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Romance

COMO EU ERA ANTES DE VOCÊ – Me Before You
CLASSIFICAÇÃO: Romance, Para Ver Bem Acompanhado, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Comédia Romântica - 16/06/2016

Jojo Moyes roteiriza seu próprio livro e acerta no tom. Lembrei logo de A Culpa é das Estrelas – também uma adaptação para os cinemas de um livro de sucesso, também um conjunto de emoções. Moyes é autora de mais de uma dezena de livros que falam de amor e relacionamento. Lembrei porque os dois roteiros são construídos com base no equilíbrio entre três pilares: romance, drama e humor. Imbatível, não?

E é mesmo. Teve muita gente que saiu do cinema disfarçando as lágrimas. Quem acompanha a série Game of Thrones vai reconhecer a protagonista Emilia Clarke, uma jovem garçonete inglesa, que vê a vida sempre pelo lado positivo, segura a onda financeira da família e tem um estilo próprio de se vestir – com cores e combinações bem originais. Perde o emprego e vai trabalhar como acompanhante de um belo e rico rapaz (Sam Clafin, também em Simplesmente Acontece), que ficou tetraplégico e perdeu a vontade de viver.

Claro que vem à mente o belo filme francês Intocáveis, em que o ator Omar Sy toma conta de um deficiente e devolve a ele a vontade de rir e sorrir. O drama é inevitável, mas, nos três filmes, o que fica mesmo é a emoção das relações que se constroem no improvável, se firmam na incerteza e transformam todos ao redor. Como Eu Era Antes de Você tem tudo pra fazer você rir e chorar. Pode se preparar!

 

DIREÇÃO: Thea Sharrock ROTEIRO: Jojo Moyes ELENCO: Emilia Clarke, Sam Claflin, Janet McTeer, Charles Dance | 2016 (110 min)

 

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OS ANARQUISTAS – Les Anarchistes
CLASSIFICAÇÃO: Romance, Para se Emocionar, Garimpo na Locadora, França, Drama - 24/05/2016

Ponto forte de Os Anarquistas, sem sombra de dúvida, é a direção de arte. Impecável na reconstituição do final do século 19, o filme tem figurino, cenários e luz desbundantes. Pra quem quer emoção, talvez fique devendo. Os Anarquistas, como o próprio nome diz, deveria mostrar, nem que fosse um pouco, da instransigência e transgressão do grupo que quer derrubar o status quo da Paris da época. Mas fica morno.

Poderia ter mais energia. Mas o ritmo condiz com o olhar dos próprios personagens e com a intenção – pelo menos à primeira vista – do diretor Elie Wajeman: focar no ambiente de época, retratar a existência do grupo de amigos-anarquistas, ressaltar a beleza da montagem toda e deixar a cereja para o final. Apesar de não ser um filme de grandes entusiasmos – nem mesmo dos personagens-título ou do casal proibido formado por Tahar Rahim (também em O Profeta) e Adèle Exarchipoulos (também de Azul é a Cor Mais Quente) – gosto do desfecho. Tem equilíbrio e consistência, sem que para isso tenha que ser um grande filme.

 

DIREÇÃO: Elie Wajeman ROTEIRO: Elie Wajeman, Gaëlle Macé ELENCO: Tahar Rahim, Adèle Exarchopoulos, Swann Arlaud | 2015 (101 min)

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PAIS E FILHAS – Fathers and Daughters
CLASSIFICAÇÃO: Romance, Para se Emocionar, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Drama - 20/05/2016

Sem apresentar nada de muito novo, Pais e Filhas toca em questões universais que podem sim levar você às lágrimas durante o filme. Relacionamentos, claro! O ponto aqui não é nem analisar se o filme é meloso, se a atuação de Russell Crowe é arrastada, se o enredo convence. A questão aqui é a seguinte: está a fim de ver um filme sobre um pai que perde a esposa num acidente e tem que cuidar sozinho da filha? Sobre essa filha que cresce, carrega os traumas para a vida adulta e sofre pra finalmente amadurecer? Falei que não tinha novidade, mas o tema recorrente acaba emocionando e muita gente vai se identificar com a trama.

Dito isso – e você ciente de que não está diante de um filmaço – deixe a emoção rolar. Crowe é um escritor que fica viúvo, não consegue produzir um novo e bom livro, precisa cuidar da filha pequena e dar conta de controlar seus surtos psicóticos. Paralelamente vem a história dessa menina já adulta (Amanda Seyfried, também em Enquanto Somos Jovens), que estuda psicologia, envolve-se sexualmente com qualquer homem, mas tem medo em aprofundar as relações. Até que conhece Cameron (Aaron Paul, também em Decisão de Risco), por quem, finalmente, se apaixona.

