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Curta Metragem

RIO, EU TE AMO – Rio, I Love You
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Para se Divertir, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Curta Metragem, Brasil - 11/09/2014

Adoro o que se chama de cinema de autor. Aquele em que a gente vê – e principalmente sente – o estilo de quem idealizou a mensagem transferida para a tela. No caso deste projeto Cities of Love, a ideia é bem simples e muito interessante. Do que você se lembra quando falamos de Paris? E Nova York, remete a quê? Que história você gostaria de contar sobre o Rio?

Foi assim que nasceram os filmes sobre as cidades, sob o olhar de diversos diretores, sempre com um roteirista amarrando personagens aqui e ali. Tipo mosaico: histórias de vida que acontecem nas cidades ícones e de pessoas que se cruzam, se conhecem, se amam, se detestam e que, assim, criam a identidade daquele local.

Pessoalmente, adoro as versões Paris (2006) e Nova York (2009) e recomendo sem medo de errar. Agora temos uma leitura da Cidade Maravilhosa e ainda virão filmes sobre Xangai e Jerusalém. Dividido em episódios, cada um dirigido por um cineasta, Rio, Eu Te Amo conta com atores consagrados como Fernanda Montenegro (quadro sensível, por Andrucha Waddington), Wagner Moura (boa conversa com o Cristo, por José Padilha), Rodrigo Santoro (bonito balé, por Carlos Saldanha), que encenam, essencialmente, trechos de vidas comuns.

Claro que o destaque é sempre a paisagem exuberante carioca, mas gosto mais quando o viés é humanista e casual. Como aquele dirigido pela libanesa Nadine Labaki (também de Caramelo), em que um garoto espera uma ligação Jesus em um orelhão. Descontraído e bem humorado, é a cara do Rio. Mais episódios deviam ter esse olhar, para que o filme não tivesse uma cara de peça publicitária. Escolha seu preferido, seja o casal estrangeiro de Paolo Sorrentino, seja a calçada de Copacabana de Fernando Meirelles. Tem para todos os gostos, mas o mais bacana dessa ideia é pensar o que você faria se filmasse seu curta sobre o Rio. Qual seria o seu recorte?

 

DIREÇÃO: César Charlone, Vicente Amorim, Guillermo Arriaga, Stephan Elliott, Sang-soo Im, Nadine Labaki, Fernando Meirelles, José Padilha, Carlos Saldanha, Paolo Sorrentino, John Turturro, Andrucha Waddington | 2014

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24 FESTIVAL DE CURTAS METRAGENS DE SP
CLASSIFICAÇÃO: Festivais, Curta Metragem, Brasil - 21/08/2013

Foram 3600 filmes enviados para seleção. Desses, 400 foram escolhidos para integrar o Festival de Curtas. Veja no site do Festival a programação completa e se programe de acordo com a sala mais conveniente (abaixo).

Além da vasta programação, o charme é o programa do sábado, dia 23 de agosto, o CineCicletada, com concentração no MIS às 20h. Às 20h20 está marcada uma projeção ao ar livre, para depois seguir para a Cinemateca Brasileira, onde haverá outra projeção, terminando a noite com DJ!

PROGRAME-SE: de 23 a 30 de agosto

Museu da Imagem e do Som (MIS)
Av. Europa, 158
Tel. (11) 2117 4777

Cinemateca Brasileira
Lgo. Sen. Raul Cardoso, 207
Tel. (11) 3512 6111

CineSesc
R. Augusta, 2075
Tel. (11) 3087-0500

Espaco Itaú Augusta
R. Augusta, 1.475
Tel. (11) 3288-6780

Centro Cultural São Paulo
R. Vergueiro, 1000
Tel.: (11) 3397-4002

Cine Olido
Av. São João, 473
Tel. (11) 3331-8399

Cinusp “PAULO EMÍLIO”
R. do Anfiteatro, 181, Favo 4, Colmeia, Cidade Universitária
Tel. (11) 3091-3540

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MOSTRA COMPETITIVA CURTAS NACIONAIS 2 (Gramado 2012)
CLASSIFICAÇÃO: Festival, Curta Metragem - 14/08/2012

Mais Curtas da Mostra Competitiva do Festival de Gramado:

CASA AFOGADA, de Gilson Vargas, 2011 (13’30)

A casa sob palafitas, construída para este curta metragem, tem o mínimo de elementos para a sobrevivência física do personagem, e para a sobrevivência afetiva, na figura do peixinho, dos livros, das fotos. Palavras do diretor do filme Gilson Vargas, cuja equipe que já arrebatou prêmio de direção de arte e edição de som em Gramado, na categoria Curtas Gaúchos. “Casa Afogada não tem excessos, é econômico, mesmo porque não é sobre a casa que cai, mas sobre um homem que vive lá e precisa dar conta do espaço em que vive”, diz Vargas.

É isso. O ator Zé da Terreira não tem fala, exprime-se de outra maneira, pelo olhar, pela tentativa de salvar o é seu, pela decisão que toma no desfecho do curta. Vive na casa em palafitas, que subitamente desmorona. No espaço da casa estão todas as suas referências, inclusive seus livros, que tratam de dar voz ao filme e nos fazem a pergunta: que homem era esse? Qual a sua história de vida? Isso fica em aberto e é o que eu mais gosto. Instiga. Do diretor, vem um tratamento integrado da imagem, atuação, locação, todos dando significado ao personagem ‘casa’, ao personagem ‘homem’. Que no fundo senti como uma coisa só.

 

META, de Rafael Baliú, 2012 (20 min)

Rafael Baliú é personagem de seu próprio filme. Metalinguagem, é um filme sobre como fazer um filme. Com orçamento muito baixo e ajuda dos amigos, Rafael faz um filme para conseguir conquistar a garota dos seus sonhos. É uma grande brincadeira, sem pretender se algo diferente disso. Com passagens engraçadas pela simplicidade com que são apresentadas, Meta é mais curioso do que qualquer outra coisa. Mas acho que, pelo estilo do curta, poderia ter economizado alguns minutos em diálogos repetitivos.

 

A MÃO QUE AFAGA, de Gabriela Amaral Almeida, 2011 (19 min)

Vencedor do Prêmio Especial do Júri em Gramado, A Mão Que Afaga é um perturbador retrato sobre a conturbada comunicação do nosso tempo. “O telemarketing é um sintoma do tempo em que a gente vive”, diz a diretora Gabriela Amaral Almeida em entrevista. “É uma pessoa que vive se comunicando, sem se comunicar realmente”, completa.

A personagem Estela – perturbadora e muito bem construída, diga-se de passagem – passa o dia rodeada de gente e falando com diversas pessoas, mas á solitária, sem laços, carente da própria capacidade de comunicação que serve de sustento. A rotina do atendimento é rompida pela chegada do aniversário do filho de 9 anos. Estela planeja uma festa que beira o patético e o tragicômico, que desperta risos pela situação ridícula em que a personagem que vê. A mão que afaga é a mesma que apedreja. A expressão se encaixa, também na contradição do não-comunicador da emoção e do afeto que somos, nessa sociedade midiática e imediatista de hoje.

 

FUNERAL À CIGANA, de Fernando Honesko, 2012 (15 min)

 


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