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Para Sentir Medo

INVASÃO ZUMBI – Busanhaeng
CLASSIFICAÇÃO: Para Sentir Medo, Garimpo na Locadora, Ficção Científica, Drama, Coreia do Sul - 08/01/2017

Tem que gostar de filme de ficção. Se tiver zumbi, ainda melhor. Mas se você for do tipo que não é muito fã, mas curte um suspense, embarque no trem de Seul pra Busan cheio de gente estranha – porque a viagem é bem boa!

Invasão Zumbi não tem lá uma narrativa muito consistente – não espere descobrir como os zumbis começaram a aparecer, que experiência científica deu origem ao problema, muito menos com vai ser resolvido. A questão aqui é mais complexa, quase humanitária: diante de uma situação limite, de salve-se-quem-puder, quem será solidário, quem será egoísta, quem é que se salva nessa vida, afinal de contas? Lembra Guerra Mundial Z, com Brad Pitt – torci o nariz pro filme no começo, mas depois confesso que tem um suspense bem interessante.

Só pra ilustrar: o executivo frio e calculista precisa levar a filha para a casa da ex-mulher. Contrariado, porque mantém uma relação distante da filha, não é afetivo e a garota só quer saber de ser notada pelo pai, ele embarca no trem tomado pelos zumbis. No meio do caos – e de muito susto – as máscaras caem e as pessoas mostram suas verdadeiras facetas. Além de ótimos efeitos especiais, tem esse viés interessante do olhar para o outro. Desde que não seja zumbi, é claro!

 

DIREÇÃO e ROTEIRO: Sang-ho Yeon ELENCO: Yoo Gong, Soo-an Kim, Yu-mi Jung, Dong-seok Ma | 2016 (118 min)

 

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NO FIM DO TÚNEL – Al Final del Túnel
CLASSIFICAÇÃO: Para Sentir Medo, Para Pensar, Garimpo na Locadora, Drama, Argentina - 15/10/2016

Leonardo Sbaraglia é aquele ator argentino que faz um dos episódios de Relatos Selvagens. Você vai se lembrar, ele é o sujeito que perde a paciência ao ultrapassar um carro na estrada. Inesquecível. É ele também que está em cartaz com o ótimo O Silêncio do Céu, com Carolina Dieckmann, e aparece também em O Que Os Homens Falam. Boa alternativa essa de variar um pouco o ator argentino e dividir a atenção com o onipresente Ricardo Darín. Porque Leonardo é excelente ator e aqui, em No Fim do Túnel, eu diria que ele arrasa.

Outro ponto forte do filme é que a produção é despretenciosa. Diria até simples, mas com um roteiro tão bem amarrado que dá ao desfecho um sabor todo especial. Leonardo é Joaquín, um sujeito paraplégico, que vive sozinho em uma casa enorme, mexe com computadores no porão e resolve alugar um dos quartos pra ganhar uma grana a mais. Aparece uma mulher com a filha, que não só aluga o quarto como se aproxima de Joaquín, justamente quando ele percebe um movimento estranho no porão da casa ao lado.

Fiquei grudada na cadeira. Tem um suspense inteligente, perspicaz, nada pretensioso (como já disse) e surpreendente. Grata surpresa – não que o cinema argentino tenha o hábito de decepcionar, pelo contrário. Mas acertar no programa e ainda superar as expectativas, é tudo de bom.

 

DIREÇÃO e ROTEIRO: Rodrigo Grande ELENCO: Leonardo Sbaraglia, Clara Lago, Pablo Echarri, Javier Godino, Federico Luppi | 2016 (120 min)

 

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O HOMEM NAS TREVAS – Don’t Breathe
CLASSIFICAÇÃO: Suspense, Para Sentir Medo, Garimpo na Locadora, Estados Unidos - 11/09/2016

Don’t Breathe é o título original e cabe direitinho. O vilão é cego, tem os outros sentidos mais apurados e é capaz de notar a presença pelo olfato e pela audição. E pelo simples movimento de ar, pela respiração. Quando sua casa é invadida por jovens malandros, o cego é quem manda na escuridão. E é aí que o jogo se inverte.

O enredo é simples e basicamente o seguinte: um ex-militar perde a visão em combate, ganha uma grana de indenização e guarda todo o dinheiro em casa. Três jovens têm o péssimo hábito de arrombar a casa das pessoas, roubar tudo que tem valor e não terem o menor peso na consciência com isso. Parecia simples invadir e roubar o dinheiro da casa de um senhor que mora sozinho e é, ainda por cima, cego. Só parecia.

