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novembro, 2016

RAINHA DE KATWE – Queen of Katwe
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Drama, Biografia, Aventura - 27/11/2016

Quando a gente acha que a vida está difícil demais, algumas histórias de vida dão um chacoalhão. Veja esta: uma menina, moradora de uma grande favela de Uganda chamada Katwe de Kampala, vive em um ambiente onde falta tudo. Falta casa, comida, saneamento básico, educação, entretenimento. Até que um missionário resolve implantar um projeto para ensinar as crianças da comunidade a jogar xadrez. Phiona Mutesi (Nalwanga) se envolve com a proposta, mostra que tem um talento acima da média e é a grande aposta de Robert (David Ovelowo, também em Selma – Uma Luta Pela Igualdade) para competir em Uganda, na África e em torneios internacionais. O improvável toma conta da situação.

O mais bonito do filme é o roteiro verdadeiro que ele carrega – de superação e vitória no meio de tantas adversidades. Apesar de todo o sofrimento da mãe (Lupita Nyong’o, também em 12 Anos de Escravidão), da miséria que rodeia a família e da dificuldade de acreditar no talento da menina, o filme não tem drama a mais, pelo contrário. Tem uma suavidade que convida adolescentes a assistir, acompanhar quase que em ritmo de aventura e refletir sobre as adversidades e a resiliência. E o desfecho é bem a cara da Disney – o que dá uma graça a mais ao filme, já bem gostoso de assistir e com a inevitável lição de moral que um exemplo deste carrega.

 

DIREÇÃO: Mira Nair ROTEIRO: William Wheeler, Tim Crothers ELENCO: Lupita Nyong’o, Madina Nalwanga, David Oyelowo, Martin Kabanza | 2016 (124 min)

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A CHEGADA – Arrival
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Para Pensar, Garimpo na Locadora, Ficção Científica, Estados Unidos, Drama - 24/11/2016

Louise é linguista, profunda conhecedora das peculiaridades que cada linguagem e idioma carregam. Quando extraterrestres invadem a Terra em diversos pontos do globo, é preciso que alguém traduza o que aquelas criativas querem dizer. É necessario entender o que vieram fazer aqui e o que querem dos humanos. Louise é escalada para fazer essa conexão – se é que ela é possível, já que os alienígenas usam uma linguagem circular, com padrões lógicos diferentes dos nossos. Mas querem se comunicar e precisam de um interlocutor. É aqui que entra a complexidade de A Chegada, do diretor canadense Denis Villeneuve, também dos ótimos Incêndios, Os Suspeitos e Sicário.

Porque o que é evidente para uns, é ilógico para outros. Entender e compreender a linguagem do outro é entender como o outro se relaciona com seu mundo. Serve pra nós também, para o entendimento entre as nações. Louise  entende de linguagem, mas tropeça ao lidar com sua própria história e com seus sentimentos. Tem uma linguagem pessoal truncada, dura. Uma metáfora do próprio filme. O quanto deveríamos nos livrar das amarras  – assim como ela se livra da roupa anti-contaminação – para se entregar à comunicação com o outro. Só assim haveria um entendimento realmente. O quanto os países deveriam se desprender das diferenças e procurar uma comunicação não-violenta e construtiva, na defesa de questões importantes.

Amy Adams personifica esta entrega. Fez isso em outro filme deste ano, Animais Noturnos. E Villeneuve não entrega de bandeja as reflexões que pretende trazer à tona. Saí do filme pensando na lógica que tudo aquilo teria – porque, aparentemente, o desenrolar de A Chegada  confunde, para depois elucidar. Cinema bom, inteligente, instigante. Digno de muitos prêmios.

 

DIREÇÃO: Denis Villeneuve ROTEIRO: Eric Heisserer, Ted Chiang ELENCO: Amy Adams, Jeremy Renner, Forest Whitaker | 2016 (116 min)

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ELIS
CLASSIFICAÇÃO: Vale seu Ingresso de Cinema, Para se Emocionar, Drama, Brasil, Biografia - 23/11/2016

Pra mim é intriga da oposição dizer que Elis não tem emoção. Poderia ser mais emocionante? Sim, poderia. Porque Elis era assim: já dizia a que veio e não saia sem deixar traços bem marcados. Mas a escolha foi por um filme linear, cronológico, didático, que se adapta bem na televisão. Pro grande público, pode ser – o que não é de todo ruim, porque possibilita que circule e a história da cantara chegue mais longe, inclusive atingindo uma geração que não a conheceu.

