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Animação

MINHA VIDA DE ABOBRINHA – My Life as a Zucchini
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Garimpo na Locadora, França, Animação - 17/02/2017

Cheio de ternura, Minha Vida de Abobrinha é daquelas animações que pegam a gente de jeito. Por três motivos bem básicos – e bem suficientes pra te dar a dica de sair do comum.

Aliás, esta é a primeira: animação que tem um traço diferenciado, que sai do padrão hollywoodiano (nada contra, só diferente), já chama a minha atenção. É feita com a técnica stop motion, aquela dos bonecos de massinha filmados quadro a quadro. Isso por si só já cria uma certa intimidade com os personagens, principalmente com o protagonista Abobrinha – esse garoto de 9 anos, que é abandonado pela mãe “que bebe muita cerveja”, vai parar num orfanato e, aos poucos, recupera a autoestima, a vontade de viver e ganha o amor de uma nova família.

A segunda é justamente o tema: a ternura e a amizade transformam a vida do garoto, que chega ressabiado, sofre bullying, vai aos poucos se encontrando e se desmancha em alegria quando faz novos amigos e se sente novamente amado. Tema adulto, essa dureza do abandono e da tristeza. Mas a amizade salva. Sempre!

Por fim, a qualidade desse cinema que é capaz de trazer um assunto tão comum, tão explorado, de uma maneira sensível e única. Cinema francês, concorre ao Oscar de melhor animação e vai pra lista do Cine Garimpo de animações que fogem do traço tradicional.

 

DIREÇÃO: Claude Barras ROTEIRO: Gilles Paris, Céline Sciamma ELENCO: Gaspard Schlatter, Sixtine Murat, Paulin Jaccoud | 2016 (70 min)

 

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MOANA
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Estados Unidos, Em cartaz, Aventura, Animação - 04/01/2017

A próxima estreia (dia 05 de janeiro) é Moana – Um Mar de Aventura. Indicado a dois prêmios no Globo de Ouro (melhor canção original e animação), vai levar você para a Oceania. A menina aventureira faz uma viagem pelas ilhas acompanhada do semideus Maui e vai encantar todo mundo, com certeza.

 

 

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24º ANIMA MUNDI
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Para se Divertir, Festivais, Animação - 04/11/2016

Acaba a Mostra SP, começa o festival de animação. O ANIMA MUNDI conta com 400 filmes, curtas e longas, até domingo dia 06.

Informações no site do festival – é só clicar no link acima. Um dos destaques é A Tartaruga Vermelha, que levou o prêmio especial do júri na categoria mais bacana de Cannes – Un Certain Regard.

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KUBO E AS CORDAS MÁGICAS – Kubo And The Two Strings
CLASSIFICAÇÃO: Para Ver em Família, Para se Divertir, Garimpo na Locadora, fantasia, Estados Unidos, Aventura, Animação, Ação - 11/10/2016

 

O diretor Travis Knight conta que Kubo e as Cordas Mágicas é uma história de samurais. E é mesmo. Mas não é feita pelos japoneses – o diretor é americano, também responsável pelos também impecáveis Coraline e Os Boxtrolls. Cada vez que assisto a uma animação destas, saio com a sensação de que este é o auge da perfeição em animação. Lembrando que a técnica desse estúdio não é a digital tradicional – o estúdio Laika trabalha com o stop-motion, em que os bonecos são produzidos um a um (assim como seus adereços, feições, figurinos e cenários), os movimentos são fotografados quadro a quadro e montados em sequência para dar a sensação do movimento. É uma junção de arte, artesanato, design, ciência e tecnologia. Complexo, não?

O enredo fala do garoto Kubo, um exímio contador de histórias que tem um dom fora do comum: quanto toca o instrumento, o som faz com que os papéis de origami, que ele carrega na mochila, se transformem nos personagens da história. O que era imaginário vira real e esse poder mágico vai ser usado para uma missão transformadora no decorrer do filme.

Com tamanha perfeição de imagens e dos movimentos, emoção é o que não falta, todas irretocáveis. Além da aventura de Kubo, a foco da história é a família e as relações de confiança que são construídas, que são os pilares pra tudo o que fazemos. Não é à toa que tem pré-estreia programada para o Dia das Crianças – é um ótimo programa pra fazer em família.

