cinegarimpo

fevereiro, 2016

TELECINE COM SINAL ABERTO PRA QUEM QUISER!
Ótimos filmes como A TEORIA DE TUDO, de James Marsh (2014).
CLASSIFICAÇÃO: Notícias - 29/02/2016

Até dia 07 de março, mesmo sem ser assinante do Telecine, você pode assistir aos filmes. O sinal está aberto, então aproveita!

Alguns filmes bons, com comentário aqui no blog pra você acertar no programa.

 

Birdman

Boyhood – Da Infância à Juventude

A Teoria de Tudo

Selma – Uma Luta Pela Igualdade

Caminhos da Floresta

A Garota Exemplar

O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos

Os Boxtrolls

Invencível

Planeta dos Macacos: O Confronto

Leviatã

Livre

Malévola

 

 

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GARIMPO NA NETFLIX 8
CLASSIFICAÇÃO: Lista - 26/02/2016

Na foto, Marley e Eu, com Owen Wilson e Jennifer Aniston.

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O ABRAÇO DA SERPENTE – El Abrazo de la Serpiente
CLASSIFICAÇÃO: Para Pensar, Para Entender o Nosso Mundo, Garimpo na Locadora, Drama, Colômbia - 26/02/2016

Adoro a categoria “filme estrangeiro” dos festivais de cinema. É um garimpo maravilho e, principalmente, diverso dos olhares pelo mundo. E quanto mais diversos, melhor. Este colombiano não leva o prêmio, porque tem um concorrente fortíssimo, o húngaro Filho de Saul, mas na verdade já ganhou muito com essa indicação. O Abraço da Serpente é único, na sua profundidade nos âmbitos da natureza, do ser humano e do conhecimento. E, claro, entra na esfera de como tudo isso se relaciona e constrói a sociedade como a conhecemos hoje.

Filmado em preto e branco, o enredo se passa na floresta Amazônica, em dois momentos. No primeiro, um cientista holandês se relaciona com Karamàkáte, um poderoso xamã da Amazônia; no segundo, esse mesmo índio, único sobrevivente do seu povo, encontra um inglês, que vai até a floresta para buscar uma flor específica, capaz de ensinar a sonhar. O que se passa nos dois momentos não se resume aos encontros em si. Vai muito além e bem a fundo na questão do explorador europeu, das terras indígenas, da igreja católica que impõe o seu credo aos índios e dizima sua cultura, da pretensão do homem branco de que o conhecimento lhe pertence e de que pode determinar quem, e que culturas, apropriar-se dele ou não (a cena da bússola é incrível, reparem).

Por essas e por outras, O Abraço da Serpente é um estudo das sociedades, dos avanços e retrocessos, do sagrado que há na natureza e da preciosidade do conhecimento milenar, não formal, empírico. Tanto seria melhor não houvesse comparação entre os saberes, se fossem complementares. Assim como deveriam ser os humanos, em seus relacionamentos. Complementaers. O filme termina e fica aquela sensação de imensidão no ar, na floresta, na passagem do tempo, na paisagem mágica. Funciona como uma metáfora da diversidade e do bom que é pensar informalmente, de maneira irregular e sem regras, mas onde harmonia tem a prioridade. Assim como a floresta. Belíssimo filme.

 

DIREÇÃO e ROTEIRO: Ciro Guerra ELENCO: Brionne Davis, Nilbio Torres, Antonio Bolívar, Jan Bijvoet | 2015 (125 min)

 

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PRESSÁGIOS DE UM CRIME – Solace
CLASSIFICAÇÃO: Suspense, Para Sentir Medo, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Ação - 25/02/2016

Escrito originalmente para ser a sequência do ótimo Seven – Os Sete Pecados Capitais, acabou não vingando desta forma e foi produzido sem relação com o filme dirigido por David Fincher. Mas é interessante ver que Presságios de um Crime trabalha com uma premissa parecida: um serial killer pragmático mata, não deixa qualquer vestígio, os investigadores do FBI desconfiam que os casos possam estar relacionados, mas não sabem por onde começar. Acabam pedindo ajuda para um médico com poderes paranormais (Anthony Hopkings, também em O Silêncio dos Inocentes), que se aposentou depois da morte da filha, mas consegue antever o futuro. E essa pode ser a chave para desvendar os assassinatos.

