CINE MATERNA

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Se eu tivesse filho agora, seria cliente cativa! O CineMaterna, sessões de cinema em que os bebês de até 18 meses são superbem-vindos, é uma ideia genial. Além dos pais terem a chance de se manter atualizados com as estreias e não se privarem da experiência deliciosa que é ir ao cinema, o projeto vai deixando os filhos acostumados com programas outros que saem do parquinho-brinquedoteca e afins. O som é mais baixo pra não assustar os bebês, tem trocador de frauda, ar-condicionado ameno, luz fraca – tudo pra acomodar a todos.

Pra escolher o filme de setembro, o Iguatemi tem um site de votação. Os três filmes estão abaixo e aqui no Cine Garimpo. Clica no nome do filme pra ler meu comentário e assistir ao trailer. Em seguida, clique aqui pra votar.

  1. Bingo – O Rein das Manhãs
  2. João, O Maestro
  3. O Estranho que Nós Amamos

Nunca fui, já tenho adolescentes. Mas deve ser delicioso. Quem sabe não dou um espiadinha…

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CineMaterna – sessão de cinema para mamães e papais com bebês até 18 meses / @cinematerna

Quando: 06/09 (quarta-feira), às 14h10

Quanto: Inteira: R$ 29,00 / Meia-entrada: R$14,50

Onde: Iguatemi São Paulo – Cinemark | Av. Brigadeiro Faria Lima, 2232 – Jardim Paulistano.

 

21º FESTIVAL DE CINEMA JUDAICO

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Tirando da frente, de uma vez por todas, o discurso de que é preciso ser judeu para interessar-se pelo festival – e isso serve para qualquer mostra temática – fique de olho no garimpo que temos de 30 de julho a 9 de agosto em São Paulo. Organizado e idealizado pelo Clube Hebraica, o festival vai exibir 24 filmes (19 inéditos) que abordam a cultura judaica, a partir dos mais varias prismas – político, artístico, musical, histórico, feminino, esportivo, entre outros.

A programação está disponível no site da Hebraica, mas ficam aqui as sugestões já vistas.

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OS MENINOS QUE ENGANAVAM NAZISTAS, de Christian Duguay (2017) | Prepare o lenço para mais uma história real, contada sob o ponto de vista do mais novo dos quatro irmãos de um casal de judeus. Praticamente um roadmovie de fuga, o foco é no garoto Jojo que precisa chegar no sul da França com o irmão, para não ser enviado ao campo de concentração. Superemocionante, tem um título lindo em francês: “um saquinho de bolas de gude” – traduz a sensibilidade do filme, na importância da família, do convívio e a força das memórias afetivas. | Estreia no circuito comercial dia 3 de agosto. 

 

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BYE BYE ALEMANHA, de Sam Garbarski, (2017) | Do diretor do ótimo Irina Palm, esta produção passeia no pós-guerra, com foco em um grupo de sobreviventes do Holocausto. Embora traumatizados com os horrores da guerra e todas as perdas, os amigos tocam a vida em frente, inventam um novo negócio pra ganhar dinheiro e conseguir migrar para os Estados Unidos. Com humor e uma pegada de uma quase-aventura (tem um clima de ousadia de rir da própria tragédia), o roteiro dá ao filme uma leveza inverossímil, porém bem-vinda. Uma mensagem da vida que segue, de que muitos estão vivos, prontos pra refazer a vida, encontrar a cara-metade e tocar o barco adiante. | Filme de abertura do festival, estreia no circuito comercial dia 24 de agosto, (foto).

 

 

 

ANIMA MUNDI 2017

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Anima Mundi significa “alma do mundo” em latim. O termo existe desde sempre como tradução do princípio fundamental da vida. Alma. Não há nome melhor pra este festival. Faz a brincadeira com “anima” e “animação”, e ainda por cima nos convida a olhar para os traços vindos de todos os cantos do planeta como a expressão sem limites, aquela que extravasa, que não cabe em rótulos, que transcende o mundo como conhecemos. Vai para a imaginação. E lá é o lugar onde tudo é permitido e possível.

