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Alemanha

13 MINUTOS – Elser
CLASSIFICAÇÃO: Para Pensar, Para Entender o Nosso Mundo, Garimpo na Locadora, Drama, Alemanha - 14/11/2016

O que teria sido da história mundial sem Hitler? Mil possibilidades, mas é certo que teria sido bem diferente. George Elser tenta, em novembro de 1939, assassinar o líder alemão. Antevê o horror, percebe o que está por trás do discurso racista e imperialista, bola um plano e explode uma bomba. Por 13 minutos, Elser falha. Teria mudado tudo.

História real contada no filme, com o flashback sobre a vida e relacionamentos de Elser. Consegue se safar da morte iminente, fica preso durante a guerra e termina num campo de concentração. Mais um relato interessante sobre o olhar alemão sobre a cena da guerra: há os coniventes, mas há os que enfrentam o poder e pagam com a vida por isso.

 

DIREÇÃO: Oliver Hirschbiegel ROTEIRO: Léonie-Claire Breinersdorfer, Fred Breinersdorfer ELENCO: Christian Friedel, Katharina Schüttler, Burghart Klaubner | 2015 (114 min)

 

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LABIRINTO DE MENTIRAS – Im Labyrinth des Schweigens
CLASSIFICAÇÃO: Para Pensar, Para Entender o Nosso Mundo, Garimpo na Locadora, Drama, Alemanha - 17/12/2015

Este é o escolhido da Alemanha para disputar o Oscar de filme estrangeiro. Curioso, porque o escolhido da Argentina, também em cartaz, gira em torno do mesmo grande tema. Tanto Labirinto de Mentiras, quanto argentino O Clã falam do passado tenebroso dos dois países, da indiferença das pessoas em relação às atrocidades cometidas e da cumplicidade do governo em acobertar os criminosos. É de se parar pra pensar na maneira com que estamos escrevendo nossa história por aqui também.

É verdade que havia uma parcela da população que não sabia o que se passava em Auschwitz, principalmente os mais jovens. Mas são justamente eles que vão trazer à tona o passado, caçar os nazistas e contar pra todo mundo o que aconteceu nos campos de concentração. No final dos anos 1950, A Alemanha prospera, os nazistas voltam à vida normal e os sobreviventes da guerra sofrem com o silêncio da sociedade diante do Holocausto. Até que um jornalista reconhece um nazista que virou professor universitário, aciona o ministério público e sensibiliza um jovem promotor a investigar o caso, procurar os ex-agentes da SS escondidos e lutar para condená-los.

O título original alemão fala do “labirinto em silêncio”. Faz sentido: ninguém fala nada, ninguém viu nada, a não ser os judeus sobreviventes, que dão emocionantes depoimentos que dispensam até palavras. Preciso e habilidoso, este filme mostra o momento crucial em que a Alemanha passa os acontecimentos da Segunda Guerra a limpo, pune parte importante dos criminosos e começa a reescrever uma nova história com a geração que realmente não sabia de nada.

 

DIREÇÃO: Giulio Ricciarelli ROTEIRO: Elisabeth Bartel, Giulio Ricciarelli ELENCO: André Szymanski, Alexander Fehling, Friederike Becht| 2015 (101 min)

 

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A FESTA DE DESPEDIDA – The Farewell Party
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Israel, Garimpo na Locadora, Drama, Alemanha - 29/09/2015

Vai pra lista de filmes sobre a terceira idade, mas é da prateleira dos mais pesados – ou mais realistas do ponto de vista das dificuldades. Apesar da questão da eutanásia-solidária que o filme traz nas “festas de despedida”, a maior parte dele é feita de momentos difíceis, de doença e privação, de perda e dor, de esquecimento e solidão.

Há poucos momentos de prazer ou alegria – mas a cena da nudez é libertadora. De novo estamos numa casa de repouso (aliás, está mais para condomínio reservados para pessoas da terceira idade) agora em Israel, em que os hóspedes-pacientes já sofrem de doenças graves, alguns já não toleram a dor e desejam terminar logo com tanto sofrimento. Um dos senhores é engenheiro, estilo-professor-Pardal, e resolve construir uma máquina de eutanásia para ajudar seus amigos em estado terminal.

Deve ser controverso para alguns, mas pra mim faz sentido escolher a hora em que o sofrimento se torna insuportável para todos. Tem um pouco da melancolia do filme francês Amor, que ganhou a Palma de Ouro em Cannes. Mas tem também o reconhecimento do amor e do respeito. E é isso que fala mais alto aqui também.