 

DIREÇÃO: Travis Knight ROTEIRO: Marc Haimes, Chris Butler | 2016 (101 min)

 

 

 

 

 

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CEGONHAS – Storks
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Animação - 28/09/2016

Mais uma animação para o circuito infantil, mas desta vez nada de muito original. Cegonhas não levam mais bebês, aposentaram-se nessa função. A fábrica parou, as aves agora entregam pacotes e já não há mais a fantasia de que as cartas enviadas pelas famílias são lidas e seus pedidos, atendidos.

Até que um bebê ficou sem dono, foi criado nesta fábrica e tornou-se uma garota atrapalhada e de bom coração. Com uma missão superespecial: entregar um único bebê, que foi produzido por acaso.

Bem feita, mas não chega a emocionar. Tem o fator fofo (por causa dos bebês a bordo), mas não tem nada de muito diferente do que uma animação high-tech pode oferecer.

DIREÇÃO: Nicholas Stoller, Doug Sweetland ROTEIRO: Nicholas Stoller | 2016 (87 min)

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PROCURANDO DORY – Dory
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Animação - 07/07/2016

Quem já mergulhou em mares de águas claras sabe qual é a sensação de estar debaixo d’água e sentir-se peixe por uns instantes. Se isso não for possível, um bom simulador é visitar um aquário, daqueles gigantes em que as paredes dos tanques são tão largas e tão altas que dá pra ver tudo e todos nadando – e a gente se sente lá dentro também. Adoro aquários, o movimento silencioso dos animais, a imensidão dos mares.

Deu pra sentir? Então, é assim que a gente se sente quando assiste a Procurando Dory – novo filme da Disney-Pixar, sobre o sumiço da amiga azul do Nemo – aquela que é gente boa e atrapalhada, que sofre de “perda de memória recente”. E esse ponto também é bacana com o público infantil – da aceitação das limitações. Ou seja, programa bom garantido nas férias.

 

DIREÇÃO: Andrew Stanton, Angus MacLane ROTEIRO: Andrew Stanton | 2016 (97 min)

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ANOMALISA
CLASSIFICAÇÃO: Para Pensar, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Drama, Animação - 16/06/2016

Fiz uma lista aqui no blog sobre animações que fogem do traço de HollywoodAnomalisa vai pra essa prateleira. Em destaque. É daqueles filmes que terminam e você ainda fica parado, tentando captar e entender todas as nuances, detalhes, conotações, significados. São muitos, já digo de antemão. Não dá pra passar impune.

Porque todos nós temos um pouco de Michael Stone, um executivo especializado em telemarketing, que está em crise existencial, não sabe o que quer da vida, tem mulher e filho, mas se sente infeliz. Viaja a trabalho para dar uma palestra, resolve ligar para uma ex-namorada, encontrar-se com ela, viver no passado e do passado. O presente não preenche. Até que conhece uma moça, Lisa, que é sua admiradora, e com ela tem uma relação fulgaz – como se isso fosse preencher o vazio.

Tudo com bonecos, através da técnica stop motion, ou quadro por quadro – minuciosamente criado e sincronizado, para transmitir sensações, sentimentos. Dizer muito de Anomalisa tira grande parte do brilho do filme, que parece realidade. No sentido verdadeiro. É retrato da vida real, das complexas relações humanas, das ingratas expectativas da sociedade, do inesgotável trabalho que dá conviver consigo próprio. Considerando todas as nossas limitações e problemáticas, entender o que passa dentro da gente a cada momento da vida e manter toda a engrenagem da família, amigos, vida profissional e pessoal funcionamento bem é uma proeza. Trabalho para uma vida toda.

Anomalisa é assim. Faz parar pra pensar no teor humano dessa comunicação através dos bonecos. Foram três anos pra criar e rodar o filme; todos os detalhes pensados e executados para que a gente se identificasse com Michael e Lisa e os outros personagens. Acontece logo de início, no táxi. Porque são situações cotidianas, déjà-vu pra todos nós; hábitos humanos, conversas mundanas, fraquezas recorrentes. O mais curioso – e que causa muito incômodo – é a voz dos personagens. Repare: só Michael e Lisa têm voz própria; o resto tem uma voz única, sem personalidade. Metáfora de muitas coisas, mas, só pra começar a reflexão, pensei na indiferença que muitas vezes imprimimos no nosso dia a dia e nas pessoas que nos rodeiam; no olho voltado para nosso próprio umbigo; na falta do olhar altruísta, da compaixão, da doação; na vida pautada pela ausência e pela falta de algo. Afinal, a vida é feita da (com)vivência. Só Michael – e outros milhões – não sabem como dar conta disso.

