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dezembro, 2015

JÁ ESTOU COM SAUDADES – Miss You Already
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Para se Divertir, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Drama - 31/12/2015

Já Estou Com Saudades acerta logo de cara. O título traduz exatamente o sentimento do filme, que toca naquele ponto fundamental: com o passar do tempo, as amizades antigas vão se tornando os alicerces que nos acompanham pelo toda a vida. Jess e Milly são amigas desde crianças, curtiram juntas a adolescência e são companheiras inseparáveis na fase adulta. Irmãs de alma, como se diz. São água e vinho, mas também unha e carne – se é que você me entende.

E essa mistura funciona. Amigas que não são lá muito parecidas, mas que por isso mesmo se complementam. Jess (Drew Barrymore, também em Estão Todos Bem) e Milly (Toni Collete, também em Pequena Miss Sunshine, À Procura do Amor) são cúmplices, convivem superbem com suas famílias, até o câncer de mama surge e transforma a vida das duas.

Tem filme que não dá pra fugir das lágrimas. Por conta da campanha pela prevenção do câncer de mama, fiz uma lista de filmes sobre o tema em outubro para o portal Iguatemi. Lembrei de Laços de Ternura, Antes de Partir, A Culpa É Das Estrelas e Uma Prova de Amor – todos recheados pela tristeza da perda, mas envoltos pela alegria da vida. Já Estou Com Saudades é um tributo à amizade, sem dúvida – o que faz dele algo ainda mais tocante.

 

DIREÇÃO: Catherine Hardwicke ROTEIRO: Morwenna Banks ELENCO: Toni Collette, Drew Barrymore, Dominic Cooper, Paddy Considine | 2015 (112 min)

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GARIMPO NA NETFLIX 7
CLASSIFICAÇÃO: Lista - 29/12/2015

Sétima lista de Garimpo na Netflix – pra você aproveitar o feriado!

Na foto: Gênio Indomável, com o Robin Williams, Matt Damon e Ben Affleck.

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7 ÓTIMOS FILMES DE 2015
O SAL DA TERRA: documentário sobre o fotógrafo Sebastião Salgado
CLASSIFICAÇÃO: Notícias - 29/12/2015

Todos foram bem comentados e merecem ser vistos. Tem pra todos! Estado de espírito, estilo e nacionalidades diferentes.

  1. O JOGO DA IMITAÇÃO, de Morten Tyldum (EUA) | Com Benedict Cumberbatch e Keira Knightley, sobre a vida de Alan Turing – gênio da matemática que inventou o protótipo do computador durante a Segunda Guerra, para decodificar a estratégia nazista. – PARA ENTENDER O NOSSO MUNDO

 

  1. WHIPLASH – EM BUSCA DA PERFEIÇÃO, de Damien Chazelle (EUA) | Com JK Simmons, o filme mais eletrizante do ano. Tem uma força visceral, chega a deixar o espectador exausto. Não é sobre o desafio de vencer a qualquer custo, mas sobre o desafio e prazer de derrotar o outro. – PARA SE EMOCIONAR

 

  1. BOYHOOD – DA INFÂNCIA À JUVENTUDE, de Richard Linklater (EUA) | Pelo ineditismo de filmar 12 anos da vida de uma família, em tempo real. – PARA SE EMOCIONAR, PARA VER EM FAMÍLIA

 

  1. RELATOS SELVAGENS, de Damián Szifrón (Argentina) | Quem é que nunca teve um dia de fúria? Seis histórias de tensão crescente, sempre angustiante. Fala dos sentimentos humanos mais viscerais, daquilo que é mais instintivo, que parece que os personagens perdem o filtro da consciência humana. Vale cada segundo de genialidade e criatividade do roteiro. – PARA PENSAR

 

  1. O SAL DA TERRA, de Win Wenders e Juliano Salgado (EUA, Brasil) | Documentário biográfico sobre a vida do fotógrafo Sebastião Salgado, desde sua formação em Minas, até o exílio na França em 1969 e sua volta ao Brasil. Vida dedicada a capturar as imagens da vida humana sob condições extremas nos cinco continentes, como as pessoas interagem com o meio ambiente em que vivem. – PARA ENTENDER O NOSSO MUNDO

 

  1. DIVERTIDA MENTE, de Pete Docter, Ronaldo Del Carmen (EUA) | Melhor animação do ano, mostra como funciona a mente humana, mais especificamente na idade em que a criança sai do conforto da infância e passa ambiguidade da adolescência. – PARA SE DIVERTIR, PARA SE EMOCIONAR

 

