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Ação

SOB PRESSÃO
CLASSIFICAÇÃO: Suspense, Para se Emocionar, Para Pensar, Garimpo na Locadora, Drama, Brasil, Ação - 22/11/2016

Sempre me perguntei por que é que tanta gente gosta das séries que se passam em hospital, com médicos debruçados nas mesas de cirurgia, sangue pra tudo quanto é lado, doenças das mais variadas, cirurgias em tempo real, morte. Gente até que não aguenta muito “sangue” gosta e é fato que esse tipo de atividade exerce um certo fascínio. São quase super-heróis. Quando se trata de hospitais com equipamentos de última geração e equipes treinadas e capacitadas, como na série Critical, da BBC, ou em Grey’s Anatomy Dr. House, mais fácil ainda de entender.

Transportando isso para a realidade nua e crua das comunidades brasileiras, em que os hospitais nas periferia ou favelas são dominados pelos donos dos morros e do tráfico, o que se pratica é “medicina de guerra”. Instalado em uma comunidade, o hospital de Sob Pressão funciona de acordo com o andamento da guerrilha entre traficantes e policiais. Tem bala perdida e não-perdida para todos os lados e, na ética médica, não deveria importar a origem, sexo, cor, idoneidade do paciente. Bastaria ser uma vida humana pra ser atendida. A preferência é daquela que está em situação mais grave. Mas o critério não funciona para o médico Evandro (Julio Andrade, também em cartaz com Elis e Maresia), que é chefe da emergência, precisa operar um bandido, uma criança baleada (filha de gente bacana e importante do Rio) e um policial. Sofre todo tipo de pressão – inclusive da falta de equipamentos adequados, sangue compatível, equipe de médicos.

Sob Pressão é bem interessante e te deixa sob a tensão da emergência de um local como esse. É produção brasileira bem feita, com Andrea Beltrão, Marjorie Estiano, Ícaro Silva e Stepan Nercessian fechando o elenco bem formado. E apesar dos pesares, de todo sangue e desgraça, não é só no hospital-hotel inglês que os romances acontecem. Aqui também tem espaço, porque ninguém é de ferro.

 

DIREÇÃO: Andrucha Waddington ROTEIRO: Leandro Assis, Renato Fagundes ELENCO: Júlio Andrade, Andrea Beltrão, Stepan Nercessian, Ícaro Silva, Marjorie Estiano | 2016 (

 

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O CONTADOR – The Accountant
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Para Pensar, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Drama, Ação - 20/10/2016

cPrimeira dica: não vá cansado, porque tem que prestar atenção. O Contador é daqueles filmes que vão tecendo uma rede de conexões e tramas. Se bobear, perde o fio da meada e a proposta desse roteiro bem amarrado.

Aliás, Ben Affleck (também em Argo e Garota Exemplar) está bem confortável no papel do sujeito fechado, cheio de manias e poucos relacionamentos, que se esconde atrás da fachada de um simples contador. Autista, foi desacreditado quando criança, mas desenvolveu sua genialidade matemática que é usada para fins mais escusos e complexos do que uma simples contabilidade. Lavagem de dinheiro é só o começo.

Quem entra na jogada para suavizar o clima tenso é a também contadora e sempre simpática atriz Anna Kendrick (A Escolha Perfeita e Amor Sem Escalas) e é aqui que a trama e o suspense começam a ficar bem mais instigantes. E também é aqui que você não vai poder piscar.

 

DIREÇÃO: Gavin O’Connor ROTEIRO: Bill Dubuque ELENCO: Ben Affleck, Anna Kendrick, J.K. Simmons | 2016 (128 min)

 

 

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INFERNO
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Ação - 16/10/2016

Recentemente Tom Hanks apareceu impecável na tela. Maduro, fez A Ponte dos Espiões e Capitão Phillips – ambos irretocáveis. Logo mais vem com Sully: O Herói do Rio Hudson, possível ganhador de vários prêmios na temporada 2017. Com tantos projetos e tanto talento, Inferno é totalmente dispensável.

Adaptado do livro de Dan Brown, Hanks é Robert Langdon, o mesmo personagem de O Código Da Vinci e Anjos e Demônios. Mais do mesmo: uma charada, um romance e muita correria pelas  lindas cidades européias. Não vi nenhum dos dois e, se eu fosse você, com tanto filme bom passando, garimpava outro por aqui.

