negócios escusos do pai, mas mantém a vida social e esportiva normal, como se nada acontecesse. Aliás, Arquímedes também – é um pai dedicado e amoroso. Suas irmãs e sua mãe, são no mínimo omissas – mas eu diria que são coniventes. Tudo acontece debaixo dos seus olhos, dentro da sua casa e elas de nada desconfiam. Boa metáfora para a vida política tupiniquim, não?

O desenrolar é inacreditável. Trapero faz uma forte crítica social (vale ver Abutres, Leonera, Elefante Branco, Mundo Grúa) – mas tem também um cinema mais ameno, mas não menos realista, como Família Rodante, que segue pro lado mais humanista e de comportamento familiar. Em O Clã, indicado da Argentina ao Oscar de filme estrangeiro, ele escancara o cinismo humano com todas as forças. Chega a doer.

 

DIREÇÃO: Pablo Trapero ROTEIRO: Julian Loyola, Esteban Student ELENCO: Guillermo Francella, Antonia Bengoechea, Gastón Cocchiarale, Peter Lanzani | 2015 (110 min)

 

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O SEGREDO DOS SEUS OLHOS – El Secreto de Sus Ojos
CLASSIFICAÇÃO: Romance, Policial, Para se Emocionar, Garimpo na Locadora, Drama, Argentina - 08/11/2015

De tão bom, resolveram fazer uma outra versão, agora americana, que vai se chamar Olhos da Justiça (estreia 10/11). Mas não tem nem comparação. Embora a versão americana conte com elenco estrelado – Nicole Kindman, Julia Roberts, Chiwetel Ejiofor – Ricardo Darín vale por eles todos na versão argentina, que levou o Oscar de melhor filme estrangeiro naquele ano.

Falei de Ricardo Darín porque ele se tornou o ícone do cinema argentino. A lista de filmes é imensa: O Filho da Noiva, Kamchatka, Abutres, Um Conto Chinês, Elefante Branco, O que os  Homens Falam, Tese sobre um Homicídio, Relatos Selvagens – só pra citar os mais bacanas. Mas em O Segredo dos Seus Olhos ele conta com a presença de um elenco superafinado – sem o qual o filme não teria o mesmo brilho.

Quem escreve e dirige é Juan José Campanella, também da animação Um Time Show de Bola – que não teve a repercussão que merecia. E tudo é muito bem feito: conta a história de um oficial de justiça aposentado, que escreve um livro sobre um homicídio do qual foi testemunha nos anos 70. Nunca aceitou o desfecho dado pela justiça, resolve reabrir o caso com ajuda da sua ex-chefe e mulher amada depois de 20 anos, e acaba causando uma reviravolta. Recheado de diálogos inteligentes, o thriller tem uma linda ambientação da Buenos Aires daquela época, um ótimo suspense e um subliminar amor que se forma nas entrelinhas.

É o que há de mais bacana no cinema argentino dos últimos anos. Vale rever antes de assistir à versão americana. Aí você compara, põe na balança e pensa: que valor não tem a sutileza!

DIREÇÃO: Juan José Campanella ROTEIRO: Eduardo Sacheri, Juan José Campanella ELENCO: Ricardo Darín, Soledad Villamil, Pablo Rago | 2009 (129 min)

 

 

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AMOROSA SOLEDAD – Amorosa Soledad
CLASSIFICAÇÃO: Romance, Para Ver Bem Acompanhado, Garimpo na Locadora, Comédia Romântica, Argentina - 09/03/2015

Que agradável surpresa ter um filme argentino de 2008 estreiando nos cinemas, em tempos de grande concorrência nas salas paulistas. É porque é coisa boa e diferenciada. Amorosa Soledad me lembrou de cara o delicioso Frances Ha: delicado, bem humorado e inteligente. De uma maneira simples, este cinema de autor não tem a pretensão de ser o que não é. A ideia é que seja simplesmente um recorte de uma vida comum, em uma situação de fragilidade e necessidade de se reinventar. Nada mais corriqueiro – e, por isso, difícil de transpor para a tela sem que seja recheado de clichês.

Aliás, Amorosa Soledad pode ser várias coisas, menos um clichê. Não sei como os diretores conseguem, mas o filme tem a autenticidade necessária para chamar a atenção e deixar uma pitada de curiosidade sobre o fim (ou começo) de Soledad. Inês Efrón (também no bonito XXY) é gentil e generosa, leva o fora do namorado, fica mal por isso e resolve tirar um sabático das relações amorosas. Ficar sozinha um pouco poderia lhe fazer bem. Então, conhecemos Soledad (nada mais carregado de significado do que seu nome, que significa solidão) na sua rotina de trabalho, na relação com a mãe, na sua hipocondria, na sua busca por ficar em companhia dela mesma.