  1. QUE HORAS ELA VOLTA?, de Anna Muylaert (Brasil) | Com Regina Casé, foi o filme brasileiro mais comentado do ano, fez carreira nos festivais do mundo e deu o que falar. Sobre a relação entre empregados domésticos e patrões, que se extende a realidade latino americana. Traz à tona a questão da mulher, do seu protagonismo na sociedade e as diferenças sociais enraizadas. – PARA SE DIVERTIR, PARA PENSAR

 

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7 FILMES INDEPENDENTES – e BACANAS – DE 2015
DE CABEÇA ERGUIDA, com Catherine Deneuve
CLASSIFICAÇÃO: Especiais - 29/12/2015

Fora dos blockbusters que todo mundo já conhece, há ótimos filmes que valem a pena você assistir. Nesta lista são 7, bem diversificados no estado de espírito, no estilo e na nacionalidade. Clique no nome do filme para ler o comentário completo aqui no blog.

  1. DE CABEÇA ERGUIDA, de Emmanuelle Bercot (França) | Abriu o Festival de Cannes de 2015, com Catherine Deneuve. Filme mostra 10 anos da vida de Malony, da infância à juventude, e retrata toda a problemática e complexidade do judiciário, da maioridade penal, nos recursos de recuperação de jovens. Forte e intenso – mas também muito bonito. (tem no iTunes Brasil) – PARA PENSAR

 

  1. QUE MAL EU FIZ A DEUS?, de Philippe de Chauveron (França) | Um dos filmes de maior bilheteria na França. Comédia escrita a partir de uma situação bem conhecida: cada vez mais há casamentos entre pessoas de nacionalidades, culturas e religiões diferentes na França e o diretor aproveita essa realidade para fazer um recorte superbem humorado da atual sociedade francesa e europeia. (tem no iTunes Brasil) – PARA SE DIVERTIR

 

  1. O CIDADÃO DO ANO, de Hans Petter Moland (Noruega|Suécia) | Indicado ao Urso de Ouro em Berlim, tem uma trama super engenhosa, mistura ação, suspense e investigação, com uma bela pitada de ironia. Mais um bom exemplar do cinema nórdico. – PARA SE DIVERTIR

 

  1. O ANO MAIS VIOLENTO, de J.C.Chandor (EUA) | Com Jessica Chastain e Oscar Isaac, cai como uma luva pra realidade brasileira. Sobre a corrupção nos negócios, é um thriller superbem amarrado, não dá pra se distrair um minuto. Em 1981, ano mais violento em NY, o empresário do ramo de postos de combustível ganha mercado, começa a incomodar seus concorrentes e, junto com a esposa Anna, precisa trilhar o caminho da empresa. (tem na Netflix) – PARA ENTENDER O NOSSO MUNDO

 

  1. O ABUTRE, de Dan Gilroy (EUA) çom Jake Gyllenhaal e Rene Russo, fala da imprensa sensacionalista. O personagem de Jake Gyllenhaal vive de trambiques e falcatruas, e descobre que pode ganhar uma boa grana filmando e vendendo as imagens para as emissoras que vivem das tragédias. Excelente, um retrato meio sombrio da natureza humana. (tem na Netflix) – PARA PENSAR

 

  1. ENQUANTO SOMOS JOVENS, de Noah Baumbach (EUA) | Com Naomi Watts, Ben Stiller e Amanda Seyfried, conversa com quem viveu a juventude nos anos 80. O casal formado por Ben Stiller e Naomi Watts não tem filhos, não se encaixa na realidade dos casais amigos que tem a vida pautada pelo dia a dia dos bebes e se encanta com um casal jovem descolado, que acha o máximo tudo que é referencia dos anos 80, como disco de vinil e o cotidiano sem tecnologia. Inteligente e divertido, cruza as duas etapas da vida, faz pensar sobre a passagem do tempo e quais são os valores em que realmente vale a pena investir. (tem no iTunes Brasil) – PARA SE DIVERTIR E SE EMOCIONAR

 

  1. CÁSSIA ELLER, de Paulo Henrique Fontenelle (Brasil) | Documentário sobre a vida da cantora, com seu repertório maravilhoso e sua experiência de vida. – PARA SE EMOCIONAR (E CANTAR)

 

 

 

 

 

 

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A TERRA E A SOMBRA – La Tierra y la Sombra
CLASSIFICAÇÃO: Para Pensar, Garimpo na Locadora, Drama, Colômbia - 29/12/2015

Quem conhece um pouco a realidade da zona rural, mais especificamente dos cortadores de cana-de-açúcar antes do advento da colheita mecanizada, vai sentir mais profundamente essa atmosfera de desolação. Mas o filme do estreante diretor colombiano, que arrebatou, já de cara, o prêmio Caméra D’Or em Cannes, emociona de qualquer forma. Pela sua simplicidade, força e tristeza profundas, e aquele olhar perdido pela falta de horizonte.