Pais e Filhas atinge aquele ponto obscuro – mesmo que superficialmente – onde ficam guardados os sentimentos mal cuidados do passado. E esse lugar, todo mundo sabe qual é. Não? É aí que mora a emoção do filme.

 

DIREÇÃO: Gabriele Muccino ROTEIRO: Brad Desch ELENCO: Russell Crowe, Amanda Seyfried, Aaron Paul, Diane Kruger | 2015 (116 min)

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BROOKLIN
CLASSIFICAÇÃO: Romance, Para Ver Bem Acompanhado, Para se Emocionar, Irlanda, Inglaterra, Garimpo na Locadora, Drama - 12/02/2016

Brooklyn me lembrou o filme com Marion Cotillard, Era Uma Vez Em Nova York. Também sobre uma moça (aqui polonesa, nos anos 1920) que migra pros Estados Unidos em busca de uma vida melhor. Mas o ambiente é mais pesado, a realidade mais dura. A personagem Ellis em Brooklyn vive nos anos 1950, sai da Irlanda pra tentar a vida e, apesar das diferenças e de sentir falta da Irlanda, encontra um país próspero, gente amigável e um futuro bem possível pela frente.

Brooklyn tem esse tom mais leve, muito mais centrado na adaptação da jovem ao modo de vida americano do que nas dificuldades de mudar de país – vamos combinar que o que Ellis encontra é quase um mar de rosas, rodeado de gente boa e solícita. Portanto, está mais pra romance do que pra drama.

O que não tira o mérito do filme – concorre em três categorias: melhor filme, roteiro adaptado e atriz. Saoirse Ronan está perfeita (quem gosta, como eu, do sotaque britânico, vai adorar!), a ambientação da época é linda, o filme tem bom ritmo, boas atuações (adoro Domhnall Gleeson, também em Questão de Tempo e O Regresso), e uma ótima história de amor. Muita coisa acha que é o melhor filme, mas é delicioso de ver e merece ser visto bem acompanhado.

DIREÇÃO: John Crowley ROTEIRO: Nick Hornby, Colm Tóibín ELENCO: Saoirse Ronan, Emory Cohen, Domhnall Gleeson | 2015 (111 min)

 

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O SEGREDO DOS SEUS OLHOS – El Secreto de Sus Ojos
CLASSIFICAÇÃO: Romance, Policial, Para se Emocionar, Garimpo na Locadora, Drama, Argentina - 08/11/2015

De tão bom, resolveram fazer uma outra versão, agora americana, que vai se chamar Olhos da Justiça (estreia 10/11). Mas não tem nem comparação. Embora a versão americana conte com elenco estrelado – Nicole Kindman, Julia Roberts, Chiwetel Ejiofor – Ricardo Darín vale por eles todos na versão argentina, que levou o Oscar de melhor filme estrangeiro naquele ano.

Falei de Ricardo Darín porque ele se tornou o ícone do cinema argentino. A lista de filmes é imensa: O Filho da Noiva, Kamchatka, Abutres, Um Conto Chinês, Elefante Branco, O que os  Homens Falam, Tese sobre um Homicídio, Relatos Selvagens – só pra citar os mais bacanas. Mas em O Segredo dos Seus Olhos ele conta com a presença de um elenco superafinado – sem o qual o filme não teria o mesmo brilho.

Quem escreve e dirige é Juan José Campanella, também da animação Um Time Show de Bola – que não teve a repercussão que merecia. E tudo é muito bem feito: conta a história de um oficial de justiça aposentado, que escreve um livro sobre um homicídio do qual foi testemunha nos anos 70. Nunca aceitou o desfecho dado pela justiça, resolve reabrir o caso com ajuda da sua ex-chefe e mulher amada depois de 20 anos, e acaba causando uma reviravolta. Recheado de diálogos inteligentes, o thriller tem uma linda ambientação da Buenos Aires daquela época, um ótimo suspense e um subliminar amor que se forma nas entrelinhas.

É o que há de mais bacana no cinema argentino dos últimos anos. Vale rever antes de assistir à versão americana. Aí você compara, põe na balança e pensa: que valor não tem a sutileza!

