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Comédia

UM DOCE REFÚGIO – Comme Un Avion
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Garimpo na Locadora, França, Comédia - 06/10/2016

Aqui, o que menos importa, é a verossimilhança. Em parte porque que muita gente queria dar um perdido como o personagem Michel. Sair por aí, tirar férias de tudo e de todos – e com consentimento das pessoas mais importantes, seria o ideal. Apaixonado por aviões e sem condição de sair por aí pilotando um, descobre que pode realizar a aventura de kaiak. Compra e monta um dentro de casa, traça seu roteiro, comunica a mulher e o chefe e se manda.

Uma comédia de costumes com tom bucólico do interior da França, com seus vilarejos e sua vida mansa. Pra se divertir, sem pensar muito. Sandrine Kiberlain (também em Mademoiselle Chambon, As Mulheres do Sexto Andar, A Viagem de Meu Pai) é sempre uma boa pedida: atriz divertida, que marca presença e faz diferença.

 

DIREÇÃO e ROTEIRO: Bruno Podalydès ELENCO: Bruno Podaydès, Sandrine Kiberlain, Agnès Joui | 2016 (105 min)

 

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O BEBÊ DE BRIDGET JONES – Bridget Jones’s Baby
CLASSIFICAÇÃO: Para Ver Bem Acompanhado, Para se Divertir, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Comédia Romântica, Comédia - 29/09/2016

Renée Zelleweger apareceu bem estranha há uns dois anos – nem parecia ela nas fotos, de tanta interferência estética. Muito menos parecia a Bridget Jones dos dois filmes anteriores – o primeiro bem melhor que o segundo. O bom é que, agora, tudo parece normal: Renée está de volta à antiga fisionomia, a diretora Sharon Maguire, responsável por O Diário de Bridget Jones, volta pilotando também este terceiro filme e temos, novamente, um filme gostoso de ver – como manda o gênero comédia-romântica.

Atrapalhada e confusa, Bridget continua solteira. Aos 40 e tantos, já não sonha em ser mãe, investe na carreira e parece que está tudo resolvido e seguindo o curso natural depois de relacionamentos frustrados. Até que ela engravida e não sabe de quem é o bebê: de seu antigo amor Mark (Colin Firth, também de O Discurso do Rei) ou do charmoso Jack (Patrick Dempsey), que ela acaba de conhecer.

Divertido e com personagens leves e carismáticos, O Bebê de Bridget Jones tem o tom certo do filme que pretende divertir, sem apelar, reconciliando a quarentona com o amor e dando um toque de romantismo sem melodrama. Boa dica pra ver bem acompanhado e dar boas risadas.

 

DIREÇÃO: Sharon Maguire ROTEIRO: Helen Fielding, Dan Mazer ELENCO: Renée Zellweger, Colin Firth, Patrick Dempsey, Emma Thompson, Gemma Jones, Jim Broadbent | 2016 (123 min)

 

 

 

 

 

 

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FUNCIONÁRIO DO MÊS – Quo Vado?
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Itália, Garimpo na Locadora, Comédia - 17/08/2016

Tudo muito caricato, mas tem um propósito. Tirar sarro da própria pátria e de todos os estereótipos que caracterizam um povo não é tarefa fácil. A chance de cair no ridículo é grande, mas Funcionário do Mês tem como trunfo as caras e bocas do ator Checco Zalone – comediante nato. Imagina alguém muito bom no palco, numa stand-up comedy, por exemplo. Eu imaginei este sujeito.

Se é pastelão? Não é. É uma comédia em tom de fábula: um garoto que sonha em ser funcionário público e seguir os passos do pai que valoriza, acima de qualquer coisa, a estabilidade do emprego. Pensar em trabalhar sem os benefícios que o Estado garante é a morte. Mas uma manobra política é feita para que os funcionários aceitem um pacote de demissão voluntária. Checco recusa, não troca a estabilidade por nada e acaba sendo transferido para os lugares mais inóspitos.

E é aqui que está a graça: entre os absurdos e exageros que o roteiro propõe, tudo tem a sua lógica dentro do que conto que pretende discutir. Quem trabalha com a mentalidade antiga, do trabalho estável, da rotina, do previsível não consegue se acostumar com a dinâmica contemporânea do jobs flutuantes, dos horários flexíveis, das famílias liberais, da quebra de paradigmas. Divertidíssimo – não é à toa que foi a maior bilheteria de todos os tempos na Itália. Saber rir das próprias mazelas é bom demais. E saber transformar isso em cinema interessante, é para poucos.