Daqui pra frente, a tensão é por sua conta e risco. Filme como Rua Cloverfield, 10 tem uma linha parecida de suspense e terror psicológico. Pra quem gosta desse gênero, vai ficar sem respirar. Aliás, título bom, o original: deixa o espectador sem fôlego e já diz de antemão, aos criminosos, que se respirarem, o homem cego segue o rastro.

 

DIREÇÃO: Fede Avarez ROTEIRO: Fede Alvarez, Rodo Sayagues ELENCO: Stephen Lang, Jane Lavy, Dylan Minnette| 2016 (88 min)

 

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NERVE
CLASSIFICAÇÃO: Para Sentir Medo, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Drama, Aventura - 25/08/2016

Em tempos em que as pessoas ficam na rua à procura de Pokémons, fazendo da realidade virtual uma realidade de fato, Nerve é mais do que palpável. Vai na linha desse envolvimento maluco – e desmesurado – que as pessoas têm com as redes sociais, na busca por aprovação e pertencimento a algum tipo de grupo. Antiquada ou não, me causa estranheza o comportamento ditado pelas regras de uma não-realidade, ditada pela aparência. Mas assim é que é e Nerve toca nesse ponto profundo e discutível da construção da imagem.

Emma Roberts (também em Família do Bagulho) é Vee, uma garota insegura e reservada, que não se expõe como suas amigas, nem corre riscos. Mora com a mãe, que ainda superprotege a filha, traumatizada pela perda do filho em um acidente. Cansada de ser a boa moça, rende-se aos apelos da melhor amiga e entra no jogo da moda, Nerve. Funciona assim: você pode se cadastrar como observador ou jogador. Os observadores formam uma comunidade enorme de pessoas anônimas, que observam online todos os passos dos jogadores, que precisam superar desafios cada vez mais ousados e perigosos. Quanto mais bem sucedidos forem, mais seguidores ganham, mais dinheiro entra na conta. O par de Vee é Ian (Dave Franco, também em Vizinhos) e o difícil é saber a hora de parar.

Vee e Ian são protagonistas de uma história (baseada no livro homônimo) que conversa diretamente com o jovem, claro. É a praia deles, nasceram digitais, entendem esse universo paralelo, comunicam-se através dele e molda, daí, comportamentos. Mas é bem envolvente e dinâmico, faz parar pra pensar sobre esse limite tênue entre a vida aqui e agora e o infinito que pode ser criado do outro lado da tela. Nem sempre confiável. Aí é que mora o perigo – e a tentação.

 

DIREÇÃO: Henry Joost, Ariel Schulman ROTEIRO: Jeanne Ryan, Jessica Sharzer ELENCO: Emma Roberts, Dave Franco, Emily Meade, Juliette Lewis | 2016 (96 min)

 

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ÁGUAS RASAS – The Shallows
CLASSIFICAÇÃO: Suspense, Para Sentir Medo, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Drama - 23/08/2016

Quando o suspense deixa você grudado na poltrona de tanta aflição e vontade de salvar o personagem, é porque o filme cumpre o seu papel. Se alguma hora achar que tem algum exagero, pouco importa. O que conta aqui é que o filme pretende ser um thriller: a surfista que é atacada por um tubarão, refugia-se em um coral sem poder voltar para a praia e luta pra sobreviver até o último momento. É filme de tubarão – simples assim.

Águas Rasas até que tem um enredo por trás, que pretende justificar todo o drama de Nancy (Blake Lively, também em Café Society e A Incrível História de Adaline): ela acaba de perder o irmão, está passando por um momento de vida difícil, não sabe se continua a faculdade de medicina e precisa se reconciliar consigo mesma. A tragédia na praia mexicana passa a ser uma provação e, logicamente, a hora da virada. Nem precisava – porque o que pega mesmo é o seu momento com o tubarão, o medo do desconhecido, o clima de tensão durante praticamente todo o filme.

Eu torci pela Nancy e mente quem diz que não vai torcer para que tudo dê certo. Filmes assim movem esse tipo de sentimento: sobrevivência na telona e na poltrona, com direito à trilha sonora de suspense – que, claro, lembra a sensação inesquecível do clássico Tubarão de 1975, de Steven Spielberg, que ainda mora no nosso imaginário.

 

DIREÇÃO: Jaume Collet-Serra ROTEIRO: Anthony Jaswinski ELENCO: Blake Lively, Óscar Jaenada, Angelo Jose | 2016 (86 min)

 

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RUA CLOVERFIELD, 10 – 10 Cloverfield Lane
CLASSIFICAÇÃO: Suspense, Para Sentir Medo, Garimpo na Locadora, fantasia, Estados Unidos - 08/04/2016

Primeiro longa do diretor já chega com um suspense pra lá de interessante – e com um ritmo alucinante. Não é novidade conviver com sequestrados e sequestradores no cinema, e os desfechos são os mais variados possíveis. Rua Cloverfield, 10 entra nesta prateleira, porque certeza do final você só vai ter mesmo no último segundo.