Dito isso, já dá pra entender o óbvio: quanto mais informação você tiver sobre o filme, menos vai se surpreender e a chance de você entrar na trama e na caça ao assassino é menor. Infelizmente, o trailer é daqueles estraga-prazer e já sai desvendando o que não devia. Se der pra não assistir, melhor.

Dirigido pelo brasileiro Afonso Poyart (também de 2 Coelhos), Presságios discute a eutanásia sim, inclusive com o viés de alguém que está “brincando de Deus”. Mas isso é sugerido de maneira muito superficial, assim como fica na superfície também a construção dos personagens – aspectos que poderiam ter sido mais explorados e, de uma forma até pouco sutil, deixam um buraco grande no roteiro do filme. O que fica é um filme essencialmente investigativo, pra quem quer suspense. Tem muita ação, alguns crimes para solucionar e um assassino inteligente e lógico pra compreender.

 

DIREÇÃO: Afonso Poyart ROTEIRO: Sean Bailey, Ted Griffin ELENCO: Anthony Hopkins, Jeffrey Dean Morgan, Colin Farrell, Abbie Cornish | 2015 (101 min)

 

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13 HORAS: OS SOLDADOS SECRETOS DE BENGHAZI – 13 Hours: The Secret Soldiers of Benghazi
CLASSIFICAÇÃO: Suspense, Para Sentir Medo, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Drama, Ação - 24/02/2016

Por Suzana Vidigal

Quando estoura a guerra civil na Líbia em 2011, todas as missões diplomáticas foram abortadas, menos a americana. Para proteger os agentes secretos que ficaram no país, o governo dos Estados Unidos manda pra lá uma equipe de soldados especiais, aqueles treinados para enfrentar qualquer situação no mar, no ar ou na terra, os famosos SEAL, que são os soldados secretos de Benghazi do título. Não havia nada mais perigoso do que estar na Líbia naquele momento.

Acontece que no dia 12 de setembro de 2012, o embaixador americano estava por lá, em uma base diplomática bem mal protegida. Milícias terroristas, que se apoderam das armas de Kadafi depois que ele é deposto e morto, mandam no país sem governo e querem os americanos longe dali. Resolvem atacar esse posto diplomático em Benghazi e a única chance de salvamento é contar com os ex-militares de elite, que estão uma base ali perto. O que acontece depois é história real, contada no livro homônimo que deu origem ao filme.

E parece tudo real mesmo – aliás, isso é o que mais impressiona. O filme é mais longo, mas muito bem feito, com a tensão sempre no limite e a morte sempre presente. Ação o tempo todo, desentendimentos na hora das decisões, questões de liderança, atitude e preparo profissional. Sem falar no horror do terrorismo em si, já visto em outros filmes que mostram ataques parecidos. Lembrei do ataque das milícias em Hotel Ruanda, dos iranianos à embaixada americana em Argo, dos árabes à vila olímpica em Munique.

Pra quem não está disposto a entrar nesse clima de guerra, atiradores de elite, milícias violentas, sangue, suor, estresse, tensão, melhor garimpar outro filme por aqui. 13 Horas é o tempo que dura o conflito, os ataques das milícias, a resposta dos americanos, o pânico e as mortes sequenciais. Dura a madrugada toda e a sua aflição também vai durar. Deixa aquela sensação ruim de que, se houver algum tipo solução pra esses conflitos que usam a religião como desculpa, é preciso criar um mundo novo.

 

DIREÇÃO: Michael Bay ROTEIRO: Chuck Hogan, Mitchell Zuckoff ELENCO: John Krasinski, Pablo Schreiber, James Badge Dale, Dominic Fumusa, Max Martini | 2016 (164 min)

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O LOBO DO DESERTO – Theeb
CLASSIFICAÇÃO: Para Pensar, Para Entender o Nosso Mundo, Jordânia, Garimpo na Locadora, Drama - 23/02/2016

Filme de deserto não têm ritmo acelerado. Normal, segue o calor de dia e o frio da noite. A imensidão da paisagem, a sua monotonia disfarçada pela beleza natural das dunas, a ameaça iminente. Tem tudo isso e, por essa razão, dá mesmo a sensação de mais lentidão. Filme de deserto exige paciência – eu me coloco no lugar do personagem que vaga sem rumo, perdido. Indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro pela Jordânia, O Lobo do Deserto mostra a vida de uma tribo beduína em pleno Império Otomano, na Primeira Guerra. Não deve ganhar, porque Filho de Saul (indicado da Hungria) é muito forte, mas Theeb é sim um belíssimo filme.

