L’AMICA GENIALE – A Amiga Genial

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Por Suzana Vidigal, de Veneza

A Amiga Genial virou série. A partir do romance best-seller da escritora italiana Elena Ferrante – aquela que mantém um mistério sobre sua identidade -, a amizade entre as meninas Lila e Lenù ganha contornos preciosos. Ambientado nos anos 1950, na periferia de Nápoles, a história foi apresentada no Festival de Veneza e aprovada pela crítica. É bonita mesmo – tem a luz do cinema italiano, deixando uma áurea de nostalgia de tempos da infância que não voltam mais.

Embora as meninas tenham dito durante a coletiva de imprensa que não tiveram muita preparação para assumir o papel de protagonistas, é claro que o diretor italiano Saverio Costanzo trabalha com maestria. As joias aqui são Elisa Del Genio e Ludovica Nasti que, pelo que disseram, tiveram a preocupação de serem elas mesmas. “O livro constrói as personagens de forma tão profunda que, quando encontramos essas meninas, elas já tinham tudo que precisavam para serem Lila e Lenù”, conta ele.

Basicamente uma história sobre a amizade entre duas garotas, que vai pra sua adolescência no segundo episódio, também tem as camadas importantes da educação de meninas na Itália daquela época. “Conta como uma professora pode mudar a vida de duas alunas, na formação e nos valores”, completa Saverio, que trabalha em parceria com a HBO. “É uma obra profundamente contemporânea e política, no sentido mais sentimental do tema.” Liderada por mulheres, a narrativa tem esse núcleo bem definido e volta pra ele em todos os momentos, com o pano de fundo da história italiana. Vai encher os olhos – e os corações – também dos brasileiros. E não será por falta de italianos por lá.

AMOS GITAI E SEU CINEMA COM CRÍTICA E POESIA

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Nem um dos dois filmes de Amos Gitai está na competição aqui no 75º Festival de Veneza. A essa altura do campeonato, nem precisava. Seu cinema é naturalmente crítico, mas não sem poesia – e, como ele diz, “um cineasta não pode se divorciar dos eventos reais, precisa falar deles e o Oriente Médio produz diariamente muito material para reflexão.” Amos apresenta A Letter to a Friend in Gaza e A Tramway in Jerusalem – que são coisas separadas, mas que se complementam. Bem intimamente, inclusive.

A Tramway in Jerusalem simula “o que poderia ser a relação entre pessoas de diferentes nacionalidades e religiões, se houvesse menos conflito”, explica o diretor na entrevista à imprensa há pouco em Veneza. “Me interesso pelo quebra-cabeça humano e não pelo cinema homogêneo.” O filme é essencialmente o que diz o título: dentro de um trem que cruza os diferentes bairros de Jerusalém, pessoas com diferentes histórias de vida se encontram. Elas se comunicam – pacifica ou violentamente, com ironia, humor ou musicalidade, mostrando o quanto somos iguais. (Aliás, quanto mais a gente vive, mais percebe o quanto as histórias de vida se repetem. Seja lá onde for.)

Filmado inteiramente dentro de um trem, tem casal israelense discutindo a relação; padre católico citando trecho bíblico; a mãe judia se queixando que o filho não lhe deu netos; a mulher israelense acusando, precipitadamente, o palestino trabalhador; a palestina com nacionalidade holandesa, amiga da israelense com nacionalidade alemã; a israelense belicista fazendo a cabeça do turista francês; o policial israelense abusando do poder. E por aí vai. O céu é o limite.

Depois de filma A Tramway in Jerusalem, Amos Gitai (também de Free Zone) escreveu o curta A Letter to a Friend in Gaza – textos sobre a intolerância, o desrespeito, o desamor. Carrega o questionamento da geração mais jovem sobre o comportamento de seus pais, que deixaram a situação chegar no ponto em que estamos hoje – tenham sido eles omissos ou coniventes. Temas humanos e corriqueiros – já que, como diz uma das atrizes, “amar é simples demais”. Viver no conflito parece ser, para a natureza humana, um desafio bem maior.

FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA DE VENEZA – La Biennale

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Por Suzana Vidigal, de Veneza

Acompanhar festivais de cinema significa ficar na fila. Mas cada fila tem lá suas particularidades. No Festival Internacional de Cinema de Veneza, significa ficar debaixo do sol de agosto da Itália; em Berlim, aguentar o frio do inverno alemão, de rachar. Cannes é em maio, mais ameno, tipo clima de primavera-verão. Embora pareça, não tem vida fácil – nem por aqui. Mas tem vida cheia de novas visões de mundo – e essa é a grande graça.

