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março, 2016

18º FESTIVAL DU CINÉMA BRÉSILIEN DE PARIS
CLASSIFICAÇÃO: França, Especiais, Brasil - 31/03/2016

Cinema nacional em Paris! Veja a lista dos filmes que estarão no 18º FESTIVAL DU CINÉMA BRÉSILIEN DE PARIS, de 5 a 12 de abril.

Nise, O Coração da Loucura, de Roberto Berliner, com Glória Pires estreia aqui dia 21 e abre o festival e Tudo Que Aprendemos Juntos, de Sérgio Machado, com Lázaro Ramos, é o filme de encerramento (foto).

Órfãos do Eldorado

Mundo Cão, de Marcos Jorge

Vidas Partidas, Marcos Schertman

Noir Brésil, Angèle Berland

A Família Dionti, de Alan Minas

Jonas, de Lo Politi

A Loucura Entre Nós

As Aventuras do Pequeno Colombo

Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo, de Karim Ainouz

Betinho, A Esperança Equilibrista, de Victor Lopes

Olmo e a Gaivota

Boi Neon

Arpoador, Praia e Democracia, de Helio Pitanga

Estive em Lisboa e Lembrei de Você, de José Barahona

Amores Urbanos, de Vera Egito

Campo Grande, de Sandra Kogut

Últimas Conversas, de Eduardo Coutinho

Aspirantes, de Ives Rosenfeld

 

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VOANDO ALTO – Eddie The Eagle
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Para se Divertir, Inglaterra, Garimpo na Locadora, Aventura - 30/03/2016

Quem poderia imaginar uma história como esta: um sujeito desengonçado e sem habilidade para esporte, encasqueta que quer ser atleta olímpico, começa a treinar depois de adulto e consegue realizar seu sonho. Ainda bem que o cinema é capaz de trazer histórias como esta de superação e coragem. Se não fosse realmente verdade, dava pra jurar que o roteiro de Eddie The Eagle era ficção.

Eddie Edwards é britânico e sonha em ser atleta. Sofre bullying na infância e adolescência, porque realmente não tem porte atlético. Contrariando as expectativas do pai, Eddie tem o apoio da mãe, tenta todo tipo de esporte e descobre que há uma brecha para ingressar na equipe de salto de esqui. Luta com todas as suas forças e as estratégias mais improváveis para participar das Olimpíadas de Inverno de Calgary, no Canadá em 1988, como único integrante da delegação olímpica britânica.

Quem faz o papel de Eddie é Taron Egerton (também de Kingsman: Serviço Secreto) – e é muito convincente. Junto com Hugh Jackman (também em Os Suspeitos, Os Miseráveis), que assume o lugar de seu treinador, os dois formam uma dupla divertida e resiliente, e protagonizam esta história de superação com graça e credibilidade – apesar da história em si ser praticamente inacreditável. Ótimo pra ver em família, inclusive para assistir com jovens e adolescentes que precisam de passagens inspiradoras pra dar veracidade àquele discurso recorrente dos pais de “nunca desistir”.

 

DIREÇÃO: Dexter Fletcher ROTEIRO: Sean Macaulay, Simon Kelton ELENCO: Taron Egerton, Hugh Jackman, Tom Costello Jr., Jo Hartley, Keith Allen | 2016 (126 min)

 

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III FESTIVAL DE FINOS FILMES
CLASSIFICAÇÃO: Uncategorized, Notícias - 30/03/2016

Até dia 1º de abril, o Festival de Finos Filmes está com inscrições abertas. É um festival de curtas, de no máximo 20 minutos. Um ótimo canal para novos cineastas mostrarem seu trabalho. O festival acontece de 4 a 11 de maio.

