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dezembro, 2016

JANIS: LITTLE GIRL BLUE
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Drama, Documentário, Biografia - 31/12/2016

Amy Winehouse, Jim Morrison, Jimy Hendrix, Kurt Cobain e Janis Joplin. Todos famosos, ícones, morreram aos 27 anos. Parece maldição, a lista é ainda maior. Assim como o documentário de Amy, JANIS: LITTLE GIRL BLUE consegue traduzir toda a intensidade da menina que sofreu bullying na adolescência, procurou loucamente um lugar ao sol, cantava com a alma e transmitia uma solidão no olhar.

Janis morreu de overdose em 1970, depois de muitos amores, depois do sucesso, mas antes de fazer as pazes consigo mesma. Pelo documentário – emocionante, por sinal – a impressão que se tem é de uma tristeza constante. Álcool pra esquecer; heroína pra conseguir ser ele mesma, depois de descer do palco.

Tem gente que não cabe dentro de si mesma. Que não administra o talento de ser ela mesma, de quebrar regras, de ir contra a corrente. Janis foi ícone da contracultura nos anos 1960, deu o que falar, tinha um vozeirão. Letras lindas, mas sempre repletas de melancolia, de amores não correspondidos, de uma vida sempre incompleta. Uma tristeza essa realidade que tanta gente vive; uma pena esses talentos tão jovens que vão embora. Vida em fuga, parece assim.

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PRA MONTAR SUA VIDEOTECA DIGITAL – 1
CLASSIFICAÇÃO: Lista - 17/12/2016

Pra rechear a videoteca digital (não tem jeito, rendam-se!), aí vai uma listinha de 12 filmes lançados em 2016, que você pode comprar no iTunes, pelo Apple TV, iPhone, iPad ou pelo computador mesmo. São filmes ótimos, independentes, com aquele olhar que a gente tanto fala aqui no Cine Garimpo: diferenciado, com um pitada que sai do comum – seja ele o gênero que for – e prêmios acumulados nos festivais mundo afora.

Por isso, aí vai a listinha dos filmes já comentados no blog (é só clicar no nome do filme pra ler o texto e assistir ao trailer). Outros, como o argentino Paulinia, o brasileiro Ausência, e o francês Cinco Graças, ainda não vi, por isso não tem comentário por enquanto. No total, são 80 disponíveis.

A promoção vai até dia 8 de janeiro e os preços variam, começando com meros US$1,99.

Na foto, o islandês gelado e profundo A Ovelha Negra.

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LION
CLASSIFICAÇÃO: Trailer - 15/12/2016

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O AMOR NO DIVÃ
CLASSIFICAÇÃO: Para Ver Bem Acompanhado, Para se Divertir, Garimpo na Locadora, Comédia Romântica, Brasil - 15/12/2016

Já teve filme chamado Um Divã para Dois, com Meryl Streep e Tommy Lee Jones, e as crises de um casal na terceira idade; Divã a 2, sobre a crise de um casal jovem, com filho pequeno; e agora, O Amor no Divã, sobre as duas situações ao mesmo tempo. Enquanto o casal jovem busca a terapia pra tentar resgatar a sintonia, a própria terapeuta passa por uma crise e veste a carapuça em seus próprios aconselhamentos.

Sem trazer nada de muito novo, tem uma graça na liga dos casais. Malka (Zezé Polessa) está casada há 30 anos com José (Daniel Dantas), que se aposenta e atrapalha a rotina do casal, já tão acostumado com o ritmo de vida. Enquanto enfrenta isso, Malka atende o jovem casal Roberta e Miguel (Fernanda Paes Leme e Paulo Vilhena), que precisa encontrar um eixo comum entre a rigidez e a leveza, a ambição profissional e o comodismo. Enquanto as conversas e sessões acontecem, os casais vão se desafiando.

Tem um tom teatral por causa dos cenários; aliás, ficaria bem no palco. Claro que foi pensado pra causar empatia com o público, porque os problemas normalmente se repetem. Mas é leve e pode ser divertido, inclusive com depoimentos de alguns casais entre uma sessão e outra. Eu diria até que, mais do que divã, parece mesmo uma comédia romântica.