Se pensarmos de maneira bem simples, o desafio desses dez dias é ir ao cinema: montar uma estratégia para tentar assistir aos 21 filmes que concorrem a Leão de Ouro e tentar ver algum das outras mostras paralelas, num total de 72; pinçar algum curta dentre os 15 e dar uma espiada na mostra Venezia Classici, com 40 filmes restaurados e 18 documentários; experimentar a sensação da realidade virtual, com 40 produções nesse formato. Parece moleza. Selecionados entre 3311 filmes assistidos pela produção do festival, quem foi escolhido já leva a chancela de ter passado por uma seleta peneira. E não está aqui por acaso.

Aliás, nada é por acaso. Costuma-se dizer que a seleção de filmes de um festival é um “recorte do presente” – o que é bastante óbvio. O que Alberto Barbera, diretor da 75ª edição de Veneza diz é que esse conceito de que o “presente está entre o passado e o futuro” não tem sentido algum. Que não são momentos separados, mas que eles coexistem. “As pessoas acreditam que o mundo é feito de coisas, substâncias, entidades. De algo que permanece. Ou podem acreditar que seja feito de eventos, incidentes, processos. De algo que acontece”, diz ele. E concluiu, chegando no ponto-chave: “É feito de algo que não dura, mas que está em contínua transformação”.

Se o mundo é o cinema, consideramos o cinema uma coleção de acontecimentos e processos, que nos ajudam a entender o mundo. A ideia é parar de colocar filmes em ordem cronológica, parar de encaixar as tecnologias nas respectivas décadas, as transformações do mercado, a revolução digital. A lógica não é linear – e talvez nem exista. Existe? Cinema e vida se mesclam, são dependentes e coexistentes. Somos parte disso. Assim como somos formados de experiências passadas e expectativas futuras, não dá pra dividir em partes. Com o cinema, é igual. Fora com a linha do tempo. Vamos na onda do cinema atemporal – e, por aqui, cada um é de um jeito mesmo. Vamos desde contos de faroeste até o espaço; de comédia da vida privada francesa à drama mexicano, da melhor qualidade.

Ou vamos na linha do pôster (na foto), com sua áurea feminina, sugerindo um tipo de enigma. Do ilustrador e designer Lorenzo Mattotti, essa mulher olha por uma lente, vê o planeta Terra, ou seja, olha pra nós, para a realidade. E tem um quadrado na mão. Tela de cinema? O olhar para as pessoas filtrado pela linguagem do cinema? Pensei num espelho – pode ser, vida e arte se imitam. Pode ser o que você quiser. Se estamos falando de cinema atemporal, o que importa é assistir aqui e agora. Viajar junto, aqui em Veneza ou em qualquer lugar. Basta entrar na tela.

31 agosto 2018

VIII ROCKY SPIRIT – FESTIVAL DE FILMES OUTDOOR

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Tem cinema ao ar livre dias 18 e 19 de agosto, no parque Villa-Lobos, em São Paulo. Ao ar livre, sobre viver ao ar livre: o VIII ROCKY SPIRIT – FESTIVAL DE FILMES OUTDOOR.

Explico: a curadoria de filmes do festival foca em produções sobre esportes, práticas e convivências outdoor. São documentários das mais diversas aventuras, com o montanhismo, escalada, caminhada, surf, bike, meio ambiente; filmes vindos do prestigiado Telluride Mountainfilm Festival, nos Estados Unidos, além de produções nacionais. No site do festival tem toda a programação (clique aqui).

Em sintonia com o tema dos filmes, o Rocky Spirit programou diversos eventos no parque nesses dias, com o cinema às 19h pra fechar tanto o sábado, quanto o domingo.

Dá só uma espiada na qualidade!

 

 

 

8 1/2 FESTA DO CINEMA ITALIANO

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Cinema italiano chegando com tudo em 12 cidades brasileiras. O festival 8 1/2 Festa do Cinema Italiano, de 2 a 8 de agosto, traz o que há de mais bacana na produção contemporânea do país.

Matteo Garrone, diretor do impactante Gomorra, apresente Dogman – que promote ser tão perturbador quanto, numa ambientação da periferia de Roma de hoje. O ator Marcello Fonte levou a Palma de Ouro em Cannes pela atuação.

Toni Servillo, ator de ótimos filmes como As Confissões, A Grande Beleza, Viva a Liberdade, volta em A Garota da Névoa, num filme de suspense e crime.

Mais leve é o Aqui em Casa Tudo Bem, de Gabriele Muccino – sobre família reunida para comemorar bodas de ouro, que deve render boa diversão (foto).

Veja a programação no link do festival e programe-se. Em São Paulo, as sessões serão no Espaço Itaú de Cinema.

