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Ficção Científica

INVASÃO ZUMBI – Busanhaeng
CLASSIFICAÇÃO: Para Sentir Medo, Garimpo na Locadora, Ficção Científica, Drama, Coreia do Sul - 08/01/2017

Tem que gostar de filme de ficção. Se tiver zumbi, ainda melhor. Mas se você for do tipo que não é muito fã, mas curte um suspense, embarque no trem de Seul pra Busan cheio de gente estranha – porque a viagem é bem boa!

Invasão Zumbi não tem lá uma narrativa muito consistente – não espere descobrir como os zumbis começaram a aparecer, que experiência científica deu origem ao problema, muito menos com vai ser resolvido. A questão aqui é mais complexa, quase humanitária: diante de uma situação limite, de salve-se-quem-puder, quem será solidário, quem será egoísta, quem é que se salva nessa vida, afinal de contas? Lembra Guerra Mundial Z, com Brad Pitt – torci o nariz pro filme no começo, mas depois confesso que tem um suspense bem interessante.

Só pra ilustrar: o executivo frio e calculista precisa levar a filha para a casa da ex-mulher. Contrariado, porque mantém uma relação distante da filha, não é afetivo e a garota só quer saber de ser notada pelo pai, ele embarca no trem tomado pelos zumbis. No meio do caos – e de muito susto – as máscaras caem e as pessoas mostram suas verdadeiras facetas. Além de ótimos efeitos especiais, tem esse viés interessante do olhar para o outro. Desde que não seja zumbi, é claro!

 

DIREÇÃO e ROTEIRO: Sang-ho Yeon ELENCO: Yoo Gong, Soo-an Kim, Yu-mi Jung, Dong-seok Ma | 2016 (118 min)

 

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A CHEGADA – Arrival
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Para Pensar, Garimpo na Locadora, Ficção Científica, Estados Unidos, Drama - 24/11/2016

Louise é linguista, profunda conhecedora das peculiaridades que cada linguagem e idioma carregam. Quando extraterrestres invadem a Terra em diversos pontos do globo, é preciso que alguém traduza o que aquelas criativas querem dizer. É necessario entender o que vieram fazer aqui e o que querem dos humanos. Louise é escalada para fazer essa conexão – se é que ela é possível, já que os alienígenas usam uma linguagem circular, com padrões lógicos diferentes dos nossos. Mas querem se comunicar e precisam de um interlocutor. É aqui que entra a complexidade de A Chegada, do diretor canadense Denis Villeneuve, também dos ótimos Incêndios, Os Suspeitos e Sicário.

Porque o que é evidente para uns, é ilógico para outros. Entender e compreender a linguagem do outro é entender como o outro se relaciona com seu mundo. Serve pra nós também, para o entendimento entre as nações. Louise  entende de linguagem, mas tropeça ao lidar com sua própria história e com seus sentimentos. Tem uma linguagem pessoal truncada, dura. Uma metáfora do próprio filme. O quanto deveríamos nos livrar das amarras  – assim como ela se livra da roupa anti-contaminação – para se entregar à comunicação com o outro. Só assim haveria um entendimento realmente. O quanto os países deveriam se desprender das diferenças e procurar uma comunicação não-violenta e construtiva, na defesa de questões importantes.

Amy Adams personifica esta entrega. Fez isso em outro filme deste ano, Animais Noturnos. E Villeneuve não entrega de bandeja as reflexões que pretende trazer à tona. Saí do filme pensando na lógica que tudo aquilo teria – porque, aparentemente, o desenrolar de A Chegada  confunde, para depois elucidar. Cinema bom, inteligente, instigante. Digno de muitos prêmios.

 

DIREÇÃO: Denis Villeneuve ROTEIRO: Eric Heisserer, Ted Chiang ELENCO: Amy Adams, Jeremy Renner, Forest Whitaker | 2016 (116 min)

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CONVERGENTE – The Divergent Series: Allegiant
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Garimpo na Locadora, Ficção Científica, Estados Unidos, Aventura, Ação - 09/03/2016

Por Suzana Vidigal

Este é o começo do fim da série Divergente. É mais uma trilogia que não termina em três, mas em três e meio. Então, tá. Não precisava, mas, comercialmente falando, precisa sim, rende mais. A saga da garota que é de “linhagem pura”, por assim dizer, diferente de todos os outros continua.

