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MAMA
CLASSIFICAÇÃO: Suspense, Canadá, Argentina - 03/04/2013

mama

DIREÇÃO: Andrés Muschietti

ROTEIRO: Neil Cross, Andrés Muschietti

ELENCO: Jessica Chastain, Nikolaj Coster-Waldau, Megan Charpentier,

Argentina, Canadá, 2013 (100 min)

 

Nos cinemas: dia 05 de abril

 

Tem uma diferença entre filme de suspense e de terror. Particularmente gosto mais do suspense. Para ser bom precisa realmente causar dúvida, insinuar sem parecer mentiroso, dar a entender sem entregar o ouro antes do final. Não é bem disso que estamos falando aqui. Mama está mais para um filme de terror, com aquelas questões sobrenaturais que já sabemos de cara que não pretendem soar como verdade, nem impressionar pela trama, amarração do roteiro, ou coisa que o valha. Qual é a sua ideia? Levar alguns sustos e ver como termina a história das meninas perdidas no bosque? Então estamos combinados: corra para assistir que o filme atenderá às suas expectativas.

Mas, quem é Mama, afinal? O filme começa confuso, com o personagem de Jeffrey descontrolado, fugindo com as filhas pequenas depois de cometer uma verdadeira loucura. Sem tirar qualquer graça que essa parte  possa ter, eu diria somente que suas filhas acabam ficando sozinhas em uma cabana abandonada no meio da floresta, sobrevivem milagrosamente e são encontradas depois de anos por Lucas, irmão de Jeffrey.

Só sobrevivem porque algum ser misterioso (e horroroso) as ajuda. A tal da Mama. Mesmo quando são resgatadas por Lucas e sua namorada Annabel (Jessica Chastain, também em A Noite Mais Escura, O Abrigo, A Árvore da Vida) e voltam teoricamente a viver em um ambiente normal, este alguém (ou algo) misterioso as acompanha. É dessa companhia que surgem os sustos e o mistério, que será desvendado no decorrer da trama.

Dê uma olhada no trailer abaixo – ele já mostra de que terror estamos falando. Claro que tem o apelo materno colocado na figura de Annabel e da própria “Mama”, algo do tipo mãe-é-mãe-em-qualquer-situação. Mas isso fica para segundo plano na direção do argentino Andrés Muschietti, até mesmo na cena final. O que vem à tona é realmente o clima de terror. Se quiser suspense paranormal, há sempre opções mais bacanas como Os Outros, de outro argentino Alejandro Amenábar, com Nicole Kidman, por exemplo. Morto por morto…

 

O ÚLTIMO ELVIS – El último Elvis
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Drama, Argentina - 25/03/2013

DIREÇÃO: Armando Bro

ultimo elvis

ROTEIRO: Nicolás Giacobono, Armando Bo

ELENCO: John McInerny, Griselda Siliciani, Margarita Lopez, Rocío Rodríguez Presado, Corina Romero

Argentina, 2012

 

Nos cinemas: 29 de março

 

De fato, Elvis não morreu. Ao acabar a cabine de imprensa deste filme argentino, parte da seleção oficial do Sundance Festival, o projetista revelou que frequenta, sempre que pode, os encontros do fã clube de Elvis Presley. Que sabe cada uma das letras, que não se cansa de ouvir e tudo mais que compete a um fã de verdade. Mas quem é que se cansa?

Armando Bo, roteirista de Biutiful, acerta em cheio no tom, inspirado não só no ídolo, mas imagino que também no tema polêmico e bastante comum da difícil tarefa de lidar com fama, dinheiro, assédio e tudo mais que vem junto e é capaz de desestruturar completamente até o rei do rock. O Último Elvis tem música muito boa e muita sensibilidade, sem que para isso tenha que ser piegas.

Mais do que se parecer com Elvis, Carlos Gutiérrez canta como ele. Para ganhar um dinheiro extra, o operário apresenta-se em bares e casas de show de terceira linha com cover do cantor. Embora deixe claro que essa é a sua grande paixão na vida, parece que faltaram oportunidades para exercer a profissão de verdade. Vivendo longe da filha e recém separado da esposa, trasnforma-se em Elvis parece ser sua única válvula de escape de uma vida simples, mas principalmente pobre de espírito.

