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O HOBBIT – UMA JORNADA INESPERADA – The Hobbit – An Unexpected Journey
CLASSIFICAÇÃO: Nova Zelândia, Estados Unidos - 13/12/2012

DIREÇÃO: Peter Jackson

ROTEIRO: Fran Walsh, Philippa Boyens, Peter Jackson, Guilhermo del Toro, J.R.R. Tolkien

ELENCO: Martin Freeman, Ian McKellen, Richard Armitage, Ken Stott, Graham McTavish, William Kircher, James Nesbitt, Elijah Wood, Andy Serkis

Estados Unidos, Nova Zelândia, 2012 (169 min)

Para quem não assistiu à trilogia O Senhor dos Anéis e está aflito achando que não vai acompanhar este primeiro filme O Hobbit – Uma Jornada Inesperada (também parte de uma trilogia), pode se acalmar. J.R.R. Tolkien escreveu o livro O Hobbit em 1937, portanto muito antes de inspirar-se e escrever a trilogia de O Senhor dos Anéis, lançada entre 1954 e 55, em três volumes.

O Hobbit – A Jornada Inesperada é o começo de tudo. Conta como o hobbit Bilbo, esse ser de estatura pequena e pés avantajados, é escolhido pelo mago Galdalf, para ajudar um grupo de 13 anões a recuperar seu reino de Erebor, tomado pelo dragão Smuag. Nessa viagem, Bilbo tem que se deparar com elfos, orcs, goblins e aranhas gigantes e encontra o Anel do Poder e o toma de Gollum (Andy Serkis) e é ele que vai fazer a ligação entre as suas duas obras. 

Em quase três horas de filme, eu diria que esta primeira parte de O Hobbit é espetacular na construção dos detalhes, na riqueza da história e do roteiro. Claro que retoma o conceito e o imaginário de O Senhor dos Anéis. Além do sucesso anterior, estamos falando aqui do mesmo cenário imaginado e descrito por J.R.R. Tolkien, a mitológica Terra Média. Pois bem, para os que dizem que isso faz com que O Hobbit seja mais do mesmo, descordo. O filme conta uma história diferente, revisita alguns personagens, que justamente darão sequência e graça ao todo. Confesso – um pouco sem jeito – que ainda não inclui a tão aclamada série O Senhor dos Anéis no Cine Garimpo. Vou correr atrás do prejuízo e quando os outros dois filmes da trilogia Hobbit forem lançados em 2013 e 2014, teremos o panorama da Terra Média e seus estranhos e simpáticos seres completa.

O PIANO – The Piano
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Para Rever, Nova Zelândia, Drama, Austrália - 01/04/2012

DIREÇÃO e ROTEIRO: Jane Campion

ELENCO: Holly Hunter, Harvey Keitel, Sam Neill, Ana Paquin, Kerry Walker

Austrália, Nova Zelândia, 1993 (121 min)

Quando o filme tem um roteiro envolvente e amarrado e me fisga de uma maneira especial, deixando-me absolutamente absorvida pela história, confesso que muitas vezes me sinto no mais absoluto silêncio. Interno também. É como se o enredo, a realidade da tela me subtraísse da realidade, dos meus pensamentos e sentimentos. Entro no filme, por assim dizer. E quando isso acontece, a música também é absorvida, mas de uma maneira diferente. É como se eu a percebesse como conjunto, fazendo parte da imagem, da encenação, do cenário. Quando o todo é harmônico, a trilha ganha outras dimensões, fazendo com que muitas vezes eu me esqueça (ou não consiga) senti-la isoladamente.

Falha minha, eu sei. Principalmente em filmes como O Piano, em que a música compõe a trama e o drama vivido por Ada (Holy Hunter) e sua filha Flora (Anna Paquin, também em O Casamento do Meu Ex), ambas vencedoras do Oscar de melhor atriz e atriz coadjuvante respectivamente, e o filme levou também o de melhor roteiro. Elas se mudam da Escócia para a Austrália em meados do século 19, pois Ada está de casamento marcado com um rico fazendeiro. Muda, capaz de se comunicar através de gestos e com a ajuda de sua filha, ela se apaixona pela pessoa errada. Sempre com o piano como intermediário das cenas e dramas, compondo um panorama intenso e emocionante.

Sentir a música dessa maneira é bom e ruim ao mesmo tempo. Bom porque mostra que o filme forma um conjunto equilibrado, capaz de emocionar e tocar o espectador profundamente. Ruim porque a trilha linda e bem cuidada não é apreciada isoladamente, mas sim como composição do conjunto – acabou o filme e fiquei com vontade de ouvi-la de novo. Se quiser rever O Piano, pode tentar fazer o exercício de prestar especial atenção à trilha. Não em detrimento de todo o resto, que é belíssimo. Mas com o olhar – e ouvidos – de quem aprecia uma obra que fala por si só.

 

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