Rua Augusta, 1475 | Consolação

Ingressos: R$20; meia: R$ 10,00

Bilheteria online: www.itaucinemas.com.br

FESTIVAL VARILUX DE CINEMA FRANCÊS 2018

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Já é tradição e todo outono o país transborda cinema francês! Este ano, o Festival Varilux de Cinema Francês, considerado o maior festival de cinema francês do mundo, leva seus 21 filmes para 88 cidades brasileiras, sendo que 20 deles são filmes novos, e um é clássico – o famoso Z, de Costa-Gavras. Ano passado levou 180 mil pessoas ao cinema. É imperdível. O Cine Garimpo já sinaliza os filmes que valem seu ingresso para você acompanhar a programação.

Vários atores, atrizes e diretores estiveram presentes na coletiva do lançamento do festival. Os irmãos Yannick e Jérémie Renier dirigem juntos o suspense Carnívoras, que tem como protagonista a jovem Zita Hanrot (prêmio César de atriz revelação por Fatima). Jérémie é o protagonista do ótimo O Amante Duplo, de François Ozon – sofisticação do começo ao fim. 

 

Alguns destaques já vistos estão neste link Varilux no Cine Garimpo.

Quando: de 7 a 20 de junho

Onde: 88 cidades

 

TITO E OS PÁSSAROS – Animação brasileira no Festival D’Annecy

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Assim, de bate-pronto, o que Tito e os Pássaros tem de mais interessante – e que já chama atenção logo de saída – é o fato de falar do tema do medo – que assola e dificulta a vida de muita gente. Do brasileiro Eduardo Benaim, a animação foi selecionada para a mostra competitiva do Festival D’Annecy deste ano, que acontece na França de 11 a 16 de junho. O Brasil é o país homenageado e o longa conta a trajetória de Tito, menino de 11 anos que tenta combater a epidemia de medo que contagiou todo mundo em São Paulo.

Segue o trailer – e a torcida pelo filme lá na França!

7º Panorama do Cinema Suíço Contemporâneo

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Mais um festival de cinema em São Paulo, que é sempre palco de filmes de todos os cantos do mundo. Com filmes vindos da Suíça, o 7º Panorama do Cinema Suíço Contemporâneo conta com curtas e longas, que serão exibidos no Cinesescde 09 a 16 de maioe no CCBB SP, de 09 a 21 de maio. Além disso, haverá mais  duas itinerâncias na programação: uma no Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília (CCBB DF), de 22 de maio a 10 de junho e outra no Rio de Janeiro, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB RJ), de 30 de maio a 16 de junho.

Seguem abaixo os longas:

A FÚRIA DE VER
Documentário | Suíça | 2017 | 84 min. | 16 anos
Título Original: La Fureur de Voir
Direção: Manuel von Stürler
Sinopse: Diante da ameaça de ficar cego, o diretor Manuel von Stürler
se lançou em uma busca para descobrir o que a percepção visual
significa. Sua ânsia por enxergar alimenta uma jornada que nos
mergulha no mundo da visão e tenta responder à pergunta: o que
significa ver?

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AMARRADOS
Documentário | Suíça | 2017 | 106 min. | 10 anos
Título Original: Encordés
Direção: Frédéric Favre
Sinopse: Por um ano e meio, o cineasta Frédéric Favre acompanha três
alpinistas de esqui enquanto eles se preparam para a Patrulha dos
Glaciares, uma corrida incrivelmente difícil pelos Alpes suíços. Florence
quer participar em memória do pai, mas ela não está acostumada a
trabalhar em equipe. Guillaume é um competidor talentoso que luta para
encontrar um equilíbrio entre a família, o trabalho e a paixão pelas
montanhas. Antoine acabou de sair da reabilitação e está ansioso para
provar o seu valor ao mundo. Uma jornada crua e íntima pelas
motivações mais profundas dos protagonistas e a história de como essa
aventura os transforma.

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ANIMAIS
Ficção | Suíça – Áustria – Polônia | 2017 | 95 min. | 14 anos
Título Original: Tiere
Direção: Greg Zglinski
Sinopse: Um acidente com uma ovelha em uma estrada do interior
inicia uma série de experiências estranhas e perturbadoras para Anna
e Nick, deixando-os incertos de onde estão exatamente: no mundo
real, em suas próprias imaginações ou nos devaneios de outra pessoa.

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BE’ JAM BE ESSE CANTO NUNCA TERÁ FIM
Documentário | França – Suíça | 2017 | 85 min. | 10 anos
Título Original: BE’ JAM BE et Cela n’Aura pas de Fin
Direção: Caroline Parietti, Cyprien Ponson
Sinopse: Em Sarawak, na ilha de Bornéu (mais precisamente na parte
que pertence à Malásia), o povo Penan enfrenta as mudanças
causadas pela crescente ameaça de desmatamento. A obra, carregada
pela música daqueles que se recusam a ceder, desenha as linhas da
resistência de cada que participa dessa luta mortal.

