ROTEIRO: Steven Moffat, Edgar Wright
ELENCO: Jamie Bell, Andy Serkis, Daniel Craig, Nick Frost, Simon Pegg, Daniel Mays, Gad Elmaleh, Toby Jones, Joe Starr, Enn Reitel, Mackenzie Crook
Estados Unidos, 2011 (107 min)
Conheço o personagem Tintim o mesmo tanto que muita gente. Ou seja, quase nada, a não ser que o repórter aventureiro foi criado pelo autor belga Hergé em 1929, que é uma verdadeira febre na Europa e chega a fazer parte da sua identidade. Isso não quer dizer muita coisa, só significa que não era minha leitura predileta (eu bem que preferia quadrinhos mais brasileiros) – muito embora, eu sei, seu fã clube seja imenso por aqui e muita gente tenha realmente o Tintim e suas aventuras como referência de infância.
Digo isso para que ninguém se intimide e vá assistir mesmo fazendo parte desse meu time de “iniciantes” no assunto. Tem muita gente dizendo que o Tintim da telona não tem o mesmo brilho do garoto curioso e sempre bem sucedido dos quadrinhos. Ora, mesmo quem tem repertório para dizer isso, que me desculpe. Eu digo humildemente que não tenho, mas acho que estamos falando de coisas diferentes. Uma coisa é o traço original de Hergé, que criou suas histórias até morrer em 1983 e encantou gerações; outra coisa é a adaptação aos olhos de Steven Spielberg (também de Cavalo de Guerra, A Lista de Schindler), com tecnologia digital e recursos inimagináveis, nos tempo de hoje em que é preciso ter agilidade, dinâmica, técnica e talento para fazer bom cinema e atrair um grande público.
Sei também que os puristas reclamam da junção de três histórias para fazer o As Aventuras de Tintim que está nos cinemas. Mas você há de convir que adaptações são assim mesmo, têm algumas licenças artísticas, são vistas por outro olhar que não o do criador e precisam ser “interessantes” aos olhos do consumidor-espectador. Pelo que entendo – e pelo que senti ao assistir ao filme (e o “sentir” é o que importa neste caso) – isso não prejudica em nada o espírito destemido e aventureiro do jovem repórter, de seu fiel escudeiro Milu e do parceiro capitão Haddock, um beberrão e atrapalhado incorrigível, mas bom sujeito. Pelo contrário, adiciona aspectos que enriquecem e atualizam a trama. A produção feita com o recurso motion caption, que capta movimentos de atores reais para em seguida serem digitalizados e animados, deu ao filme uma impressionante noção de realidade. Por diversas vezes esqueci completamente que assistia a uma animação, tamanha a perfeição.
E eu diria mais, As Aventuras de Tintim é um filme delicioso de assistir, tem sequências impressionantes (a primeira cena da feira na praça, a cena da perseguição no Marrocos – lembra Indiana Jones –, o deserto, a batalha no navio), que fica difícil dizer que o filme não tem alma. Tem, vale a pena, fala com os jovens de hoje, conta uma história muito bacana, tem um herói otimista e com iniciativa e coloca o Tintim no radar daqueles que não tinham noção do que esse garoto do topete é capaz.
ROTEIRO: Lee Hall, Richard Curtis
ELENCO: Jeremy Irvine, Emily Watson, David Thewlis, Niels Arestrup, David Thewlis, Tom Hiddleston, Benedict Cumberbatch, Celine Buckens
Estados Unidos, 2012
Nos cinemas: 06 de janeiro
Steven Spielberg volta mostrando seu indiscutível talento para filmes sensíveis e produções grandiosas. Portanto, quem gosta da sua maneira de filmar, vai curtir e se emocionar. E volta em dose dupla, porque teremos também a estreia de As Aventuras de Tintim logo mais. O belo Cavalo de Guerra me fez lembrar de O Império do Sol, em que o protagonista também é um garoto, só que na Segunda Guerra (confesso que gosto mais desse primeiro filme do que do atual). Aqui ele retoma o tema da perda da adolescência, dos sonhos, das amizades, das referências e da transformação da vida pela guerra. Sempre do ponto de vista de quem está começando a vida, ainda é inocente e guarda a pureza que a vivência muitas vezes acaba destruindo – portanto, carregado de sentimentalismo muitas vezes exagerado. Então, atenção: Cavalo de Guerra não é um filme de guerra propriamente dito – se você for com essa expectativa, vai se decepcionar. Não tem nada a ver com A Lista de Schindler, por exemplo, que é feita para adultos, sobre o mundo adulto. Este aqui é feito para jovens, do ponto de vista do jovem, que fantasia uma realidade adulta.