DIREÇÃO e ROTEIRO: Tal Granit, Shayron Maymon ELENCO: Ze’ev Revach, Levana Finkekstein, Aliza Rosen, Ilan, Dar, Raffi Tavor, Yosef Carmon, Hilla Sarjon | 2014 (95 min)

 

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PHOENIX
CLASSIFICAÇÃO: Para Entender o Nosso Mundo, Garimpo na Locadora, Drama, Alemanha - 07/08/2015

É do diretor Christian Petzold também Barbara, outro filme que carrega um suspense intenso, um mistério sutil, longe de ser óbvio. Situa-se nas sequelas do pós-guerra, dos sobreviventes do Holocausto, mas tem um tom distinto. Até o final eu fiquei me perguntando quem era aquela personagem. Aliás, ela também se fazia a mesma pergunta. Desfigurada pelos horrores vividos nos campos de concentração, tem o rosto reconstituído, mas já não se reconhece. Nem por dentro e nem por fora. No fim, Phoenix é sobre isso: o encontro do passado e do futuro, porque o presente está sempre em suspenso.

E essa é a parte difícil que a atriz alemã Nina Hoss, também nos ótimos Barbara e O Homem mais Procurado, consegue transmitir com maestria. Sombria e misteriosa ao tempo todo, me deixou sempre na expectativa de uma surpresa nos acontecimentos, na personalidade, nas relações. Depois de recuperada, seu único contato é uma velha amiga, que quer levá-la para a Palestina para recomeçar a vida. Ela insiste em procurar o marido nos escombros de Berlim, que também sobreviveu, mas que ela desconfia ter sido o delator e traidor responsável por sua prisão.

Não vale a pena entrar em mais detalhes, porque a história vai crescendo na mesma medida em que sua personagem, Nelly, vai ganhando corpo e confiança com seu novo rosto. O desfecho é surpreendente, assim como surpreende a sutileza dos detalhes e olhares. Os sentimentos são sempre latentes, impulsivos. E não tem como não ser atingido pelo misto de esperança e desconfiança que é essa nova Nelly.

 

 

DIREÇÃO: Christian Petzold ROTEIRO: Christian Petzold, Harun Frarocki ELENCO: Nina Hoss, Ronald Zehrfeld, Nina Kunzendorf | 2014 (98 min)

 

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AS PONTES DE SARAJEVO – Les Ponts de Sarajevo
CLASSIFICAÇÃO: Portugal, Para Entender o Nosso Mundo, França, Especiais, Drama, Bulgária, Bósnia-Herzegovina, Alemanha - 27/10/2014

38mostraspEste ano é o centenário do início da Primeira Guerra Mundial, que teve como gatilho o assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do império Austro-Húngaro, em Sarajevo. O assassino era membro do movimento “Jovem Sérvia”, que pretendia terminar com o domínio da Áustria-Hungria sobre os povos eslavos (que incluia bósnios, sérvios e croatas), para enfim formar a Iugoslávia.

A partir desse fato, o mapa da Europa mudou para sempre, dando fim a milhões de vidas nas guerras que se sucederam, separando famílias, destruindo culturas e países, acirrando a intolerância religiosa. Partindo desta premissa, 13 diretores de diferentes projeções e nacionalidades foram convidados a rodar um curta, dando seu parecer sobre o tema, tendo a cidade de Sarajevo como centro, seja naquilo que ela representou, representa ou abriga como memória. Algo no estilo da séria Cities of Love (que já tem Paris, NY e Rio), só que alinhavado pelo traço do cartunista belga François Schuiten. O que seu desenho faz é unir o conteúdo de cada um dos diferentes olhares através das famosas pontes da cidade de Sarajevo, num interessante apanhado que une tristeza e guerra, (des)esperança e (in) tolerância – e até um certo humor negro. Na imagem acima, um grupo de garotos joga futebol e a bola cai no cemitério onde estão enterrados os cristãos sérvios e muçulmanos bósnios mortos na guerra. Um dos episódios mais tocantes.

Acho sempre interessante este recurso, ainda mais em um assunto tão complexo como esse, que mudou a história do século, produziu sérias sequelas culturais, sociais, familiares e religiosas e que tem, para mim, uma grande interrogação: a guerra na Bósnia nos anos 90. Um genocídio debaixo dos olhos de todos nós, em pleno coração europeu.

Para quem gosta de história e de explorar diferentes visões de um mesmo tema, vale seu ingresso. Sai do comum, abre a cabeça e faz refrescar a memória. Saí do cinema e uma mãe dizia para o filho, um jovem: “eu me lembro vagamente que teve mesmo uma guerra naquela região, lá pelos anos 90, bem quando você nasceu”. Pois é. É desse tipo de coisa que não dá para lembrar só “vagamente”. É por essas e outras que o cinema é memória fundamental.

