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novembro, 2015

11º FESTIVAL DE CINEMA ITALIANO
CLASSIFICAÇÃO: Festivais - 23/11/2015

Amantes do cinema italiano, preparem-se: tem maratona de filmes de 26 de novembro a 02 de dezembro. Pena que só são duas salas, mas ainda bem que há duas salas pra abrigar filmes assim: Caixa Belas Artes e Unibes Cultural.

Veja a programação completa no site do festival (os trailers estão lá também), mas já fique atento pro destaque. O indicado da Itália ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2016 está entre os selecionados. Non Essere Cativo, de Claudio Caligari (na foto), será exibido também na abertura, dia 24. Ainda podemos ver a atriz Alba Rohrwacher que eu adoro (também em Que Mais Posso Querer e Um Sonho de Amor), ambos filmes lindos. Agora ela está em Vergine Giurata.


 

PROGRAME-SE:

11º Festival de Cinema Italiano

quando:  de 26 de novembro a 02 de dezembro

onde: Caixa Belas Artes e Unibes Cultural | SP

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8º filme de Tarantino, OS 8 ODIADOS, regado com sadismo e sangue
CLASSIFICAÇÃO: Especiais, Entrevista - 23/11/2015

“Definitivamente o vermelho está na minha paleta de cores”, diz o diretor sobre o sangue, sempre um personagem. No Brasil para apresentar sua nova produção, juntamente com o ator Tim Roth, Quentin Tarantino, também de Bastardos Inglórios, Cães de Aluguel, Django Livre, é imbatível quando se trata de cativar a plateia de jornalistas.

De público, eu diria que tem uma legião de fãs mundo afora, mas tem quem não goste. É muito sangue. “Sempre gostei de western e depois que fiz Django e vi que deu certo, resolvi filmar o segundo”, confessa. “Parece que depois que eu fizer três desse gênero, aí posso partir pra outra”.

Bem enfático nas suas opiniões, Tarantino diz com muita segurança que fará dez filmes – até por isso anuncia logo na abertura de Os 8 Odiados que este é o oitavo. Portanto, aos fãs, apreciem e torçam para que ele se anime. The Hateful Eight, que foi exibido aos jornalistas brasileiros em primeira mão no mundo todo, será comentado mais perto da estreia, marcada para 7 de janeiro. Por enquanto, a dica é aproveitar pra rever sua filmografia. Vou fazer o mesmo. Não há nada igual, goste você dele ou não!

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AS MEMÓRIAS DE MARNIE – When Marnie Was There
CLASSIFICAÇÃO: Para Ver em Família, Para se Divertir, Japão, Garimpo na Locadora, Aventura, Animação - 23/11/2015

Já de cara é importante dizer – e a gente percebe pelo traço – que o diretor tem alguma relação com outras animações japonesas igualmente lindas. Uma delas é Vidas ao Vento e a outra, Ponyo – Uma Amizade que Veio do Mar. Hiromasa Yoebayashi é o animador chefe desses filmes e agora coloca toda essa leveza e riqueza de detalhes também em Marnie.

Adoro animação. Quando ela sai do traço de Hollywood (veja a lista de bons filmes nesse perfil), inova na cor, luz e forma, é delicioso. Filme pra qualquer idade, com aquela pitada visual de outra cultura. Ana é uma menina tristonha que tem poucos amigos, sofre de asma e seus pais adotivos a mandam para uma temporada no campo com uns tios para se recuperar. Misturando imaginação e realidade, ela se encontra com alguns traumas que carrega da infância, algumas palavras não ditas e rancores guardados. Tem um pouco da tristeza real da infância, daquele enfrentamento com as frustrações que, muitas vezes, são pintadas de irrealidade e brincadeira. Mas que ficam guardadas lá no fundo e é o encontro com a menina Marnie que faz Ana rever tudo isso e se reinventar.

Gostoso pra ver em família, reparar nos detalhes das casa, na cultura japonesa, nos gestos e olhares entre os personagens. Repare no interior das casas, em seus utensílios e em toda a ambientação. Lindamente construído!

 

DIREÇÃO: Hiromasa Yoebayashi ELENCO: Sara Takatsuki, Kasumi Arimura, Nanako Matsushima | 2015 (103 min)

 

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MALALA – He Named Me Malala
CLASSIFICAÇÃO: Para Ver em Família, Para se Emocionar, Para Pensar, Para Entender o Nosso Mundo, Estados Unidos, Documentário, Biografia - 18/11/2015

O nome Malala tem todo um significado especial, que o filme mostra através de lindas ilustrações. É daí que vem o título original deste documentário: He Named Me Malala. Quem deu a essa pequena grande mulher o nome de Malala foi seu pai, o guardião de toda a sua trajetória. Mas ela diz com todas as letras: “Ele me deu o nome, mas eu escolhi me tornar uma Malala”.