Até que, por conjunturas da vida, precisa reestruturar sua relação com a filha e reavaliar suas escolhas. Quem é ele, afinal? Elvis? Carlos? Assumir de tal forma a personalidade do cantor o transforma em alguém incompleto, sempre em conflito, sempre na dúvida? Além de ser sempre um prazer ouvir canções tão marcantes, O Último Elvis tem muito do jeito argentino de fazer cinema. É simples, sem ser simplório; mas sobretudo humano.

 

 

VIÚVAS – Viudas
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Para se Divertir, Argentina - 19/12/2012

viúvasDIRETOR: Marcos Carnevale

ROTEIRO: Marcos Carnevale, Bernarda Pagés

ELENCO: Graciela Borges, Valeria Bertuccelli, Rita Cortese

Argentina, 2010 (100 min)

 

Nos cinemas: 21 de dezembro

 

Não é nenhum Elsa &Fred, o grande sucesso do diretor argentino Marcos Carnevale. Nem Família Rodante, outro emblemático filme, desta vez do também argentino Pablo Trapero, sobe o delicado que são as relações humanas. Quem dirá as familiares…. Mas Viúvas é um bom filme. Não me importei com o fato de ser improvável. Faz parte do conto, ainda mais quanto se trata de um assunto difícil que é a aceitação de uma nova realidade.

Elas amam o mesmo homem, até que um AVC tumultua o esquema que vinha funcionando por anos. Ele amava sua mulher Elena (Graciela Borges, também em Dois Irmãos), mas mantinha uma relação também amorosa com Adela (Veleria Bertuccelli), uma moça bem mais jovem. Pouco antes de morrer, ele pede à sua esposa que cuide da garota –  que por si só já é um tanto quanto estranho. O filme tem um bônus importante, que é a participação da atriz argentina Rita Cortese, também em Herencia, Dois Irmãos.

Acho que Carnevale imprime o humor no absurdo da relação que tenta se formar entre a esposa e a amante do seu marido. Há cenas cômicas; há outras que me tocaram quanto foi possível esquecer a traição e valorizar a pessoa, a relação nova e positiva que pode nascer. Quando Elena pode esquecer. Gosto do filme, mais do que andam dizendo por aí. De alguma maneira, é quase um conto sobre a possibilidade de gerar sentimentos novos a partir do improvável.

INFÂNCIA CLANDESTINA – Entrevista – Infancia Clandestina
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Para Entender o Nosso Mundo, Drama, Argentina - 27/11/2012

DIREÇÃO: Benjamín Ávila

ROTEIRO: Benjamín Ávila, Marcelo Müller

ELENCO: Natalia Oreiro, Ernesto Alterio, César Troncoso, Teo Gutiérrez Romero, Cristina Banegas, Douglas Simon, Violeta Palukas, Mayana Neiva

Argentina, Brasil, 2011 (112 min)

Que fique bem claro: a produção escolhida pela Argentina para concorrer à indicação ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2013, disputando vaga com O Palhaço, também é brasileira. O próprio Benjamín Ávila, diretor do filme, não mediu palavras – e elogios – ao roteirista brasileiro Marcelo Müller, com quem dividiu o difícil trabalho de escrever um roteiro que conseguisse misturar, de forma harmônica, ficção e realidade. O resultado foi o belo trabalho que é Infância Clandestina, com estreia prevista para 07 de dezembro.

Na conversa com jornalistas após a exibição do filme, fiquei sabendo que o personagem Juan (Teo Gutiérrez Romero), um garoto de 12 anos, em parte encena a experiência do próprio diretor argentino. “O filme está baseado na minha infância, no que eu e meus irmãos vivemos. Não é autobiográfico, mas a partir dela criamos elementos fictícios para construir a história”, revela Benjamín Ávila. “Rodamos com o filme por festivais em todo o mundo e fiquei emocionado quando várias pessoas se manifestaram dizendo que também se sentiam como Juan. Um senhor de 75 anos da África do Sul que sofreu no Apartheid, uma mulher de 30 da Ucrânia que foi perseguida em seu país e uma iraniana de 24, que viveu  a falta de liberdade.”