Presente como produtor executivo em vários filmes nos últimos anos, entre eles Super 8, Bravura Indômita, Além da Vida, Cartas de Iwo Jima, A Conquista da Honra, Spielberg dirige uma história que teria tudo para ser somente mais um conto melodramático sobre a guerra e a amizade entre um rapaz e um cavalo. Mas constrói os personagens de uma maneira que não cai na pieguice (apesar do sentimentalismo, música de fundo, encenação do cavalo, etc). É na simplicidade do enredo que Cavalo de Guerra se torna um filme bem feito. A espinha dorsal é Albert (Jeremy Irvine), que mora com sua família em uma fazenda na Inglaterra no começo do século XX. Por circunstância que não vêm ao caso, acaba criando e domando um lindo potro, com quem estabelece uma relação muito especial. A Primeira Guerra explode e a vida de todos vira de ponta cabeça. Inclusive do cavalo, que é vendido e vai para o front de batalha.
São várias as reviravoltas, mas o fato é que os 146 minutos de filme prendem a atenção. A composição dos personagens franceses (Niels Arestrup, também em O Profeta, A Chave de Sarah), dos pais de Jeremy, dos soldados no front são histórias paralelas em meio à produção impecável dos campos ingleses, das batalhas, das cenas em que o cavalo é o protagonista. Dizer muito mais sobre o filme, é diminuir a sua composição cinematográfica como um todo – que é o que ele tem de mais bonito. O que é basicamente um filme sobre o amor de um rapaz por um cavalo (como tantas outras vezes no cinema), ganha na tela a dimensão de um grande feito e de uma grandiosa produção.
NOTA: Assisti pela segunda vez a Cavalo de Guerra. Quem foi esperando um filme de guerra, se decepcionou, como alertei acima. Achou falso, forçado, estilo “sessão da tarde”. Mas de fato é esse o apelo: da emoção do jovem, do sentimento de fidelidade dessa fase da vida, do apego ao animal. É um programa para ver em família – do estilo Spielberg de filmar. Mas é cinema bem feito.
DIREÇÃO e ROTEIRO: Cameron Crowe
ELENCO: Matt Damon, Scarlett Johansson, Thomas Haden Churc, Patrick Fugit, Elle Fanning, Angus Mac Fadyen, Colin Ford, Maggie Elizabeth Jones, John Michael Higgins
Estados Unidos, 2011 (124 min)
Nos cinemas: 23 de dezembro
Com filmes ora focados no público infantil, ora no adolescente, muitas vezes fica difícil conciliar a ida ao cinema com filhos de diferentes idades. Compramos um Zoológico faz esse meio de campo e acaba sendo um bom programa familiar – coisa boa em época de férias.