Eu diria que Soledad é aquele tipo de pessoa ingênua e sensível, que acredita em todos e em tudo, que não quer mal a ninguém, que diz o que pensa, que não tem malícia. Ela é o que é, e seu sorriso diz que não quer ser nada mais. Essa é a graça de Amorosa Soledad: a mais genuína vibração do cinema argentino, em que as relações humanas são as protagonistas da tela.

 

DIREÇÃO: Victoria Galardi, Martín Carranza ROTEIRO: Victoria Galardi ELENCO: Inés Efrón, Fabián Vena, Nicolas Pauls, Ricardo Darín | 2008 (82 min)

 

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O CRÍTICO – El Crítico
CLASSIFICAÇÃO: Romance, Para Ver Bem Acompanhado, Garimpo na Locadora, Drama, Argentina - 09/01/2015

Tomara que O Crítico sobreviva em cartaz, no meio de tantos filmes visados e badalados que vêm por aí por causa das premiações. Filme argentino, pode ser que sobreviva. Mas as pessoas têm que descobrir que ele está ali, em apenas uma sala, no Bela Artes e fazer o boca a boca funcionar. Mesmo que os primeiros minutos pareçam ser tão chatos quanto o protagonista – um jornalista rabugento, que escreve sobre cinema e está sempre de mal com a vida – insista. O diretor vai construindo o filme, ao mesmo tempo em que desconstrói o personagem de Víctor Tellez e mostra a sua verdadeira cara. No final, você vai adorar o que assistiu.

Da maneira sutil, humana e sensível de fazer cinema na Argentina, o ritmo do filme é um retrato do próprio jornalista. Aliás, é claro que vesti a carapuça, já que também vou às cabines (sessões exclusivas para jornalistas, para assistir às produções antes da estreia) e também escrevo sobre cinema. Mas Tellez é do tipo jornalista implacável, diz sofrer da “maladie du cinéma” e não tolera o gênero comédia romântica. Acha uma chatice, sem qualidade ou valor. Vive reclamando de tudo, dando patada nas pessoas, atraindo encrencas.

Até que a vida lhe apresenta um romance, na figura da bela Sofía. Misteriosa, entra na rotina do jornalista e consegue tirar dele risos e sorrisos que nós nem poderíamos imaginar caber no personagem. Leve, alegre e sensível, O Crítico é daqueles filmes que a gente não dá nada no começo, mas que ganha força, ritmo e sentido à medida que os personagens vão se formando – e transformando. Tudo com muita harmonia e naturalidade, sem forçar a barra. E, claro, tem um toque fino de ironia, uma tapa com luva de pelica na tal da crítica – é fácil falar mal daquilo que a gente não conhece. Victor que o diga.
DIREÇÃO e ROTEIRO: Hernán Guerschuny ELENCO: Rafael Spregelburd, Dolores Fonzi, Blanca Lewin | 2013 (98 min)
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RELATOS SELVAGENS – Relatos Salvajes
CLASSIFICAÇÃO: Para Pensar, Garimpo na Locadora, Drama, Argentina - 23/10/2014

Quem é que já não teve seu dia de fúria? Daqueles em que a razão desaparece, em que a raiva vem das entranhas e não há freio, nem filtro que segure. Daqueles que nem você se reconhece naquele corpo, naquelas palavras ardidas e naquelas atitudes inconsequentes.

Relatos Selvagens, o filme argentino que concorre à vaga para indicação de melhor filme estrangeiro – e tem grandes chances de conseguir entrar na seleta lista – conta seis histórias inacreditáveis e muito criativas de um desses dias decisivos. Ricardo Darín, que brilha no papel do sujeito inconformado com a burocracia e com o descaso das autoridades, faz um quadro de protesto de cidadania – algo que nos vem bem a calhar; outra história fala da intransigência  e intolerância com o outro, esbarrando no preconceito gratuito e na constante falta de respeito. Outros dois lidam com a raiva contida e com o sabor da vingança, tanto no avião, quanto no restaurante. Um deles fala da ética e da falta que ela faz, e outro ainda da dor da traição.

Cada qual tem sua tensão, sempre crescente, sempre angustiante e intensa. Histórias que não podem ser ditas de antemão, porque o meio e o fim são sempre surpreendentes e vale totalmente o seu ingresso. Todos são sentimentos humanos e mente quem diz que nunca passou por algo parecido. Por isso Relatos Selvagens é tão bom, tão genuíno, tão puro naquilo que a gente tem de mais instintivo: sobreviver. Seja a situação que for. Aproveite a viagem, porque ela começa dentro do avião e só termina com um suspiro final.

