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Para Ver em Família

KUBO E AS CORDAS MÁGICAS – Kubo And The Two Strings
CLASSIFICAÇÃO: Para Ver em Família, Para se Divertir, Garimpo na Locadora, fantasia, Estados Unidos, Aventura, Animação, Ação - 11/10/2016

 

O diretor Travis Knight conta que Kubo e as Cordas Mágicas é uma história de samurais. E é mesmo. Mas não é feita pelos japoneses – o diretor é americano, também responsável pelos também impecáveis Coraline e Os Boxtrolls. Cada vez que assisto a uma animação destas, saio com a sensação de que este é o auge da perfeição em animação. Lembrando que a técnica desse estúdio não é a digital tradicional – o estúdio Laika trabalha com o stop-motion, em que os bonecos são produzidos um a um (assim como seus adereços, feições, figurinos e cenários), os movimentos são fotografados quadro a quadro e montados em sequência para dar a sensação do movimento. É uma junção de arte, artesanato, design, ciência e tecnologia. Complexo, não?

O enredo fala do garoto Kubo, um exímio contador de histórias que tem um dom fora do comum: quanto toca o instrumento, o som faz com que os papéis de origami, que ele carrega na mochila, se transformem nos personagens da história. O que era imaginário vira real e esse poder mágico vai ser usado para uma missão transformadora no decorrer do filme.

Com tamanha perfeição de imagens e dos movimentos, emoção é o que não falta, todas irretocáveis. Além da aventura de Kubo, a foco da história é a família e as relações de confiança que são construídas, que são os pilares pra tudo o que fazemos. Não é à toa que tem pré-estreia programada para o Dia das Crianças – é um ótimo programa pra fazer em família.

 

DIREÇÃO: Travis Knight ROTEIRO: Marc Haimes, Chris Butler | 2016 (101 min)

 

 

 

 

 

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MEU AMIGO, O DRAGÃO – Pete’s Dragon
CLASSIFICAÇÃO: Para Ver em Família, Para se Divertir, Garimpo na Locadora, Fantasia, fantasia, Estados Unidos, Aventura - 11/10/2016
Tem tudo pra ser Mogli, mas no lugar do urso Balu, tem Elliot, o dragão carinhoso e zeloso, que cuida do pequeno Pete quando ele fica órfão. Criado na floresta, Pete se comporta igual ao menino-lobo e se encanta quando descobre que há criaturas iguais a ele – os humanos!

Claro que o filme cai no clichê da luta entre aqueles que apostam no impossível e querem preservá-lo, e aqueles que querem destruir a fantasia. O que prevalece a história de amizade e aventura, bem bonita pra ver em família.

 

DIREÇÃO: David Lowery ELENCO: Bryce Dallas Howard, Michael C. Hall, Robert Redford | 2016 (102 min)

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MOGLI: O MENINO LOGO – The Jungle Book
CLASSIFICAÇÃO: Para Ver em Família, Para se Divertir, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Aventura, Animação - 15/04/2016

Quem não se lembra do tigre de As Aventuras de Pi? Agora tem tigre, cobra, urso, pantera e todos os outros animais da selva do Mogli, feitos com a perfeição dos recursos digitais e do talento dos profissionais da Disney. O único em carne e osso é o próprio Mogli, um garoto selecionado entre milhares pra viver o menino que é criado por lobos, da história que a gente já conhece de cor.

E o mais legal é que isso não tem a menor importância. Sabemos a história toda, mas a direção de Jon Favreau (também de Chef, Homem de Ferro) garante que você se divirta com os diálogos, principalmente entre Mogli, , Baloo, urso folgado e bon vivant, e Bagheera, a pantera madura e sensata. Sem falar no fator fofura dos outros animais que rodeiam a aventura do garoto pela selva, à procura da aldeia dos homens e na luta por um lugar ao sol.

