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outubro, 2015

OS 33 – The 33
CLASSIFICAÇÃO: Suspense, Para se Emocionar, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Drama - 29/10/2015

Quem não se lembra improvável resgate aos 33 mineiros, que ficaram 69 dias presos a 700 metros de profundidade, em uma mina de cobre no deserto do Atacama, no Chile? A história é impressionante e já nasceu, naturalmente, no formato de um belo roteiro cinematográfico.

Claro que é cheio de emoções – o que seria uma armadilha fácil para uma produção lotada de clichês e dramalhões. Mas consegue ser bom: tem um ótimo ritmo – condizente com a urgência da situação -, mantém o suspense – embora a gente já soubesse o final – e conseguiu me emocionar de verdade. A diretora mexicana Patricia Riggen acerta na mão.

Pra refrescar a memória, este acidente com os mineiros aconteceu em 2010 e milagrosamente ninguém morreu. Com nenhum suporte da empresa mineradora, o presidente chileno abraça a causa para resgatar os operários, guiado pelo Ministro das Minas e Energia Laurence Golborne, muito bem incorporado pelo brasileiro Rodrigo Santoro (também em Heleno, Meu País, Carandiru). Na liderança dos mineiros presos sob a montanha, sem água, comida ou medicamentos, está Mario Sepúlveda (Antonio Banderas, também em A Pele que Habito), liderança fundamental no drama. Do lado de fora, quem conduz as famílias é a irmã de um dos trabalhadores, encenada pela francesa Juliette Binoche (também em Mil Vezes Boa Noite e Horas de Verão). Portanto, um time muito bom, por uma causa muito intensa, que aborda temas como trabalho em equipe, determinação e esperança. Ótimo filme motivacional, inclusive.

Minha queixa fica por conta do apelo comercial, que mais uma vez é mais forte do que as escolhas que norteiam a capacidade do filme de ser fiel à realidade, de transportar o espectador pra dentro da tela, realmente. Um ministro brasileiro, um mineiro espanhol, uma cidadã francesa, um presidente americano, todos fazendo personagens chilenos, falando em inglês, em pleno Atacama. Eu sei, vende mais, tem apelo internacional e dá ao filme uma carreira mais promissora comercialmente falando. Mas uma história boa dessas – tão boa que parece ficção – merecia um elenco de língua espanhola. Talentos não faltam para preencher essa importante lacuna. Talvez seja preciosismo, mas várias vezes desejei que Banderas soltasse realmente a língua!

DIREÇÃO: Patricia Riggen ROTEIRO: Mikko Alanne, Craig Borten ELENCO: Rodrigo Santoro, Antonio Banderas, Juliette Binoche, Gabriel Byrne | 2015 (120 min)

 

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STRAIGHT OUTTA COMPTON – A HISTÓRIA DO N.W.A.
CLASSIFICAÇÃO: Para Pensar, Musical, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Drama - 29/10/2015

Mais uma história de banda de sucesso, que termina por causa do jogo de egos, desejos, fama e dinheiro. Straight Outta Campton conta a trajetória de formação do grupo de rap N.W.A., ou seja, Niggaz With Attitudes (Negros com Atitude). Surgiu em 1986, em Compton, na Califórnia, e deu o que falar. Faziam uma música que incitava a violência, como por exemplo na letra de Fuck The Police. Segundo eles, as músicas eram somente uma tradução da realidade. Era assim que o negro era tratado e a verdade precisava ser dita. Portanto, da-lhe desacato à autoridade, ode às drogas e à violência.

Desse grupo saíram rappers famosos como Dr. Dre, Eazy E (que faleceu) e Ice Cube. O grupo fez sucesso e muito barulho, ganhou dinheiro e fama e depois se afundou nas desavenças e na instabilidade emocional. Quem gosta de rap e acompanha esse gênero musical, vai adorar o filme. Tem uma energia absurda, bem condizente com o clima e o vigor das músicas. Mas mesmo para quem não acompanha, nem conhece os artistas – que é o meu caso -, Straight Outta Compton é superinteressante. Mais uma história fadada ao sucesso e ao fracasso ao mesmo tempo. O talento bate de frente com a fama, a ambição e o poder e tudo se perde. Quando o assunto é dinheiro, dificilmente o talento e a arte falam mais alto. Essa só é mais uma história referendando isso.

Apesar de déjà vu enquanto enredo da vida, o filme é muito bom, intenso e musical, claro.