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BEM-VINDO À SUÍÇA
Documentário | Suíça | 2017 | 83 min.| 12 anos
Título Original: Willkommen in der Schweiz
Direção: Sabine Gisiger
Sinopse: No verão de 2015, um milhão de pessoas procuram por asilo
na Europa e 40 mil delas conseguem chegar à Suíça. O prefeito da
cidade mais rica da região da Argóvia pretende dar o exemplo e recusa
a entrada de qualquer refugiado em seu município. Johanna Gündel,
estudante e filha de um agricultor local, passa a lutar contra essa política
ao lado de outros moradores. Tomando como ponto de partida os
eventos em Oberwil-Lieli, o filme conta a história da Suíça nos tempos
da crise de refugiados, mostrando o que o país era, quer ser ou poderia
se tornar.

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COPIAR COLAR DELETAR
Ficção | Suíça | 2018 | 82 min.
Título Original: Copy Paste Delete
Direção: Christoph Rahm
Sinopse: Um homem está fazendo um inventário. Um homem está
procurando por uma foto. Procurando pela última foto de sua vida.
Fugindo de uma enxurrada de imagens, ele recorda decepções do
passado e mudanças perturbadoras. Em cinco fases de sua vida, seus
pensamentos e memórias se misturam em uma narrativa fragmentada.
Prazer, raiva, saudade, medo e tristeza são os tópicos das cinco etapas
da vida: infância, juventude, adolescência, vida adulta e a morte
iminente.

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DEPOIS DA GUERRA
Ficção | França – Itália – Suíça | 2017 | 92 min. | 14 anos
Título Original: Dopo la Guerra
Direção: Annarita Zambrano
Sinopse: Bolonha, 2002. Os protestos contra a lei trabalhista italiana
explodem nas universidades. O assassinato de um juiz reabre velhas
feridas políticas entre a Itália e a França. Marco é um ex-ativista de
esquerda que, graças à doutrina de Mitterrand, encontrou asilo na
França 20 anos atrás. Condenado na época por assassinato, ele é hoje
o principal suspeito de ordenar o ataque. O governo italiano exige sua
extradição, o que o força a fugir com Viola, sua filha de 16 anos. Sua
vida vai mudar para sempre, assim como o destino de sua família na
Itália, que terá de pagar pelas falhas do passado de Marco.

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DIÁRIO DA MINHA CABEÇA
Ficção | Suíça | 2017 | 70 min. | 14 anos
Título Original: Journal de Ma Tête
Direção: Ursula Meier
Sinopse: Poucos minutos antes de atirar em seus pais a sangue-frio,
Benjamin Feller (Kacey Mottet Klein), um rapaz de 18 anos,
aparentemente calmo, envia pelo correio um diário em que confessa e
explica o duplo assassinato para Esther Fontanel (Fanny Ardant), sua
professora de literatura. A associação dessa mulher ao ato de Benjamin
acontece alguns meses após ela incentivar os alunos a escrever um
diário. Esther se encontra interrogada pela lei, mas logo ela é
confrontada por suas próprias dúvidas. E se o gosto dela por uma
literatura assombrada pelos tormentos da alma humana a deixasse cega
diante da angústia de seu pupilo e do que estava escondido por trás da
prosa febril que ele a fez ler antes do crime?

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EU NÃO TENHO IDADE (PARA TE AMAR)
Documentário | Suíça – Itália | 2017 | 93 min. | 8 anos
Título Original: Non Ho l’Età
Direção: Olmo Cerri
Sinopse: Carmela, don Gregorio, Gabriella e Lorella nunca se
encontraram, mas têm muito em comum. Na metade da década de
1960, no auge da grande onda migratória, sozinhos ou acompanhados
de suas respectivas famílias, eles deixaram a Itália e chegaram à Suíça,
onde viveram por um período mais ou menos longo. Eles moraram no
país durante os difíceis anos de Schwarzenbach [James, político que
defendia “a Suíça para os suíços”], enquanto ouviam Gigliola Cinquetti,
uma jovem cantora pop de Verona que ficou famosa após vencer o
Festival de Sanremo em 1964 com a música Non Ho l’Età (Per Amarti).

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EU SOU A GENTRIFICAÇÃO. CONFISSÕES DE UM CANALHA
Documentário | Suíça | 2017 | 99 min. | 12 anos
Título Original: Die Gentrifizierung Bin Ich. Beichte Eines Finsterlings
Direção: Thomas Haemmerli
Sinopse: Um ensaio bem-humorado e pessoal que trata de arquitetura,
habitação, espaço, densidade, gentrificação e desenvolvimento urbano.
A narrativa abrange os diferentes lugares nos quais o diretor viveu,
começando por sua infância em um bairro rico, passando por ocupações,
apartamentos compartilhados, além da vivência em cidades como Tbilisi
(Geórgia), São Paulo (Brasil), Zurique (Suíça) e Cidade do México
(México). Tudo aqui é ridicularizado: os populistas de direita que têm
medo de perder espaço para os imigrantes e a esquerda que abandonou
a modernidade.