Mogli me marcou muito porque meu filho assistia mil vezes por dia quando era pequeno. Rola uma nostalgia boa, uma identificação com o personagem corajoso e amoroso que ele é. E, além do talento em criar uma interação perfeita entre os animais, as vozes em inglês são incríveis (não assisti ao filme dublado, mas normalmente isso também é muito bem feito por aqui) e parece, de verdade, que estamos vendo bichos reais. Viva a tecnologia – que, quando aliada ao fator “sensibilidade”, dá um resultado delicioso de ver. Para ver em família, sem dúvida.

 

DIREÇÃO: Jon Favreau ROTEIRO: Justin Marks, Rudyard Kipling ELENCO: Neel Sethi, Bill Murray, Ben Kingsley, Scarlett Johansson, Lupita Nyong’o, Idris Elba | 2016 (105 min)

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ZOOTOPIA – ESSA CIDADE É O BICHO – Zootopia
CLASSIFICAÇÃO: Para Ver em Família, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Aventura, Animação - 21/03/2016

Tem muita coisa em Zootopia – Essa Cidade é o Bicho que as crianças não vão alcançar. Tem até referência à série Breaking Bad – pra você ver como essa sociedade de bichos é mesmo como a nossa, sem tirar nem por. Zootopia é o mundo em que animais perderam a sua condição de selvagens – ou seja, seu instinto – e se adaptaram às regras como se fossem humanos. Não tem como não vestir a carapuça.

Mas tem um mix de animação infantil e adulta bem interessante. Ao mesmo tempo que os atendentes do órgão público que controla o trânsito – uma espécie de CET – são todos bichos-preguiça e a gente logo pensa em toda a burocracia que roda pelo sistema, tem um tom divertido pras crianças com todos os animais, caras e bocas da espevitada e determinada coelha Judy, que sonha em ser policial e contribuir para um mundo melhor.

Embora esteja embutida a questão do preconceito e do oportunismo das autoridades, Judy e seu improvável amigo, a raposa Nick, constroem um universo do possível, da parceria entre diferentes e da quebra de paradigma. Não deixa de ser um bom precedente pra conversar com as crianças depois, já que coelho e raposa, via de regra, são somente – e principalmente presa e predador. Pensar fora da caixa talvez seja o que a gente mais precise no momento. Com diversão, cor e aventura, o programa fica ainda melhor.

DIRETOR: Byron Howard, Rich Moore ROTEIRO: Byron Howard, Jared Bush | 2016 (108 min)

 

 

 

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AS MEMÓRIAS DE MARNIE – When Marnie Was There
CLASSIFICAÇÃO: Para Ver em Família, Para se Divertir, Japão, Garimpo na Locadora, Aventura, Animação - 23/11/2015

Já de cara é importante dizer – e a gente percebe pelo traço – que o diretor tem alguma relação com outras animações japonesas igualmente lindas. Uma delas é Vidas ao Vento e a outra, Ponyo – Uma Amizade que Veio do Mar. Hiromasa Yoebayashi é o animador chefe desses filmes e agora coloca toda essa leveza e riqueza de detalhes também em Marnie.

Adoro animação. Quando ela sai do traço de Hollywood (veja a lista de bons filmes nesse perfil), inova na cor, luz e forma, é delicioso. Filme pra qualquer idade, com aquela pitada visual de outra cultura. Ana é uma menina tristonha que tem poucos amigos, sofre de asma e seus pais adotivos a mandam para uma temporada no campo com uns tios para se recuperar. Misturando imaginação e realidade, ela se encontra com alguns traumas que carrega da infância, algumas palavras não ditas e rancores guardados. Tem um pouco da tristeza real da infância, daquele enfrentamento com as frustrações que, muitas vezes, são pintadas de irrealidade e brincadeira. Mas que ficam guardadas lá no fundo e é o encontro com a menina Marnie que faz Ana rever tudo isso e se reinventar.

Gostoso pra ver em família, reparar nos detalhes das casa, na cultura japonesa, nos gestos e olhares entre os personagens. Repare no interior das casas, em seus utensílios e em toda a ambientação. Lindamente construído!