Filmes no deserto sempre impressionam. Aí vão alguns imperdíveis: Lawrence da Arábia (Inglaterra, 1962), O Paciente Inglês (Inglaterra, 1996), A Caminho de Kandahar (Irã, 2001) e Timbuktu (Mauritânia, 2015).

Não deixa de ser um roadmovie, embora não exista estrada nenhuma. Os beduínos levam a vida normalmente na província de Hejaz, quando chega um inglês e pede ajuda para procurar um poço. Claro que deslocar-se pelo deserto, só com gente local mesmo. Hussein e seu irmão Theeb partem para acompanhar o viajante e no caminho se deparam com inimigos, sede, fome e outros desafios. O foco é o garoto Theeb, que vai ter que se virar pra sobreviver. E acaba vivendo esse episódio como um rito de passagem para a vida adulta – aprende, na marra, a decidir em quem confiar e com quem seguir seu caminho.

 

DIREÇÃO: Naji Abu Nowar ROTEIRO: Naji Abu Nowar, Bassel Ghandour ELENCO: Jacir Eid Al-Hwietat, Hussein Salameh Al-Sweikhiyeen, Hassan Mutlag Al-Maraiyeh | 2014 (100 min)

 

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O QUARTO DE JACK – Room
CLASSIFICAÇÃO: Suspense, Para se Emocionar, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Drama - 18/02/2016

A atriz Brie Larson fez por merecer tantos prêmios. Já arrebatou o Globo de Ouro, o Bafta (o Oscar britânico) e agora só falta o Oscar no dia 28. Dar credibilidade à figura da jovem mãe, que passa sete anos presa dentro de um quarto (aliás, gosto bem mais do título em inglês, simplesmente Room), refém das vontades e mandos de um sequestrador, com seu filho Jack, não é trabalho pra qualquer uma.

Assisti a este filme sem saber detalhes e nem desconfiava do desfecho. Convido você a fazer o mesmo. Cada detalhe é uma descoberta – e uma angústia – transmitida com muita força e verdade pela mãe e pelo filho, representado de forma impressionante pelo jovem ator Jacob Tremblay, que na época tinha só cinco anos.

O que eu diria, sem estragar a beleza e a força da maternidade que o filme traz de maneira tão essencial, é que vale a pena reparar na maneira com que o menino se dirige às coisas que existem no seu quarto. Personifica os objetos, cria seu próprio mundo e faz perguntas que, apesar de óbvias para nós que conhecemos a realidade, o “mundo fora do quarto”, são profundas e mostram como tudo nessa vida é relativo. Depende do ponto de vista e da amplitude do horizonte que temos como referência. Meu voto no Oscar vai pra Brie Larson, sim!. Mesmo que não ganhe, ela já ganhou!

 

DIREÇÃO: Lenny Abrahamson ROTEIRO: Emma Donoghue ELENCO: Brie Larson, Jacob Trembley, Sean Bridgers, Joan Allen | 2015 (118 min)

 

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BROOKLIN
CLASSIFICAÇÃO: Romance, Para Ver Bem Acompanhado, Para se Emocionar, Irlanda, Inglaterra, Garimpo na Locadora, Drama - 12/02/2016

Brooklyn me lembrou o filme com Marion Cotillard, Era Uma Vez Em Nova York. Também sobre uma moça (aqui polonesa, nos anos 1920) que migra pros Estados Unidos em busca de uma vida melhor. Mas o ambiente é mais pesado, a realidade mais dura. A personagem Ellis em Brooklyn vive nos anos 1950, sai da Irlanda pra tentar a vida e, apesar das diferenças e de sentir falta da Irlanda, encontra um país próspero, gente amigável e um futuro bem possível pela frente.

Brooklyn tem esse tom mais leve, muito mais centrado na adaptação da jovem ao modo de vida americano do que nas dificuldades de mudar de país – vamos combinar que o que Ellis encontra é quase um mar de rosas, rodeado de gente boa e solícita. Portanto, está mais pra romance do que pra drama.

