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outubro, 2016

A GAROTA NO TREM – The Girl on the Train
CLASSIFICAÇÃO: Suspense, Para se Emocionar, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Drama, Biografia - 27/10/2016

O trailer lembra o filme Garota Exemplar (Gone Girl): existe uma linda mulher, que tem um relacionamento intenso, desaparece de repente e as pessoas entram em parafuso à sua procura. No trem, indo para NY todos os dias, Rachel (Emily Blunt, também em Sicario, O Diabo Veste Prada) observa as pessoas em suas casas, imagina como se relacionam, cria fantasias e suposições, e acaba sabendo mais do deveria sobre essa mulher desaparecida. Do tipo quem-procura-acha. Começa a caçada pela verdade, com reviravoltas e muito suspense. A pegada é bem parecida; o jogo, bem amarrado.

A personagem de Rachel está deprimida, bebe demais e não consegue se desvencilhar do ex-marido, que já está casado com outra. Perde o rumo da própria vida e se mete numa trama difícil de se safar.

Com ótimo ritmo, o filme é baseado no best seller homônimo e realmente vale seu ingresso. Quando o desfecho é surpreendente, é sinal de que o roteiro não deixa pontas soltas. Emily Blunt está perfeita no equilíbrio desequilibrado da mulher ferida, que bate no fundo do poço e precisa de uma boa causa para vir novamente à tona e renascer.

 

DIREÇÃO: Tate Taylor ROTEIRO: Erin Cressida Wilson, Paula Hawkins ELENCO: Emily Blunt, Haley Bennett, Rebecca Ferguson, Justin Theroux, Allison Janney | 2016 (112 min)

 

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PATERSON
CLASSIFICAÇÃO: Festivais, Estados Unidos - 24/10/2016 Sem Comentários »
40ª MOSTRA INTERNACIONAL DE CINEMA DE SP
CLASSIFICAÇÃO: Festivais - 20/10/2016

No ar o evento mais charmoso de São Paulo. A Mostra Internacional de Cinema faz 40 anos e, como sempre, é imperdível. O legal é que muitos dos filmes selecionados (são 322, de 50 países, passando em 42 locais da cidade) já têm data pra entrar no circuito comercial e o gap entre a exibição na Mostra e a estreia está ficando cada vez menor. Melhor pra nós, que tentamos montar o quebra-cabeça todos os anos pra assistir tudo que der!

Clique no link da Mostra (acima) para ver a programação e garimpar!


Aqui vão alguns dos filmes assistidos:

ANIMAIS NOTURNOS, de Tom Ford (com Amy Adams, Jake Gyllenhaal, Michael Shannon; EUA, 117 min, 2016) | Vale lembrar quem é Tom Ford: antes de cineasta, é estilista e responsável pela revitalização da Gucci. Portanto, olho bem aberto para a estética impecável de tudo que Ford faz – inclusive seu filme anterior, Direito de AmarAnimais Noturnos é de uma intensidade absurda. Usa como ferramenta para colocar o espectador dentro da tela aquela história de trazer uma história pra dentro da própria história. Neste caso, a personagem Susan, de Amy Adams (maravilhosa!) e Tony, de Jake Gyllenhaal (foto), vivem um drama, que ganha importantes emoções e complementos narrativos na história do livro escrito por Tony e lido por Susan. Tão bem amarrado que realmente a gente se esquece qual é a realidade. Estreia prometida para dezembro. | VALE SEU INGRESSO


BELOS SONHOS, de Marco Bellocchio (com Valerio Mastandrea, Bérénice Bejo, Emmanuelle Devos; Itália, 134 min, 2016) | Poesia pura, me lembrou bastante o jeito de Cinema Paradiso de prosear. O drama forte do garoto que perde a mãe, passa pela vida sentindo uma saudade imensa da sua presença e uma ausência tremenda do pai ainda vivo, tem dificuldade de amar e deixar ser amado. Indo e vindo nas lembranças e com enredo cheio de flashbacks, é uma pérola do cinema italiano do diretor Bellocchio, homenageado na 40ª Mostra SP. É dele também Vincere, uma obra-prima. | VALE SEU INGRESSO


A GAROTA DESCONHECIDA, de Jean-Pierre e Luc Dardenne (Bélgica, França, 113 min, 2016) |

Estou digerindo o último filme dos irmãos Dardenne. FuI com muita sede ao pote – sou fã desse cinema realista, nu e cru, social e político, humano no retrato mais seco que se pode ter das facetas humanas. É assim em A Criança; suaviza e emite uma réstia de otimismo na raça humana em O Garoto da Bicicleta, volta pro viés individualista e cruel da sociedade mercantilista em Dois Dias, Uma Noite; e vai ladeira abaixo naquilo que o ser humano ainda tem de esperança nele mesmo em A GAROTA DESCONHECIDA