DIREÇÃO: Juan José Campanella ROTEIRO: Eduardo Sacheri, Juan José Campanella ELENCO: Ricardo Darín, Soledad Villamil, Pablo Rago | 2009 (129 min)

 

 

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AMANTES ETERNOS – Only Lovers Left Alive
CLASSIFICAÇÃO: Romance, Para Ver Bem Acompanhado, Para se Divertir, Inglaterra, Garimpo na Locadora, fantasia, Estados Unidos, Drama - 13/10/2015

Nunca vi vampiros mais chiques e descolados que estes. Têm um estilo cool, longe daquela imagem vampiresca meio fúnebre, de caras brancas e olhos esbugalhados. Eve e Adam – sim, como Adão e Eva – sobrevivem ao tempo, não morrem nunca e são praticamente os últimos moicanos sobreviventes nos dias de hoje. Simbólicos os nomes – remetem ao amor original e duradouro.

De duradouro, o romance entre eles vence qualquer outro. Já perdura por séculos, ora moram juntos, ora estão em continentes diferentes. Adam é músico, vive enclausurado e por isso o mistério em torno da sua figura causa ainda mais sucesso entre seus fãs; Eve é mais dada, alegre e solta, mas também só circula à noite, vivem em diferentes cidades, se adapta às culturas, mas sempre volta para junto do seu amado eterno. Nada teria essa áurea descolada se não fosse os atores: Tilda Swinton (também em Precisamos Falar sobre Kevin, Um Sonho de Amor) e Tom Hiddleston (também em Colina Escarlate, que entra em cartaz esta semana) são complementares, alvos, esguios, vampiros tentando driblar a indomável Ava (Mia Wasikowska, também em Mapa Para As Estrelas e Colina Escarlate), irmã de Eve, insaciável, sempre tentando ultrapassar a linha de proteção entre vampiros e humanos.

A trilha sonora é linda, a luz é incrível (linda a imagem dos dois deitados nus) e a ideia de vampiros-humanos, quase que natural. Dá até pra acreditar que seria possível existir seres assim por aí, vivendo escondidos, sobrevivendo de contrabando dos bancos de sangue, eternamente, sem interferir no mundo mundano dos cidadãos que se alimentam de carne, cereais, vegetais. Chega a ser poético, sublime, vampirescamente humano.

 

DIREÇÃO: Jim Jarmusch ROTEIRO: Jim Jarmusch, Marion Bessay ELENCO: Tilda Swinton, Tom Hiddleston, Mia Wasikowska | 2013 (123 min)

 

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VIRANDO A PÁGINA – The Rewrite
CLASSIFICAÇÃO: Romance, Para Ver Bem Acompanhado, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Comédia Romântica, Comédia - 25/06/2015

Hugh Grant me lembra Julia Roberts, que me lembra Um Lugar Chamado Notting Hill – o que há de mais charmoso em comédia romântica. Tem tudo de bom: atores competentes e boa liga entre eles, uma história leve e divertida, que dá vontade de ver várias vezes, bem acompanhado. Agora ele volta com Virando a Página – que tem também esses componentes, é variação do mesmo tema, mas é assunto que nunca se esgota.

Quando consegue escapar da mesmice, comédias românticas são deliciosas. Virando a Página (boa adaptação do original The Rewrite, que remete a algo como “reescrever a própria vida”) tem ainda um enredo original: Keith Michaels (Grant, também em Quatro Casamentos e Um Funeral, Razão e Sensibilidade) é um roteirista de Hollywood premiado com um Oscar, que não consegue mais trabalho e vai dar aulas em uma universidade para conseguir pagar as contas. Embora não valorize seu métier (escrever), a experiência de ensinar jovens a desenvolver sua veia criativa, acreditar no seu potencial e buscar a sua identidade de texto acaba mudando seu ponto de vista sobre sua própria profissão.

Ao lado de Marisa Tomei (também em O Amor é Estranho, Tudo pelo Poder, Amor a Toda Prova), Grant garante a tal da liga do casal romântico. É espirituoso, tem o humor – e o sotaque – do mais tradicional galã inglês e não é um sujeito óbvio por si só. Seus personagens que o digam!

 

DIREÇÃO e ROTEIRO: Marc Lawrence ELENCO: Hugh Grant, Marisa Tomei, J.K. Simmions, Allison Janney, Chris Elliott, Olivia Luccardi| 2015 (107 min)

 

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PROMESSAS DE GUERRA – The Water Diviner
CLASSIFICAÇÃO: Turquia, Romance, Para Ver Bem Acompanhado, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Drama, Austrália, Ação - 29/05/2015

Apesar de estarmos superacostumados a ver Russell Crowe no cinema, este filme é seu primeiro por trás das câmeras. Além de dirigi-lo, ele é o protagonista e, embora seja também um filme que se passa em outra época (assim como O Gladiador, Robin Hood, Noé, Os Miseráveis), Crowe agora está com uma cara, digamos, mais contemporânea. E também mais natural.