Mas acredite: mesmo nessa áurea de desolação, há um sopro de esperança que vem, não por acaso, da relação avô-neto. Filmado em um canavial que pode ser qualquer um dos nossos por aqui, um senhor volta pra casa depois de muitos anos fora, encontra o filho com problemas no pulmão por causa das sucessivas queimadas da plantação de cana e inalação da fumaça, muita mágoa por ter abandonado a família, mas também uma esperança na relação nova com o neto e na eterna afeição de uma mãe pelo filho.

Coberto pela dureza da realidade da rotina dos cortadores de cana, pela fuligem que comanda, em todos os sentidos, a vida da família, A Terra e a Sombra faz pensar no destino atroz daqueles que vivem no isolamento ditado pelo poder econômico, na agonia dos corações que sofrem perdas e não têm outra opção senão aceitar.

DIREÇÃO e ROTEIRO: César Augusto Acevedo  ELENCO: Haimer Leal, Edison Raigosa, José Felipe Cárdenas, Marleyda Soto, Hilda Ruiz | 2015 (97 min)

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AS SUFRAGISTAS – Suffragette
CLASSIFICAÇÃO: Para Entender o Nosso Mundo, Inglaterra, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Drama - 28/12/2015

“Se deixarmos as mulheres votarem, será uma perda da estrutura social”, diziam os homens do parlamento britânico no final do século 19. Em tempos em que a mulher não tinha nem o direito sob seu próprio filho, pensar no voto era algo realmente muito ousado. Cansadas de serem ignoradas e maltratadas, foram à luta, deram a cara pra bater e fizeram história. Chamadas de Suffragettes, elas se sacrificaram pelo direito ao voto. Básico, não?

Baseado nesses episódios, As Sufragistas ilustra uma época de total desequilíbrio social, em que as mulheres só tinham um dever: a obediência. O resto, quem fazia era o homem. Carey Mulligan (também em Drive, Educação, Inside Llewyn Davis) é a atriz que assume a protagonista Maud, que trabalha em uma lavanderia desde os sete anos, percebe a movimentação das colegas ativistas e se engaja, quase que por acaso, no movimento liderado pela personagem de Meryl Streep (que mal aparece). O encantamento com a possibilidade de levar outra vida é enorme, ela veste a camisa das sufragistas e paga um preço alto por isso.

Impressionante como tema é contemporâneo, ainda mais se pensarmos que na Arábia Saudita, por exemplo, mulheres foram eleitas para cargos públicos pela primeira vez neste mês de dezembro. Sem ser feminista, o filme da roteirista Abi Morgan (também de A Dama de Ferro, Shame) é simplesmente feminino, porque não levanta a bandeira da diferença, mas sim da igualdade.

 

DIREÇÃO: Sara Gavron ROTEIRO: Abi Morgan ELENCO: Carey Mulligan, Meryl Streep, Helena Bonham Carter, Brendan Gleeson, Anne-Marie Duff| 2015 (106 min)

 

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QUESTÃO DE TEMPO – About Time
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Para se Divertir, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Comédia Romântica - 22/12/2015

Tudo é uma questão de tempo nessa vida – principalmente quando se trata de aprender a não repetir os mesmos erros. Já imaginou se conseguíssemos perceber as besteiras que fazemos e fosse possível voltar no tempo e mudar de atitude? Dizer o que não foi dito? Ou o contrário? Parece clichê, mas bem que seria útil. O legal de Questão de Tempo é que o filme é gostoso de ver, os personagens têm uma liga muito boa e o tema é exatamente esse sonho de voltar no tempo. Sem ser piegas.

Pelo contrário. Tem charme e graça na medida certa – e ainda te faz pensar em como montar estratégias para fazer o seu melhor, sem precisar voltar no tempo, já que isso não vai mesmo acontecer. Tim é um sujeito tímido, que tem dificuldade em se aproximar das garotas, mas toma coragem de mudar a atitude quando seu pai conta que os homens da família têm o dom de voltar no tempo. A partir daí, usa esse recurso para conquistar a menina dos seus olhos (Rachel McAdams, também em Nocaute, O Homem Mais Procurado) e dar a sua contribuição para um mundo melhor.

Questão de Tempo é daqueles filmes deliciosos. Se você entrar desarmado, disposto a se divertir e embarcar na fantasia junto com os personagens, vai até se emocionar. Aconteceu comigo, pode confiar!