Também acho que faltou Tom Jobim – apesar de a cena inicial dela cantando Como Nossos Pais ser linda, senti falta de Águas de Marçomúsica da minha infância. Mas amei ouvi-la cantar, com interpretação corajosa de Andréia Horta. Como se parecem, as duas. A voz que se ouve é de Elis, mas é preciso dizer que a sincronização labial é perfeita – até parece que Andréia canta de verdade.

Sua morte foi suavizada no quesito drogas-álcool, seus relacionamentos foram amenizados, sem tanta dramaticidade. Mas a cinebiografia conta com o elenco cuidadosamente trabalhado, composto por Julio Andrade, Caco Ciocler, Lúcio Mauro Filho, Gustavo Machado, Zécarlos Machado. Seria maravilhoso ter um documentário, com a força que vimos no filme sobre Cássia Eller, por exemplo. Documentário com toda a força do cinema. Mas coloco Elis na prateleira das biografias bacanas sobre artistas brasileiros memoráveis como Gonzaga: De Pai Pra Filho, Tim Maia, Somos Tão Jovens, Cazuza, Raul – O Início, o Fim e O Meio, A Música Segundo Tom Jobim, Cassia Eller. E fico aguardando a próxima produção sobre ela. De tão complexa, rende ainda muito o que falar – e produzir.

 

DIREÇÃO: Hugo Prata ROTEIRO: Luis Bolognesi, Vera Egito ELENCO: Andréia Horta, Gustavo Machado, Caco Ciocler, Zécarlos Machado, Julio Andrade, Lúcio Mauro Filho | 2016 (110 min)

 

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AQUARIUS É INDICADO AO SPIRIT AWARDS
CLASSIFICAÇÃO: Para Pensar, Notícias, Brasil - 23/11/2016

AQUARIUS, de Kleber Mendonça Filho, concorre na categoria de melhor filme estrangeiro no Spirit Awards, o prêmio máximo do cinema independente. Justo! Só dia 25 de fevereiro de 2017.

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JACKIE
CLASSIFICAÇÃO: Festivais - 23/11/2016

JACKIE, com Natalie Portman, teve quatro indicações no Independent Spirit Awards – o grande prêmio do cinema independente. É prenúncio do Oscar e do Globo de Ouro. Pablo Larraín concorre como diretor e as outras categorias são melhor filme, melhor edição e atriz. Larrín é o diretor chileno responsável por No e O Clube – ótimos filmes. Louca pra ver, principalmente pelo olhar diferenciado. Estreia ainda este ano.


Mais filmes com Natalie Portman:

Cisne Negro – levou o Oscar de melhor atriz

Closer – Perto Demais – simplesmente adoro este filme

Um Beijo Roubado – idem: adoro

As Coisas Impossíveis do Amor

Paris, Eu Te Amo

NY, Eu Te Amo

Free Zone

Um Beijo Roubado

 

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SOB PRESSÃO
CLASSIFICAÇÃO: Suspense, Para se Emocionar, Para Pensar, Garimpo na Locadora, Drama, Brasil, Ação - 22/11/2016

Sempre me perguntei por que é que tanta gente gosta das séries que se passam em hospital, com médicos debruçados nas mesas de cirurgia, sangue pra tudo quanto é lado, doenças das mais variadas, cirurgias em tempo real, morte. Gente até que não aguenta muito “sangue” gosta e é fato que esse tipo de atividade exerce um certo fascínio. São quase super-heróis. Quando se trata de hospitais com equipamentos de última geração e equipes treinadas e capacitadas, como na série Critical, da BBC, ou em Grey’s Anatomy Dr. House, mais fácil ainda de entender.

Transportando isso para a realidade nua e crua das comunidades brasileiras, em que os hospitais nas periferia ou favelas são dominados pelos donos dos morros e do tráfico, o que se pratica é “medicina de guerra”. Instalado em uma comunidade, o hospital de Sob Pressão funciona de acordo com o andamento da guerrilha entre traficantes e policiais. Tem bala perdida e não-perdida para todos os lados e, na ética médica, não deveria importar a origem, sexo, cor, idoneidade do paciente. Bastaria ser uma vida humana pra ser atendida. A preferência é daquela que está em situação mais grave. Mas o critério não funciona para o médico Evandro (Julio Andrade, também em cartaz com Elis e Maresia), que é chefe da emergência, precisa operar um bandido, uma criança baleada (filha de gente bacana e importante do Rio) e um policial. Sofre todo tipo de pressão – inclusive da falta de equipamentos adequados, sangue compatível, equipe de médicos.

