FESTIVAL DE CURTAS DE DIREITOS HUMANOS – ENTRETODOS 9

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Em tempos difíceis – aliás, quando é que foi fácil? – na questão dos direitos humanos, reunir material cinematográfico sobre o assunto é sempre interessante. O Festival de Curtas de Direitos Humanos, ENTRETODOS 9 vai ter mais de 80 exibições em diversas regiões de São Paulo, de graça!

Em números, o festival apresenta 25 filmes, sendo 19 nacionais e 6 estrangeiros, de países como Itália, Argentina, Turquia e Índia. Veja a programação no link do festival e aproveite!

Meu destaque é o ótimo documentário “Uma Família Ilustre‘, de Beth Formaggini. O psicólogo militante dos direitos humanos Eduardo Passos entrevista o ex-delegado de polícia Claudio Guerra, hoje bispo evangélico. Com a maior cara de pau (inacreditável), reconhece os desaparecidos, conta como deram fim nos corpos e detalhes de como foram incinerados. Estava cumprindo ordens. Simples assim.

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PROGRAME-SE:
Curadoria: Manuela Sobral e Jorge Grinspum
Quando: de 16/06 a 22/06
Onde: vários espaços, Spcineo Centro Cultural São Paulo, Cine Olido, Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes, além de 19 CEUs

Cinema brasileiro na telona por R$ 3,00!

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Dia 9 de novembro você pode assistir a um filme brasileiro na telona por R$ 3,00, em 570 salas da rede Cinemark em todo o Brasil. Para se programar, entre no site PROJETA BRASIL da rede e veja que sala é melhor pra você. Agora, pra escolher o filme, é aqui no Cine Garimpo mesmo.

Veja abaixo a lista de filmes e o comentário. Digo isso porque é sempre bom acertar no programa e escolher o filme de acordo com seu estado de espírito. Bom garimpo!

  • Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert
  • Trinta, de Paulo Machline
  • Irmã Dulce, de Vicente Amorim
  • Boa Sorte, de Carolina Jabor
  • Os Caras de Pau, de Felipe Joffily
  • Loucas pra Casar , de Roberto Santucci
  • Cassia Eller , de Paulo Henrique Fontenelle
  • SuperPai, de Pedro Amorim
  • Meus Dois Amores, de Luiz Henrique Rios
  • O Duelo, de Marcos Jorge
  • Entre Abelhas, de Ian SBF
  • A Estrada 47, de Vicente Ferraz
  • Sorria, Você Está Sendo Filmado, de Daniel Filho
  • Metanóia, de Miguel Nagle
  • Los Hermanos, de Maria Ribeiro
  • Divã a 2, de Paulo Fontenelle
  • O Vendedor de Passados, de Lula Buarque de Hollanda
  • Sangue Azul, de Lírio Ferreira
  • Qualquer Gato Vira-Lata 2, de Roberto Santucci e Marcelo Antunez
  • Meu Passado me Condena 2, de Julia Rezende
  • Carrossel, de Alexandre Boury e Mauricio Eça
  • Linda de Morrer, de Cris D’Amato
  • O Último Cine Drive-In, de Iberê Carvalho
  • Entrando Numa Roubada, de André Moraes
  • A Esperança é a Última que Morre, de Calvito Leal
  • Vai Que Cola, de César Rodrigues
  • Operações Especiais, de Tomás Portella
  • SOS Mulheres ao Mar 2, de Cris D’Amato

CAMPANHA DO COBERTOR

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Vejam que campanha simpática. Este filme estreia em janeiro de 2016 e a Fox Film do Brasil aproveitou pra chamar a atenção. Lançou uma Campanha do Cobertor com o personagem Linus, do filme Snoopy & Charlie Brown: Peanuts, O Filme. Como o amigo inseparável de Linus é o cobertor, a Fox resolver unir o útil ao agradável, incentivando a doação agora no inverno: “Ele já tem o dele. Doe para quem não tem”.

Você pode doar em 161 cinemas de todo o Brasil, até 21 de agosto. As redes participantes são: Cinemark, Cinesystem, Circuito Show, Playarte, Espaço Itaú, Cinespaço, Cinépolis, Cineart, Centerplex, Moviecom, Kinoplex, Grupo Cine, GNC, Cinematográfica Araújo, Cine Roxy e Circuito de Cinemas.