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GOLIAS
Ficção | Suíça | 2017 | 85 min. | 14 anos
Título Original: Goliath
Direção: Dominik Locher
Sinopse: Quando Jessy conta a David que está grávida, ele entra em
pânico. Poucos dias depois, os dois são agredidos no trem e, quando
David percebe que é incapaz de proteger a namorada, sua insegurança
e seus temores masculinos vêm à tona. Ele recorre, então, aos
esteroides e começa a treinar de forma excessiva e intensa.
Inicialmente, seus músculos lhe dão autoconfiança. Em pouco tempo,

no entanto, David passa a se comportar de forma imprevisível e torna-
se uma ameaça à Jessy e ao bebê que ainda vai nascer.

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HAFIS & MARA
Documentário | Suíça | 2018 | 88 min. | 12 anos
Título Original: Hafis & Mara
Direção: Mano Khalil
Sinopse: O filme conta a história dos últimos anos de um casal: o artista
suíço-libanês Hafis Bertschinger e Mara, sua fiel esposa e patrona. Ele é
um viajante incansável que cruza fronteiras entre diferentes mundos e
culturas e que, mesmo na velhice, ainda cria apaixonadamente. Hafis
adora experimentar e ser desafiado em suas pinturas e desenhos, nos
relacionamentos, no dia a dia. No entanto, sua dedicação incondicional
à arte e seu caráter impulsivo também causaram muita dor. A obra foca
não só o artista, mas a tranquila Mara, refúgio seguro de Hafis e quem
tornou seus voos artísticos possíveis.

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O TRIBUNAL DO CONGO
Documentário | Alemanha – Suíça | 2017 | 100 min. | 12 anos
Título Original: Das Kongo Tribunal
Direção: Milo Rau
Sinopse: A guerra no Congo causou mais de seis milhões de mortes
nos últimos 20 anos. A população está sofrendo, mas os criminosos
permanecem impunes. Muitas pessoas atribuem esse conflito aos
importantes depósitos de matéria-prima de alta tecnologia existentes
no país. Milo Rau consegue reunir vítimas, infratores, observadores e
analistas do conflito para um único tribunal civil no Congo Oriental. O
diretor cria um retrato simples de uma das maiores e mais sangrentas
guerras econômicas da história da humanidade.

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O SOM DA VOZ
Documentário | Suíça | 2017 | 82 min.
Título Original: Der Klang der Stimme
Direção: Bernard Weber
Sinopse: O longa apresenta quatro pessoas que testam as inúmeras
possibilidades da voz humana. Andreas experimenta sua voz para
desenvolver novos sons que o transformam. Regula está trabalhando
duro para alcançar um efeito surround natural de 360 graus. Matthias
tenta entender os segredos da voz a partir de sofisticados métodos
científicos. Por fim, as técnicas de Miriam inspiram as pessoas a
descobrirem suas próprias vozes.

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SOBRE OVELHAS E HOMENS
Documentário | Suíça – França – Qatar | 2017 | 78 min. | 14 anos
Título Original: Des Moutons et des Hommes
Direção: Karim Sayad
Sinopse: Habib, de 16 anos, sonha em treinar sua ovelha premiada
para que ela se torne uma campeã de briga entre animais de sua
espécie. Samir, um homem de meia-idade, quer apenas vender o
máximo de ovelhas antes que o Eid — celebração que marca o fim do
Ramadã — termine. Um retrato de dois homens em uma conturbada
comunidade da Argélia.

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TELEVISÕES
Documentário | Suíça | 2018 | 52 min. | 13 anos
Título Original: Televisionen
Direção: Fabian Kaiser, Luca Ribler
Sinopse: A televisão suíça fez suas primeiras transmissões para os lares
do país em 1o de janeiro de 1958. Essas imagens em movimento
moldaram a forma como nos vemos e a maneira como enxergamos
nossos semelhantes. Imagens de estranhos, parasitas, trabalhadores e
heróis. De criminosos e vítimas de guerra. Em cada episódio,
“Televisões” analisa diferentes estereótipos. Capítulo um: estrangeiros.

 

MOSTRA ‘IRMÃOS MAYSLES’ no BELAS ARTES

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Já está rolando no Caixa Belas Artes a mostra IRMÃOS MAYSLES – A DISCIPLINA DO OLHAR. São 30 filmes da dupla conhecida com pioneira no Cinema Direto: captavam o cinema no seu estado mais puro, a partir de técnicas disponíveis naquelas décadas de 60 e 70, com uma câmera no ombro e som direto. A vida como ela é, filmada com liberdade.