Sob Pressão é bem interessante e te deixa sob a tensão da emergência de um local como esse. É produção brasileira bem feita, com Andrea Beltrão, Marjorie Estiano, Ícaro Silva e Stepan Nercessian fechando o elenco bem formado. E apesar dos pesares, de todo sangue e desgraça, não é só no hospital-hotel inglês que os romances acontecem. Aqui também tem espaço, porque ninguém é de ferro.

 

DIREÇÃO: Andrucha Waddington ROTEIRO: Leandro Assis, Renato Fagundes ELENCO: Júlio Andrade, Andrea Beltrão, Stepan Nercessian, Ícaro Silva, Marjorie Estiano | 2016 (

 

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É APENAS O FIM DO MUNDO – Juste la Fin du Monde
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Para Pensar, Garimpo na Locadora, Drama, Canadá - 22/11/2016

Toda vez que assisto a um filme dirigido pelo canadense Xavier Dolan faço o mesmo comentário: a idade de Dolan é inversamente proporcional à complexidade das relações humanas retratadas em seus filmes. Tem só 27 anos. É dele também (inclusive o roteiro) Mommy, Laurence Anyways e Eu Matei Minha Mãe – todos premiados em Cannes. E ele só tem 27.

Digo isso porque a dramaticidade não é algo banal. Muito menos fácil de trazer pra tela. E de imaginar, eu diria. Dolan cria contextos de conflitos familiares profundos, da relação materna com o filho (pilar de Mommy) e que se repete aqui em É Apenas o Fim do Mundo. Não é filme pra toda hora, muito menos pra qualquer público. Tem que mergulhar no conflito, deixar-se levar pra sentir o tamanho da tensão dos diálogos, dos sentimentos não ditos, das palavras mal interpretadas, dos olhares e, principalmente, do silêncio que o protagonista carrega. Perturbador.

Louis (Gaspard Ulliel, também em Saint Laurent) saiu de casa ainda jovem, não vê a família há 12 anos e resolve voltar para contar que vai morrer. Mas quando pisa em casa, é como se as mágoas, pesares, ditos-pelos-não-ditos e rancores transbordassem a ponto de não deixar nada mais aflorar. A única pessoa que consegue trazer à tona algo positivo, um interesse genuíno pela vida do rapaz que teve que viver longe de todos para sobreviver emocionalmente, é justamente quem não tem o vínculo afetivo antigo. A cunhada Catherine (Marion Cotillard, também em Dois Dias, Uma Noite, Ferrugem e Osso, Era Uma Vez Em Nova York ) não tem intimidade com ele, não tem uma relação viciada nas ruínas do passado, mas não consegue sair da lama. Quem cava cada vez mais fundo no lamaçal é seu irmão Antoine (Vincent Cassel, também em ), marido de Catherine, sua mãe (Natahlie Baye), que tenta sobreviver ao caos fingindo que está tudo superado, e a irmã Suzanne (Léa Seydoux, também em Diário de uma CamareiraAzul é a Cor mais Quente), que mal conhece a personalidade do irmão, mas também fica no meio do fogo cruzado e não consegue respirar.

Essa é uma metáfora boa. Ficamos sufocados com tanta cobrança, com tanta raiva e tanto desentendimento. Toda palavra é uma farpa. Não tem trégua. Uma família a ponto de explodir – ou o que restou dela.

Com esse elenco impecável, É Apenas o Fim do Mundo é um arraso. E me deixou arrasada também, duplamente: pela intensidade desse drama tão comum, fundamentado na comunicação violenta e pela profundidade dos sentimentos e da mente deste jovem diretor. O que será que vem depois disso?

DIREÇÃO e ROTEIRO: Xavier Dolan ELENCO: Gaspard Ulliel, Marion Cotillard, Vincent Cassel, Léa Seydoux, Nathalie Baye | 2016 (97 min)

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HORIZONTE PROFUNDO – Deepwater Horizon
CLASSIFICAÇÃO: Para Pensar, Para Entender o Nosso Mundo, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Drama - 22/11/2016

Em tempos de contaminações devastadoras do meio ambiente, Horizonte Profundo é um soco no estômago. O mais inacreditável – e previsível – é que o dano ambiental e a perda de vidas humanas nunca é proporcional à punição dada aos causadores. Muito menos à mea culpa dessa turma que só pensa em lucrar.

Superprodução – e muito bem feita e dramática – conta a história da do acidente na plataforma de petróleo Deepwater Horizon, instalada no Golfo do México, em 2010. Por irresponsabilidade da empresa operadora da plataforma, que tomou a decisão mais barata e não a mais segura, ela explode em alto mar, trabalhadores morrem e os feridos são expostos ao trauma da tragédia. Protagonizado por Mark Wahlberg (também em O Vencedor), Horizonte Profundo é daqueles filmes que faz a gente sair do cinema e se perguntar por que é que o erro se repete. Bicho ganancioso e egocêntrico por natureza, esse ser humano. Tem que se salve.