 

DIREÇÃO: Gennaro Nunziante ROTEIRO: Gennaro Nunziante, Checco Zalone ELENCO: Checco Zalone, Eleonora Giovanardi, Sonia Bergamasco | 2016 (86 min)

 

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A VIAGEM DE MEU PAI – Floride
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Para se Divertir, Garimpo na Locadora, França, Drama, Comédia - 10/08/2016

Do diretor Philippe Le Guay, gosto muito de As Mulheres do 6º Andar – sobre mulheres, afinal. Sensível, divertido. Sandrine Kiberlain também está nesse filme do diretor e gosto demais do Mademoiselle Chambon – boa no drama e na comédia. Agora, Jean Rochefort, é um veterano, faz cinema desde 1956 e traz para a cena uma veracidade realmente emocionante. É deles a imagem no cartaz do festival.

Sandrine é Carole, uma executiva que assume a empresa da família depois que o pai, Rochefort, começa a apresentar sinais de senilidade. Afastado do trabalho, se faz de rabugento, mas é espirituoso, oscila entre a lucidez e o esquecimento e não consegue demonstrar afeto pela filha que, afinal de contas, está ao seu lado, mesmo que, pra isso, tenha que sacrificar sua vida pessoal.

Tem bastante da tristeza do envelhecer, ficar velho, sozinho, cheio de manias e saudades, e ter a nítida sensação de que dá trabalho pra todo mundo. Tem esse tom que nos coloca naquele lugar, mas não causa incômodo, apenas pontua. Ressalta um amor que existe, incondicional, de pai pra filha, de filha pra pai. E uma grande satisfação de fazer o bem a quem se ama.

 

DIREÇÃO: Philippe Le Guay ELENCO: Sandrine Kiberlain, Jean Rochefort, Anamaria Marinca | 2016

 

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UM DIA PERFEITO
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Para se Divertir, Garimpo na Locadora, Espanha, Comédia - 06/08/2016

Imagine um dia em que você tenha uma missão a cumprir; que muitas pessoas dependam do seu empenho e persistência; e que o universo inteiro conspire contra. Não caia na cilada do título. Nesse dia acontece de tudo, mas só aquilo que atrapalha.

A pegada do filme espanhol é inteligente e muito bem humorada. Depois da guerra de 1995 nos Balcãs, em que a região está lotada de minas terrestres, milhares de famílias foram destruídas e falta absolutamente tudo. Quem tem água é rei. Uma equipe de ajuda humanitária, enviada para  para apaziguar a área e atender às necessidades básicas dos sobreviventes, precisa liberar um poço de água potável que está contaminado – o corpo de um homem foi jogado lá dentro e eles têm que achar uma corda capaz de suportar o peso do sujeito gordo, que já está em decomposição. Tarefa difícil e trabalhosa para a equipe liderado por Benício Del Toro (também em Sicario), que vai percorrer caminhos bloqueados por corpos de animais, enfrentar a crueldade da guerra e a veia oportunista dos que se aproveitam da tragédia dos outros, mas sempre com o seguinte pensamento em mente: já que está tudo difícil mesmo é reclamar só vai fazer o ruim ficar pior, que tal lidar com a missão com humor e companheirismo?

Tem filme que me surpreende de uma maneira especial. Entro com baixas expectativas e saio pelo menos com duas certezas: de que um bom roteiro faz toda, toda a diferença, e de que inteligência e simplicidade formam uma das melhores parcerias em qualquer campo da vida. O perfeito no imperfeito – mesmo que seja carregado de ironia, tudo depende do seu olhar para o problema. Genial! Todo mundo deveria assistir.

DIREÇÃO: Fernando León de Aranoa ROTEIRO: Fernando León de Aranoa, Diego Farias, Paula Farias ELENCO: Benicio Del Toro, Tim Robbins, Olga Kurylenko, Mélanie Thierry | 2015 (106 min)

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A INTROMETIDA – The Meddler
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Para se Divertir, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Comédia - 05/08/2016

Eterna Louise do emblemático, feminino e sempre atual Telma & Louise, Susan Sarandon está melhor que nunca. Além de linda aos 69 anos, tem presença, uma pegada genuína e autêntica da mulher que procura seu lugar ao sol na viuvez e na maternidade.