 

DIREÇÃO: Charkie Kaufman ELENCO: David Thewlis, Jennifer Jason Leigh, Tom Norrena | 2015 (90 min)

 

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MOGLI: O MENINO LOGO – The Jungle Book
CLASSIFICAÇÃO: Para Ver em Família, Para se Divertir, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Aventura, Animação - 15/04/2016

Quem não se lembra do tigre de As Aventuras de Pi? Agora tem tigre, cobra, urso, pantera e todos os outros animais da selva do Mogli, feitos com a perfeição dos recursos digitais e do talento dos profissionais da Disney. O único em carne e osso é o próprio Mogli, um garoto selecionado entre milhares pra viver o menino que é criado por lobos, da história que a gente já conhece de cor.

E o mais legal é que isso não tem a menor importância. Sabemos a história toda, mas a direção de Jon Favreau (também de Chef, Homem de Ferro) garante que você se divirta com os diálogos, principalmente entre Mogli, , Baloo, urso folgado e bon vivant, e Bagheera, a pantera madura e sensata. Sem falar no fator fofura dos outros animais que rodeiam a aventura do garoto pela selva, à procura da aldeia dos homens e na luta por um lugar ao sol.

Mogli me marcou muito porque meu filho assistia mil vezes por dia quando era pequeno. Rola uma nostalgia boa, uma identificação com o personagem corajoso e amoroso que ele é. E, além do talento em criar uma interação perfeita entre os animais, as vozes em inglês são incríveis (não assisti ao filme dublado, mas normalmente isso também é muito bem feito por aqui) e parece, de verdade, que estamos vendo bichos reais. Viva a tecnologia – que, quando aliada ao fator “sensibilidade”, dá um resultado delicioso de ver. Para ver em família, sem dúvida.

 

DIREÇÃO: Jon Favreau ROTEIRO: Justin Marks, Rudyard Kipling ELENCO: Neel Sethi, Bill Murray, Ben Kingsley, Scarlett Johansson, Lupita Nyong’o, Idris Elba | 2016 (105 min)

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ZOOTOPIA – ESSA CIDADE É O BICHO – Zootopia
CLASSIFICAÇÃO: Para Ver em Família, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Aventura, Animação - 21/03/2016

Tem muita coisa em Zootopia – Essa Cidade é o Bicho que as crianças não vão alcançar. Tem até referência à série Breaking Bad – pra você ver como essa sociedade de bichos é mesmo como a nossa, sem tirar nem por. Zootopia é o mundo em que animais perderam a sua condição de selvagens – ou seja, seu instinto – e se adaptaram às regras como se fossem humanos. Não tem como não vestir a carapuça.

Mas tem um mix de animação infantil e adulta bem interessante. Ao mesmo tempo que os atendentes do órgão público que controla o trânsito – uma espécie de CET – são todos bichos-preguiça e a gente logo pensa em toda a burocracia que roda pelo sistema, tem um tom divertido pras crianças com todos os animais, caras e bocas da espevitada e determinada coelha Judy, que sonha em ser policial e contribuir para um mundo melhor.

Embora esteja embutida a questão do preconceito e do oportunismo das autoridades, Judy e seu improvável amigo, a raposa Nick, constroem um universo do possível, da parceria entre diferentes e da quebra de paradigma. Não deixa de ser um bom precedente pra conversar com as crianças depois, já que coelho e raposa, via de regra, são somente – e principalmente presa e predador. Pensar fora da caixa talvez seja o que a gente mais precise no momento. Com diversão, cor e aventura, o programa fica ainda melhor.

DIRETOR: Byron Howard, Rich Moore ROTEIRO: Byron Howard, Jared Bush | 2016 (108 min)

 

 

 

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