E é verdade. O filme fala da Argentina, mas tem o tema universal da repressão, do confisco da liberdade, da ruptura forçada das famílias. E, convenhamos, o cinema argentino sabe falar do assunto com muita competência. “O debate está muito mais vivo na Argentina do que aqui”, analisa Müller. “O argentino está mais debruçado, porque lá as violações aos direitos humanos ainda continuam. Há cerca de 400 crianças desaparecidas, que são hoje homens e mulheres que vivem em alguma parte do mundo e que não sabem sua história.” Aqui a recente Comissão da Verdade reativou o assunto; na Argentina, nunca foi apagado. ”O filme seria diferente se o roteirista fosse argentino. Sendo brasileiro, ajudou para que a história fosse universal. Acredito muito mais nessa ideia de coprodução, do que quando ela é puramente econômica”, arremata.

O ponto central do filme é Juan, que tem 12 anos e transmite, em todas as cenas, sem exceção, sua visão do que está acontecendo com seus pais guerrilheiros, perseguidos pelos militares nos anos 1970. A vida familiar, cotidiana, afetiva é totalmente integrada à vida clandestina, ao nome falso, ao esconderijo. Isso é tão forte no filme que até pareceu que o ator Teo Gutiérrez Romero já tivesse alguma experiência. Ávila me respondeu que não, que foi feito um trabalho de casting fortíssimo e que, de fato, Teo conseguiu transmitir a força, antagonismo e a luta pelo ideal da época, sem que seu lado emotivo, infantil, da descoberta do primeiro amor fossem deixados de lado.

Não pude deixar de lembrar outros filmes que também retratam a realidade dos anos de chumbo através do olhar infantil. O brasileiro O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, o chileno Machuca, o argentino Kamtchaca, e ainda o francês A Culpa é do Fidel. Mas Infância Clandestina usa uma ferramenta interessante e que foi muito bem ponderada no contexto da passagem da infância para a vida adulta – o próprio título, Infância Clandestina, já transmite esse antagonismo. Apesar de ter sido um movimento arriscado, decidiram usar a animação para retratar as cenas de violência contra os membros da família. O uso do traço adulto, quase um mangá, mistura fantasia e realidade, num desenho maduro e intenso. “Resolvemos fazer a animação nas cenas de agressão física, porque se filmássemos não seria novidade para ninguém”, diz Ávila. E funcionou, chama a atenção de todos e dá o tom dramático e lúdico que se pretendia. Afinal, segundo ele, é um filme para gerar perguntas, e não fornecer respostas.

NOVE RAINHAS – Nueve Reinas
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Comédia, Argentina - 07/11/2012

DIREÇÃO  e ROTEIRO: Fabián Bielinsky

ELENCO: Ricardo Darín, Gastón Pauls, Leticia Brédice

Argentina, 2000 (114 min)

Aproveitando que Ricardo Darín está novamente nos cinemas com Elefante Branco, o lançamento de Nove Rainhas em DVD cai como uma luva. Este é o filme que colocou Darín no radar dos grandes atores argentinos, que deu conta de solidificar sua presença e importância com O Filho da Noiva, O Segredo dos seus Olhos, Abutres, Um Conto Chinês - que são os que gosto mais. Os 110 primeiros minutos de Nove Rainhas são agradáveis, divertidos, bem roteirizados, criativos e tudo mais. Mas são os quatro minutos finais que fazem o filme.

Claro que não entrarei nessa seara, mesmo porque adorei não ter nem ideia do que poderia acontecer. Aliás, eu tinha, já que as trapaças dos dois farsantes só poderia ter dois fins: ou se dariam muito bem, ou muito mal. Acontece que Marcos e Juan, dois vigaristas de marca maior, têm destino inusitado ao tentar vender a um colecionador de selos uma falsificação do Nove Rainhas, um exemplar raro que valia uma fortuna. Rodado em Buenos Aires, Nove Rainhas tem um desfecho inesperado, muito bem pensado e arquitetado pelo diretor e roteirista Fabián Bielinsky. Sim, uma obra de arquitetura, complexa e delicada, assim como eram as manobras da dupla para passar a perna em quem aparecesse pela frente.