Portanto, é uma escolha. Tornar-se uma referência na luta pelo direito à educação de meninas em todo o mundo aos 15 anos, mesmo depois de ter levado um tiro dos militantes do Talibã em 2012 e ter ficado entre a vida e a morte, foi uma escolha. Mas o que mais impressiona é a opção pela vida, pela alegria e pela atitude de não-violência. E isso é explícito, não é só discurso. Por mais triste que seja, é interessante pensar que Malala estreia justamente na semana em que os atentados em Paris deixaram o mundo em polvorosa. Optar por atitudes de tolerância, aceitação e respeito parece ser mesmo a melhor resposta a tudo isso que vem acontecendo.

E a paquistanesa assina em baixo. Neste documentário, conhecemos a menina doce de fala mansa, que em nenhum momento se revolta, que sempre prega a paz e que tem sua família como alicerce e seu pai como pilar principal e inquestionável. O filme não tem nada de muito extraordinário e nem precisava. Mostra Malala no ambiente familiar, imagens dela com amigos, fazendo tudo que uma criança ou adolescente faz em qualquer lugar do mundo. O extraordinário fica por conta da convicção de que sua missão era entrar em ação e fazer a diferença. Inspirador!

 

DIREÇÃO: Davis Guggenheim ELENCO: Malala Yousafzai, Ziauddin Yousafzai, Toor Pekai Yousafzai | 2015 (88 min)

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MISTRESS AMERICA
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Para Pensar, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Drama, Comédia - 18/11/2015

Com quem curtiu Frances Ha, fica mais fácil começar a conversa. Se Frances Ha não fez sentido pra você, se tudo parecia uma viagem alternativa de uma garota perdida, que não fala nada com nada e não sabe nem dizer o que faz da vida, então Mistress America vai doer no mesmo calo. A garota é a mesma Greta Gerwig e a pegada, bem parecida.

Agora, se você curtiu Enquanto Somos Jovens, com Naomi Watts e Ben Stiller, se identificou com a busca pela lugar ao sol também após os 40 e conseguiu apreciar um cinema mais independente, mais intimista e curioso no quisito “relações humanas”, você merece uma chance. Entre de cabeça e deixe-se levar pela dupla de irmãs tortas que, por mais diferente que elas sejam de nós, têm uma essência bem parecida: buscam loucamente se livrar das expectativas dos outros, na tentativa de descobrir quem realmente são.

Eu daria uma chance, se fosse você, porque o filme é muito corajoso. Acho que nunca é tarde para abrir os horizontes e o cinema é uma ótima ferramenta pra isso. Mistress America é delicado e engraçado, profundo e curioso. Broke já está na casa dos 30, é decoradora, faz pose de famosa, mas no fundo está bem perdida e tenta se encontrar profissional e pessoalmente; Tracy está na faculdade, quer ser escritora e se encanta com a imagem de segurança que Broke transmite. O convívio entra as duas traz à tona a necessidade da verdade e é isso que Noah Baumbach consegue transmitir com tanta simplicidade e genuína entrega dos personagens.

Adoro o gênero: acho transformador, faz parar pra pensar. Se você se deixar levar um pouco que seja por essas duas almas criativas, vai encontrar algum ponto em comum. Pode ter certeza. Ou no mínimo vai curtir a deliciosa trilha dos anos 1980 – o que não é pouca coisa.

DIREÇÃO: Noah Baumbach ROTEIRO: Noah Baumbach, Greta Gerwig ELENCO: Greta Gerwig, Lola Kirke, Seth Barrish | 2015 (84 min)

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Making of de À BEIRA-MAR
CLASSIFICAÇÃO: Trailer - 17/11/2015

Deve ser bom, intenso e muito triste a nova empreitada de Angelina Jolie e Brad Pitt. Neste making of, dá pra sentir o tamanho da dor dos personagens. Com certeza, um filme se emocionar e fazer pensar nas relações. Estreia dia 03 de dezembro.

 

 

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CHATÔ, O REI DO BRASIL
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Para Entender o Nosso Mundo, Garimpo na Locadora, Drama, Brasil, Biografia - 17/11/2015

Quando contei que assisti a Chatô, O Rei do Brasil, me perguntaram se era fiel ao livro escrito por Fernando Moraes. Já li faz uns bons 15 anos e confesso que não me animo a pegar novamente aquelas 720 páginas pra conferir (embora seja muito bem escrito e mereça ser lido sim!). Tudo isso pra dizer que não me lembro se o diretor Guilherme Fontes, que demorou nada mais, nada menos que 20 anos para concluir o filme, envolto em sombrios financiamentos com dinheiro público, foi realmente fiel ao livro biográfico. E isso pouco importa, diga-se de passagem. Porque o filme é bem feito e tem uma construção interessante dentro do enorme universo de realizações desse excêntrico magnata da comunicação.