 

DIREÇÃO: Hiromasa Yoebayashi ELENCO: Sara Takatsuki, Kasumi Arimura, Nanako Matsushima | 2015 (103 min)

 

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MALALA – He Named Me Malala
CLASSIFICAÇÃO: Para Ver em Família, Para se Emocionar, Para Pensar, Para Entender o Nosso Mundo, Estados Unidos, Documentário, Biografia - 18/11/2015

O nome Malala tem todo um significado especial, que o filme mostra através de lindas ilustrações. É daí que vem o título original deste documentário: He Named Me Malala. Quem deu a essa pequena grande mulher o nome de Malala foi seu pai, o guardião de toda a sua trajetória. Mas ela diz com todas as letras: “Ele me deu o nome, mas eu escolhi me tornar uma Malala”.

Portanto, é uma escolha. Tornar-se uma referência na luta pelo direito à educação de meninas em todo o mundo aos 15 anos, mesmo depois de ter levado um tiro dos militantes do Talibã em 2012 e ter ficado entre a vida e a morte, foi uma escolha. Mas o que mais impressiona é a opção pela vida, pela alegria e pela atitude de não-violência. E isso é explícito, não é só discurso. Por mais triste que seja, é interessante pensar que Malala estreia justamente na semana em que os atentados em Paris deixaram o mundo em polvorosa. Optar por atitudes de tolerância, aceitação e respeito parece ser mesmo a melhor resposta a tudo isso que vem acontecendo.

E a paquistanesa assina em baixo. Neste documentário, conhecemos a menina doce de fala mansa, que em nenhum momento se revolta, que sempre prega a paz e que tem sua família como alicerce e seu pai como pilar principal e inquestionável. O filme não tem nada de muito extraordinário e nem precisava. Mostra Malala no ambiente familiar, imagens dela com amigos, fazendo tudo que uma criança ou adolescente faz em qualquer lugar do mundo. O extraordinário fica por conta da convicção de que sua missão era entrar em ação e fazer a diferença. Inspirador!

 

DIREÇÃO: Davis Guggenheim ELENCO: Malala Yousafzai, Ziauddin Yousafzai, Toor Pekai Yousafzai | 2015 (88 min)

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PERSONAGENS DE DIVERTIDA MENTE ASSISTEM AO TRAILER DE OS VINGADORES
CLASSIFICAÇÃO: Trailer, Para Ver em Família, Para se Divertir, Animação - 29/04/2015

Bola dentro da Disney: que legal este vídeo dos personagens de Divertida Mente, que estreia dia 18 de junho, assistindo (e comentando) Os Vingadores: Era de Ultron. Uma amostra da diversão que vem por aí.

 

 

 

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CINDERELA – Cinderella
CLASSIFICAÇÃO: Para Ver em Família, Para se Divertir, Garimpo na Locadora, Fantasia, fantasia, Estados Unidos - 26/03/2015

Não pense que o novo Cinderela não tem nada de novo; que o tema princesa-madrasta-príncipe-final-feliz se esgotou nele mesmo, para sempre; que o é filme só para meninas; que você já tem sua madrasta preferida e nada vai fazê-lo mudar de ideia; e que Cinderela não passa de uma garota tola e chorona, que não reage aos maus tratos e é feliz para sempre porque estava escrito nas estrelas.

Se esse foi seu raciocínio ao saber desta nova versão do conto de fadas, pode apagar tudo. O Cinderela dirigido pelo britânico Kenneth Branagh é novo sim. Em muita coisa. A história já conhecemos, mas a alma dos personagens ganhou ares bem mais contemporâneos.

Fato é que o tema princesa nunca se esgota. Basta pensar na nova musa-princesa-plebeia Kate Middleton, que move montanhas com sua simplicidade, simpatia e atitude. É isso: a nova Cinderela tem atitude: diz o que pensa, opta por fazer o que é certo e tem como lema ser gentil e corajosa. Deixa isso claro, sem precisar chorar pelos cantos e sem que Lily James tenha que ter uma ingenuidade que beire a tolice.