 

 

ELEFANTE BRANCO – Elefante Blanco
CLASSIFICAÇÃO: Para Pensar, Para Entender o Nosso Mundo, Drama, Argentina - 02/11/2012

DIREÇÃO: Pablo Trapero

ROTEIRO: Alejandro Fadel, Martín Mauregui, Santiago Mitre, Pablo Trapero

ELENCO: Ricardo Darín, Jérémie Renier, Martina Gusmán, Pablo Gatti, Walter Jocob, Federico Barga

Argentina, 2012 (110 min)

 

Nos cinemas: 2 de novembro

 

Assim como no desconcertante Abutres, em que o diretor Pablo Trapero discute a importante questão da máfia das seguradoras e indenizações, criando uma sistema de corrupção e violência que afeta seriamente a sociedade civil, em Elefante Branco questiona-se a ocupação do espaço da cidade grande e suas relações um tanto quanto complexas. Lança a questão e deixa no ar a grande interrogação sobre o papel do Estado e da Igreja na manutenção da paz e da ordem.

Em Leonera, Trapero também fala de questões sobre a responsabilidade do Estado, julgamentos, vidas dependendo de um sistema que está, permanentemente, sob questionamento. Não tem nada a ver com a questão humana, familiar e afetiva de Família Rodante. O que só enriquece o repertório do diretor, na sua capacidade de permear com sensibilidade por questões que habitam as grandes cidades e a sociedade contemporânea.

Elefante Branco é o edifício construído nos anos 1920 em Buenos Aires. O que deveria ter sido o maior hospital da América Latina fica inacabado e transforma-se em um esqueleto que abriga marginais, favorece a construção de uma favela ao redor, que vive sem auxílio ou planejamento por parte do Estados. Instala-se uma comunidade caótica, sob a lei dos traficantes e tutela assistencialista da Igreja, representada pelos padres Julián (Ricardo Darín, também em O Conto Chinês, Abutres, O Segredo dos seus Olhos, O Filho da Noiva) e Nicolás (Jérémie Renier, também em O Garoto da Bicicleta, Horas de Verão, A Criança, Potiche – Esposa Troféu, O Silêncio de Lorna).

Julián vive – ou sobrevive – nesse conjunto habitacional inacabado e precário, tentando suprir a comunidade com esperança, fé e assitencialismo, com ajuda de Luciana (Martina Gusmán (também em Abutres, Leonera), a assistente social que trabalha com poucas ferramentas do Estado, lutando para construir casas para abrigar os moradores da favela. Junta-se ao grupo o padre Nicolás, belga que acaba de ter uma traumática experiência em comunidade no Amazonas. Ao lado do Estado falido e indiferente, Julián trabalha tentando se adequar ao status quo, remediando a situação instalada de caos, drogas, violência, falta de dinheiro, omissão do alto clero. Nicolás trabalha com a necessidade da mudança, com a quebra de paradigmas, com a indignação.

O que se vê é aquela situação de orfandade – uma comunidade inteira sem o mínimo de infraestrutura, cuidado, importância. Descaso das grandes cidades latino-americanas. A responsabilidade como uma batata quente, como um elefante branco. Ninguém sabe o que fazer com ela. Trapero não é indiferente. É dramático.

 

 

GARAGE OLIMPO
CLASSIFICAÇÃO: Para Entender o Nosso Mundo, Drama, Argentina - 01/06/2012

DIREÇÃO: Marco Bechis

ROTEIRO: Marco Bechis, Lara Fremder

ELENCO: Antonella Costa, Carlos Echevarría, Enrique Piñeyro, Pablo Razuk, Chiara Caselli, Dominique Sanda, Paola Bechis, Adrián Fondari, Marcelo Chaparro

Argentina, 1999 (98 min)

Depois de assistir a Verdades Verdadeiras, A Vida de Estela, que conta a história de uma das fundadoras da associação de direitos humanos Avós da Praça de Maio, no Festival de Cinema Argentino, fui pesquisar outros filmes sobre a ditadura militar na América Latina. Garage Olimpo é forte, também pelo fato de ter mulheres atuando como protagonistas contra o regime. Isso sempre me causa um repúdio a mais, principalmente porque tem inerente a questão do abuso sexual no contraponto tortura e prazer, humilhação e poder. Aqui é enfatizada a prisão, o cárcere, a privação, a tortura. E sua relação estranha com o carcereiro, seu namorado que vive vida dupla: ora torturado a serviço da ditadura, ora cidadão normal.