 

O SAL DA TERRA – Le Sel de la Terre

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Sebastião Salgado abre o Festival do Rio 2014. Isso mesmo, com um documentário sobre seus 40 anos de vida como fotógrafo, pela lente de seu filho Juliano Ribeiro Salgado e do renomado cineasta alemão Wim Wenders, também do espetacular Pina. O filme levou o prêmio especial da categoria de Cannes que eu mais gosto, Un Certain Regard. Grande expectativa, tanto para a obra, quanto para a maneira de fotografar e enxergar o meio ambiente e o ser humano.

 

 

 

MERYL STREEP GANHA MOSTRA no MIS

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Meryl Streep faz 65 anos, concorre ao Oscar pela 18a vez, agora por Álbum de Família, e já venceu 3 vezes: por Kramer X Kramer, A Escolha de Sofia e A Dama de Ferro. Na semana do Dia Internacional da Mulher, o MIS preparou uma mostra com os filmes abaixo. Aproveite, leia sobre os filmes aqui no Cine Garimpo e gaste somente R$ 6,00/R$3,00 num ótimo programa!

4 de março, terça
15h
A mulher do tenente francês 
(The French Lieutenant’s Woman)
dir. Karen Reisz, 1981, 124 min, Reino Unido, 16 anos, DVD
17h20
(Manhattan)
dir. Woody Allen, 1979, 96 min, EUA, 14 anos, Bluray
19h20
O franco atirador
(The Deer Hunter)
dir. Michael Cimino, 1978, 182 min, EUA, 18 anos, Bluray
5 de março, quarta
16h 
(Kramer VS. Kramer)
dir. Robert Benton, 1979, 105 min, EUA, 14 anos, Bluray
18h
(The hours)
dir. Stephen Daldry, 2002, 114 min, EUA/Inglaterra, 14 anos, 35mm
20h
Mamma mia!
(Mamma mia!)
dir. Phyllida Lloyd, 2008, 108 min, EUA/Reino Unido, 10 anos, Bluray
 
6 de março, quinta
16h30
(Doubt)
dir. John Patrick Shanley, 2008, 104 min, EUA, 16 anos, Bluray
18h30
As pontes de Madison
(The bridges of Madison County)
dir. Clint Eastwood, 1995, 135 min, EUA, 16 anos, DVD
21h
A morte lhe cai bem
(Death becomes her)
dir. Robert Zemicks, 1992, 104 min, EUA, 14 anos, Bluray
7 de março, sexta
17h
Um grito no escuro
(A cry in the dark)
dir. Fred Schepisi, 1988, 120 min, EUA/Austrália, 16 anos, DVD
19h
Adaptação
(Adaption)
dir. Spike Jonze, 2002, 114 min, EUA, 14 anos, DVD
21h
A escolha de Sofia
(Sophie’s choice)
dir. Alan J. Pakula, 1982, 150 min, EUA, 18 anos, Bluray

 

 

 

MORRE CINEASTA EDUARDO COUTINHO

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Encontrado morte hoje no Rio, o cineasta Eduardo Coutinho (81) deixa um legado de documentários não só muito interessantes, mas principalmente humanos. Com alma. Cito alguns abaixo que merecem ser vistos e sentidos.

Edifício Master (2002) – Humano, revela onde cada habitante se esconde e se mostra. (foto)

Jogo de Cena (2007) – Feminino, contraste ficção e realidade.

Moscou (2009) – Teatral, com a vida como palco.

As Canções (2011) – Musical, na sua mais íntima inspiração.

QUE FILME BRASILEIRO VAI LUTAR PELA INDICAÇÃO AO OSCAR 2104?

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O Som Ao Redor, de Kléber Mendonça Filho, disputará com outros 70 filmes de todo mundo uma indicação para concorrer ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2014. Assisti ao filme no Festival de Gramado do ano passado, mas infelizmente não é o tipo de filme que faz grandes bilheterias. Digo infelizmente porque é realmente muito bom. Tem uma sutileza cruel para falar do espaço urbano, da relação distorcida e frágil entre as pessoas, da descaracterização das cidades e do cotidiano que é beira a banalidade e o suspense ao mesmo tempo.