Para ver a programação completa, clique aqui. Mas já adianto que ainda há sessões de seus principais filmes – Grey Gardens (1975), sobre a vida das irmãs Beale, parentes de Jacqueline Kennedy; e Caixeiro-Viajante (1968), sobre um grupo que vende bíblias caras a católicos de baixa renda.

Destaque para o dia 12, quando haverá debate após a exibição de Caixeiro-Viajante (16h), com João Moreira Salles e Patrícia Mourão, com mediação de Fellipe Mussel (18h30).

Programação e lista de filmes abaixo da vinheta.

PROGRAMAÇÃO:

 30/11, quinta-feira

16h: Christo’s Valley Curtain (1974), 28′ + Christo in Paris (1990), 58′

18h30: The Gates (2007), 94′

1/12, sexta-feira

16h: Muhammad and Larry (1980), 27′ + Showman (1963), 53′

18h30: The Beales of Grey Gardens (2006), 90′

2/12, Sábado

16h: Masterclass Jonathan Vogels – “O duradouro legado dos irmãos Maysles”

23h30: Gimme Shelter (1970), 91′ – Exibição especial em 35mm

3/12, Domingo

16h: Grey Gardens (1976), 94′

18h30: Caixeiro-Viajante (1969), 90′

4/12, segunda-feira

16h: With love from Truman (1966), 29′ + Jessye Norman Sings Carmen (1989), 57′

18h30: Sessão de Curtas: Psychiatry in Russia (1955), 13′ +  Safari Ya Gari (1961), 10′ + Anastasia (1962), 8′ + Orson Welles in Spain (1963), 10’ + IBM: A Self Portrait (1964), 35′ + Cut Piece (1966), 8′ + Meet Marlon Brando (1966), 27′ + Russian Close-Up (1957), 33′

5/12, terça-feira

16h: Iris, uma vida de estilo (2014), 80′

18h30: What’s Happening! The Beatles in the Usa (1964), 70′

6/12, quarta-feira

16h: Horowitz Plays Mozart (1987), 50′ + Ozawa (1985), 56′

18h30: Accent on the Offbeat (1994), 56′ + Sally Gross – The Pleasure of Stillness (2007), 52′

7/12, quinta-feira

16h: Running Fence (1978), 57′ + Islands (1986), 56′

18h30: Umbrellas (1994), 81′

8/12, sexta-feira

16h: Vladimir Horowitz: The Last Romantic (1985), 88′

18h30: Soldiers of Music: Rostropovich Returns to Russia (1991), 88′

9/12, sábado

16h: Sessão de Curtas: Psychiatry in Russia (1955), 13′ +  Safari Ya Gari (1961), 10′ + Anastasia (1962), 8′ + Orson Welles in Spain (1963), 10’ + IBM: A Self Portrait (1964), 35′ + Cut Piece (1966), 8′ + Meet Marlon Brando (1966), 27′ + Russian Close-Up (1957), 33′

18h50: Grey Gardens (1976), 94′

23h30: What’s Happening! The Beatles in the Usa (1964), 70′

10/12, domingo

16h: Christo’s Valley Curtain (1974), 28′  + Christo In Paris (1990), 58′

18h30: Muhammad and Larry (1980), 27′ + Showman (1963), 53’

11/12, segunda-feira

16h: Accent on the Offbeat (1994), 56′ + Sally Gross – The Pleasure of Stillness (2007), 52’

18h30: The Beales Of Grey Gardens (2006), 90′

12/12, terça-feira

16h: Caixeiro-viajante (1969), 90′

18h30: Debate Nem moscas nem paredes: empatia e dramaticidade no cinema dos Irmãos Mayslescom João Moreira Salles e Patrícia Mourão, e  mediação de Felippe Mussel.

13/12, quarta-feira

16h: With love from Truman (1966), 29′ + Jessye Norman Sings Carmen (1989), 57′

18h30: Gimme Shelter (1970), 91′

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LISTA DE FILMES
         

Sinopse: Em 1995, Albert Maysles viajou de motocicleta pela Rússia. Durante a viagem, ele gravou seu primeiro filme, uma visão sem precendentes dos hospitais psiquiátricos soviéticos.

RUSSIAN CLOSE-UP (1957)

Sinopse: Diário visual de Albert Maysles com pessoas e lugares encontrados ao longo de um passeio de moto pela União Soviética no final da década de 1950.

SAFARI YA GARI (1961)

Sinopse: Este é o primeiro filme de viagem de Albert Maysles, feito em uma estação de trem do Quênia, e capta uma performance musical improvisada. Alguns passageiros se juntam fervorosamente, enquanto outros dormem – felizmente, sem saberem o que ocorre ao redor.