Não vi o segundo filme da série (Insurgente), vi só o primeiro, Divergente. E essa é uma informação importante. Não faz falta, dá pra entender: Tris (Shailene Woolley, também em A Culpa é das Estrelas) continua liderando as questões ligadas à defesa do povo e, em prol do bem de todos, vai descobrir o que tem do lado de lá da cerca. Encontra uma outra sociedade e muitas surpresas e aventuras virão.

Desnecessário entrar em detalhes, mesmo porque muita gente já sabe. E se você não souber, pode imaginar. O bem contra o mal, os lobos vestidos em pele de cordeiro, perseguição, fuga e ação. E uma cena final que prepara para o desfecho que virá, provavelmente, ano que vem. Convergente não tem nada de mais: é morno, com aquela pegada futurística já vista em filmes em que o fim do mundo é um personagem e dá lição de moral de que o crime não compensa. Mais do mesmo, portanto. Deveria ter parado no primeiro, enquanto a história da divisão da sociedade em facções (abnegação, amizade, audácia, sinceridade e erudição) era novidade e, de certa forma, uma divisão interessante.

DIREÇÃO: Robert Schwentke ROTEIRO: Veronica Roth, Noah Oppenheim ELENCO: Shailene Woodley, Theo James, Naomi Watts, Jeff Daniels | 2016 (121 min)

 

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STAR WARS – O DESPERTAR DA FORÇA – Star Wars
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Garimpo na Locadora, Ficção Científica, Fantasia, fantasia, Estados Unidos, Aventura, Ação - 07/01/2016

Demorei pra assistir ao novo Star Wars – O Despertar da Força. Quando cheguei no cinema, outras 5 milhões de pessoas já tinham assistido ao filme. É uma bilheteria impressionante – sem contar que já superou Avatar em renda nos Estados Unidos, com mais de US$ 760,5 milhões em apenas 20 dias. Mais impressionante ainda.

Mas nada disso importa se você não curte a série. Eu adorava, revi quando meu filho era pequeno e adorei sentir que ainda somos íntimos. Cada vez que um personagem das antigas aparece na tela, dá pra ouvir o suspiro daqueles que já estão na casa dos quarenta. Inevitável. Sem apresentar nada de muito novo, J.J. Abrams, também responsável por repaginar Star Trek (que ganhou uma nova versão muito boa também) coloca na tela o pessoal antigo e introduz jovens que serão os guerreiros da nova guerra nas estrelas.

Sua versão tem a mesma vibração, principalmente dos episódios Guerra nas Estrelas (1977), O Império Contra-Ataca (1980) e O Retorno de Jedi (1983) – que são os mais bacanas. Tem gente que anda dizendo que o filme não traz nada de novo. Nem deveria, no quesito conteúdo. Afinal, o imaginário emocional criado por George Lucas é tão fascinante, que seria como quebrar o encanto. Tem inovação e memória na medida certa.

DIREÇÃO: J.J.Abrams ROTEIRO: J.J.Abrams, Lawrence Kasdan, Michael Arndt ELENCO: Harrison Ford, Mark Hamil, Carrie Fisher, Adam Driver, Daisy Ridley, John Boyega, Oscar Isaac | 2015 (135 min)

 

 

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PERDIDO EM MARTE – The Martian
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Para se Divertir, Garimpo na Locadora, Ficção Científica, Estados Unidos, Drama, Aventura, Ação - 01/10/2015

Coincidentemente, esta semana a NASA divulgou que encontraram água em Marte. É água salgada, sabe-se lá em que condições. Achei engraçado porque essa é uma das batalhas que Matt Damon tem que vencer para sobreviver nesse planeta (tem até um vídeo do ator falando isso no Instagram do cinegarimpo). E o bacana do filme – além, claro, da produção impecável – é perceber o equilíbrio de três pilares: o drama vivido por Mark Watney, que se vê sozinho naquele deserto espacial; a descontração, recheada de passagens bem humoradas e deliciosa trilha sonora dos anos 80; e a ciência, imprescindível para trazê-lo de volta para a Terra.