Francisco de Assis Chateaubriand era paraibano, semi-analfabeto até os 12 anos e tem esse nome porque sua mãe era devota do santo e seu pai, fã do poeta francês Chateaubriand. Aí já começa a esquisitisse do sujeito simples, que seria um dos homens mais poderosos de meados do século 20 no Brasil, como jornalista, empresário, político e mecenas – é ele o fundador do MASP, afinal de contas.

Superinfluente, Chatô era amado e odiado, um mulherengo inveterado e um sujeito que ficou pra história – goste você dele ou não. Por isso tudo, gosto da cara que Fontes deu ao roteiro: mistura os delírios de um Chatô (na pele de Marco Ricca) já no fim da carreira, agonizando por causa das sequelas de um derrame, e as maluquices e ousadias do tempo de empresário e jornalista. Numa história tão cheia de detalhes, visões ambíguas, muitas verdades e pontos de vista, acho que foi uma saída interessante para não cair no conto da verdade suprema da biografia – que, pelo que me lembro, em se tratando do controverso Chatô, isso seria uma verdadeira armadilha.

Vale dizer que o elenco que cerca o personagem de Marco Ricca, envolvido até o último fio de cabelo com seu ego, mulheres e política, é muito interessante. Andréa Beltrão (também em Pequeno Dicionário Amoroso 2, A Partilha) está incrível como sempre no papel da poderosa amante de Chatô, e Paulo Betti, uma caricatura sulista do Getúlio. Chega a ser engraçado o tom forçado do sotaque – mas não incomoda, porque o filme todo tem esse tom do excêntrico que beira o ridículo, condizente com a figura do magnata, que precisou ousar muito para inovar e fazer outras cositas más.

 

DIREÇÃO: Guilherme Fontes ROTEIRO: João Emanuel Carneiro, Guilherme Fontes, Matthew Robbins ELENCO: Marco Ricca, Andréa Beltrão, Leandra Leal, Leticia Sabatella, Paulo Betti, Gabriel Braga Nunes, Eliane Giardini, Zezé Polessa, Marcos Oliveira, Ricardo Blat, Alexandre Régis, Walmor Chagas, José Lewgoy | 2015 (102 min)

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CINE NA PRAÇA
CLASSIFICAÇÃO: Festivais - 17/11/2015

O CINE NA PRAÇA é um programa bem gostoso pra noite de quinta-feira: filme bom ao ar livre na Praça Victor Civita, em Pinheiros. Não paga nada!

Segue a programação de novembro, mas é legal seguir a página do projeto do Facebook (Cine na Praça). Lá estão as informações sempre atualizadas.

19/11 – O RETORNO DO JEDI, às 20h

26/11 – CINE DEBATE, a partir das 16h – encontro com 11 cineastas brasileiros para apresentar seus projetos, comentar sobre a recente produção brasileira, linhas de financiamento, desafios, dicas e afins pra quem quer se engajar no mundo do cinema.

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ALIANÇA DO CRIME – Black Mass
CLASSIFICAÇÃO: Para Pensar, Para Entender o Nosso Mundo, Garimpo na Locadora, Drama, Biografia - 12/11/2015

Implico muito com Johnny Depp, principalmente depois de tantos filmes com caras, bocas e maquiagem que o deixam longe de ser um cara normal. Alice no País das Maravilhas, a franquia Piratas do Caribe, Eduardo Mãos de Tesoura, Willy Wonka, todos têm seu mérito, mas confesso que o gênero que Depp faz me cansa um pouco. Por isso foi uma grata surpresa vê-lo de volta na telona no formato de gente de verdade – vale lembrar que ele já esteve do lado dos mafiosos em Inimigos Públicos. Em Aliança do Crime ele é o gângster James “Whitey” Bulger, o mais violento e mais temido criminoso de Boston nos anos 1970. É gente, embora não seja nada, nada humano.

A história é real e permeia aquele período tenebroso em que as famílias mafiosas disputavam território com os criminosos traficantes locais, aumentando horrores o índice de criminalidade das cidades americanas. O interessante aqui, além da interpretação do protagonista, é o envolvimento dos órgãos oficiais do governo americano no crime. Whitney Bulger é irmão de um senador e amigo de infância de um agente do FBI, que tal? Claro que interesses privados e familiares são misturados no negócio de tráfico de influência, drogas, dinheiro, poder e violência – e esse é o lado mais humano do filme. Afinal, como é possível separar?

Além de Johnny Deep, Aliança do Crime conta com elenco estrelado. Tem Benedict Cumbarbatch (também em O Jogo da Imitação, Álbum de Família, 12 Anos de Escravidão) e Joel Edgerton, que está muito bem no papel do sujeito que não se segura diante das tentações que vêm junto com o poder. Quanto à Dakota Johnson, faz uma ponta. Mas é um colorido no meio de tanta violência.

 

DIREÇÃO: Scott Cooper ROTEIRO: Mark Mallouk, Jez Butterworth ELENCO: Johnny Depp, Benedict Cumberbatch, Dakota Johnson, Joel Edgerton, Kevin Bacon, Julianne Nicholson | 2015 (122 min)

 

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