 

DIREÇÃO: Ainda Begic, Leonardo Di Costanzo, Jean-Luc Godard, Kamen Ka | 2014 (114 min)

 

 

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O HOMEM MAIS PROCURADO – A Most Wanted Man
CLASSIFICAÇÃO: Suspense, Para Entender o Nosso Mundo, Inglaterra, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Drama, Alemanha, Ação - 09/10/2014

Não faltam elementos nas atuais relações internacionais para um bom thriller e é essa, mais uma vez, a fonte de inspiração do escritor John Le Carré. É dele também a incrível história de O Jardineiro Fiel, levado pra telona com louvor por Fernando Meirelles, sobre o forte lobby da indústria farmacêutica no teste de medicamentos na África. De novo, o tráfico de influências ditando as regras e dando voz ativa ao detentor do poder financeiro. Em O Homem Mais Procurado, o mote é o terrorismo, alimentado pela busca insana aos terroristas muçulmanos extremistas infiltrados no Ocidente depois do atentado de 11 de setembro.

Prepare-se para um thriller com ritmo acelerado, múltiplos interesses políticos e econômicos e personagens dúbios. O grande protagonista é Günther Bachmann – digo grande porque o ator Philip Seymour Hoffman está espetacular e este é seu último longa. Ele é um agente secreto que dedica seu tempo a observar e investigar passos suspeitos de integrantes da comunidade muçulmana em Hamburgo. O imigrante ilegal Issa, meio russo, meio checheno, inspira suspeitas e Bachmann e sua equipe começam a monitorar seus passos. Em cena, entra a advogada de direitos humanos Annabel (Rachel McAdams, também em Questão de Tempo), que resolve ajudar o imigrante a encontrar um banqueiro, que teoricamente guarda a herança deixada por seu pai.

Toda essa movimentação gera interesse da CIA na Alemanha e do serviço secreto deste país. É aqui que entra o jogo político, a luta pelo poder e pelo mérito das complexas operações que tratam de desvendar as redes de enriquecimento ilícito e financiamento de atos terroristas. Preste atenção em todos os detalhes, porque eles são reveladores de um desfecho surpreendente. Tem um ritmo parecido com Munique, que instiga você a querer ver de novo, a prestar atenção em falas e ações sugestivas que escaparam, em indícios que pudessem levá-lo a descobrir se Issa era um terrorista ou apenas um sujeito buscando asilo político depois de ser brutalmente torturado em seu país. O livro foi reeditado e, pelo jeito, também vale a leitura. Mas confesso que assistir à dinâmica frenética dos atores Hoffman, Daniel Brühl (também de Rush – No Limite da Emoção), Nina Hoss (também em Barbara), William Dafoe, Robin Wright (também na série House of Cards) e Grigoriy Dobrygin é mais convidativo e merece ser revista.

DIREÇÃO: Anton Corbijn ROTEIRO: Andrew Bovell, John le Carré (livro) ELENCO: Philip Seymour Hoffman, Rachel McAdams, Daniel Brühl, Robin Wright, Homayoun Ershadi, Mehdi Dehbi | 2014 (122 min)

 

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A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS – The Book Thief
CLASSIFICAÇÃO: Para Entender o Nosso Mundo, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Drama, Alemanha - 27/05/2014

Lembro de ter me emocionado com a leitura de A Menina que Roubava Livros. Ler sempre deixa a mente mais livre para imaginar, ainda mais do ponto de vista de Markus Zusak, que coloca a morte como narradora do drama. E ainda, a partir do prisma da importância do conhecimento, da literatura, da comunicação, da educação, numa época em que pensar contra o regime era sentença de morte. Boa sacada, do autor, que ficou aquém da sua capacidade sob a lente do diretor.

Filme sobre o Holocausto são muitos, mas alguns são acima da curva. E quando a história é boa, a emoção também fala mais alto. É o caso de O Pianista, A Lista de Schindler, para citar alguns. São filmes em que o cenário não está todo no seu devido lugar, em que o caos não está arrumado, em que parece que realmente estamos vivendo a realidade. Em A Menina que Roubava Livros falta isso: a sensação de que foi verdade, embora estivéssemos na ficção. Tudo muito arrumado, comportado, organizado. A menina Leslie perde o irmão, é vendida pela mãe comunista a um casal de alemães e com eles vive o período da guerra. Aprende a ler com seu pai adotivo, que esconde no porão da casa um amigo judeu. Ficam amigos, as relações se estreitam e entre eles o amor pela fantasia, pelas letras e pelas histórias é o que faz atravessar os tempos difíceis.