Em Garage Olimpo, na seleção oficial de Cannes na categoria Um Certo Olhartambém uma mãe procura desesperadamente por sua filha desaparecida. Aqui também a ditadura aparece como camuflagem política, a que muitos faziam vista grossa para seguir vivendo da mesma maneira. Mais do que gostar propriamente do filme, ou achar que ele traga novidades, é interessante o registro, o ponto de vista da prestação de serviço de Maria aos analfabetos, da acusação de subversão, da vida dupla dos agentes da ditadura, da delação, da prisão naquela garagem, ali bem perto de onde toda a sociedade civil circula em liberdade – a fuga de Maria é emblemática e mostra bem esse contraste entre a privação e a pseudo liberdade. Física sim, mas será que moral?

 

AS ACÁCIAS – Las Acacias
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Drama, Argentina - 30/05/2012

DIREÇÃO: Pablo Giorgelli

ROTEIRO: Pablo Giorgelli, Salvador Roselli

ELENCO: Germán de Silva, Hebe Duarte, Nayra Calle Mamani

Argentina, 2011 (85 min)

1o. FESTIVAL DE CINEMA ARGENTINO

Road movie dentro da boleia de um caminhão. Simplesmente isso. Não há ações ou conflitos paralelos. Acompanhamos em As Acácias a viagem do caminhoneiro Rubén, que vai de Assunção, no Paraguai, até Buenos Aires entregar uma carga de madeira, como faz há 30 anos. Desta vez, seu patrão pede que dê carona a Jacinta, uma moça que vai visitar a prima na Argentina, em busca de emprego.

O que Rubén não sabia é que Jacinta traria também sua filha, de apenas 5 meses. Desconforto, falta de cavalheirismo e impaciência tomam conta da ‘antirrelação’ entre os dois. Sim, porque na maior parte do tempo, viajamos na boleia praticamente ‘junto’ com eles, sem ouvir uma só palavra. O interessante do filme é que aos poucos, com poucos gestos ou perguntas, o gelo vai se quebrando e a simples presença dessa boa moça e de sua graciosa filha fazem despertar em Rubén sentimentos que nem ele imaginava ainda existirem dentro dele.

Simples e muito humano, As Acácias é sobre as relações que surgem do improvável; sobre a chance que uma pessoa se dá de curar as feridas do passado. Com este longa, o diretor argentino ganhou o prêmio Camera d’Or em Cannes – categoria que premia o melhor diretor estreiante do festival. Mérito dele, porque não há nada demais nessa boleia de caminhão, muito menos nos personagens comuns que são Rubén e Jacinta. Mas é justamente isso que chama a atenção:o olhar aguçado, saber filmar o comum, com um toque quase ingênuo e sensível. Despretensioso, eu diria. Mas muito rico.

 

 

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PROGRAME-SE!

Todos os filmes serão exibidos no Shopping Cidade Jardim.

1/06 – sexta
19h00 – Las Acácias
21h00 – El Dedo

02/06 – sábado
19h00 – Los Marzianos
21h00 – Verdades Verdadeiras, A Vida de Estela

03/06 – domingo
19h00 – Juntos Para Sempre
21h00 – Las Acácias

04/06 – segunda
19h00 – El Dedo
21h00 – Verdades Verdadeiras, A Vida de Estela

05/06 – terça
19h00 – Los Marzianos
21h00 – Juntos Para Sempre

06/06 – quarta 
19h00 – Verdades Verdadeiras, A Vida de Estela
21h00 – Los Marzianos

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