A escolha do título diz tudo: o filme conta a história verídica de uma família que compra um zoológico desativado, mas que ainda mantém seus animais e tratadores, na espera de alguém que injete dinheiro e assuma o local. Desestruturado por causa da morte da esposa, Benjamin Mee (Matt Damon, também em Gênio Indomável, Contágio, Bravura Indômita, Além da Vida, Invictus, Syriana – A Indústria do Petróleo) resolve mudar o estilo de vida com seus dois filhos – uma menina Rosie, com quem se dá muito bem, e o adolescente Dylan, que passa por uma crise típica da idade e ainda sofre com a perda da mãe. De maneira impulsiva, compra uma propriedade no campo, que incluiu o tal zoológico no pacote. Sem investimentos e decadente, é comandado por Kelly (Scarlett Johansson, também em Match Point, Encontros e Desencontros, Vicky Cristina Barcelona), que de quebra conta com a ajuda de sua sobrinha Lily (Elle Fanning, também em Super 8, Um Lugar Qualquer, Babel) e de outros profissionais. Claro que a proposta do filme é criar situações curiosas com os animais (acho que eles poderia aparecer mais), ressaltar os dramas familiares de cada um e contar uma história de superação. Nesse sentido funciona, ainda mais se pensarmos que isso aconteceu de verdade e que a família ainda hoje mora no chamado Rosemoor Animal Park, no sudoeste da Inglaterra (se quiser mais informações, entre no site www.dartmoorzoo.org).
O filme segue bem no estilo Winter – O Golfinho, lançado em outubro nos cinemas e ainda inédito em DVD. Quem assistiu à história também real do garoto que se dedica a salvar a vida de um golfinho que teve a cauda amputada, já pegou o espírito de Compramos um Zoológico. A aventura onde cada um tem os seus problemas e ajuda à sua maneira, não só a viabilizar o empreendimento financeiramente, mas a realizar um sonho. Tem momentos previsíveis, é verdade, mas acho que o diretor Cameron Crowe acerta na mão quando faz um filme gostoso e bacana para ver em família. Essa é a verdadeira categoria do filme.
DIREÇÃO: Chris Miller
ROTEIRO: Charles Perrault, Brian Lynch
ELENCO: Antonio Banderas, Salma Havek, Zach Galifianakis (vozes originais)
Estados Unidos, 2011 (90 min)

Nos cinemas: 9 de dezembro
O Gato de Botas conta a que veio e não é mais um mero coadjuvante do ogro Shrek. Vive como um fora da lei, foragido da justiça feita pelas próprias mãos, mas parece que não foi por opção. Da sua amizade com Ovo, praticamente um “irmão adotivo”, sobrou vingança e ressentimento. Mas ambos ainda alimentam o sonho de enriquecer plantando os feijões mágicos guardados pelo gigante que mora no famoso pé de feijão, que todos nós conhecemos. Por isso, embarcam em mais uma aventura – que ganha charme com a presença da gata Kitty Pata Mansa. As cenas de ação construídas pela turma da DreamWorks (também Kung Fu Panda 2 e Shrek) remetem ao Zorro, com dança, ritmo e sotaque espanhol, perseguição nos telhados do pequeno vilarejo e são realmente muito bem feitas.
Aliás, as animações dos grandes estúdios estão se superando a cada novo filme. É bem verdade que a tecnologia está disponível para todos, mas não o roteiro. Com um texto inteligente e divertido, vai agradar também aos adultos que acompanham as crianças no cinema. Mistura bastante coisa no mesmo balaio, é verdade – tem pata gigante, ovos de ouro, ovo falante, gato de botas, gata guerreira, feijões mágicos – mas isso não chega a atrapalhar. Gato de Botas diverte, faz rir e visualmente é impecável. Além do mais, gosto das caras e bocas desse gato galante e charmoso que veste botas e fala ‘portunhol’ – no original, quem faz sua voz é Antonio Bandeiras. Apropriado, não? Por isso escolhi o trailer em inglês, legendado – a maioria das cópias por aqui infelizmente é dublada. Se der, escolha uma sessão em 3D, que o programa em família fica ainda mais gostoso.