No meu breve comentário no post sobre o filme no Instagram (@cinegarimpo), logo depois que saí da cabine de imprensa, digo que faltou realismo, aquele retrato da realidade que tanto me emociona nos seus filmes. Algo não me caiu bem – como se a falta de verossimilhança tivesse me incomodado demais. Depois que li a crítica do jornalista Luiz Zanin no Estadão, entendi o que eu realmente havia sentido. Jean-Pierre e Luc Dardenne preferem a fábula à realidade como a conhecemos. Constroem um personagem quase fictício: uma médica jovem, altruísta na essência, um dia não recebe uma paciente em seu consultório porque o horário de atendimento já havia encerrado. Ao descobrir que aquela mulher morreu logo depois, sente-se responsável e não sossega, genuinamente, até reparar o dano.

Não que as pessoas não possam ser tão boas assim. Pelo contrário, sou otimista. Acredito sempre. Mas ficou morno. Esforçar-se para encontrar a emoção na obra dos irmãos belgas, não combina. Sua obra é latente, pulsante, perturbadora porque toca fundo na alma. No que há de mais puro – e escuro. Não exige esforço. Ser inverossímil rompe esse mecanismo. E cansa. 


 O ÍDOLO

PATERSON

SANGUE DO MEU SANGUE

MARESIA

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O CONTADOR – The Accountant
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Para Pensar, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Drama, Ação - 20/10/2016

cPrimeira dica: não vá cansado, porque tem que prestar atenção. O Contador é daqueles filmes que vão tecendo uma rede de conexões e tramas. Se bobear, perde o fio da meada e a proposta desse roteiro bem amarrado.

Aliás, Ben Affleck (também em Argo e Garota Exemplar) está bem confortável no papel do sujeito fechado, cheio de manias e poucos relacionamentos, que se esconde atrás da fachada de um simples contador. Autista, foi desacreditado quando criança, mas desenvolveu sua genialidade matemática que é usada para fins mais escusos e complexos do que uma simples contabilidade. Lavagem de dinheiro é só o começo.

Quem entra na jogada para suavizar o clima tenso é a também contadora e sempre simpática atriz Anna Kendrick (A Escolha Perfeita e Amor Sem Escalas) e é aqui que a trama e o suspense começam a ficar bem mais instigantes. E também é aqui que você não vai poder piscar.

 

DIREÇÃO: Gavin O’Connor ROTEIRO: Bill Dubuque ELENCO: Ben Affleck, Anna Kendrick, J.K. Simmons | 2016 (128 min)

 

 

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CANTA, ELIS!
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Notícias, Drama, Brasil, Biografia - 20/10/2016

Com estreia programada para dia 24 de novembro, parece que Andréia Horta arrasa na pelo de Elis Regina.

Dá só uma olhada no trailer!

 

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INFERNO
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Ação - 16/10/2016

Recentemente Tom Hanks apareceu impecável na tela. Maduro, fez A Ponte dos Espiões e Capitão Phillips – ambos irretocáveis. Logo mais vem com Sully: O Herói do Rio Hudson, possível ganhador de vários prêmios na temporada 2017. Com tantos projetos e tanto talento, Inferno é totalmente dispensável.

Adaptado do livro de Dan Brown, Hanks é Robert Langdon, o mesmo personagem de O Código Da Vinci e Anjos e Demônios. Mais do mesmo: uma charada, um romance e muita correria pelas  lindas cidades européias. Não vi nenhum dos dois e, se eu fosse você, com tanto filme bom passando, garimpava outro por aqui.

 

DIREÇÃO: Ron Howard ROTEIRO: David Koepp, Dan Brown ELENCO: Tom Hanks, Felicity Jones, Sidse Babett Knudsen, Irrfan Khan | 2016 (121 min)

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NO FIM DO TÚNEL – Al Final del Túnel
CLASSIFICAÇÃO: Para Sentir Medo, Para Pensar, Garimpo na Locadora, Drama, Argentina - 15/10/2016

Leonardo Sbaraglia é aquele ator argentino que faz um dos episódios de Relatos Selvagens. Você vai se lembrar, ele é o sujeito que perde a paciência ao ultrapassar um carro na estrada. Inesquecível. É ele também que está em cartaz com o ótimo O Silêncio do Céu, com Carolina Dieckmann, e aparece também em O Que Os Homens Falam. Boa alternativa essa de variar um pouco o ator argentino e dividir a atenção com o onipresente Ricardo Darín. Porque Leonardo é excelente ator e aqui, em No Fim do Túnel, eu diria que ele arrasa.

