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abril, 2016

CANNES 2016
CLASSIFICAÇÃO: Festivais - 25/04/2016 Sem Comentários »
EM NOME DA LEI
CLASSIFICAÇÃO: Para Pensar, Garimpo na Locadora, Drama, Brasil, Ação - 21/04/2016

Inevitável relacionar o enredo de Em Nome da Lei com a realidade brasileira. Mateus Solano é um juiz, que abraça o desafio de investigar a rede de tráfico de drogas e contrabando na fronteira do Brasil com o Paraguai e desmontar o cartel que domina a região. Seu lema é agir dentro da lei, usar os todos os recursos disponíveis para fazer justiça, doa a quem doer. Foi inspirado em histórias reais e é incrível como tudo se repete.

Além desse viés de realidade que o filme apresenta, tem a dramaturgia propriamente dita. O personagem de Solano é Vitor, que assume o caso já investigado pelo chefe da polícia federal Elton (Eduardo Galvão) e pela procuradora Alice (Paolla Oliveira), enfrenta  sem rodeios os chefe mafioso Gomez (Chico Dias) e acaba pagando um alto preço pela ousadia de cumprir a lei. É bem feito e com bom ritmo de suspense, mas tem alguns romances desnecessários no meio do caminho. Aliás, a relação entre Alice e Vitor também poderia ser apenas sugerida, mas tem o fator comercial, o filme com um romance vende mais e melhor.

De qualquer forma, Em Nome da Lei tem um bom time de atores e dá ao drama um tom importante e urgente, sem ser moralista. Não é o que Sergio Rezende fez de melhor – gosto mais de Zuzu Angel e Salve Geral. Mas mesmo se você achar que tem um tom novelesco, é um bom programa e foge do filme nacional comédia.

 

DIREÇÃO: Sergio Rezende ROTEIRO: Sergio Rezende, Rafael Dragaud ELENCO: Mateus Solano, Paolla Oliveira, Chico Diaz, Eduardo Galvão, Emilio Dantas | 2016 (

 

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AMOR POR DIREITO – Freeheld
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Para Pensar, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Drama - 20/04/2016

Julianne Morre está de volta na telona, ela que não para de produzir. De 2010 até agora, foram 16 longas (!) – sem contar as séries. Só pra contextualizar: Para Sempre Alice, Mapas para as Estrelas, Pelos Olhos de Maisie, Amor a Toda Prova, Minhãs Mães e Meu Pai – pra citar os que mais gosto. Embora seja eclética – estilo atriz-camaleoa – embarca de novo em um drama que envolve perda, morte, doença, como em Para Sempre Alice, mas desta vez com viés público interessante e real.

Julianne é Laurel, uma policial competente, que faz seu trabalho com empenho, mas está sempre correndo atrás do prejuízo e do preconceito por ser mulher em uma área dominantemente masculina. Apaixona-se por uma moça bem mais jovem, mantém uma união estável, compra uma casa e tem uma vida toda pra pagar a hipoteca. Mas descobre que tem câncer em estágio avançado, tem os dias contados e quer garantir que Stacie possa receber sua pensão para ficar com a casa, como aconteceria no caso de casais heterossexuais. Em 2005, o casamento entre pessoas do mesmo sexo não era legalizado e ela tem que brigar na justiça para ter esse direito.

A história é real e ilustra bem o tema – que está na pauta do dia. Laurel luta pela igualdade, conta com a ajuda do ativista gay Steven Goldstein, na pele do ótimo Steve Carell (também em Foxcatcher), e com o apoio de sua companheira Stacie, feita por Ellen Page (também em Juno). A química entre as atrizes é boa, Steve Carell dá o toque de humor ao drama e o assunto é pra lá de atual. São histórias com esta que impulsionaram mudanças nas legislações para que os casais, independente do sexo, pudessem ter os mesmos direitos.