Condições para inscrição:

  • os filmes devem ter no máximo até 20 minutos
  • não há categorização por nacionalidade ou gênero
  • o realizador não pode ter longa-metragem em seu currículo
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ZOOM
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Garimpo na Locadora, Comédia, Canadá, Brasil - 30/03/2016

Pedro Morelli fez Entre Nós, aquele filme em que o grupo de amigos se reúne numa casa, escreve num papel como eles se veem 10 anos pra frente e, depois dessa década, voltam ao mesmo lugar para reler o que ficou enterrado numa caixa no jardim. Gostei do filme, achei intimista e bem interessante. Zoom – Realidade Virtual, não tem esse mesmo apelo. É muito mais uma brincadeira metalinguística: contar uma história, que conta uma história que conta uma história. Uma dentro da outra, as três narrativas se entrelaçam e a gente termina sem saber quem é realidade, quem é ficção.

Indo um pouco mais além, seria como se o diretor sugerisse que somos sim, produto da imaginação do outro. O que não deixa de ter seu fundo de verdade: o outro cria expectativas, a gente se molda um pouco pra cada lado e vai fazendo histórias de vida. A de Morelli é assim: Emma (Alison Pill) trabalha numa fábrica de bonecas sensuais e desenha história em quadrinhos; seu desenhos falam do diretor de cinema Edward (Gael García Bernal, também em Diários de Motocicleta), que se vê na maior saia justa com suas parceiras sexuais; Edward, por sua vez, dirige um filme que tem como protagonista a escritora Michelle (Mariana Ximenes, também em O Gorila), que abandona seu marido (Jason Priestley) e escreve um livro que conta a história de Emma.

Divertido nessa alternância de formatos – já que a história de Gael é realmente em quadrinhos – é uma produção internacional e já passou em alguns festivais. Gosto do roteiro de Matt Hansen, gosto da ousadia de Morelli de inovar e se lançar num universo jovem e mais solto da ficção.

 

DIREÇÃO: Pedro Morelli ROTEIRO: Matt Hansen ELENCO: Gael García Bernal, Alison Pill, Mariana Ximenes, Jason Priestley, Tyler Labine | 2016 (96 min)

 

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PARA MINHA AMADA MORTA
CLASSIFICAÇÃO: Para Pensar, Garimpo na Locadora, Drama, Brasil - 29/03/2016

Pra quem acha que cinema nacional se resume – e se reduz – às comédias previsíveis e chatinhas, dá só uma olhada neste filme. Lembra bem o ótimo O Lobo Atrás da Porta, com aquele clima de suspense e thriller psicológico, com um desfecho incrível.

Para Minha Amada Morta Ganhou no Festival de Brasília, já foi pra Montreal, San Sebastián. Não é à toa. Tem uma história universal de amor, traição, raiva e vingança que cabe em qualquer relação, em qualquer tempo e sociedade. É quase que um exercício estratégico, o que faz o protagonista. A mulher de Fernando morre, ele cultiva o luto em paz com seu filho cuidando das roupas, objetos, lembranças da esposa, com o carinho que a relação sempre teve. Até que descobre uma fita cassete com uma revelação. Sua fisionomia muda nitidamente (talentoso, o ator, porque parece outro), perde o chão e vai atrás da verdade para, então, embarcar na tentativa de seguir vivendo.

O trailer revela coisa demais e se eu fosse você, não assistiria. O bom é ir sem muita informação. Vá só com sua bagagem pessoal que, muitas vezes, já é o bastante pra embarcar na viagem do Fernando, no envolvimento dele com a sua própria dor e imaginar até onde ele vai – ou até onde você iria. Mas não perca: é cinema de qualidade, uma ótima história, elenco afinado e um roteiro que alimenta sua expectativa, a sua compaixão e a sua vontade, também, de vingança.

 

DIREÇÃO e ROTEIRO: Aly Muritiba ELENCO: Fernando Alves Pinto, Mayana Neiva, Lourinelson Vladmir | 2015 (113 min)

 

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CASAMENTO GREGO 2 – My Big Greek Fat Weeding 2
CLASSIFICAÇÃO: Para Ver Bem Acompanhado, Para se Divertir, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Comédia Romântica - 28/03/2016

Quem não viu o primeiro, aproveita pra ver (disponível na Netflix). É daquelas comédias românticas engraçadas e despretensiosas, bem gostosas de assistir. E tudo bem que está cheio de clichês do tipo gregos-casam-com-gregos, família-anda-sempre-junta e tudo mais que gira em torno das tradições familiares. Mas isso não incomoda porque também se encaixa na realidade de outras nacionalidades e só faz aproximar o público ainda mais dessa família grega e causar uma sensação de grande intimidade.