ANASTASIA (1962)

Sinopse: Trabalho do início da carreira dos irmãos Maysles para a emissora NBC. Produzido no auge ga Guerra Fria pelo aclamado roteirista Bo Goldman, o doc aborda a vida de Anastasia Stevens, uma dançarina americana no Ballet Bolshoi.

SHOWMAN (1963)

Sinopse: Showman segue o produtor cinematográfico Joe Levine durante a promoção do filme Two Women, com performance vencedora do Oscar de Sophia Lauren.

ORSON WELLES IN SPAIN (1963)

Sinopse: Frente a uma audiência de poderosos mecenas, Welles pontifica sobre o estado do cinema, o processo cinematográfico e a arte das touradas.

WHAT’S HAPPENING! THE BEATLES IN THE USA (1964)

Sinopse: Um relato humorístico e encantador da primeira viagem dos Beatles à América.

IBM: A SELF PORTRAIT (1964)

Sinopse: Através do estilo intimista dos irmãos Maysles, o documentário capta o futuro dessa gigante da informática na fase inicial do seu desenvolvimento.

CUT PIECE (1966)

Sinopse: Filmado no Carnegie Hall, em Nova York, Cut Piece documenta uma das peças conceituais mais poderosas de Yoko Ono. Realizado pela própria artista, Ono fica imóvel no palco depois de convidar o público a subir e cortar suas roupas em um desenlace da reciprocidade entre vítima e agressor.

MEET MARLON BRANDO (1966)

Sinopse: Jornalistas de toda a América Latina Marlon Brando em um quarto de hotel de Nova York para entrevistá-lo sobre seu novo filme, Morituri. Um retrato encantador e inusitadamente sincero dessa estrela de cinema mundialmente famosa.

WITH LOVE FROM TRUMAN (1966)

Sinopse: Este filme retrata um encontro com o renomado autor Truman Capote em sua casa à beira-mar, onde Capote compartilha sua personalidade “autossuficiente” com filosofia de boteco e piadas calculadas.

CAIXEIRO-VIAJANTE (1968)

Sinopse: Quatro implacáveis caixeiros-viajantes lidam com rejeição constante, nostalgia e o desgaste inevitável ao atravessar os EUA vendendo bíblias caras para famílias católicas de baixa renda.

GIMME SHELTER (1970)

Sinopse: O documentário sobre o histórico e trágico concerto gratuito dos Rolling Stones no Altamont Speedway em 6 de dezembro de 1969.

CHRISTO’S VALLEY CURTAIN (1974)

Sinopse: Nomeado ao Oscar, esse documentário celebra uma dramática caminhada do artista búlgaro Christo sobre uma gigantesca cortina laranja instalada entre duas montanhas no Colorado.

GREY GARDENS (1976)

Sinopse: Em 1973, um escândalo ocupou as manchetes dos jornais americanos. Alegando falta de condições sanitárias, autoridades locais tentaram expulsar mãe e filha de Grey Gardens, uma mansão decadente no balneário de luxo de East Hampton. Seria uma notícia banal, não fossem elas as ex-socialites Edith Bouvier Beale e sua filha Edie, respectivamente tia e prima de Jacqueline Kennedy Onassis. Dois anos depois, Big Edie e Little Edie, como eram conhecidas, abrem as portas para os documentaristas Albert e David Maysles.

RUNNING FENCE (1978)

Sinopse: O documentário retrata a longa luta dos artistas Christo e Jeanne-Claude para construir uma cerca de 40 kilômetros de tecido branco sobre as colinas da Califórnia que desaparecem no Pacífico. O custo: três milhões de dólares.

MUHAMMAD AND LARRY (1980)

Sinopse: Com três títulos mundiais na categoria superpesado, porque Muhammad Ali lutou com Larry Holmes pelo quarto em 1980? O que ele queria provar?

VLADIMIR HOROWITZ: THE LAST ROMANTIC (1985)

Sinopse: Horowitz explora sua última paixão – Mozart – durante sua primeira gravação de estúdio em mais de 35 anos. Sagacidade, sabedoria e uma performance de maestro.

OZAWA (1985)

Sinopse: Uma imersão nos bastidores de uma das figuras mais conhecidas e menos compreendidas da música clássica. Ozawa é diretor da Boston Symphony desde 1973 e, como um dos melhores maestros do mundo, apresenta-se em capitais musicais como Berlim, Paris e Milão.

ISLANDS (1986)

Sinopse: Em maio de 1983, por apenas duas semanas, a obra de Christo e Jeanne-Claude intitulada “Surrounded Islands” brotou nas águas da baía de Biscayne, na Flórida. Onze ilhas de pinheiros foram cercadas por 6 milhões de metros quadrados de tecido rosa brilhante. Foi uma luta de três anos, um drama político entremeado por outros dois projetos em andamento: o embrulho da Pont Neuf, em Paris, e o Reichstag, em Berlim.