Pelo contrário: tem personalidade. Sua personagem é a antítese da madrasta – e que madrasta! Cate Blanchett está ótima e já concorre ao posto de “a má mais bacana dos contos de fadas”. E tem o príncipe, que na pele de Richard Madden se encanta com a beleza da jovem camponesa sem lenço nem documento, mas se apaixona principalmente por seus princípios e pela tal “atitude”.

Falando assim, até parece ironia. Mas não é. Realmente gostei da nova Cinderela da Disney. Mostra equilíbrio entre as premissas da história e os novos elementos. A fada madrinha, por exemplo, é divertida, tem boas tiradas e está mais para “amiga-que-sabe-das-coisas” do que para um ser fantástico. O que também é bem interessante.

Apesar de conhecidos, os personagens ganham bons diálogos e uma roupagem nova em folha. Provavelmente de olho no retorno comercial que isso vai gerar – porque a Disney não dá ponto sem nó – o figurino é realmente a cereja do bolo. Do vestido azul de borboletas de Ella (seu nome de batismo), aos incríveis looks da madrasta. Aproveite! Se achar que tudo é déjà vu, aprecie o visual. Já vai valer o seu ingresso.

DIREÇÃO: Kenneth Branagh ROTEIRO: Chris Weitz ELENCO: Lily James, Cate Blanchett, Richard Madden, Helena Bonham Carter | 2015 (105 min)

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UM SANTO VIZINHO – St Vincent
CLASSIFICAÇÃO: Para Ver em Família, Para se Divertir, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Comédia - 20/02/2015

Pode parecer clichê e já vimos alguns filmes com o mesmo tema da amizade do improvável. Aliás, esse tipo de filme é aquele ideal para ver em família. Reafirma o valor da solidariedade e o peso da solidão – bons ingredientes para um filme sobre as dificuldades do convívio, mesmo que isso signifique, pelo menos à primeira vista, mais confusão do que solução.

Um Santo Vizinho tem esses lugares-comuns, mas é gracioso, tem originalidade e ótimo elenco – acho, inclusive, que lugares-comuns como esse sempre terão espaço no cinema. São retratos da vida e das relações entre as pessoas. Só precisa ser criativo e encontrar um formato que divirta e toque o coração ao mesmo tempo. É aqui que se corre o risco de pastelão novelesco.

Mas com Bill Murray isso é meio difícil – ele consegue ser cômido e trágico ao mesmo tempo. Seu personagem Vincent é mal humorado e ranzinza, está sempre emburrado, é grosseiro e oportunista. Seu único momento de delicadeza é quando faz visitas à casa de repouso. Fora isso, vive resmungando. Inclusive quando Maggie (Melissa McCarthy) muda-se com o filho para a casa ao lado. Recém-separada, aceita a ajuda de Vincent para olhar seu filho Oliver enquanto não chega do trabalho. Da relação improvável e truncada, surge o reconhecimento e a amizade – vínculo cultivado naturalmente, capaz de amolecer até o mais duro veterano de guerra.

Um Santo Vizinho foi indicado para o Globo de Ouro de melhor filme comédia, mas perdeu para O Grande Hotel Budapeste. Gosto do mix de amargura de Murray, com a graça de Melissa McCarthy – sem que ela precisa plantar bananeira e fazer caras e bocas estilo pastelão – e a sinceridade do menino Oliver, na pele do ótimo Jaeden Lieberher. Naomi Watts entra com o clichê nos modos e na linguagem. Mas tudo bem, não está nela o maior holofote.

 

DIREÇÃO e ROTEIRO: Theodore Melfi ELENCO: Bill Murray, Melissa McCarthy, Naomi Watts, Jaeden Lieberher | 2014 (102 min)

 

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