 

 

DIREÇÃO: Peter Sollett ROTEIRO: Ron Nyswaner ELENCO: Julianne Moore, Ellen Page, Steve Carell, Michael Shannon | 2015 (103 min)

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TRUMAN
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Para se Divertir, Garimpo na Locadora, Espanha, Drama - 20/04/2016

Nem só de Ricardo Darín vive o cinema argentino, mas que a produção e onipresença dele é incrível, isso é. Só aqui no Cine Garimpo são 13 filmes assistidos e publicados. E digo mais: sua presença não se restringe só ao argentino, porque este é espanhol, do cineasta catalão Cesc Gay, também de O Que Os Homens Falam – outro bom filme sobre as questões masculinas.

Truman é um filme essencialmente sobre a amizade. Mas entre homens – o que é bem diferente. Darín é Julián, um sujeito que se relaciona muito bem com seu cachorro Truman, seu companheiro fiel de sempre, mas lida mal com as relações: está distante do filho, guarda situações mal resolvidas com os amigos, vive no seu canto. Não chega a ser tão rabugento como seu personagem em Conto Chinês, mas está na cara que não é de grandes afetos. Até que um antigo amigo se despenca do Canadá para Madri para visitá-lo, quando descobre que Julián está com um câncer em estado avançado.

A leitura de Truman pra mim é a seguinte: lidar com quem não contesta, não discorda, não tem outros desejos que não os nossos, é tranquilo. Por isso o dito do cachorro como melhor amigo do homem faz tanto sentido. O duro mesmo é lidar com pessoas, vontades, egos, temperamentos e expectativas mil. Sabendo que vai morrer, Julián se sensibiliza pra encontrar uma pessoa que adote Truman, mas principalmente é um momento de rever as relações, resolver as mágoas e deixar o caminho interior aberto pra o que vem pela frente. Mesmo que não seja o seu filme mais tocante, fala a linguagem universal da amizade e das sempre complexas relações humanas. Por isso vale seu ingresso. Mas também vale por Darín e pelo ator espanhol Javier Cámara (também em Viver É Fácil com os Olhos Bem Fechados, Fale Com Ela). A química entre eles é excelente e isso faz toda a diferença.

DIREÇÃO: Cesc Gay ROTEIRO: Cesc Gay, Tomàs Aragay ELENCO: Ricardo Darín, Javier Cámara, Dolores Fonzi | 2015 (108 min)

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FILME BRASILEIRO EM CANNES!
CLASSIFICAÇÃO: Notícias, Brasil - 15/04/2016

Kléber Mendonça Filho fez O Som ao Redor e arrasou com seu olhar contemporâneo sobre a dinâmica dos grandes centros e como ele se relaciona com a sociedade. Seu novo filme Aquarius, com Sonia Braga, compete em Cannes pela Palma de Ouro! De novo o tema: espaço urbano X ser humano. O festival vai de 11 a 22 de maio.

 

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MOGLI: O MENINO LOGO – The Jungle Book
CLASSIFICAÇÃO: Para Ver em Família, Para se Divertir, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Aventura, Animação - 15/04/2016

Quem não se lembra do tigre de As Aventuras de Pi? Agora tem tigre, cobra, urso, pantera e todos os outros animais da selva do Mogli, feitos com a perfeição dos recursos digitais e do talento dos profissionais da Disney. O único em carne e osso é o próprio Mogli, um garoto selecionado entre milhares pra viver o menino que é criado por lobos, da história que a gente já conhece de cor.

E o mais legal é que isso não tem a menor importância. Sabemos a história toda, mas a direção de Jon Favreau (também de Chef, Homem de Ferro) garante que você se divirta com os diálogos, principalmente entre Mogli, , Baloo, urso folgado e bon vivant, e Bagheera, a pantera madura e sensata. Sem falar no fator fofura dos outros animais que rodeiam a aventura do garoto pela selva, à procura da aldeia dos homens e na luta por um lugar ao sol.

Mogli me marcou muito porque meu filho assistia mil vezes por dia quando era pequeno. Rola uma nostalgia boa, uma identificação com o personagem corajoso e amoroso que ele é. E, além do talento em criar uma interação perfeita entre os animais, as vozes em inglês são incríveis (não assisti ao filme dublado, mas normalmente isso também é muito bem feito por aqui) e parece, de verdade, que estamos vendo bichos reais. Viva a tecnologia – que, quando aliada ao fator “sensibilidade”, dá um resultado delicioso de ver. Para ver em família, sem dúvida.