Depois de ser ferido durante uma tempestade de areia em Marte, o astronauta-botânico Watney (Matt Damon, também em Interestelar, Além da Vida, Invictus) é abandonado por sua equipe em solo marciano, já que foi dado como morto. Ele não só sobrevive, como se propõe a desafiar a falta de água, comida e oxigênio e encontrar um maneira de viver, até que outra missão espacial pudesse dar um pulinho em Marte para resgatá-lo – coisa rápida, talvez uns quatro anos. Sem comunicação, Watney se reinventa, fertiliza o solo infértil, planta batatas, consegue praticamente tirar água de pedra e usa toda a sua criatividade e conhecimento para comunicar-se com a Terra e colaborar para que o plano espetacular de resgate pudesse, pelo menos, ser colocado em prática.

Talvez fosse melhor simplesmente O Marciano, do que Perdido em Marte, numa tradução literal do título original. Porque o que Matt Damon faz é tentar sobreviver como um marciano mesmo, sem qualquer recurso. Vale dizer que esta produção entra na prateleira dos filmes que nos aproximam da realidade espacial inatingível, assim como fez o também ótimo Gravidade. Ridley Scott (também diretor de Blade Runner, o Caçador de Androides, Thelma & Louise, Robin Hood) me fez até ficar satisfeita com a notícia real de que há água em Marte. Afinal, se Mark Watney tivesse sabido disso antes, cortaria um belo caminho nas suas incríveis experiências científicas.

 

DIREÇÃO: Ridley Scott ROTEIRO: Drew Goddard, Andy Weir ELENCO: Matt Damon, Jessica Chastain, Kristen Wiig, Jeff Daniels, Michael Peña, Sean Bean, Kate Mara, Chiwetel Ejiofor | 2015 (121 min)

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MAZE RUNNER: PROVA DE FOGO | Maze Runner: The Scorch Trials
CLASSIFICAÇÃO: Suspense, Para se Divertir, Garimpo na Locadora, Ficção Científica, Estados Unidos, Aventura, Ação - 15/09/2015

Não sei se teria sido interessante ler os livros antes de seguir na trilogia. Adorei o primeiro da série, que termina deixando bem viva a vontade de quero-mais. Também não sei dizer se esta sequência segue o que está dito no livro, mas vamos combinar que são coisas diferentes. Do filme, posso dizer o seguinte: tem aventura e suspense, muita correria e portas se fechando no último segundo, boas sequências de ação, alguns personagens que caem no clichê, mas quem se importa? O efeito foi parecido com aquela sensação que tiverquando vi o primeiro: quero saber o que vem depois.

Então, cumpre o papel de gerar empatia pelos jovens que são feitos prisioneiros por uma legião de supostos salvadores da pátria – ou melhor, do mundo – num planeta devastado, com cara de fim-de-mundo, apocalipse geral. Cumpre o papel de criar um herói, corajoso e ousado, que desafia o mal, que tenta descobrir a verdade, que sofre desilusões, e nunca desiste de lutar. Tudo isso com suspense, provas de cumplicidade, muita aventura e uma legião de jovens.

A turma liderada por Thomas sai do labirinto e vai parar numa área desértica, onde tem que enfrentar a organização C.R.U.E.L. e bate de frente com os planos traçados por ela. Quem curtiu Maze Runner: Correr ou Morrer, sabe de que dinâmica estou falando. Embora eu ache a história da clareira e do labirinto mais  originais e interessantes, Prova de Fogo não deixa de ser uma boa sequência. E se deixar você com vontade de ver o final da trilogia (Maze Renner: A Cura Mortal, prevista para 2017), melhor ainda. Os jovens vão adorar.

 

DIREÇÃO: Wes Ball ROTEIRO: T.S. Nowlin, James Dashner ELENCO: Dylan O’Brien, Kaya Scodelario, Thomas Brodie-Sangster, Ki Hong Lee, Dexter Darden, Giancarlo Esposito, Patricia Gillen, Aidan Gillen | 2015 (131 min)

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JURASSIC WORLD – O MUNDO DOS DINOSSAUROS – Jurassic World
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Garimpo na Locadora, Ficção Científica, Estados Unidos, Aventura - 11/06/2015

Para quem está torcendo o nariz para o novo Mundo dos Dinossauros, desta vez com Steven Spielberg só na produção, saiba que o filme, apesar de ser mesmo o óbvio, é entretenimento bem feito e divertido. E por óbvio, entenda: trata-se de um parque de diversões, onde os dinossauros são criados a partir de DNAs encontrados nas escavações científicas, mas modificados geneticamente para serem maiores, atrair mais público e gerar mais dinheiro para os empresários envolvidos no projeto. Com mocinhos e bandidos, porque sem eles não há enredo, certo?