ROTEIRO: George Miller, Paul Livingston, Warren Coleman
Estados Unidos, 2011 (100 min)
Politicamente correto, os pinguins e todas as outras espécies que vivem na Antártida têm que se unir contra o inimigo comum: o aquecimento global. O homem, vilão do primeiro Happy Feet, agora até que tenta colaborar, mas parece que o estrago já está feito e que a natureza está louca pela desforra. Claro que nem tudo é lição de moral, do tipo “fizeram-agora-engulam”. Mas nas entrelinhas, deixa bem claro que é preciso a colaboração de todos se quisermos lutar contra um mal poderoso e implacável – e isso serve também para os animais, liderados pelos pinguins imperadores.
Mano, o pinguin que no primeiro filme sentia-se deslocado porque não sabia cantar com os outros da sua espécie, sabia sapatear como ninguém. Casa-se com sua paixão, a charmosa Glória, que canta maravilhosamente bem, e com ela tem um filho, Erik. Ele é a grande estrela deste filme, mas não sabe sapatear, tem vergonha, sente-se carta fora do baralho por isso e vai literalmente procurar outra turma. Com outra espécie de pinguins, elefantes-marinhos e os minúsculos krills, os imperadores precisam enfrentar os deslocamentos dos gigantescos icebergs, o derretimento da neve e a mudança que isso causa na cadeia alimentar e na sobrevivência das espécies.
Apesar dessas situações ecologicamente corretas, que podem despertar nas crianças a tão desejada necessidade de preservação do meio ambiente e render conversas interessantes, acho que Happy Feet 2 é mais bonito e graficamente impecável (é 3D!) do que moralista; mais agradável e divertido do que político. Adoro animação – já disse isso aqui – e se você for acompanhado de crianças que ainda se encantam com a graça do pequeno Erik e dos filhotes de elefante-marinho, tanto melhor. Um delicioso programa em família!
PROGRAME-SE: Em cartaz dia 25 de novembro!
ROTEIRO: Karen Janszen, Noam Dromi
ELENCO: Nathan Gamble, Harry Connick Jr., Ashley Judd, Morgan Freeman, Kris Kristofferson, Reed Haskett
Estados Unidos, 2011 (113 min)
Gostoso programa para ver em família. Winter, o Golfinho é uma bonita história em que as crianças são as protagonistas, num mundo de adultos. São elas que fazem a diferença no filme e é por isso que os pequenos espectadores gostam tanto. E eu também gostei – tem um sabor do filme e do seriado Flipper, que passou por aqui nos anos 60 e 70.
O golfinho do filme se chama Winter e sua história é real. Enroscado em uma armadilha para caraguejos, Winter fica seriamente ferido. Sua cauda precisa ser amputada e, em casos como este, o golfinho raramente sobrevive. Mas é graças à relação com o garoto Sawyer (Nathan Gamble) que ele reage e acaba mobilizando toda a vida do hospital marinho de Clearwater, na Flórida. Sawyer se envolve com a causa e não sossega até que consegue que o médico especializado em próteses (Morgan Freeman, também em Invictus) desenvolva uma cauda para que Winter volte a nadar corretamente.
O filme tem a graça das produções em que as crianças são as heroínas, mesmo passando por situações difíceis – como perdas familiares, notas baixas, etc. É sabido que o contato com animais ajuda no processo de recuperação e de melhoria da auto-estima. Aqui não foi diferente, sendo que o benefício foi em mão dupla. Além disso, o caso Winter criou um vínculo forte com as pessoas que usam próteses de vários tipos e deficientes de uma maneira geral – o ponto forte do filme, tanto em termos de emoção, quanto da valorização da diversidade para a garotada que vai assistir.
Vale reforçar que essa história é real, Winter representa ele mesmo no filme e que recebe milhares de visitas no aquário. Quem quiser saber mais sobre o golfinho, é só entrar no site www.seewinter.com. Pela webcam, ele pode ser visto no Clearwater Marine Aquarium, na Flórida.