 

DIREÇÃO: Peter Berg ELENCO: Mark Wahlberg, Dylan O’Brien, Kate Hudson | 2016 (107 MIN)

 

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ELLE
CLASSIFICAÇÃO: Vale seu Ingresso de Cinema, Para Pensar, França, Drama - 21/11/2016

Um dos conflitos propostos em Elle é sim a violência sexual contra a mulher. Mas este não foi o mais impressionante – embora as cenas de estupro sejam realmente brutais, intensas e definitivas. As camadas costuradas em cima desse choque constróem uma figura determinante da mulher aos 60: independente financeira, emocional e sexualmente; dona do seu nariz, mas lotada de encrencas para resolver. É um recorte do empoderamento feminino, mas sem aquela pegada feminista onipotente: simula a mulher de verdade, em carne e osso, que precisa sim dos outros, que se apega às pessoas, que tem traumas de família, problemas com os pais, filho, nora. E não esconde isso de ninguém. Vive intensamente.

Sem criar uma mulher-maravilha, Paul Verhoeven (também de Instinto Selvagem) traz o feminino na sua mais complexa faceta. Ninguém melhor do que Isabelle Huppert pra passar a mensagem. Ela não para de produzir – em 2016 foram seis filmes; pra 2017, outros seis programados. É impressionante. É como se sua personagem, Michèlle Leblanc, dona de uma empresa de games, fosse uma extensão dela mesma. Super à vontade no papel, fala da sexualidade nessa idade de maneira natural, do ponto de vista da mulher que deseja, instiga e busca o que quer. É nesse contexto que entra a violência sexual, que perturba a ordem das coisas – mas Michèlle não cai – titubeia, não denuncia, toma as providências práticas, mas não entra em pânico. Toca a vida e tudo mais que depende do seu bom senso e poder de decisão para acontecer, na família e no trabalho.

Genial, forte, perturbador. Um mergulho na psique humana conturbada e ambígua. Do uso da força – física e sexual -, da aceitação dessa disfunção entre os gêneros, da ambiguidade entre o culto externo, social, para a vivência pessoal de cada um. Elle é para ser sentido, feminino ao extremo. Além de Michèlle, sua amiga Anna (Anne Cosigny), sua nora Josie, sua mãe Judith e sua vizinha Rebecca são as mulheres que fazem a história acontecer. Mas Isabelle… sem palavras pra dizer o que é – e representa – essa atriz.

 

DIREÇÃO: Paul Verhoeven ROTEIRO: Philippe Djian, David Birke ELENCO: Isabelle Huppert, Laurent Lafitte, Anne Consigny, Charles Berling, Virginie Efira | 2016 (130 min)

 

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DEPOIS DA TEMPESTADE – After the Storm
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Japão, Garimpo na Locadora, Drama - 17/11/2016

O cinema do cotidiano me parece o mais difícil. Sem os artifícios ou imaginação a perder de vista, fazer um recorte da vida comum, de pessoas normais, cheias de conflitos e questões, é o que o diretor Hirokazu Koreeda sabe fazer de melhor. Dessa prateleira são também Nossa Irmã Mais Nova, Pais e Filhos e O Que Eu Mais Desejo – todos uma só poesia.

Por isso são iguais, mas diferentes. Iguais porque trazem o dia a dia: problemas com dinheiro, trabalho, filhos, casamento, pais. Problemas com a cidade, com o transporte, com a frustração, com a tristeza. Diferentes, porque se completam. Eu diria até que, com este quarto filme, Koreeda fecha o ciclo: consegue falar das questões universais principais que, embora ambientadas no cultura japonesa, servem para qualquer sociedade, em qualquer tempo. Questões humanas e atemporais.

Aqui Koreeda fala dos pais que envelhecem, da difícil relação com os filhos quando o casal se separa, da busca da identidade no  mundo competitivo e exigente. Na perda do sonho, em prol do ganho da vida prática. Basicamente, fala da fase adulta, mas é mestre em inserir a expectativa infantil, o olhar menos viciado de quem espera afeto e compreensão. Com uma sensibilidade ímpar, Depois da Tempestade é sinal de que tudo passa, tudo anda. E que, embora seja banal – no sentido de ser corriqueiro – é profundo e transformador. Assim como nossa rotina. Transformadora. Basta olhar para ela.

 

DIREÇÃO e ROTEIRO: Hirokazu Koreeda ELENCO: Hiroshi Abe, Yôko Maki, Taiyô Yoshizawa | 2016 (117 min)

 

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