 

DIREÇÃO: F. Gary Gray ROTEIRO: Jonathan Herman, Andrea Berloff ELENCO: O’Shea Jackson Jr., Corey Hawkins, Jason Mitchell | 2015 (147 MIN)

 

 

 

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45 ANOS – 45 Years
CLASSIFICAÇÃO: Para Ver Bem Acompanhado, Para Pensar, Inglaterra, Garimpo na Locadora, Drama - 29/10/2015

O último filme que vi com a inglesa Charlotte Rampling foi Eu, Anna, que é perturbador. Charlotte tem um ar de mistério que dá aos seus personagens uma áurea sempre de dúvida, nostalgia e tristeza. 45 Anos não começa com essa sensação, mas vai ganhando essa angústia à medida que o tempo passa. Portanto, já digo de cara que não é filme que agrada a todos os gostos, muito menos a todos os “estados de espírito”. Ver bem acompanhado pode trazer à tona histórias não contadas entre o casal e, fique aqui dito, pode dar brecha pra lavar a roupa suja!

Aliás, o tempo é o grande protagonista do filme, já que Kate e Geoff vão comemorar 45 anos de casados. Programam uma festa para os amigos de longa data que moram na sua pequena cidade no interior da Inglaterra, combinam os detalhes e dias antes vem à tona uma antiga história que remexe no passado já deixado lá atrás. O curioso é que esse tipo de coisa sempre traz elementos desconhecidos, deixados de lado na ocasião e que acabam surgindo mal explicados.

O mal-estar que se instala é perturbador, capaz de incomodar até quem está assistindo. Charlotte Rampling é mestre nisso e, no decorrer da narrativa, deixa de lado sua face doce e veste sua capa de mulher dura e misteriosa, como também em Melancolia. Aliás, ela é uma mistura de tudo isso e acho que nem ela sabe direito o que sente. Mas o incrível é como o diretor prescinde de palavras para transmitir o incômodo sentido por Geoff diante dos seus sentimentos, por Kate, diante da sua mágoa. Aliás, justiça seja feita, porque Tom Courtenay (também em O Quarteto) está perfeito e preciso no seu olhar e discurso dissimulados. Gosto do filme, principalmente da sua profundidade. Fiquei curiosa pra saber o que viria pela frente.

 

DIREÇÃO: Andrew Haigh ROTEIRO: David Constantine, Andrew Haigh ELENCO: Charlotte Rampling, Tom Courtenay, Dolly Wells | 2015

 

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DHEEPAN – O REFÚGIO – Dheepan
CLASSIFICAÇÃO: Para Pensar, Para Entender o Nosso Mundo, Garimpo na Locadora, Drama - 29/10/2015

Não dá pra esperar de um filme morno de Jacques Audiard. Os outros três do diretor francês que assisti são impactantes e principalmente intensos. Dheepan levou a tão desejada Palma de Ouro em Cannes este ano, imagino que por dois motivos mais importantes: a temática dos refugiados e a o sensação de veracidade transmitida pelos atores. Afinal, a escolha por profissionais desconhecidos do público foi ousada e deu realmente  a sensação de que estavam passando por aquele momento na vida real.

De fato é o que aconteceu com Dheepan, o personagem de Jesuthasan Antonythasan. O que ele representa no filme, um ex-soldado do Sri Lanka, que perde tudo na guerra civil, junta-se com Yalini e Illayaal para formar uma família falsa, conseguir os documentos para driblar as autoridades e migrar para a França. Antony é de fato um ex-soldado e foi pra França realmente como refugiado. Nenhum dos três tinha experiência com cinema, não se conheciam, não falavam francês (o que tornou a relação com o diretor no mínimo inusitada, segundo ele disse em entrevista em Cannes) e juntos tinham um estranhamento que se tem naturalmente diante do desconhecido. Dá credibilidade, mas precisou de alguém corajoso e disposto a incomodar como Audiard.

Migram pra França, conseguem ser alojados como refugiados políticos no subúrbio de Paris onde estão outras famílias estrangeiros, mas também suas gangues, máfias e traficantes de drogas. Ali têm que se adaptar à nova cultura, o que não é tarefa fácil. A menina se adequa com mais facilidade, aprende francês, ajuda os dois a tocarem a vida. Dheepan consegue emprego como zelador do prédio e Yalili, como cuidadora de um idoso. Embora os conflitos fossem eminentes e desse pra perceber que algo iria acontecer na briga pelo poder entre os moradores e mafiosos do local, Audiard força a barra um pouco quando dá à Dheepan pelos poderes para resolver a situação. Mas dá pra relevar, mesmo porque você estará envolvido com o ápice do conflito, com personagens que saem de uma guerra e entram em outra, preocupado com o afeto que começa a aparecer entre os três e a torcida para que realmente formem um lar.

O que importa aqui é que Dheepan faz um ponte direta com a realidade crítica dos últimos meses, em que a Europa tem que lidar com a multidão de gente que chega por lá fugindo de conflitos em seus países de origem. Estão buscando sobreviver, assim como Dheepan e sua falsa família. Assim como em O Profeta, Ferrugem e Osso, De Tanto Bater, Meu Coração Parou, Audiard quer causar incômodo, mas quis amenizar um pouco mais no desfecho. Poderia ter continuado na linha dura, mas prefiro acreditar que finais assim também sejam possíveis na vida real.