Aliás, esta é a premissa do filme: não saber. A gente não sabe quem é Howard (o sempre ótimo John Goodman, também em O Natal dos Coopers, Trumbo, Inside Llewyn Davis), se ele mente ou fala a verdade, se ele é violento, compassivo, psicopata, generoso, louco, ou todas as anteriores. Se construiu o bunker porque realmente o mundo acabou ou se é tudo imaginação da sua cabeça. Fato é que Michelle (Mary Elizabeth Winstead) briga com o namorado, pega o carro feito maluca, sofre um acidente e acorda presa num subsolo de um lugar qualquer, amarrada.

Tudo se passa nesse cativeiro, já que o mundo acabou lá fora. O resto, você vai ver com seus próprios olhos e vai ficar ficar um tanto quanto tenso até que tudo se esclareça. Ou não! Ótimo suspense, ótimo ritmo e, de fato, uma boa história.

 

DIREÇÃO: Dan Trachtenberg  ROTEIRO: Josh Campbell, Matthew Stuecken ELENCO: John Goodman, Mary Elizabeth Winstead, John Gallagher Jr. | 2016 (103 min)

 

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PRESSÁGIOS DE UM CRIME – Solace
CLASSIFICAÇÃO: Suspense, Para Sentir Medo, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Ação - 25/02/2016

Escrito originalmente para ser a sequência do ótimo Seven – Os Sete Pecados Capitais, acabou não vingando desta forma e foi produzido sem relação com o filme dirigido por David Fincher. Mas é interessante ver que Presságios de um Crime trabalha com uma premissa parecida: um serial killer pragmático mata, não deixa qualquer vestígio, os investigadores do FBI desconfiam que os casos possam estar relacionados, mas não sabem por onde começar. Acabam pedindo ajuda para um médico com poderes paranormais (Anthony Hopkings, também em O Silêncio dos Inocentes), que se aposentou depois da morte da filha, mas consegue antever o futuro. E essa pode ser a chave para desvendar os assassinatos.

Dito isso, já dá pra entender o óbvio: quanto mais informação você tiver sobre o filme, menos vai se surpreender e a chance de você entrar na trama e na caça ao assassino é menor. Infelizmente, o trailer é daqueles estraga-prazer e já sai desvendando o que não devia. Se der pra não assistir, melhor.

Dirigido pelo brasileiro Afonso Poyart (também de 2 Coelhos), Presságios discute a eutanásia sim, inclusive com o viés de alguém que está “brincando de Deus”. Mas isso é sugerido de maneira muito superficial, assim como fica na superfície também a construção dos personagens – aspectos que poderiam ter sido mais explorados e, de uma forma até pouco sutil, deixam um buraco grande no roteiro do filme. O que fica é um filme essencialmente investigativo, pra quem quer suspense. Tem muita ação, alguns crimes para solucionar e um assassino inteligente e lógico pra compreender.

 

DIREÇÃO: Afonso Poyart ROTEIRO: Sean Bailey, Ted Griffin ELENCO: Anthony Hopkins, Jeffrey Dean Morgan, Colin Farrell, Abbie Cornish | 2015 (101 min)

 

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13 HORAS: OS SOLDADOS SECRETOS DE BENGHAZI – 13 Hours: The Secret Soldiers of Benghazi
CLASSIFICAÇÃO: Suspense, Para Sentir Medo, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Drama, Ação - 24/02/2016

Por Suzana Vidigal

Quando estoura a guerra civil na Líbia em 2011, todas as missões diplomáticas foram abortadas, menos a americana. Para proteger os agentes secretos que ficaram no país, o governo dos Estados Unidos manda pra lá uma equipe de soldados especiais, aqueles treinados para enfrentar qualquer situação no mar, no ar ou na terra, os famosos SEAL, que são os soldados secretos de Benghazi do título. Não havia nada mais perigoso do que estar na Líbia naquele momento.

Acontece que no dia 12 de setembro de 2012, o embaixador americano estava por lá, em uma base diplomática bem mal protegida. Milícias terroristas, que se apoderam das armas de Kadafi depois que ele é deposto e morto, mandam no país sem governo e querem os americanos longe dali. Resolvem atacar esse posto diplomático em Benghazi e a única chance de salvamento é contar com os ex-militares de elite, que estão uma base ali perto. O que acontece depois é história real, contada no livro homônimo que deu origem ao filme.