ELENCO: Joel Courtney, Elle Fanning, Riley Griffths, Ryan Lee, Gabriel Basso, Zach Mills, Kyle Chandler, Jessica Tuck, Joel McKinno
Estados Unidos, 2011 (112 min)
Mais do que dizer que Super 8 é um filme muito bem feito, que é um ótimo programa para ver em família, que é uma aventura liderada por adolescentes, que faz uma homenagem ao cinema – já se nota pelo título – é preciso reiterar o que já tem sido dito por aí. Quem tem E.T. – O Extraterrestre vivo na memória como um marco do cinema, quem viveu, na pele de adolescente, a chegada e partida do extraterrestre mais cativante da história da telona, sentiu a aventura dos atores como se fosse sua, apropriando-se das imagens e diálogos no subconsciente para sempre, vai recuperar essas sensações e sentir-se em uma situação parecida com Super 8. Não é para menos. Enquanto E.T. tem Steven Spielberg como diretor, Super 8 faz referências autorizadas ao filme já que o mesmo Spielberg é aqui o produtor.
Não que seja comparável a E.T. – O Extraterrestre – que não tem equivalente. Mas toda a ambientação lembra essa produção de 1982 e conta a aventura de jovens adolescentes que enfrentam já conscientemente problemas familiares e que se envolvem involuntariamente em um grande mistério. Tudo se passa em 1979, em uma pequena cidade de Ohio, Estados Unidos. Joe (Joel Courtney) e seus amigos estão produzindo um filme com uma super 8, a filmadora caseira da época. Em uma das cenas chave em uma antiga ferroviária, presenciam um acidente com o trem e o envolvimento misterioso de um professor na trama. A partir daí, pessoas começam a sumir, o exército invade a cidade e a turma de adolescentes, acompanhada da ótima Alice (Elle
Fanning, também em Um Lugar Qualquer, Babel), assume o comando, determina a trajetória da vida dos adultos e se vira para resolver a questão do monstro que assombra a cidade, já toda destruída.
Embora Spielberg não seja o diretor, a sensação que dá é que ele está por trás, não só da produção, mas também da construção do clima de aventura dos anos 80 e do propósito do filme. Citei E.T. porque não tem como não ter guardado cenas, sensações e o espírito do filme na mente. Mas poderia citar outros tantos como Os Goonies, Contatos Imediatos do Terceiro Grau, De Volta para o Futuro, aventuras saídas da cartola de Spielberg. Confesso que foi uma grata surpresa – um tanto quanto nostálgica – rever essa áurea dos bons anos 80.
DIREÇÃO: Raja Gosnell
ELENCO: Neil Pratrick Harris, Jayma Mays, Sofía Vergara
Primeiro eram personagens dos quadrinhos, criados pelo desenhista belga Peyo (Pierre Culliford), em 1958. Na década de 1980, virou desenho animado transmitido pela Rede Globo no Brasil, além de ter sido comercializado como boneco de pelúcia, adesivo, etc – quem era criança nessa época sabe bem o que eu estou falando. Agora virou filme e é campeão de bilheterias no Brasil nessas 3 semanas em que está em cartaz. E realmente é bem feito. Além de ser em 3D, faz a mescla de personagens de animação e atores reais, assim como Hop, Rebeldes sem Páscoa e Alvin e os Esquilos. Mas mais interessante. Acho que as crianças maiores vão achar ‘infantil demais’. Mas não é para elas que o filme é feito. As pequenas adoram, se divertem e vira um ótimo programa em família – se você não se irrita com as criaturinhas azuis brincando com a palavra ‘smurf’ em praticamente todas as falas!
O enredo constrói literalmente um túnel entre a vila encantada dos Smurfs e Nova York, já que, atormentados pelo bruxo Gargamel, os smurfs têm que sair às pressas da sua vila encantada na floresta e buscar refúgio em outro lugar – que acaba sendo o Central Park. Por obra do destino, vão parar no apartamento de um jovem casal que está para ter o primeiro filho e, que portanto está se adaptando à ideia de doar tempo, trabalhar menos, olhar para o outro, etc. A história se desenrola por aí e os pequenos smurfs se mostram espirituosos e tiram boas risadas do público – mas dizer que há um smurf bipolar não é piada para criança.
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