 

DIREÇÃO: Jon Favreau ROTEIRO: Justin Marks, Rudyard Kipling ELENCO: Neel Sethi, Bill Murray, Ben Kingsley, Scarlett Johansson, Lupita Nyong’o, Idris Elba | 2016 (105 min)

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AVE, CÉSAR! – Hail, Caesar!
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Comédia - 15/04/2016

Nem acho que este seja o melhor dos irmãos Coen, que este ano abriram o Festival de Berlim com Ave, César! É que a régua é sempre muito alta – quem sempre faz a diferença, fica na obrigação de fazer bonito toda vez. O mais interessante destes bastidores de Hollywood dos anos 50 é a ironia das falas. E ironia muitas vezes carrega caricaturas. Se você for ler nas entrelinhas, aqui é que eles ganham ponto.

Dos irmãos Coen, a régua é alta com Inside Llewyn Davis: Balada de um Homem Comum, Queime Depois de Ler, Onde os Fracos Não Têm Vez, Fargo. Ave, César! tem um elenco estreladíssimo, a começar pelo personagem título de George Clooney – um ator que faz o papel do imperador César, é sequestrado por comunistas e custa a entender o que são aquelas pessoas, naquela ambiente do pós-guerra. Quem tem que lidar com os egos e encrencas do grande estúdio de Hollywood é o produtor Eddie Mannix (Josh Brolin, também em Everest, Sicario), que tenta driblar os maus atores, o favorecimento, a tentação, o assédio da mídia para fazer o show continuar.

A melhor cena de todas – e preste atenção – é quando o produtor consulta líderes de várias religiões, para saber o que acham do filme que está sendo produzido sobre Jesus. Genial, cada uma das falas, caras e bocas. É essa ironia fina e inteligente que faz o filme ter a marca dos Coen.

 

DIREÇÃO e ROTEIRO: Ethan e Joel Coen ELENCO: George Clooney, Scarlett Johansson, Josh Brolin, Ralph Fiennes, Tilda Swinton, Jonah Hill, Channing Tatum | 2016 (126 min)

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SINFONIA DA NECRÓPOLE
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Musical, Garimpo na Locadora, Comédia, Brasil - 15/04/2016

Quando um filme é muito original, das duas, uma: ou a história cai no absurdo inverossímil, ou entra no hall das pequenas pérolas. Sinfonia da Necrópole fica nessa segunda prateleira: é singelo, criativo e tem uma pitada muito simpática de humor e emoção. Sem ser nada de muito especial ou complexo. De novo: é um filme simples e este é seu grande trunfo.

Para quem gosta de cinema nacional, vai adorar. A diretora Juliana Rojas tem outro ótimo longa, Trabalhar Cansa, que, aliás, tem esse título incrível! Rodou festivais, inclusive Cannes, e ganhou vários prêmios. Por aqui, não sei se muita gente viu, mas vale a pena. Agora ela vem com esta produção, que é basicamente o seguinte – vai parecer brega, mas não é: um rapaz é ajudante de coveiro, precisa aprender o ofício, é desengonçado e tímido, quando se apaixona por uma agente funerária que precisa reorganizar os túmulos do cemitério. A história se passa e os personagens cantam entra as covas e lápides, numa espécie de musical.

Acredite: é divertido, a química entre os Deodato (Eduardo Gomes) e Jaqueline (Luciana Paes) é muito boa e eles conseguem mesclar graça com sentimento. E, pra quem quiser ir mais longe, dá pra pensar na vida dentro da morte, no dia a dia dos personagens de um cemitério, inclusive dos mortos, na humanização dos ambientes de trabalho (de novo o tema do filme anterior!) em que a gente acha que não têm dinâmica nenhuma.

Se você apostar no cinema nacional, vai ver que tem muita gente criativa, pensando e executando muita coisa fora da caixa. Juliana Rojas é uma delas.