E parece tudo real mesmo – aliás, isso é o que mais impressiona. O filme é mais longo, mas muito bem feito, com a tensão sempre no limite e a morte sempre presente. Ação o tempo todo, desentendimentos na hora das decisões, questões de liderança, atitude e preparo profissional. Sem falar no horror do terrorismo em si, já visto em outros filmes que mostram ataques parecidos. Lembrei do ataque das milícias em Hotel Ruanda, dos iranianos à embaixada americana em Argo, dos árabes à vila olímpica em Munique.

Pra quem não está disposto a entrar nesse clima de guerra, atiradores de elite, milícias violentas, sangue, suor, estresse, tensão, melhor garimpar outro filme por aqui. 13 Horas é o tempo que dura o conflito, os ataques das milícias, a resposta dos americanos, o pânico e as mortes sequenciais. Dura a madrugada toda e a sua aflição também vai durar. Deixa aquela sensação ruim de que, se houver algum tipo solução pra esses conflitos que usam a religião como desculpa, é preciso criar um mundo novo.

 

DIREÇÃO: Michael Bay ROTEIRO: Chuck Hogan, Mitchell Zuckoff ELENCO: John Krasinski, Pablo Schreiber, James Badge Dale, Dominic Fumusa, Max Martini | 2016 (164 min)

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PRA SENTIR MEDO NO CINEMA!
Goosebumps: Monstros e Arrepios garante o clima de Halloween
CLASSIFICAÇÃO: Para Sentir Medo, Especiais - 26/10/2015

Não é por acaso que há uma boa leva de filmes de terror, casas mal assombradas e fantasmas no cinema. Dia 31 é Halloween e tudo é motivo pra acompanhar o calendário. O bacana é que dois outros mega eventos cinematográficos em São Paulo, a Mostra de SP e o Vivo Open Air, também exibirão alguns filmes para os adeptos do gênero – fora, claro, todos aqueles que você pode assistir de casa.

Confira o trailer do que está em cartaz, veja qual o perfil do filme e corra pra garantir sua noite de terror! O estado de espírito de todos é o mesmo: para sentir medo!

 

Goosebumps – Monstros e Arrepios: com Jack Black, é uma aventura para o público adolescente, com monstros e sustos. É bem feita, tem aquele viés manjado, mas bacana, dos amigos que entram numa roubada juntos, e de todas as peripécias feitas para solucionar a encrenca que criaram.

 

A Colina Escarlate: com Mia Wasikowska, Jessica Chastain, Tom Hiddleston, a casa mal assombrada onde se passa o suspense – e onde moram os fantasmas – é um cenário incrível, chique e assustador. Pra quem quer um terror cheio de detalhes e elegante, com uma boa história de amor pra contar.

 

Hotel Transilvânia 2: animação simpática sobre uma vampira e um humano que se casam e moram no hotel. Para ver em família e integrar as crianças no clima do Dia das Bruxas.

 

Atividade Paranormal 5: Dimensão Fantasma: na mesma linha dos outros da série, é pra quem quiser realmente sentir-se parte da assombração. Se passa aqui, agora, num ambiente bem parecido com o que a gente vive.


 

VIVO OPEN AIR: o evento de cinema a céu aberto no Jockey Club de São Paulo programou a pré-estreia de Green Room, um thriller de terror, seguido do clássico imbatível O Iluminado, de Stanley Kubrick, com Jack Nicholson. Quem ainda não viu, é imperdível – ainda mais na tela gigante e ao ar livre!

 


MOSTRA INTERNACIONAL DE CINEMA DE SP: a Mostra terá uma sequência de filmes de terror na sexta, dia 30, no Cinearte 1. A Bruxa, filme que dá as boas-vindas ao Halloween na madrugada de sexta pra sábado, levou a melhor direção no Festival de Sundance (trailer abaixo). Promete!

14:00 – O CÍRCULO  (Cirkeln), de Levan Akin (144′). SUÉCIA. 18 anos.

16:45 – O QUARTO PROIBIDO (The Forbidden Room), de Guy Maddin, Evan Johnson (128′). CANADÁ. 16 anos.

19:15 – BONE TOMAHAWK (Bone Tomahawk), de S. Craig Zahler (132′). EUA. 16 anos.

22:00 – TÚMULOS E OSSOS (Grafir & Bein), de Anton Sigurdsson (89′). ISLÂNDIA. 16 anos.

23:59 – A BRUXA (The Witch), de Robert Eggers (92′). CANADÁ, EUA. Indicado para: 16 anos.

 

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