HOROWITZ PLAYS MOZART (1987)

Sinopse: Em março de 1987, o pianista Vladimir Horowitz iniciou um projeto extraordinário. Pela primeira vez em 35 anos ele concordou em gravar com uma orquestra sinfônica em um estúdio. Ele escolheu o maestro Carlo Maria Giulini, a orquestra Filarmônica La Scala e o estúdio de gravação Abanella de La Scala, em Milão.

JESSYE NORMAN SINGS CARMEN (1989)

Sinopse: O conto épico de sedução e traição conhecido como “Carmen” repaginado em uma nova e radiante interpretação quando o grande talento Jessye Norman interpreta-o pela primeira vez.

CHRISTO IN PARIS (1990)

Sinopse: Christo e Jeanne Claude em seu primeiro projeto urbano de grande escala, envolvendo a ponte mais antiga de Paris, a Pont Neuf, a mesma ponte onde Christo cortejou Jeanne Claude pela primeira vez. O casal levou dez anos para obter a autorização da prefeitura de Paris para o poder envolvê-la toda em tecido.

SOLDIERS OF MUSIC: ROSTROPOVICH RETURNS TO RUSSIA (1991)

Sinopse: Quando o violoncelista e maestro Mstislav Rostropovich voltou para a União Soviética, depois de 16 anos em exílio, mal conseguiu conter suas lágrimas e risadas.

ACCENT ON THE OFFBEAT (1994)

Sinopse: O documentário apresenta o processo de criação e a estreia do espetáculo Jazz, composto pelo virtuoso trompetista Wynton Marsalis e coreografado pelo corpo de ballet de Peter Marting, do New York City Ballet. O foco do filme é o incrível contraste – nos bastidores, do temperamento, estilo e processo criativo – entre Martins e Marsalis, e como eles aproximaram os distintos universos do jazz e do ballet.

UMBRELLAS (1994)

Sinopse: A controversa história da grandiosa obra de arte do artista Christo que culminou na morte trágica de dois espectadores no Japão e na Califórnia. Ganhador do Grande Prêmio do Festival de Cinema de Montreal, foi exibido no Museu de Arte Moderna da NY e no Louvre, em Paris.

THE BEALES OF GREY GARDENS (2006)

Sinopse: Uma declaração de amor aos fãs do filme original (Grey Gardens) e às duas mulheres retratadas, construído inteiramente a partir de materiais inéditos do arquivo dos irmãos Maysles.

THE GATES (2007)

Sinopse: Documentário sobre o processo de criação e montagem da maior instalação artística pública já feita em Nova York, uma obra de Christo e Jeanne Claude.

SALLY GROSS – THE PLEASURE OF STILLNESS (2007)

Sinopse: Documentário sobre a vida e o processo artístico do aclamado danc?arino e coreógrafo nova-iorquino Sally Gross, que esteve envolvido em inúmeros movimentos artísticos nos últimos 50 anos e ainda hoje influencia as novas gerações.

IRIS, UMA VIDA DE ESTILO (2014)

Sinopse: A vida de uma lenda da moda e decoração, a nova-iorquina Iris Apfel, que aos 93 anos ainda aconselha modelos e pechincha com os compradores.

 

Panorama do Cinema Libanês

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Agora é a vez do cinema do Líbano. Teremos o festival chamado ESTE É O LÍBANO – é a primeira mostra deste país por aqui e conta com 20 filmes contemporâneos, no Rio e em São Paulo.

O escolhido pra abertura dia 21 é O INSULTO, do diretor Ziad Doueiri, num evento só pra convidados – o Cine Garimpo estará lá pra prestigiar e conferir o filme que fez parte da seleção oficial do Festival de Cinema de Veneza em 2017, quando o ator Kamel El Basha levou o prêmio de melhor ator. É também o indicado do Líbano na disputa pelo Oscar de melhor filme estrangeiro.

Outros filmes da programação:

E AGORA, AONDE VAMOS?, de Nadine Labaki

PEUR DE RIEN”, de Danielle Arbid;

WAVES ‘98”, de Ely Dagher, ganhador da Palma de Ouro em Cannes 2015 de melhor curta-metragem

GHADI”, de Amin Dora

THE LEBANESE ROCKET SOCIETY”, de Khalil e Joanna Joreige

YA OMRI”, de Hady Zaccak

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QUANDO: de 23 a 29 de novembro de 2017

ONDE: São Paulo – Espaço Itaú de Cinema Augusta

INGRESSOS: Entrada gratuita – inscrições pelo site

MAIS INFORMAÇÕES: www.esteeolibano.com.br / www.facebook.com/esteeolibano