No primeiro filme de 2002, o patriarca da família Portokalos não se conforma que sua filha Toula (Nia Vardalos) continua solteira aos 30 anos. Seu sonho é vê-la casada com um grego, para seguir as tradições. Mas Toula quer algo mais do que passar a vida trabalhando no restaurante – grego – do pai. Acaba se apaixonando pelo inglês Ian Miller (John Corbett) e as situações divertidas acontecem por causa das diferenças culturais. O roteiro é assinado pela própria atriz Nia Vardalos, também responsável pela sequência – que reúne, felizmente, o mesmo elenco.

Agora o tempo passou, foram 14 anos. Toula e Ian têm uma filha adolescente, Paris, que continua “sofrendo” o mesmo tipo de pressão: precisa casar com um grego, pelo amor do seu avô e “sobrevivência” das tradições gregas. É divertida e o casamento agora é por conta de outro membro da família. Tudo previsível, claro, mas quando assisto às comédias apelativas e chatas que aparecem no cinema, fico pensando como é gostoso poder dar realmente risada de situações simples e cotidianas.

 

DIREÇÃO: Kirk Jones ROTEIRO: Nia Vardalos ELENCO: Nia Vardalos, John Corbett, Michael Constantine, Lainie Kazan, Andrea Martin, Gia Carides, Elena Kampouris | 2016 (94 min)

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21º É TUDO VERDADE – FESTIVAL INTERNACIONAL DE DOCUMENTÁRIOS
CLASSIFICAÇÃO: Festivais - 24/03/2016
Urgência é uma palavra que vem junto de documentário. Se não há nada há dizer, não há razão de existir. Imagine a Europa que recebe refugiados que correm perigo em países em guerra, que são perseguidos por regimes nefastos, que fogem da miséria, da violência, da fome, da destruição. Pessoas em busca não de uma vida melhor, mas de uma vida simplesmente.
Urgente pensar no assunto. Gianfranco Rosi pensou, filmou e foi premiado por Fuocoammare em Berlim, que abre o É Tudo Verdade deste ano. Venceu o Urso de Ouro e foi merecido. Rosi mostra o problema sob um prisma diferente daquele dos noticiários em termos de imagem, mas não sem drama; faz um paralelo entre uma vida mansa, com suas questões corriqueiras, e a sobrevida de quem vive por pouco, aos poucos e com muito pouco. Tem um toque de sabedoria, como se quisesse dizer ao mundo: coloquem seus problemas nas devidas prateleiras, porque para uma parcela realmente infeliz da humanidade, a vida não acontece.
Fogo no Mar conta a história dos milhares de refugiados que tentam desembarcar na Europa, vindos da África e Oriente Médio. Até chegar lá, cruzam países inteiros, perdem membros da família, deixam tudo para trás, simplesmente porque o instinto de sobrevivência é instintivo literalmente. Na maioria das vezes, não têm por que, para que, por quem lutar. E muitas vezes morrem no Mar Mediterrâneo, ficam à deriva ou pedem socorro em alguma ilha. Lampedusa, na Sicília, recebe refugiados desde 1991 e foi ali que Rosi registrou esse contraste da vida e da não-vida. Os depoimentos dos imigrantes são emocionantes e a rotina do garoto que mora na pacata ilha é um sopro de esperança.
DIREÇÃO: Gianfranco Rosi  ROTEIRO: Gianfranco Rosi, Carla Cattani ELENCO: Samuele Caruana, Pietro Bartolo, Giuseppe Fragapane | 2016 (108 MIN)
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CONSPIRAÇÃO E PODER – Truth
CLASSIFICAÇÃO: Para Pensar, Para Entender o Nosso Mundo, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Drama - 23/03/2016

Em inglês é Truth – e o título é bem bom. Dizem que um fato tem sempre  três verdades: uma de um lado, outra do lado oposto e a verdade em si. Uma delas prevalece e, em caso de dúvida, conspiração ou jogo de poder, a chance da verdade verdadeira ficar à deriva é grande. Aí o jogo é sempre do “salve-se quem puder”.