DIREÇÃO e ROTEIRO: Jacques Audiard ELENCO: Jesuthasan Antonythasan, Kalieaswari Srinivasan, Claudine Vinasithamby | 2015 (109 min)

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PRA SENTIR MEDO NO CINEMA!
Goosebumps: Monstros e Arrepios garante o clima de Halloween
CLASSIFICAÇÃO: Para Sentir Medo, Especiais - 26/10/2015

Não é por acaso que há uma boa leva de filmes de terror, casas mal assombradas e fantasmas no cinema. Dia 31 é Halloween e tudo é motivo pra acompanhar o calendário. O bacana é que dois outros mega eventos cinematográficos em São Paulo, a Mostra de SP e o Vivo Open Air, também exibirão alguns filmes para os adeptos do gênero – fora, claro, todos aqueles que você pode assistir de casa.

Confira o trailer do que está em cartaz, veja qual o perfil do filme e corra pra garantir sua noite de terror! O estado de espírito de todos é o mesmo: para sentir medo!

 

Goosebumps – Monstros e Arrepios: com Jack Black, é uma aventura para o público adolescente, com monstros e sustos. É bem feita, tem aquele viés manjado, mas bacana, dos amigos que entram numa roubada juntos, e de todas as peripécias feitas para solucionar a encrenca que criaram.

 

A Colina Escarlate: com Mia Wasikowska, Jessica Chastain, Tom Hiddleston, a casa mal assombrada onde se passa o suspense – e onde moram os fantasmas – é um cenário incrível, chique e assustador. Pra quem quer um terror cheio de detalhes e elegante, com uma boa história de amor pra contar.

 

Hotel Transilvânia 2: animação simpática sobre uma vampira e um humano que se casam e moram no hotel. Para ver em família e integrar as crianças no clima do Dia das Bruxas.

 

Atividade Paranormal 5: Dimensão Fantasma: na mesma linha dos outros da série, é pra quem quiser realmente sentir-se parte da assombração. Se passa aqui, agora, num ambiente bem parecido com o que a gente vive.


 

VIVO OPEN AIR: o evento de cinema a céu aberto no Jockey Club de São Paulo programou a pré-estreia de Green Room, um thriller de terror, seguido do clássico imbatível O Iluminado, de Stanley Kubrick, com Jack Nicholson. Quem ainda não viu, é imperdível – ainda mais na tela gigante e ao ar livre!

 


MOSTRA INTERNACIONAL DE CINEMA DE SP: a Mostra terá uma sequência de filmes de terror na sexta, dia 30, no Cinearte 1. A Bruxa, filme que dá as boas-vindas ao Halloween na madrugada de sexta pra sábado, levou a melhor direção no Festival de Sundance (trailer abaixo). Promete!

14:00 – O CÍRCULO  (Cirkeln), de Levan Akin (144′). SUÉCIA. 18 anos.

16:45 – O QUARTO PROIBIDO (The Forbidden Room), de Guy Maddin, Evan Johnson (128′). CANADÁ. 16 anos.

19:15 – BONE TOMAHAWK (Bone Tomahawk), de S. Craig Zahler (132′). EUA. 16 anos.

22:00 – TÚMULOS E OSSOS (Grafir & Bein), de Anton Sigurdsson (89′). ISLÂNDIA. 16 anos.

23:59 – A BRUXA (The Witch), de Robert Eggers (92′). CANADÁ, EUA. Indicado para: 16 anos.

 

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SICARIO: TERRA DE NINGUÉM – Sicario
CLASSIFICAÇÃO: Policial, Para Pensar, Para Entender o Nosso Mundo, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Drama, Ação - 22/10/2015

A expectativa em torno de tudo que Davis Villeneuve põe a mão é sempre enorme pra mim. Se você não tem como referência Incêndios, aproveita pra ver. Uns dizem que superestimaram o direitor canadense com esse filme. De jeito nenhum. Incêndios é de fato espetacular na forma, no drama, no roteiro e na intensidade do envolvimento do espectador – você não desgruda da tela, não só porque é bem feito tecnicamente, mas porque a crueldade do ser humano move você de um jeito assustador. (Também é do diretor Os Suspeitos e O Homem Duplicado, que também merecem sua atenção.)

Sicario tem esse viés parecido da índole ruim e vingativa inerente ao ser humano, que joga mil baldes de água fria em qualquer conduta baseada, acima de tudo, na ética e na justiça. Aqui, diferenciar certo e errado não é o que importa; o foco é deixar bem claro quem manda e onde. Simples assim.