É o melhor de tudo é que o panorama vem recheado de muito bom humor. Marnie (Sarandon) ficou viúva, herdou um bom dinheiro, sua única filha não quer saber de casar e ter filhos, e ela precisa ocupar seu tempo livre. Ser avó seria perfeito, mas os planos de Lori (Rose Byrne, também em Vizinhos) vão em outra direção.

Cheio de graça e cumplicidade entre mãe e filha, A Intrometida é daqueles filmes com uma inteligência sutil: fala da óbvia relação da mulher com o casamento à moda antiga, com o envelhecimento, com o ninho vazio, com a solidão. Sem drama, apenas como rito de passagem para uma nova etapa. O bacana é que tem equilibro no tripé romance-emoção-humor. Sem pretender ser profundo ou algo do género, deixa claro que, quando possível, rir das pequenas tragédias do dia a dia pode ser o melhor remédio.

 

DIREÇÃO e ROTEIRO: Lorene Scafaria ELENCO: Susan Sarandon, Rose Byrne, J.K. Simons | 2015 (100 min)

 

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FLORENCE – QUEM É ESSA MULHER? – Florence Foster Jenkins
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Drama, Comédia, Biografia - 07/07/2016

Meryl Streep acaba de fazer 67 anos e até cantar mal ela sabe fazer bem. Só pra lembrar alguns de seus personagens mais frescos na memória, ela já foi a bruxa na fábula Caminhos da Floresta, a mãe amarga em Álbum de Família, Margaret Thatcher em A Dama de Ferro, a cozinheira de mão cheia Julia Child em Julie & Julia, a freira sisuda em Dúvida, a chefe implacável em O Diabo Veste Prada, uma guitarrista em Ricki and the Flash e tantas outras mulheres em Pontes de Madison, As Horas, Kramer X Kramer.

Genuína camaleoa. Agora ela é uma cantora lírica norte-americana Florence Foster Jenkins, que herdou uma fortuna do pai, sonhava em ser cantora, mas era muito desafinada. Com ajuda do seu marido e empresário (Hugh Grant), consegue encontrar um lugar ao sol no show bizz dos anos 40, organiza audiências em sua casa e até contrata um professor para se aprimorar e apresentar-se no Carnegie Hall. A história é real e Florence se tornou um fenômeno – literalmente.

Além de um figurino lindo e do elenco afinado – este sim! – Florence faz um retrato do comportamento da sociedade da época, mas que é, na realidade, atemporal. O público acolhe Florence, mesmo sabendo que ela cantava mal; o professor aceita seu generoso dinheiro, mesmo sabendo que a aluna não vai pra frente; o marido se beneficia dos luxos e mantém uma vida paralela. Cada um dança conforme a música e se nutre de ilusões para se encaixar na sociedade a qual deseja pertencer. Assim é. E Florence é, também, divertido – o que faz, sem dúvida, o programa valer o seu ingresso.

 

DIREÇÃO: Stephen Frears ROTEIRO: Nicholas Martin ELENCO: Meryl Streep, Hogh Grant, Rebecca Ferguson, Simon Helberg| 2016 (110 min)

 

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AVE, CÉSAR! – Hail, Caesar!
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Comédia - 15/04/2016

Nem acho que este seja o melhor dos irmãos Coen, que este ano abriram o Festival de Berlim com Ave, César! É que a régua é sempre muito alta – quem sempre faz a diferença, fica na obrigação de fazer bonito toda vez. O mais interessante destes bastidores de Hollywood dos anos 50 é a ironia das falas. E ironia muitas vezes carrega caricaturas. Se você for ler nas entrelinhas, aqui é que eles ganham ponto.

Dos irmãos Coen, a régua é alta com Inside Llewyn Davis: Balada de um Homem Comum, Queime Depois de Ler, Onde os Fracos Não Têm Vez, Fargo. Ave, César! tem um elenco estreladíssimo, a começar pelo personagem título de George Clooney – um ator que faz o papel do imperador César, é sequestrado por comunistas e custa a entender o que são aquelas pessoas, naquela ambiente do pós-guerra. Quem tem que lidar com os egos e encrencas do grande estúdio de Hollywood é o produtor Eddie Mannix (Josh Brolin, também em Everest, Sicario), que tenta driblar os maus atores, o favorecimento, a tentação, o assédio da mídia para fazer o show continuar.