Do vídeo de depoimentos de animadores exibido na abertura do Anima Mundi 2017, gostei quando disseram que fazer uma animação é materializar um sonho. Esse é o lugar onde o pai coloca o filho dentro da mala (Negative Space, imagem acima), onde o cabelo de uma mãe é capaz de salvar seus filhos das mais variadas encrencas da vida (About a Mother, trailer abaixo), onde caranguejos fazem um casal de idosos dançar na praia e redescobrir o amor (Ao Entardecer) – só pra citar a narrativa de três lindos curtas que fazem parte do festival. Negative Space, que conta a história do filho que criou o vínculo afetivo com o pai aprendendo a arrumar a mala, levou o Grande Prêmio no Rio, e disputa, automaticamente, uma vaga no Oscar 2018. É uma pérola.

Garimpe. São 345 produções de 45 países, sendo 70 brasileiras. Tem fórum de atividades e debates, homenagens, foco na animação canadense, sessões infantis, mostras especiais. Além dos 25 anos do festival, comemora-se também os 100 anos da animação brasileira.

Clique aqui para ver a programação no site do Anima Mundi.

 

 

 

 

COMO NOSSOS PAIS

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Da diretora Laís Bodanzky, Como Nossos Paischega em 31 de agosto por aqui, já passou pelo Festival de Berlim e fala da mulher, suas questões como mãe, esposa e profissional nos dias de hoje. Navega pelo feminino, deve ser bem bom.

Laís é diretora dos maravilhosos Bicho de Sete Cabeças e As Melhores Coisas do Mundo. Dá só uma espiada no trailer e pôster.

 

LOVING VINCENT

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Filme sobre o último ano de vida de Vincent Van Gogh, pintado! Primeiro longa feito assim: baseado em quase 800 cartas que o pintor escreveu para o seu irmão, tem 65 mil fotogramas pintados à mão, que incialmente foram rodados com artistas humanos. Dá só uma espiada no trailer de Loving Vincent.

A estreia mundial foi no Festival Internacional de Animação de Annecy, na França – o mais importante do mundo. Ainda não tem data pra estreiar por aqui, mas deve chegar no fim de 2017.

 

CINE VISTA – Cinema ao ar livre!

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Mais uma edição do Cine Vista, no Shopping JK Iguatemi, de 21 a 25 de junho. É a quinta, com filmes premiados e outros ainda inéditos, em formato de pré-estreia. O destaque fica por conta do dia só de quadrinhos, pra quem curte, com Lego Batman, Esquadrão Suicida e Mulher-Maravilha.

Veja a programação, além de outras informações abaixo, e clica no nome do filme pra ver o comentário do Cine Garimpo.

A imagem da foto é do filme com Catherine Deneuve e Catherine Frot, O Reencontro.

 

21/06 – Quarta-feira
20h – Pré-estreia: Um Instante de Amor
22h30 – Pré-estreia: O Círculo

 

22/06 – quinta-feira
20h – Estrelas além do tempo
22h30 – Lion – Uma Jornada para Casa

 

23/06 – sexta-feira
20h – Pré-estreia: O Reencontro (Sage Femme) (imagem da foto)
22h30 – Um limite entre nós

 

24/06 – sábado
18h – Lego Batman
20h – Esquadra?o Suicida
22h30 – Mulher-Maravilha

 

25/06 – domingo
18h – As Aventuras de Ozzy
20h00 – Moonlight: Sob a Luz do Luar
22h30 – Pré-estreia: O Jantar

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SERVIÇO:

Filme Infantil – R$ 30 inteira e R$15,00 crianças até 12 anos + taxa de serviço de R$ 7,00

Filme adulto – R$ 50 + taxa de serviço de R$7,00

Venda de ingressos: Bilheteria Cinépolis e Ingresso.com – www.ingresso.com

DE CANÇÃO EM CANÇÃO | Song to song

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Novo filme de Terrence Malick, de A Árvore da Vida, tem algo parecido com Closer – Perto Demais. Ou não? Dois casais que se entrelaçam de alguma maneira…. Veja o trailer.