Não dá para sair de um filme como esse ileso. O som que Mendonça quer ecoar é o de uma sociedade hipócrita, com desigualdades históricas e perpétuas. Quem sabe agora, com essa escolha, as pessoas se interessem por algo que não é de forma alguma previsível, tem originalidade e um desfecho que realmente compensam. 

Leia mais sobre o filme nos links:

comentário escrito no Festival de Gramado

comentário escrito quando o filme entrou em cartaz no circuito comercial 

Com O SOM AO REDOR, outros filmes também estavam na disputa para representar o Brasil na premiação. Vários têm comentário aqui no Cine Garimpo. Assim você fica atualizado com o cinema nacional.

1) Cine Holliúdy
2) Colegas
3) Cores
4) Elena
5) Faroeste Caboclo
6) Gonzaga- De Pai pra Filho
7) Meu Pé de Laranja Lima
8) O dia que durou 21 anos
9) O Que Se Move
10) O Som Ao Redor
11) O Tempo e o Vento
12) Porto dos Mortos
13) Uma História de Amor e Fúria
14) Xico Stokinger

WAGNER MOURA E ALICE BRAGA APRESENTAM O LONGA ELYSIUM

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Ficção científica futurista e apocalíptica. Este é Elysium, que tem o atrativo de estrelas internacionais como Matt Damon e Judie Foster, mas aqui no Brasil tem um apelo extra. Wagner Moura e Alice Braga integram o elenco e fazem bonito. Superbem produzido e com muito dinheiro – “o que faz toda a diferença”, como diz Moura – Elysium conta a história da Terra exaurida, sem recursos naturais e totalmente cinza, no ano de 2154. Diante disso, os habitantes ricos construíram uma estação espacial moderna ao extremo chamada Elysium, enquanto a população na Terra luta para sobreviver.

“Não acho que Neil (Blomkamp) quisesse fazer uma previsão do futuro”, afirma Wagner. “Acho que ele quis sinalizar questões importantes, e não apontar uma possibilidade real”, concluir o ator. Sim, abre espaço para discutir a preservação dos recursos naturais do planeta, as desigualdades sociais, a diferença de direitos sobre habitação, educação e saúde, apresentados claramente no filme. Mas não se trata de uma lição de moral, nem um puxão de orelha. Wagner diz muito bem quando comenta que o filme é primeiro um entretenimento. É isso mesmo: entretém com efeitos incríveis e com uma história bem conduzida e, por que não, emocionante.

A pergunta que não quer calar diz respeito ao idioma. Alice Braga já está mais acostumada. Mora nos Estados Unidos, já fez outros filmes em inglês e espanhol (Na Estrada, de Walter Salles), mas também acha que expressar emoção em outro idioma é sempre um desafio. O bacana mesmo foi a metáfora de Wagner Moura para o fato: “Concordo quando Javier Bardem diz que quando ele atua em inglês é como se tivesse um escritório trabalhando a todo vapor na sua cabeça; e que quando atua em espanhol, o escritório está vazio”, conta ele e tira boas risadas dos jornalistas. De fato, na hora da emoção, da raiva, da luta, expressar seus sentimentos em outra língua não é natural. Mas eles se dão bem, mesmo porque os personagens não têm a pretensão de serem nativos no inglês, são imigrantes de alguma forma. Representam, assim, aqueles oprimidos por Elysium, os renegados, expatriados, os não-cidadãos, os sem-direitos. E isso foi uma sacada interessante do diretor, imprime verossimilhança a esse futuro tenebroso.

Ouvir Wagner Moura dar seu depoimento é sempre interessante. O ator baiano mantém uma áurea simples e descontraída, o que faz com que seja espontâneo. Fizeram bonito com as estrelas de Hollywood – que por sua vez deram um grande fora, confundindo a bandeira do Brasil que o personagem de Wagner Moura tatua no braço, com um hambúrguer. Rir pra não chorar.