 

DIREÇÃO: Ron Howard ROTEIRO: David Koepp, Dan Brown ELENCO: Tom Hanks, Felicity Jones, Sidse Babett Knudsen, Irrfan Khan | 2016 (121 min)

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KUBO E AS CORDAS MÁGICAS – Kubo And The Two Strings
CLASSIFICAÇÃO: Para Ver em Família, Para se Divertir, Garimpo na Locadora, fantasia, Estados Unidos, Aventura, Animação, Ação - 11/10/2016

 

O diretor Travis Knight conta que Kubo e as Cordas Mágicas é uma história de samurais. E é mesmo. Mas não é feita pelos japoneses – o diretor é americano, também responsável pelos também impecáveis Coraline e Os Boxtrolls. Cada vez que assisto a uma animação destas, saio com a sensação de que este é o auge da perfeição em animação. Lembrando que a técnica desse estúdio não é a digital tradicional – o estúdio Laika trabalha com o stop-motion, em que os bonecos são produzidos um a um (assim como seus adereços, feições, figurinos e cenários), os movimentos são fotografados quadro a quadro e montados em sequência para dar a sensação do movimento. É uma junção de arte, artesanato, design, ciência e tecnologia. Complexo, não?

O enredo fala do garoto Kubo, um exímio contador de histórias que tem um dom fora do comum: quanto toca o instrumento, o som faz com que os papéis de origami, que ele carrega na mochila, se transformem nos personagens da história. O que era imaginário vira real e esse poder mágico vai ser usado para uma missão transformadora no decorrer do filme.

Com tamanha perfeição de imagens e dos movimentos, emoção é o que não falta, todas irretocáveis. Além da aventura de Kubo, a foco da história é a família e as relações de confiança que são construídas, que são os pilares pra tudo o que fazemos. Não é à toa que tem pré-estreia programada para o Dia das Crianças – é um ótimo programa pra fazer em família.

 

DIREÇÃO: Travis Knight ROTEIRO: Marc Haimes, Chris Butler | 2016 (101 min)

 

 

 

 

 

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SETE HOMENS E UM DESTINO – The Magnificente Seven
CLASSIFICAÇÃO: Western, Para se Divertir, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Ação - 27/09/2016

Três westerns modernos são muito bons: Django Livre e Os 8 Odiados, ambos do Tarantino, e Bravura Indômita, dos irmãos Ethan e Joel Coen. Só diretor fera – mesmo pra quem não é fã pelo gênero, o apelo é bem forte.

Eu me incluo no time dos não-fanáticos, mas me rendo e coloco mais um na prateleira dos faroestes bacanas: Sete Homens e Um Destino (The Magnificent Seven), um remake do original de 1960 que, por sua vez, foi baseado em Os Sete Samurais, do japonês Akira Kurosawa, de 1954. O filme abriu o Festival de Toronto e garante um ritmo bom, embora não tenha a riqueza do texto e do contexto dos três citados acima.

O enredo clássico do caçador de recompensas se repete, mas aqui o líder precisa de ajuda e convoca mais seis forasteiros para defender uma cidade dominada pelo sujeito mais rico e inescrupuloso da região. Já dá pra imaginar que mocinhos e bandidos se enfrentam, como tem que ser um western.

Um dos pontos fortes é o elenco — além de Denzel Washigton, temos Chris Pratt, e Ethan Hawke, pra citar os mais famosos. Outro é a diversidade: quem contrata os forasteiros é uma mulher e o grupo inclui um negro, um chinês, um latino, um branco emocionalmente instável, outro bonitão, outro solitário e, por último, um religioso. Verdade que essa composição politicamente correta não pertence ao final dos anos 1800, mas o filme é bem feito, o combate final prende a atenção e tem muita ação pra quem curte o gênero.

 

DIREÇÃO: Antoine Fuqua ROTEIRO: Richard Wenk, Nic Pizzolatto ELENCO: Denzel Washington, Chris Pratt, Ethan Hawke, Vincent D’Onofrio, Byung-hun Lee, Manuel Garcia-Rulfo, Marton Sensmeier, Haley Bennett, Peter Sarsgaard| 2016 (1328 min)

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BEN-HUR
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Para Entender o Nosso Mundo, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Aventura, Ação - 18/08/2016

Pra embarcar nessa nova versão do livro de Lew Wallace, esqueça o Ben-Hur de 1959. A versão atual é um filme de ação, focado, principalmente, no momento religioso daquele ano fatídico: 33 d.C. Na pele de Jesus, Rodrigo Santoro marca sua presença e dá um tom de misericórdia à traição entre os irmãos e à crueldade dos romanos contra o povo judeu.

