publicidade
ABRAÇOS PARTIDOS – Los Abrazos Rotos
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Para se Divertir, Espanha - 24/10/2009

DIRETOR: Pedro Almodóvar

ELENCO: Penélope Cruz, Lluís Homar, Blanca Portillo, José Luis Gómez, Tamar Novas, Rúben Ochandiano

LOCAL, ANO: Espanha, 2009

 

“Um filme precisa ser concluído ainda que às cegas.”

abraços partidosQuem assistiu a pelo menos um dos três grandes filmes de Almodóvar, Tudo Sobre Minha Mãe, Fale com Ela e Volver, vai entender bem o meu principal argumento para não perder este filme – digo principal, porque há vários. O que mais me fascina no estilo Almodóvar de filmar é a amarração impressionante que ele faz no roteiro. Consegue retratar com viva emoção vidas que se entrelaçam de uma maneira sempre muito peculiar, colorida (vermelha), intensa e sempre feminina. Abraços Partidos é assim. E mesmo que esse modelo se repita, me envolvo com os personagens, com as hístórias de vida, me emociono com essa maneira de retratar vivências. Cria identidade com o espectador e a gente entra na sala do cinema tendo a certeza de viver fortes emoções.

Desta vez a história gira em torno do cineasta Mateo Blanco. Embora cego, continua escrevendo roteiros ancorado por sua fiel escudeira Judit García e pelo filho dela, Diego. Um problema pontual faz com que venha à tona uma figura do passado, Ernesto Martel, rico empresário, agora morto. Lena (Penélope Cruz) aparece nesse passado, em 1994, quando era esposa de Ernesto e sonhava, apesar do ciúme do marido, em ser atriz de cinema. No cinema de Mateo. Armada a trama, a história se desenrola com o cinema como pano de fundo. Um belo tributo de Almodóvar à sua forma de arte, sem dúvida.

Para completar, tem o argumento da bonita trilha sonora que acompanha a trama, do suspense eletrizante, do colorido arrebatador, do romance intenso, da fotografia genial, da comédia irreverente. Argumentos suficientes para você não perder nenhum dos abraços, antes que eles se partam.

 

Envie uma Opinião

© Copyright 2009-2012, Cine Garimpo