Então, prepare-se para uma batalha constante entre questionamentos sérios e sorrisos irônicos; entre a autoridade oficial e as respostas evasivas e identidades veladas. Assim é esse momento devastador da vida da agente especial do FBI Kate Macer (Emily Blunt, também em Caminhos da Floresta, A Jovem Rainha Vitória), quando é escalada para participar de uma missão especial no combate às  drogas na fronteira dos Estados Unidos e México. A operação é estranha, os membros da equipe não são todos devidamente identificados como integrantes oficiais da força especial, as ações não são todas executaras dentro do padrão de qualidade e ética, e nem tudo deve ser reportado aos superiores. Faz parte desse cenário atores do porte de Benicio Del Toro (21 Gramas) e Josh Brolin (também em Evereste) – sem eles a verdade seria menos verdadeira.

O que acontece no “campo de batalha” dessa guerra contra e entre os cartéis é coisa de terra sem lei. “Sicario” quer dizer matador de aluguel. Mas nesse inferno, mata-se mesmo sem ser remunerado pra isso. É o melhor que se tem a fazer é não perguntar o porquê. Questionou, vai dançar.

DIREÇÃO: Denis Villeneuve ROTEIRO: Taylor Sheridan ELENCO: Emily Blunt, Josh Brolin, Benicio Del Toro | 2015 (121 min)

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GOOSEBUMPS: MONSTROS E ARREPIOS – Goosebumps
CLASSIFICAÇÃO: Suspense, Para Sentir Medo, Garimpo na Locadora, Fantasia, fantasia, Estados Unidos, Aventura, Ação - 22/10/2015
Aventura teen, com direito a sustos, mostos, romance, amizade e os arrepios do título original. A história de que os monstros saem dos livros e invadem o mundo real a gente já viu em outros tempos. É uma variação de personagens que entram nos livros ou armários e vivem no mundo da fantasia, como em História sem Fim e As Crônicas de Nárnia.
E está valendo, porque isso faz parte da interação leitor-fantasia, criador-criatura.
O legal do filme – e o que vai pegar o público infanto-juvenil – é o mistério em torno do personagem de Jack Black, que veio pro Brasil para promover o lançamento do filme. Ele mora em uma cidade do interior dos Estados Unidos com a filha e mantém tudo sob estranho controle, até que uma família se muda para a casa ao lado da sua, o adolescente faz amizade com sua filha e a paz é perturbada para sempre.
Goosebumps é bem isso: uma aventura teen com monstros mil e um desfecho simpático para o gênero. Uma boa maneira de desejar um leve Halloween pra todos.
DIREÇÃO: Rob Letterman ROTEIRO: Darren Lemke, Scott Alexander ELENCO: Jack Black, Dylan Minnette, Odeya Rush | 2015 (103 min)

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PONTE DOS ESPIÕES – Bridge of Spies
CLASSIFICAÇÃO: Suspense, Para Pensar, Para Entender o Nosso Mundo, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Drama - 22/10/2015

Depois de O Resgate do Soldado Ryan (1998), Prenda-me Se For Capaz (2002) e O Terminal (2004), Tom Hamks e Steven Spielberg voltam a trabalhar juntos na parceria ator-diretor que funciona tão bem. Ainda mais quando se trata de contar uma história baseada em relatos reais a partir do roteiro dos irmãos Ethan e Joel Coen (também de Onde os Fracos não Têm Vez). Aqui Speilberg é mais do que correto: é minucioso é impecável; Tom Hanks, um ator mais que completo, no ápice da sua maturidade dramática.

É assim que a dupla se mostra em Ponte dos Espiões. No auge da disputa entre Estados Unidos e União Soviética durante a Guerra Fria, os espiões invadem os territórios inimigos disfarçados dos mais incríveis personagens. Cada vez que um deles é desmascarado, torna-se uma poderosa fonte de informações, além de moeda de troca e de boas chantagens – uma peça fundamental no jogo pelo poder.

É nesse cenário que o espião russo Rudolf Abel (Mark Rylance) – que, aliás, rouba a cena com seu jeito despreocupado, poucas e inteligentes palavras – é pego em ação, ganha o direito de ter como advogado de defesa o renomado e ético James Donovam (Tom Hanks, também em Filadélfia, Capitão Phillips, Náufrago) e abre um precedente inacreditável na diplomacia entre os dois países.

Ponte dos Espiões tem muito da emoção travada da época da construção do Muro de Berlim em 1961, da tensão constante das relações, do patriotismo versus traição, e do valor que tem uma conduta ética e coerente. Dançar conforme a música pode ser o caminho mais curto, mais fácil e o mais esperado, mas sem dúvida deixa pra trás a chance de fazer a diferença.

 

DIREÇÃO: Steven Spielberg ROTEIRO: Matt Charman, Ethan Coen e Joel Coen ELENCO: Tom Hanks, Mark Rylance, Alan Alda, Mary Donovan | 2015 (141 min)

 

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