O que não tira o mérito do filme – concorre em três categorias: melhor filme, roteiro adaptado e atriz. Saoirse Ronan está perfeita (quem gosta, como eu, do sotaque britânico, vai adorar!), a ambientação da época é linda, o filme tem bom ritmo, boas atuações (adoro Domhnall Gleeson, também em Questão de Tempo e O Regresso), e uma ótima história de amor. Muita coisa acha que é o melhor filme, mas é delicioso de ver e merece ser visto bem acompanhado.

DIREÇÃO: John Crowley ROTEIRO: Nick Hornby, Colm Tóibín ELENCO: Saoirse Ronan, Emory Cohen, Domhnall Gleeson | 2015 (111 min)

 

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A GAROTA DINAMARQUESA – The Danish Girl
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Para Pensar, Inglaterra, Garimpo na Locadora, Drama, Biografia - 11/02/2016

Muito se fala sobre a transgeneridade e é muito bom que esse diálogo seja possível. E muito se vai falar sobre A Garota Dinamarquesa abordando esse seu tema principal: a história real de Lili, uma artista plástica transgênera, que viveu nos anos 1920 na Dinamarca e que foi pioneira na mudança de sexo. E é isso mesmo. Além de lindo e delicado, o filme tem esse protagonismo importante, na pele do excelente ator Eddie Redmayne (vencedor do Oscar com o personagem Stephen Hawking em A Teoria de Tudo).

Portanto, pela qualidade cinematográfica, pela atuação da atriz sueca Alicia Vikander (também em O Amante de Rainha), pela beleza da luz, do figurino, das cores, da reconstituição da época, vale seu ingresso. Sem dúvida. Mas vale ainda mais se pensarmos naquilo que possibilitou Einar Wegener se perceber mulher, aceitar-se dessa maneira e tomar a decisão de mudar de sexo. Tudo teria sido diferente se o amor de sua esposa Gerda não tivesse sido incondicional. E aqui, dá pra ir bem longe nas questões humanas de aceitação e compaixão.

Não acho que Tom Hooper, também diretor de O Discurso do Rei e Os Miseráveis, foi conservador na sua leitura do personagem. Ele faz a escolha do tom certo, para que A Garota Dinamarquesa chegasse para o espectador com a convicção e a força que o tema merece, mas principalmente com a intensidade dessa relação humana que abraça, acolhe e faz toda a diferença.

 

Concorre ao Oscar em quatro categorias: ator, atriz coadjuvante, direção de arte e figurino.

 

DIREÇÃO: Tom Hooper ROTEIRO: David Ebershoff, Lucinda Coxon ELENCO: Eddie Redmayne, Alicia Vikander, Amber Heard, Matthias Schoenaerts, Sebastian Kock | 2015 (119 min)

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A OVELHA NEGRA – Hrútar
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Islândia, Garimpo na Locadora, Drama - 11/02/2016

À primeira vista, parece uma piada: nos confins gelados da Islândia, num pequeno povoado onde só há vento, frio, montanha e ovelhas – muitas ovelhas, o símbolo nacional – os poucos habitantes se distraem com o ofício de cuidar do seu rebanho. É dali que tiram o sustento e as conversas giram em torno da chegada do inverno que cobre a região com a neve por meses a fio.

Nesse cenário, há dois irmãos vizinhos, Gummi e Kiddi, que não se falam há 40 anos. Cada um cuida do seu rebanho, comunicam-se através de bilhetes entregues pelo cachorro e precisam lidar com uma situação inusitada, depois de anos na mesmice: naquele ano, uma das ovelhas que ganha o concurso anual está com uma doença, que pode comprometer o rebanho de todos os fazendeiros da região.

No decorrer do filme, as atitudes parecem infantis, como dois irmãos rabugentos que não conseguem aparar as arrestas – e por isso tem um tom até de brincadeira. Aos poucos, a dinâmica vai se intensificando, vamos conhecendo um pouco mais de um e de outro, que culmina num lindo desfecho. Não é à tona que venceu o prêmio de Cannes que mais gosto, Un Certain Regard. Tem um olhar diferenciado sobre as relações humanas, sobretudo sobre o amor fraterno. Além disso, concorre ao Oscar de melhor filme estrangeiro pela Islândia – aliás, primeiro filme islandês do Cine Garimpo.

 

DIRECÃO e ROTEIRO: Grímur Hákonarson ELENCO: Sigurður Sigurjónsson, Theodór Júlíusson, Charlotte Böving, Jón Benónýsson, Guðrún Sigurbjörnsdóttir | 2015 (93 min)

 

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