 

DIREÇÃO e ROTEIRO: Richard Curtis ELENCO: Domhnall Gleeson, Rachel McAdams, Bill Nighy, Lidsay Duncan | 2013 (123 min)

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MIA MADRE
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Para Pensar, Itália, Garimpo na Locadora, Drama - 18/12/2015

Nanni Moretti não faz qualquer cinema. E muitas vezes, não faz cinema fácil. Mas sempre faz um cinema importante, sobre as relações humanas, com questionamentos e sentimentos genuínos. Pelo menos naqueles que eu assisti: Habemus Papam, Caro Diário, O Quarto do Filho. Não são sentimentos filtrados ou maquiados pela direção de arte. Nesses três filmes, o próprio Moretti também atua, transporta para a tela sua experiência de vida e questões profundas de como lidar com a vida e com as pessoas que fazem parte dela. Tudo com um olhar muito realista e profundo.

Não foi diferente em Mia Madre, quando Moretti traz a problemática da perda da mãe. O filme se passa no momento em que sua mãe está muito doente, mas o foco principal é como ele e a irmã, na pele da ótima Margherita Buy, lidam com o assunto. Claro que a doença da mãe não é a única coisa que acontece na vida deles e Moretti traz isso pra tela também: como lidar com tantos problemas ao mesmo tempo e não se deixar paralisar e transformar a vida num verdadeiro caos.

Marguerita é uma diretora de cinema, que está filmando com um ator americano famoso e genioso, acabou de terminar o casamento por falta de tolerância e excesso de rigidez, e sente-se frustrada e infeliz. Digerir a ideia de que a doença da mãe não tem cura, traz todas as questões antigas e mal resolvidas à tona, causa ainda mais solidão, perturba o ambiente de trabalho e os relacionamentos que ela ainda consegue manter e a exaustão se instala. Giovanni, personagem de Moretti, já tem uma postura mais serena e acolhedora, muito embora também tenha problemas de sobra pra resolver.

O cinema de Moretti é sempre algo que mexe com meus sentimentos mais profundos. Principalmente aqueles que envolvem pessoas, perdas, transformações e grandes mudanças. Ele traz isso pra tela e faz com muita intensidade. Quem não é fã do cinema mais lento, contemplativo e reflexivo, vai achar parado demais. Agora, se há uma brecha pra algo mais introspectivo, não tem como errar. Faz você pensar e emociona a cada movimento mais intimista.

DIREÇÃO e ROTEIRO: Nanni Moretti ELENCO: John Turturro, Margherita Buy, Nanni Moretti | 2015 (106 min)

 

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CAROL
CLASSIFICAÇÃO: Trailer - 17/12/2015

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LABIRINTO DE MENTIRAS – Im Labyrinth des Schweigens
CLASSIFICAÇÃO: Para Pensar, Para Entender o Nosso Mundo, Garimpo na Locadora, Drama, Alemanha - 17/12/2015

Este é o escolhido da Alemanha para disputar o Oscar de filme estrangeiro. Curioso, porque o escolhido da Argentina, também em cartaz, gira em torno do mesmo grande tema. Tanto Labirinto de Mentiras, quanto argentino O Clã falam do passado tenebroso dos dois países, da indiferença das pessoas em relação às atrocidades cometidas e da cumplicidade do governo em acobertar os criminosos. É de se parar pra pensar na maneira com que estamos escrevendo nossa história por aqui também.

É verdade que havia uma parcela da população que não sabia o que se passava em Auschwitz, principalmente os mais jovens. Mas são justamente eles que vão trazer à tona o passado, caçar os nazistas e contar pra todo mundo o que aconteceu nos campos de concentração. No final dos anos 1950, A Alemanha prospera, os nazistas voltam à vida normal e os sobreviventes da guerra sofrem com o silêncio da sociedade diante do Holocausto. Até que um jornalista reconhece um nazista que virou professor universitário, aciona o ministério público e sensibiliza um jovem promotor a investigar o caso, procurar os ex-agentes da SS escondidos e lutar para condená-los.

O título original alemão fala do “labirinto em silêncio”. Faz sentido: ninguém fala nada, ninguém viu nada, a não ser os judeus sobreviventes, que dão emocionantes depoimentos que dispensam até palavras. Preciso e habilidoso, este filme mostra o momento crucial em que a Alemanha passa os acontecimentos da Segunda Guerra a limpo, pune parte importante dos criminosos e começa a reescrever uma nova história com a geração que realmente não sabia de nada.

 

DIREÇÃO: Giulio Ricciarelli ROTEIRO: Elisabeth Bartel, Giulio Ricciarelli ELENCO: André Szymanski, Alexander Fehling, Friederike Becht| 2015 (101 min)

 

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