Outro ponto forte do filme é que a produção é despretenciosa. Diria até simples, mas com um roteiro tão bem amarrado que dá ao desfecho um sabor todo especial. Leonardo é Joaquín, um sujeito paraplégico, que vive sozinho em uma casa enorme, mexe com computadores no porão e resolve alugar um dos quartos pra ganhar uma grana a mais. Aparece uma mulher com a filha, que não só aluga o quarto como se aproxima de Joaquín, justamente quando ele percebe um movimento estranho no porão da casa ao lado.

Fiquei grudada na cadeira. Tem um suspense inteligente, perspicaz, nada pretensioso (como já disse) e surpreendente. Grata surpresa – não que o cinema argentino tenha o hábito de decepcionar, pelo contrário. Mas acertar no programa e ainda superar as expectativas, é tudo de bom.

 

DIREÇÃO e ROTEIRO: Rodrigo Grande ELENCO: Leonardo Sbaraglia, Clara Lago, Pablo Echarri, Javier Godino, Federico Luppi | 2016 (120 min)

 

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KÓBLIC – Koblic
CLASSIFICAÇÃO: Para Pensar, Para Entender o Nosso Mundo, Garimpo na Locadora, Drama, Argentina - 14/10/2016

Ditaduras constroem essas lembranças que rondam o imaginário coletivo. Dentre tantas torturas documentadas na literatura e no cinema, a imagem do lançamento de presos políticos em pleno voo, em alto mar, me causa verdadeiro pavor. Foi assim na Argentina e sabe lá onde mais. Kóblic traz esse panorama como pano de fundo, inclusive sendo a causa da trama do filme.

Sebastián Borensztein, também diretor de Um Conto Chinês, escala Ricardo Darín para ser o protagonista. É incansável, o ícone argentino – faz mais de um filme por ano. Ex-piloto da aeronáutica, executa dos voos-assassinos durante os anos de chumbo, até que chega no seu limite, abandona o posto e se refugia em uma pequena cidade para tentar se refazer do trauma e retomar a vida.

Parece que quem vive a ditadura nunca se livra dela por completo. A realidade do autoritarismo, da abuso de poder, do uso da patente militar e da política da ameaça não dão trégua e acompanham o personagem durante o filme todo. Kóblic é um filme de suspense, mas também tem romance – o que dá uma suavizada e uma réstia de esperança.

 

DIREÇÃO: Sebastián Borensztein ROTEIRO: Sebastián Borensztein, Alejandro Ocon ELENCO: Ricardo Darín, Oscar Martínez, Inma Cuesta, | 2016 (92 min)

 

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KUBO E AS CORDAS MÁGICAS – Kubo And The Two Strings
CLASSIFICAÇÃO: Para Ver em Família, Para se Divertir, Garimpo na Locadora, fantasia, Estados Unidos, Aventura, Animação, Ação - 11/10/2016

 

O diretor Travis Knight conta que Kubo e as Cordas Mágicas é uma história de samurais. E é mesmo. Mas não é feita pelos japoneses – o diretor é americano, também responsável pelos também impecáveis Coraline e Os Boxtrolls. Cada vez que assisto a uma animação destas, saio com a sensação de que este é o auge da perfeição em animação. Lembrando que a técnica desse estúdio não é a digital tradicional – o estúdio Laika trabalha com o stop-motion, em que os bonecos são produzidos um a um (assim como seus adereços, feições, figurinos e cenários), os movimentos são fotografados quadro a quadro e montados em sequência para dar a sensação do movimento. É uma junção de arte, artesanato, design, ciência e tecnologia. Complexo, não?

O enredo fala do garoto Kubo, um exímio contador de histórias que tem um dom fora do comum: quanto toca o instrumento, o som faz com que os papéis de origami, que ele carrega na mochila, se transformem nos personagens da história. O que era imaginário vira real e esse poder mágico vai ser usado para uma missão transformadora no decorrer do filme.

Com tamanha perfeição de imagens e dos movimentos, emoção é o que não falta, todas irretocáveis. Além da aventura de Kubo, a foco da história é a família e as relações de confiança que são construídas, que são os pilares pra tudo o que fazemos. Não é à toa que tem pré-estreia programada para o Dia das Crianças – é um ótimo programa pra fazer em família.

 

DIREÇÃO: Travis Knight ROTEIRO: Marc Haimes, Chris Butler | 2016 (101 min)

 

 

 

 

 

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