 

DIREÇÃO e ROTEIRO: Damián Szifrón ELENCO: Ricardo Darín, Oscar Martinez, Darío Grandinetti, Rita Cortese, Liliana Ackerman, María Marull | 2014 (122 min)

 

 

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O MÉDICO ALEMÃO – Wakolda
CLASSIFICAÇÃO: Suspense, Para se Emocionar, Para Entender o Nosso Mundo, Garimpo na Locadora, Drama, Argentina - 13/06/2014

Assisti a este filme na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo de 2013. Agora saio em home video e publico novamente, com destaque. Concorreu à vaga para o Oscar de melhor filme estrangeiro, mas não entrou. Que bom que entra agora em cartaz. Filme argentino bom, de qualidade e com tema que não deve ser esquecido!

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Adoro quando consigo não me informar muito sobre um filme, quando assisto e vou descobrindo, junto com os personagens, as verdades apresentadas. Isso não é possível sempre, mas tento tomar esse cuidado – difícil, porque muitas vezes as informações chegam até nós quase que por osmose. As sinopses, por mais curtas que sejam, muitas vezes são capazes de funcionar como um imediato estraga-prazer. Nem ao trailer eu assisti (está publicado abaixo; faça a sua escolha). Aconteceu isso com Wakolda. Sabia pouco: que era o indicado argentino à vaga para concorrer ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2014. Isso bastou para que eu aproveitasse cada minuto do projeção e sentisse, mais genuinamente, a angústia e surpresa da família que hospeda um médico misterioso nos anos 1960.

Até por isso, não entrarei em detalhes. Mas posso dizer que Wakolda é delicado na sua crueldade, tem ótimos atores e um tom que valoriza o ser humano e sua diversidade. O tempero que a diretora Lucía Puenzo consegue dar ao drama da família tem o fino trato da ironia, da maldade velada, da desconfiança mesclada com desesperança. Uma família cruza uma estrada deserta da Patagônia e é acompanhada por um médico desconhecido e bastante estranho, também no jeito de abordar a pequena Lilith, que aparente ter menos de 12 anos, por ter uma estatura mais baixa que o normal. A família abre um hotel na região do lago de Nahuel Huapi e esse médico se instala por ali, oferecendo-se para ajudá-los nas questões de saúde, mas também no sonho de Enzo de montar uma fábrica de bonecas. Wakolda é o nome de uma delas, que servem também como uma analogia de perfeição, produção em série do ser humano, moldado com as características ideais da composição de uma raça.

Mas quem era esse sujeito? O que queria? Por que tanto interesse pela família? Vale a pena conferir. Wakolda tem, sem dúvida, um apelo internacional mais forte do que o nosso candidato brasileiro à vaga, O Som Ao Redor. Independente do que a Academia escolha para disputar o prêmio, vale seu ingresso com certeza.

DIREÇÃO E ROTEIRO: Lucía Puenzo ELENCO: Natalia Oreiro, Alex Brendemühl, Diego Peretti | 2013 (93 min)

 

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UM TIME SHOW DE BOLA – Metegol
CLASSIFICAÇÃO: Para Ver em Família, Para se Divertir, Garimpo na Locadora, Argentina, Animação - 02/12/2013

Se fosse esperar para lançar em 2014, Juan José Campanella teria o gancho da Copa. Mas nem precisa, de verdade. Um Time Show de Bola faz sentido em qualquer contexto, claro. Vai além do futebol e do pebolim, e permeia pela máxima “a união faz a força”. Com todo o poder transformador que ela tem.

De fato, porque aqui estamos falando de jogadores de pebolim, adorados pelo menino Amadeo, que cresce, entra na vida adulta e continua considerando os bonecos seus melhores amigos. Até que seu rival de infância reaparece também adulto, mas todo-poderoso. Rapta sua amada, destrói seu pebolim e o deixa de mãos abanando. E desesperado. Da tristeza, os bonecos de pebolim ganham vida e viram, literalmente, o jogo.

Animação com sotaque e toque argentino, daqueles que costumo ressaltar aqui no blog. Toque de emoção, valorização das relações, sem lustrar demais, sem que para isso seja preciso virar um dramalhão. Personagens com defeitos humanos, mas com relações dignas de se mostrar num filme. E mais: qualidade da animação nota 10 – não deixa a desejar para nenhum estúdio americano. Juan José Campanella, para quem não lembra, é o cineasta argentino responsável por dois filmes memoráveis: O Filho da Noiva e O Segredo dos Seus Olhos, ambos com o astro Roberto Darin. Em Metegol (título original), não há personagens famosos. Mas se pudessem ser verdade, bem que fariam a torcida levantar e aplaudir de pé.

 

DIREÇÃO: Juan José Campanella ROTEIRO: Juan José Campanella, Roberto Fontanarrosa

 

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