Certo, mas é claro que nem tudo sai como programado. A gigante recém-criada D-Rex tem uma mescla de genes surpreendente, é superinteligente e, a partir daí, o circo está armado. Muita correria, o suspense necessário para dar alguns sustos, a corrida contra o relógio, uma dupla de garotos que funciona bem e um bonito casal pra fechar o quadro – e agitar a vida dos animais pré-históricos.

Portanto, vale o ingresso pra quem curte filme assim. Cada produção tem um objetivo e, dentro da proposta de ficção científica aventureira de Jurassic World, que estreia nos Estados Unidos também esta semana, dá tudo certo. Ele está para os adolescentes tecnológicos de hoje, assim como o Parque dos Dinossauros estava para a geração juvenil em 1993, quando o primeiro filme da trilogia foi lançado. Ou seja, tem com bons efeitos visuais e aquele apelo do inusitado-previsível – se é que você me entende, já que estamos falando de parque de diversões de dinossauros de verdade! Um programa gostoso com a molecada nas férias de julho que já estão aí.

 

DIREÇÃO: Colin Trevorrow ROTEIRO: Rick Jaffa, Amanda Silver, Michael Crichton ELENCO: Chris Pratt, Bryce Dallas Howard, Irrfan Khan, Vicent D’Onofrio, Ty Simpkins, Judy Greer, Nick Robinson, Jake Johnson, Omar Sy | 2105 (124 min)

 

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TOMORROWLAND
CLASSIFICAÇÃO: Trailer, Ficção Científica, Aventura - 02/06/2015

Tomorrowland – Um Lugar Onde Nada é Impossível é a próxima estreia da Disney e o interessante é ver como o conceito da construção do filme e suas estruturas futurísticas coincidem com a ideia de futuro de Disney. Visionário!

 

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CHAPPIE
CLASSIFICAÇÃO: Para Pensar, Garimpo na Locadora, Ficção Científica, Estados Unidos, África do Sul, Ação - 13/04/2015

Não vi Distrito 9 (parece que é o seu melhor filme) e confesso que me dá preguiça de ver. Vi Elysium, que também mostra o conflito social, o mundo podre dos pobres e o intocável dos ricos. Parece que o tema é sempre o mesmo: analisar as diferenças sociais, os mandos e desmandos dos mais abastados e preparados, o uso da tecnologia no abuso do poder. Chapei vai pela mesma linha, mas tenta ser diferente com a figura do simpático robô-humano.

Chappie, descartado por uma empresa que constrói androides, é resgatado pelo gênio da tecnologia Deon Wilson (Dev Patel, também em O Exótico Hotel Marigold, Quem Quer Ser um Milionário?). Ele resolve fazer a experiência da sua vida: instalar um chip que transfere para o robô os sentimentos humanos, a tal inteligência artificial, evitando que ela responda só aos comandos frios das máquinas, com acontece com os androides produzidos para atuar como força policial em Johanesburgo. Aqui entra a luta dos lados opostos: Deon quer humanizar o robô, ensiná-lo a distinguir o certo do errado; o lado dos malvados da história obviamente não suporta isso e quer terminar com a sua raça.

O robô é sentimental, enquanto o resto da turma é um tanto quanto forçada. A começar pelo vilão Vincent (Hugh Jackman, também em Os Suspeitos, X-Men, Wolverine, Os Miseráveis). Ex-militar, quer fazer implicar na fábrica de robôs um robô-malvado, daqueles que obedecem os comandos de seu criador sem piedade, destruindo os androides que tanto lhe fizeram concorrência. Um tanto quanto batido, sem falar no raso personagem de Jackman. O casal de malandros profissionais é caricato e cansativo, embora seja o papel da mulher aquele que resgata a humanidade em Chappie.

Robô por robô, eu fico com o simpático e querido Wall-E. Que eu me lembre agora, o mais sensível dos robôs do cinema – se bem que R2-D2 e C-3PO de Guerra nas Estrelas também não tem concorrência. Gosto de Chappie, mas não do conjunto da obra. Melhor seria se estivesse em outras galáxias.

 

DIREÇÃO: Neil Blomkamp ROTEIRO: Neil Blomkamp, Terri Tatchel ELENCO: Sharlto Copley, Dev Patel, Sigourney Weaver, Hugh Jackman | 2015 (120 min)

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