O enredo é o mesmo: o romano Messala (Toby Kebbell) é adotado ainda criança pela família real e criado como irmão de Judah Ben-Hur (Jack Huston). Entre eles, reina o amor fraterno mas, por ironia do destino, Messala junta-se ao exército romano, tem que cumprir a ordem de Pilatos e massacrar os judeus – isso inclui destruir a família que o criou.

O ponto alto é a corrida das bigas (esporte olímpico na Grécia Antiga!), que culmina no desfecho com o viés que se encaixa com a importância dada à figura de Jesus no filme. Tem um ritmo acelerado – às vezes novelesco demais – retrata um momento histórico e dá o recado de essa coisa da intolerância religiosa é obra humana mesmo, desde que o mundo é mundo.

 

DIREÇÃO: Timur Bekmambetov ROTEIRO: Lew Wallace, Keith R. Clarke ELENCO: Jack Huston, Toby Kebbell, Rodrigo Santoro | 2016 (124 min)

 

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JOGO DO DINHEIRO – Money Monster
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Para Pensar, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Drama, Ação - 25/05/2016

Julia Roberts, George Clooney e Jodie Foster passaram por Cannes semana passada para apresentar Jogo do Dinheiro. Na entrevista coletiva, a diretora Jodie Foster diz que o filme fala de dinheiro, o assunto preferido em Cannes(!), da mídia e da tecnologia. Embora ele tenha todos esses aspectos fortes da vida moderna, ela confessa: “De tudo no filme, meus preferidos são os personagens e a dinâmica entre eles”.

É verdade. George e Julia têm química e embalam o espectador na história do debochado (e até patético) apresentador do programa de televisão Money Monster, que pilota um quadro popular sobre finanças, sente-se o dono do mundo, até que um maluco invade o estúdio e o faz refém enquanto o programa está no ar. Ao vivo, a produtora Patty (Julia Roberts, também em Álbum de Família e Closer – Perto Demais) tem que dirigir o drama de Lee Gates (Clooney, também em Gravidade e Os Descendentes), que fica sob tensão até o desfecho.

“O sequestrador Kyle nada mais é do que um representante da população, que fica à mercê do sistema financeiro criado pelo mercado, com a conivência de todos nós”, diz Judie Foster. E tem também o questionamento sobre a tecnologia, que inunda nossa vida de facilidades, mas abusa desse poder todo. Jodie Foster (também diretora em Um Novo Despertar) faz um filme sobre mídia e celebridades, e com isso atinge um grande público. Mas deixa nas entrelinhas, pra quem quiser ler, ironias e sutilezas sobre exposição pessoal, fama, dinheiro e relacionamento. Acaba humanizando as relações, em tempos de vidas pilotadas por comandos eletrônicos.

 

DIREÇÃO: Judie Foster ROTEIRO: Jamie Linden ELENCO: Julia Roberts, George Clooney, Jack O’Connell| 2016 (98 min)

 

 

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EM NOME DA LEI
CLASSIFICAÇÃO: Para Pensar, Garimpo na Locadora, Drama, Brasil, Ação - 21/04/2016

Inevitável relacionar o enredo de Em Nome da Lei com a realidade brasileira. Mateus Solano é um juiz, que abraça o desafio de investigar a rede de tráfico de drogas e contrabando na fronteira do Brasil com o Paraguai e desmontar o cartel que domina a região. Seu lema é agir dentro da lei, usar os todos os recursos disponíveis para fazer justiça, doa a quem doer. Foi inspirado em histórias reais e é incrível como tudo se repete.

Além desse viés de realidade que o filme apresenta, tem a dramaturgia propriamente dita. O personagem de Solano é Vitor, que assume o caso já investigado pelo chefe da polícia federal Elton (Eduardo Galvão) e pela procuradora Alice (Paolla Oliveira), enfrenta  sem rodeios os chefe mafioso Gomez (Chico Dias) e acaba pagando um alto preço pela ousadia de cumprir a lei. É bem feito e com bom ritmo de suspense, mas tem alguns romances desnecessários no meio do caminho. Aliás, a relação entre Alice e Vitor também poderia ser apenas sugerida, mas tem o fator comercial, o filme com um romance vende mais e melhor.