 

DIREÇÃO: Alexandre Reinecke ROTEIRO: Juliana Rosenthal K. ELENCO: Fernanda Paes Leme, Zezé Polessa, Daniel Dantas, Paulo Vilhena| 2016 (min)

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SULLY – O HERÓI DO RIO HUDSON
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Drama, Biografia - 14/12/2016

A história é conhecida, acompanhamos pela televisão e sabemos o final. Mesmo assim, pelas lentes de Clint Eastwood (também de Sniper Americano e Invictus), a sensibilidade é genuína. Transmite emoção na medida certa, sem drama extra. Escolhe os ângulos, mede as palavras. Escolhe o essencial pra que o fundamental não fique fora. Em se tratando do pouso forçado feito no rio Hudson, em Nova York, com 155 pessoas a bordo, o fundamental é a emoção de conseguir pousar, de não fugir da responsabilidade, de buscar a verdade, de se sentir vivo. Isso o filme tem de sobra.

Em 2009, um avião decola do aeroporto de La Guardia, choca-se com um bando de pássaros logo nos primeiros minutos de voo e os dois motores entram em pane. Rapidamente, é preciso tomar a decisão, antes que o avião caia em uma das áreas mais populosas do planeta: Manhattan.

Sully é pilotado por Tom Hanks, literalmente – que andou fazendo filmes bem medianos recentemente, mas arrasa quando a direção é boa, como em Ponte dos Espiões, Capitão Phillips e Forrest Gump – O Contador de Histórias. Ele é o piloto Chesley “Sully” Sullenberger, que conduz o pouso de emergência e faz toda a diferença com sua postura humana, ética e técnica durante e depois do acidente. Assim como o diretor e sua câmera, tão precisa. Prova de que não basta uma bom enredo pra se fazer um bom filme. Não saber contá-lo afunda até a mais nobre das histórias.

 

DIREÇÃO: Clint Eastwood ROTEIRO: Todd Komarnicki, Chesley Sullenberger ELENCO: Tom Hanks, Aaron Eckhart, Laura Linney | 206 (96 min)

 

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SING – QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Garimpo na Locadora, Estados Unidos - 14/12/2016

Mais delicioso, impossível – e aqui, você precisa ver pra conferir. O coala Buster Moon herda o teatro do pai, está mal de grana e resolve fazer uma audição especial. Chove bicho interessado no prêmio, mas o bem-intencionado Buster se atrapalha e acaba se enrolando ainda mais nos problemas.

Além da graça de acompanhar a história dos personagens e suas questões pessoais (veja a porca Rosita, por exemplo, que é dona-de-casa, cuida de uma ninhada de mais de 20 filhotes e sonha em ter um lugar ao sol), o repertório musical é lindo, os diálogos são divertidos e, de quebra, tem a moral do junto-venceremos. Para ver em família nesse começo de férias!

 

DIREÇÃO e ROTEIRO: Garth Jennings | 2016 (108 min)

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O FILHO ETERNO
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Garimpo na Locadora, Drama, Brasil - 08/12/2016

Não há como ter uma relação de amor se aceitação. Aceitar que tal condição existe; aceitar que as pessoas como são; receber o pacote e se misturar com ele. Medir forças é sempre o caminho do sofrimento. Tanto maior se vier com culpa. Quem tem filho especial sempre diz isso. Que é fonte de aprendizado, fortaleza e muito amor.

Contada pela cronologia das Copas do Mundo de futebol, O Filho Eterno, baseado no livro de Cristovão Tezza, começa em 1982. Cláudia e Roberto (Débora Falabella e Marcos Veras) esperam seu primeiro filho, estão eufóricos com a chegada do bebê e têm que enfrentar a notícia de que ele é portador da Síndrome de Down. O que hoje já é possível saber durante a gestação, naquela época era surpresa. E pior: o preconceito era enorme, inclusive porque a síndrome era chamada de mongolismo. Cláudia ama seu filho incondicionalmente; Roberto vê sua vida travada pela criança que não terá autonomia, que não será como as outras e que será fonte de incertezas.

Sem dramas extras e tratando do assunto de uma maneira delicada e singela, O Filho Eterno traz pra bem perto a existência da maternidade (algo já inerente à mulher) e a construção da paternidade. E mais: a noção de que não estamos no controle de nada. É tudo construção. Custou pra esse pai aceitar seu doce filho como ele realmente é. E, desculpem o clichê, foi só na sentir que poderia perdê-lo que percebeu quanto o amava. Lindo filme.

 

DIREÇÃO: Paulo Machline ROTEIRO: Leonardo Levix, Cristovão Tezza ELENCO: Débora Falabella, Marcos Veras, Pedro Vinícius | 2016 (82 min)

 

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