Nesses tempos de tantas meias-verdades e mentiras, acho que o título poderia ter sido traduzido literalmente. Mas Conspiração e Poder não deixa de ser conveniente. Afinal, o que começa com certo e líquido se torna nebuloso, duvidoso e portanto uma inverdade.

O filme se passa em 2004, na redação de um importante veículo de imprensa americano, a CBS. Cate Blanchet (também em Carol, Blue Jasmine, Babel) é Mary Mapes, produtora do programa 60 Minutes. Ela apura que o presidente dos Estados Unidos naquela época, George W. Bush, teria usado um pistolão para se safar do serviço militar quando era jovem, durante a Guerra do Vietnã. Acontece que ela não tem tempo hábil para confirmar a autenticidade dos documentos que comprovam essa informação e o âncora do programa, o apresentador Dan Rather, na pele do sempre impecável Robert Redford (também em Até o Fim, Entre Dois Amores), concorda em colocar a matéria no ar.

Em se tratando de jornalismo investigativo, a gente está vendo que as provas têm que ser concretas e não podem suscitar dúvidas. Os blogueiros de plantão questionam a veracidade das informações e a carreira de Dan e Mary é coloca à prova. Esta é mais uma história real do jornalismo que deixa sua marca na política e vice-versa. Pode assistir. Além de superatual nessa questão da busca pela verdade e da interferência do privado no público, é cinema de qualidade, com um elenco de primeira categoria. Daqueles filmes que ajudam a gente a entender o nosso mundo.

 

DIREÇÃO: James Vanderbilt ROTEIRO: James Vanderbilt, Mary Mapes ELENCO: Cate Blanchett, Robert Redford, Dennis Quaid, Bruce Greenwood, Elisabeth Moss, Topher Grace | 2016 (125 min)

 

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ZOOTOPIA – ESSA CIDADE É O BICHO – Zootopia
CLASSIFICAÇÃO: Para Ver em Família, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Aventura, Animação - 21/03/2016

Tem muita coisa em Zootopia – Essa Cidade é o Bicho que as crianças não vão alcançar. Tem até referência à série Breaking Bad – pra você ver como essa sociedade de bichos é mesmo como a nossa, sem tirar nem por. Zootopia é o mundo em que animais perderam a sua condição de selvagens – ou seja, seu instinto – e se adaptaram às regras como se fossem humanos. Não tem como não vestir a carapuça.

Mas tem um mix de animação infantil e adulta bem interessante. Ao mesmo tempo que os atendentes do órgão público que controla o trânsito – uma espécie de CET – são todos bichos-preguiça e a gente logo pensa em toda a burocracia que roda pelo sistema, tem um tom divertido pras crianças com todos os animais, caras e bocas da espevitada e determinada coelha Judy, que sonha em ser policial e contribuir para um mundo melhor.

Embora esteja embutida a questão do preconceito e do oportunismo das autoridades, Judy e seu improvável amigo, a raposa Nick, constroem um universo do possível, da parceria entre diferentes e da quebra de paradigma. Não deixa de ser um bom precedente pra conversar com as crianças depois, já que coelho e raposa, via de regra, são somente – e principalmente presa e predador. Pensar fora da caixa talvez seja o que a gente mais precise no momento. Com diversão, cor e aventura, o programa fica ainda melhor.

DIRETOR: Byron Howard, Rich Moore ROTEIRO: Byron Howard, Jared Bush | 2016 (108 min)

 

 

 

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