De qualquer forma, Em Nome da Lei tem um bom time de atores e dá ao drama um tom importante e urgente, sem ser moralista. Não é o que Sergio Rezende fez de melhor – gosto mais de Zuzu Angel e Salve Geral. Mas mesmo se você achar que tem um tom novelesco, é um bom programa e foge do filme nacional comédia.

 

DIREÇÃO: Sergio Rezende ROTEIRO: Sergio Rezende, Rafael Dragaud ELENCO: Mateus Solano, Paolla Oliveira, Chico Diaz, Eduardo Galvão, Emilio Dantas | 2016 (

 

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CONVERGENTE – The Divergent Series: Allegiant
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Garimpo na Locadora, Ficção Científica, Estados Unidos, Aventura, Ação - 09/03/2016

Por Suzana Vidigal

Este é o começo do fim da série Divergente. É mais uma trilogia que não termina em três, mas em três e meio. Então, tá. Não precisava, mas, comercialmente falando, precisa sim, rende mais. A saga da garota que é de “linhagem pura”, por assim dizer, diferente de todos os outros continua.

Não vi o segundo filme da série (Insurgente), vi só o primeiro, Divergente. E essa é uma informação importante. Não faz falta, dá pra entender: Tris (Shailene Woolley, também em A Culpa é das Estrelas) continua liderando as questões ligadas à defesa do povo e, em prol do bem de todos, vai descobrir o que tem do lado de lá da cerca. Encontra uma outra sociedade e muitas surpresas e aventuras virão.

Desnecessário entrar em detalhes, mesmo porque muita gente já sabe. E se você não souber, pode imaginar. O bem contra o mal, os lobos vestidos em pele de cordeiro, perseguição, fuga e ação. E uma cena final que prepara para o desfecho que virá, provavelmente, ano que vem. Convergente não tem nada de mais: é morno, com aquela pegada futurística já vista em filmes em que o fim do mundo é um personagem e dá lição de moral de que o crime não compensa. Mais do mesmo, portanto. Deveria ter parado no primeiro, enquanto a história da divisão da sociedade em facções (abnegação, amizade, audácia, sinceridade e erudição) era novidade e, de certa forma, uma divisão interessante.

DIREÇÃO: Robert Schwentke ROTEIRO: Veronica Roth, Noah Oppenheim ELENCO: Shailene Woodley, Theo James, Naomi Watts, Jeff Daniels | 2016 (121 min)

 

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PRESSÁGIOS DE UM CRIME – Solace
CLASSIFICAÇÃO: Suspense, Para Sentir Medo, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Ação - 25/02/2016

Escrito originalmente para ser a sequência do ótimo Seven – Os Sete Pecados Capitais, acabou não vingando desta forma e foi produzido sem relação com o filme dirigido por David Fincher. Mas é interessante ver que Presságios de um Crime trabalha com uma premissa parecida: um serial killer pragmático mata, não deixa qualquer vestígio, os investigadores do FBI desconfiam que os casos possam estar relacionados, mas não sabem por onde começar. Acabam pedindo ajuda para um médico com poderes paranormais (Anthony Hopkings, também em O Silêncio dos Inocentes), que se aposentou depois da morte da filha, mas consegue antever o futuro. E essa pode ser a chave para desvendar os assassinatos.

Dito isso, já dá pra entender o óbvio: quanto mais informação você tiver sobre o filme, menos vai se surpreender e a chance de você entrar na trama e na caça ao assassino é menor. Infelizmente, o trailer é daqueles estraga-prazer e já sai desvendando o que não devia. Se der pra não assistir, melhor.

Dirigido pelo brasileiro Afonso Poyart (também de 2 Coelhos), Presságios discute a eutanásia sim, inclusive com o viés de alguém que está “brincando de Deus”. Mas isso é sugerido de maneira muito superficial, assim como fica na superfície também a construção dos personagens – aspectos que poderiam ter sido mais explorados e, de uma forma até pouco sutil, deixam um buraco grande no roteiro do filme. O que fica é um filme essencialmente investigativo, pra quem quer suspense. Tem muita ação, alguns crimes para solucionar e um assassino inteligente e lógico pra compreender.

 

DIREÇÃO: Afonso Poyart ROTEIRO: Sean Bailey, Ted Griffin ELENCO: Anthony Hopkins, Jeffrey Dean Morgan, Colin Farrell, Abbie Cornish | 2015 (101 min)

 

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