A melhor cena de todas – e preste atenção – é quando o produtor consulta líderes de várias religiões, para saber o que acham do filme que está sendo produzido sobre Jesus. Genial, cada uma das falas, caras e bocas. É essa ironia fina e inteligente que faz o filme ter a marca dos Coen.

 

DIREÇÃO e ROTEIRO: Ethan e Joel Coen ELENCO: George Clooney, Scarlett Johansson, Josh Brolin, Ralph Fiennes, Tilda Swinton, Jonah Hill, Channing Tatum | 2016 (126 min)

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SINFONIA DA NECRÓPOLE
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Musical, Garimpo na Locadora, Comédia, Brasil - 15/04/2016

Quando um filme é muito original, das duas, uma: ou a história cai no absurdo inverossímil, ou entra no hall das pequenas pérolas. Sinfonia da Necrópole fica nessa segunda prateleira: é singelo, criativo e tem uma pitada muito simpática de humor e emoção. Sem ser nada de muito especial ou complexo. De novo: é um filme simples e este é seu grande trunfo.

Para quem gosta de cinema nacional, vai adorar. A diretora Juliana Rojas tem outro ótimo longa, Trabalhar Cansa, que, aliás, tem esse título incrível! Rodou festivais, inclusive Cannes, e ganhou vários prêmios. Por aqui, não sei se muita gente viu, mas vale a pena. Agora ela vem com esta produção, que é basicamente o seguinte – vai parecer brega, mas não é: um rapaz é ajudante de coveiro, precisa aprender o ofício, é desengonçado e tímido, quando se apaixona por uma agente funerária que precisa reorganizar os túmulos do cemitério. A história se passa e os personagens cantam entra as covas e lápides, numa espécie de musical.

Acredite: é divertido, a química entre os Deodato (Eduardo Gomes) e Jaqueline (Luciana Paes) é muito boa e eles conseguem mesclar graça com sentimento. E, pra quem quiser ir mais longe, dá pra pensar na vida dentro da morte, no dia a dia dos personagens de um cemitério, inclusive dos mortos, na humanização dos ambientes de trabalho (de novo o tema do filme anterior!) em que a gente acha que não têm dinâmica nenhuma.

Se você apostar no cinema nacional, vai ver que tem muita gente criativa, pensando e executando muita coisa fora da caixa. Juliana Rojas é uma delas.

DIREÇÃO e ROTEIRO: Juliana Rojas ELENCO: Eduardo Gomes, Luciana Paes, Hugo Villavicenzio | 2014 (85 min)

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ZOOM
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Garimpo na Locadora, Comédia, Canadá, Brasil - 30/03/2016

Pedro Morelli fez Entre Nós, aquele filme em que o grupo de amigos se reúne numa casa, escreve num papel como eles se veem 10 anos pra frente e, depois dessa década, voltam ao mesmo lugar para reler o que ficou enterrado numa caixa no jardim. Gostei do filme, achei intimista e bem interessante. Zoom – Realidade Virtual, não tem esse mesmo apelo. É muito mais uma brincadeira metalinguística: contar uma história, que conta uma história que conta uma história. Uma dentro da outra, as três narrativas se entrelaçam e a gente termina sem saber quem é realidade, quem é ficção.

Indo um pouco mais além, seria como se o diretor sugerisse que somos sim, produto da imaginação do outro. O que não deixa de ter seu fundo de verdade: o outro cria expectativas, a gente se molda um pouco pra cada lado e vai fazendo histórias de vida. A de Morelli é assim: Emma (Alison Pill) trabalha numa fábrica de bonecas sensuais e desenha história em quadrinhos; seu desenhos falam do diretor de cinema Edward (Gael García Bernal, também em Diários de Motocicleta), que se vê na maior saia justa com suas parceiras sexuais; Edward, por sua vez, dirige um filme que tem como protagonista a escritora Michelle (Mariana Ximenes, também em O Gorila), que abandona seu marido (Jason Priestley) e escreve um livro que conta a história de Emma.

Divertido nessa alternância de formatos – já que a história de Gael é realmente em quadrinhos – é uma produção internacional e já passou em alguns festivais. Gosto do roteiro de Matt Hansen, gosto da ousadia de Morelli de inovar e se lançar num universo jovem e mais solto da ficção.

 

DIREÇÃO: Pedro Morelli ROTEIRO: Matt Hansen ELENCO: Gael García Bernal, Alison Pill, Mariana Ximenes, Jason Priestley, Tyler Labine | 2016 (96 min)

 

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