Estreia dia 20 de julho. De Canção em Canção tem elenco estrelar: Rooney Mara, Natalie Portman, Ryan Goslin e Michael Fassbender.

 

 

FESTIVAL VARILUX DE CINEMA FRANCÊS 2017

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Dia 07 começa o FESTIVAL VARILUX DE CINEMA FRANCÊS – o mais “charmant” do país. Serão 19 filmes exibidos em 55 cidade em todo o Brasil, por 15 dias. Os destaques ficam por conta de filmes que já passearam pelos festivais internacionais, inclusive Cannes, que acabou de terminar. Voilà a vinheta logo abaixo e já comentários de alguns dos filmes.

 

FRANTZ, de François Ozon (também diretor de Uma Nova Amiga, Dentro da Casa) é uma poesia só. Em branco e preto – com um colorido que entra em momentos especiais –, fala de Anna (Paula Beer), uma jovem alemã que vive no pós Primeira Guerra, fica noiva-viúva do seu grande amor e mora com os sogros. Até que aparece um francês, chora no túmulo do seu namorado e entra na vida daquela família alemã pra mudar tudo. Passeou pelos festivais de Sundance, Toronto e Veneza, além de ter concorrido em nove categorias no César, o Oscar francês.

 

AMANHÃ, de Cyril Dion e Mélanie Laurent é ótimo e faz parar pra pensar. Olha só: em vez de a gente ficar reclamando que o mundo está poluído demais, aquecido demais, destruído demais, ruim demais, que tal ir atrás de soluções? Com isso em mente, a atriz e diretora francesa Mélaine e o marido saíram pelo mundo em busca de cidades e comunidades que já adoram um estilo diferente de vida (para ler o comentário completo, clique aqui).

 

TAL MÃE, TAL FILHA, de Noémie Saglio | Com Juliette Binoche (da vinheta), Camille Cottin e Lambert Wilson, conta a história improvável da mãe e filha que engravidam ao mesmo tempo. Filha mais madura que a mãe, uma inversão de papéis, uma comédia pra entreter – confesso que o riso fácil não chegou…

 

TOUR DE FRANCE, de Rachid Djaidani é um roadmovie. Adoro. Personagens que se movimentam sempre sofrem transformações. Far’Hook (Sadek) é um rapper que, apavorado com a ameaça feita por outros artista, resolve aceitar a oferta de um amigo e sair da cidade para ser o motorista do seu pai em uma viagem. O pai é Serge (Gérard Depardieu), um artista que quer ir de Paris até Marseille, passando de porto em porto, seguindo a rota feita pelo pintor Joseph Vernet. No caminho, rapper e pintor, com suas diferenças, vão desentendendo-se e entendendo-se, até que a amizade surge. Olhar suave e jovem, algo do improviso do rap, inclusive nas imagens de celular. Trivial, nada de diferente ou especial, com Depardieu naquele papel do pai sisudo e emburrado (mais do masmo), em contrapartida ao rap Sadek, que tem outro repertório cultural.

 

RODIN, de Jacques Doillon, com Vincent Lindon, não chega nem aos pés do inesquecível Camille Claudel, de 1988, com Isabelle Adjani. Nem aos pés. Pensar em alguém mais pra ser a Camille é demais da conta. A escultora deste filme de Doillon não tem o brilho, a loucura ou a graça de Isabelle. E Depardieu (o Rodin de 1988) é melhor e bem menos chato que Lindon. Adoro Lindon, mas aqui ficou lento, desinteressante, mesmo no papel do mulherengo e sedutor escultor francês. Indicado à Palma de Ouro em Cannes. Não entendi, mas tudo bem.

 

UM INSTANTE DE AMOR, de Nicole Garcia

A VIDA DE UMA MULHER, de Stéphane Brizé

O REENCONTRO, de Martin Provost

NA VERTICAL (Rester Vertical), de Alain Guiraudie

NA CAMA COM VITÓRIA (Victoria), de Justine Triet

CORAÇÃO E ALMA (Reparer les Vivants), de Katell Quillévéré

ROCK’N ROLL – POR TRÁS DA FAMA (Rock’n Roll), de Guillaume Canet