Acho até que é por isso que o filme cai bem. Conta uma história real, mas ganha ares de romance e de emoção familiar, que acabam sendo mais importantes do que as imagens da guerra em si. Tudo se passa em 1915, quando Connor (Crowe) vai até a Turquia para encontrar os corpos dos três filhos mortos durante a Batalha de Galípoli, em que tropas da Nova Zelândia e Austrália lutaram para defender os interesses ingleses na região.

Connor é australiano, os três filhos se alistam e morrem no front de batalha e o pai, desolado, vai em busca dos corpos. Encontra outras coisas pelo caminho – mas isso você vai ver no filme. O título do filme, The Water Diviner (que remete ao fato de Connor cavar poços à procura de água na região seca da Austrália), é melhor do que o batido Promessas de Guerra. Mesmo porque remete à busca que ele faz pelos filhos e ao fato de a água ser a metáfora da vida e da esperança. Sem dúvida, bem mais interessante.

 

DIREÇÃO: Russell Crowe ROTEIRO: Andrew Knight, Andrew Anastasios ELENCO: Russell Crowe, Olga Kurylenko, Jai Courtney, Yilmaz Erdogan, Cem Yilmaz| 2014 (111 min)

 

 

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AMOROSA SOLEDAD – Amorosa Soledad
CLASSIFICAÇÃO: Romance, Para Ver Bem Acompanhado, Garimpo na Locadora, Comédia Romântica, Argentina - 09/03/2015

Que agradável surpresa ter um filme argentino de 2008 estreiando nos cinemas, em tempos de grande concorrência nas salas paulistas. É porque é coisa boa e diferenciada. Amorosa Soledad me lembrou de cara o delicioso Frances Ha: delicado, bem humorado e inteligente. De uma maneira simples, este cinema de autor não tem a pretensão de ser o que não é. A ideia é que seja simplesmente um recorte de uma vida comum, em uma situação de fragilidade e necessidade de se reinventar. Nada mais corriqueiro – e, por isso, difícil de transpor para a tela sem que seja recheado de clichês.

Aliás, Amorosa Soledad pode ser várias coisas, menos um clichê. Não sei como os diretores conseguem, mas o filme tem a autenticidade necessária para chamar a atenção e deixar uma pitada de curiosidade sobre o fim (ou começo) de Soledad. Inês Efrón (também no bonito XXY) é gentil e generosa, leva o fora do namorado, fica mal por isso e resolve tirar um sabático das relações amorosas. Ficar sozinha um pouco poderia lhe fazer bem. Então, conhecemos Soledad (nada mais carregado de significado do que seu nome, que significa solidão) na sua rotina de trabalho, na relação com a mãe, na sua hipocondria, na sua busca por ficar em companhia dela mesma.

Eu diria que Soledad é aquele tipo de pessoa ingênua e sensível, que acredita em todos e em tudo, que não quer mal a ninguém, que diz o que pensa, que não tem malícia. Ela é o que é, e seu sorriso diz que não quer ser nada mais. Essa é a graça de Amorosa Soledad: a mais genuína vibração do cinema argentino, em que as relações humanas são as protagonistas da tela.

 

DIREÇÃO: Victoria Galardi, Martín Carranza ROTEIRO: Victoria Galardi ELENCO: Inés Efrón, Fabián Vena, Nicolas Pauls, Ricardo Darín | 2008 (82 min)

 

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SIMPLESMENTE ACONTECE – Love, Rosie
CLASSIFICAÇÃO: Romance, Para Ver Bem Acompanhado, Inglaterra, Garimpo na Locadora, Comédia Romântica - 05/03/2015

Até acho que o casal tem liga. Mas por algum motivo básico, o romance não decola, eu não torci pelo casal e acho que se o final fugisse da obviedade, teria sido uma forma dar um toque diferente ao que não tem originalidade nenhuma. Apesar dos rostos bonitinhos, do charmoso (sim!) sotaque inglês e do vai e vem da vida, que cruza e descruza os amores da juventude, Simplesmente Acontece não acontece de fato. E fica bem posicionado na prateleira dos filminhos água com açúcar estilo Sessão da Tarde.

Confesso que estava esperando uma comédia romântica gostosa de ver, estilo Um Lugar Chamado Notting Hill, O Amor Não Tira Férias, 500 Dias com Ela. Love, Rosie, seu título original, é morno e não anima nem um casal apaixonado. Pena, uma boa comédia romântica é sempre bem-vinda.

 

DIREÇÃO: Christian Ditter ROTEIRO: Juliette Towhidi, Cecelia Ahern ELENCO: Lily Collins, Sam Claflin, Christian Cooke | 2014 (102 min)

 

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