Se eu disser que não me emocionei, pode parecer frieza, mas é o olhar da câmera que não convence. Fica mais com cara do que chamávamos de “sessão da tarde” do que qualquer outra coisa. Não que não valha a pena, mas eu colocaria na prateleira daqueles para ver num domingo chuvoso, no conforto de casa. Lembrei: tem algo fake, parecido com o que senti quando vi Cavalo de Guerra, de Spielberg. Poderia ter sido um grande filme.

 

 

 

 

 

DIREÇÃO: Brian Percival ROTEIRO: Markus Zusak (livro), Michael Petroni ELENCO: Sophie Nélisse, Geoffrey Rush, Emily Watson | 2013 (131 min)

 

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PRAIA DO FUTURO
CLASSIFICAÇÃO: Para Pensar, Garimpo na Locadora, Drama, Brasil, Alemanha - 16/05/2014

A começar pela polêmica da coletiva de imprensa, é preciso dizer que o filme não é sobre homossexuais. A pergunta de um jornalista gerou um burburinho, com razão. A sexualidade dos personagens não é tema, assim como não é para ser tema a vida pessoal de nenhum ator ou diretor. A profundidade do drama do diretor Karim Aïnouz (também de Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo) é humana, independente de quem seja essa pessoa. É universal.

“Um ator não se prepara para viver um personagem gay”, diz Wagner Moura, o ator versátil e absolutamente dono do filme e da coletiva. “O simples fato de uma pergunta dessas vir à tona já mostra o quanto as pessoas estão equivocadas, quanto são invasivas”, completa. De fato. Praia do Futuro conta a história de um salva-vidas (Wagner Moura, também em Serra Pelada, A Busca, Elysium), que se apaixona por um turista alemão (Clemens Schick) em Fortaleza, e segue para a Alemanha em busca do amor, mas principalmente em busca de si próprio. Anos mais tarde, seu irmão Ayrton (Jesuíta Barbosa, também em Tatuagem) embarca para Berlim para ter notícias do irmão que nunca mais voltou.

Com planos longos, mais silêncios do que diálogos, Praia do Futuro não é para qualquer um. Denso, explora mais a busca interna do personagem Donato por uma identidade e liberdade, do que a relação com seu parceiro, Konrad. Explora a natureza colorida e exuberante da praia cearense, em contraste com o frio acinzentado alemão. Quem curte o trabalho de Moura, cujo próximo trabalho é viver Pablo Escobar, o temido traficante colombiano, em uma série de televisão, vai ver que atores talentosos como ele são poucos. E ele ainda diz que Donato é o seus personagem mais parecido com o Capitão Nascimento, de Tropa de Elite. É o mais viril. O que de novo é um tapa de pelica nos preconceituosos de plantão.

 

DIREÇÃO e ROTEIRO: Karim Aïnouz ELENCO: Wagner Moura, Jesuíta Barbosa, Clemens Schick| 2014 (106 min)

 

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FESTIVAL DE BERLIM
Foto de LONDON RIVER, em que o ator Sotigui Kouyate levou o Urso de Prata de melhor ator.
CLASSIFICAÇÃO: Especiais, Alemanha - 17/02/2014

Acaba mais um Festival de Berlim e me pergunto se ainda lembro quais são os filmes que já venceram o Urso de Ouro, ou o Urso de Prata neste prestigiado festival europeu. Andei revisitando alguns, outros já estão publicados no blog. Quem venceu o Urso de Ouro este ano foi o chinês Black Coal, Thin Ice, de Yinan Diao. Richard Linklater (da trilogia Antes do Amanhecer, Antes do Pôr-do-Sol, Antes da Meia-Noite) levou o Urso de Prata por Boyhood.

Como nada disse chegou por aqui, fiz uma lista de alguns filmes bons, interessantes, emocionantes premiados com o URSO DE OURO, melhor filme, em Berlim em algum momento da sua história:

RAIN MAN, 1989 (EUA)

RAZÃO E SENSIBILIDADE, 1996 (ING)

CENTRAL DO BRASIL, 1998 (BR)

MAGNÓLIA, 2000 (EUA)

TROPA DE ELITE, 2008 (BR)

A TETA ASSUSTADA, 2009 (PERU)

A SEPARAÇÃO, 2011 (IRÃ)

CÉSAR DEVE MORRER, 2012 (FR)

 

Também selecionei cinco URSOs DE PRATA que merecem sua atenção:

GLORIA, Paulina García, melhor atriz, 2013 (CHILE)

GIGANTE (URUGUAI)

LONDON RIVER , 2009 (ING)

AS HORAS (EUA)

MARIA CHEIA DE GRAÇA , 2004 (COLÔMBIA) (foto acima)

 

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