DIREÇÃO e ROTEIRO: Juliana Rojas ELENCO: Eduardo Gomes, Luciana Paes, Hugo Villavicenzio | 2014 (85 min)

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RUA CLOVERFIELD, 10 – 10 Cloverfield Lane
CLASSIFICAÇÃO: Suspense, Para Sentir Medo, Garimpo na Locadora, fantasia, Estados Unidos - 08/04/2016

Primeiro longa do diretor já chega com um suspense pra lá de interessante – e com um ritmo alucinante. Não é novidade conviver com sequestrados e sequestradores no cinema, e os desfechos são os mais variados possíveis. Rua Cloverfield, 10 entra nesta prateleira, porque certeza do final você só vai ter mesmo no último segundo.

Aliás, esta é a premissa do filme: não saber. A gente não sabe quem é Howard (o sempre ótimo John Goodman, também em O Natal dos Coopers, Trumbo, Inside Llewyn Davis), se ele mente ou fala a verdade, se ele é violento, compassivo, psicopata, generoso, louco, ou todas as anteriores. Se construiu o bunker porque realmente o mundo acabou ou se é tudo imaginação da sua cabeça. Fato é que Michelle (Mary Elizabeth Winstead) briga com o namorado, pega o carro feito maluca, sofre um acidente e acorda presa num subsolo de um lugar qualquer, amarrada.

Tudo se passa nesse cativeiro, já que o mundo acabou lá fora. O resto, você vai ver com seus próprios olhos e vai ficar ficar um tanto quanto tenso até que tudo se esclareça. Ou não! Ótimo suspense, ótimo ritmo e, de fato, uma boa história.

 

DIREÇÃO: Dan Trachtenberg  ROTEIRO: Josh Campbell, Matthew Stuecken ELENCO: John Goodman, Mary Elizabeth Winstead, John Gallagher Jr. | 2016 (103 min)

 

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DECISÃO DE RISCO – Eye in the Sky
CLASSIFICAÇÃO: Para Pensar, Para Entender o Nosso Mundo, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Drama - 07/04/2016

Tensão à flor da pele o tempo todo. Esta é a premissa de Decisão de Risco – título, inclusive, que traduz ao pé da letra o drama: lançar ou não um míssil que mata terroristas perigosos, mas também mata civis inocentes? Eis a questão e ela esbarra sempre nos interesses políticos, econômicos e, logicamente, marketeiros das ações militares das grandes potências.

O título é uma tradução bem livre de Eye In The Sky, que faz referência à nova e essencial arma das guerras contemporâneas: o drone. Com “olhos no céu”, as partes envolvidas em espionar, planejar e executar ataques, seja do lado de for, são mais assertivas, mas nem por isso menos devastadoras.

Por essa razão Decisão de Risco é tão tenso. A gente vive essa realidade do terrorismo e não precisa ser num local distante da África como aqui no filme – está acontecendo, cada vez com mais frequência, nos grandes centros. Helen Mirren (também em A Rainha, A 100 Passos de um Sonho, Trumbo – Lista Negra, A Dama Dourada) é a coronel americana Katherine Powell, responsável por encontrar e encurralar uma perigosa terrorista. Quando descobre seu esconderijo em Nairóbi, no Quênia, também descobre, com ajuda de um incrível drone-espião pilotado pelo ator Barkhad Abdi (também de Capitão Phillips), que ela está prestes a por em prática um ataque terrorista com homens-bomba. A melhor decisão é eliminá-los de vez, mas antes precisa consultar as autoridades e os oficiais americanos e britânicos espalhados pelo mundo, ter o aval de todos para não sofrer represálias depois.

Atacar terroristas também implica matar civis inocentes. Sempre foi assim e essa é a grande questão ética, moral e bélica do filme, com muitos mais meandros políticos do que a gente pode imaginar. Vale seu ingresso e sua reflexão – porque a coisa está feia e muito, mas muito perigosa.

 

DIREÇÃO: Gavin Hood ROTEIRO: Guy Hibbert ELENCO: Helen Mirren, Aaron Paul, Alan Rickman, Barkhad Abdi | 2015 (102 min)

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