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setembro, 2015

O PREÇO DA FAMA – La Rançon de la Gloire
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Garimpo na Locadora, França, Comédia - 30/09/2015

Filmes assim não são feitos para serem críveis. Tem cara de fábula. São do mesmo diretor o belíssimo Homens e Deuses e o instigante filme de época Adeus, Minha Rainha. São gêneros diferentes, eu sei. Mas O Preço da Fama fica morno demais diante de obras tão contundentes e instigantes.

Voltando a questão da fábula, a história gira em torno de dois amigos, Eddy e Osman, que andam fazendo coisa errada e querem agora entrar na linha. Osman é casado e cuida da filha sozinho, porque a esposa está doente no hospital. Sem grana pra pagar a conta da cirurgia, Eddy tem uma ideia inusitada para conseguir o dinheiro para o amigo, quando vê na televisão que Charles Chaplin morreu (estamos em 1977).

O filme não é morno por falta de elenco: Benoît Poelvoorde faz o papel cômico superbem em Românticos Anônimos e o dramático em Três Corações, com bastante força; Roschdy Zem faz personagens bem mais interessantes em Para Poucos e Fora da Lei, de modo que aqui seus talentos são subestimados. Sem falar que as duas potências femininas, Chiara Mastroianni e Nadine Labaki passam, praticamente, em branco. E pra completar, o título – implico muito com as adaptações brasileiras dos títulos originais, quando ela perde o sentido. Não precisa ser literal, mas tem que ser inteligente. Aqui, parece que alguém fica famoso, quando o original é algo como “o valor da glória”, ou melhor, quanto custa pra conseguir algo que se quer muito.

Se eu fosse você, esperaria pra assistir em casa, quando chegar no streaming. E aproveite para ver cada um dos filmes citados acima, que são sim muito, mas muito mais marcantes.

 

 

DIREÇÃO: Xavier Beauvois ROTEIRO: Xavier Beauvois, Etienne Comar ELENCO: Benoît Poelvoorde, Roschdy Zem, Chiara Mastroianni, Nadine Labaki, Séli Gmach | 2014 (110 min)

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Leonardo DiCaprio volta pra telona como caçador de ursos
CLASSIFICAÇÃO: Trailer - 29/09/2015

The Revenant

Que tal um filme com a dupla Leonardo DiCaprio e o cineasta mexicano Alejandro González Iñarritu? Pra não perder de vista o trabalho do diretor, é dele o incrível Babel (adoro este filme), Amores Brutos, Birdman, Biutiful, 21 Gramas. Não tem filme mais ou menos e não tem emoção fajuta.

Agora, o cenário são as florestas selvagens dos Estados Unidos, em que o explorador High Glass (Leonardo DiCaprio) é atacado por um urso, abandonado por sua equipe de caçadores e tem que lutar pra sobreviver. É história real. Será que esta é a chance de DiCaprio (também em O Lobo de Wall Street, Django Livre, Foi Apenas Um Sonho, Ilha do Medo) ser reconhecido com um Oscar? Estreia da Fox, prometida para 4 de fevereiro de 2016.

 

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A FESTA DE DESPEDIDA – The Farewell Party
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Israel, Garimpo na Locadora, Drama, Alemanha - 29/09/2015

Vai pra lista de filmes sobre a terceira idade, mas é da prateleira dos mais pesados – ou mais realistas do ponto de vista das dificuldades. Apesar da questão da eutanásia-solidária que o filme traz nas “festas de despedida”, a maior parte dele é feita de momentos difíceis, de doença e privação, de perda e dor, de esquecimento e solidão.

Há poucos momentos de prazer ou alegria – mas a cena da nudez é libertadora. De novo estamos numa casa de repouso (aliás, está mais para condomínio reservados para pessoas da terceira idade) agora em Israel, em que os hóspedes-pacientes já sofrem de doenças graves, alguns já não toleram a dor e desejam terminar logo com tanto sofrimento. Um dos senhores é engenheiro, estilo-professor-Pardal, e resolve construir uma máquina de eutanásia para ajudar seus amigos em estado terminal.

Deve ser controverso para alguns, mas pra mim faz sentido escolher a hora em que o sofrimento se torna insuportável para todos. Tem um pouco da melancolia do filme francês Amor, que ganhou a Palma de Ouro em Cannes. Mas tem também o reconhecimento do amor e do respeito. E é isso que fala mais alto aqui também.

DIREÇÃO e ROTEIRO: Tal Granit, Shayron Maymon ELENCO: Ze’ev Revach, Levana Finkekstein, Aliza Rosen, Ilan, Dar, Raffi Tavor, Yosef Carmon, Hilla Sarjon | 2014 (95 min)

 

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A PELE DE VÊNUS – La Vénus à la Fourrure
CLASSIFICAÇÃO: Para Pensar, Garimpo na Locadora, França, Drama - 29/09/2015

Quem não gosta de teatro, não adianta nem assistir. Diferente do último filme de Roman Polanski, Deus da Carnificina, que era teatral, mas não tinha como cenário o teatro propriamente dito, este é pura encenação e dramaturgia. A história vem de um livro de Sacher-Masoch (daí vem o termo masoquismo), adaptado pelo dramaturgo americano David Ives para o teatro, e agora reescrita para o cinema por Polanski. É genial, mas não é pra todo mundo. Eu diria que quem quer refletir sobre o poder de um sexo sobre o outro, sobre a oposição masculino e feminino, realidade e ficção, sobre a obsessão, vai se deliciar.

Ainda mais porque cinema de um cenário só, com dois atores que se alternam na liderança do diálogo, da sedução e do poder, não é coisa que qualquer um sabe fazer. Polanski constrói personagens com viés subliminar, onde o explícito fica implícito e é preciso ser muito fera para atuar com tanta força e sutileza ao mesmo tempo. No comando inicialmente está Thomas (Mathieu Amalric, também em O Escafandro e a Borboleta), um diretor de teatro que marca uma audição para selecionar uma atriz para o papel de Wanda, personagem do livro de Sacher-Masoch. Quando ele já está encerrando sua agenda, surge uma atriz atrasada e afobada, que insiste em mostrar quer está preparada para o papel. Coincidentemente ela também se chama Vanda, como a personagem, sabe as falas de cor, julga o texto machista, pura luta de classes e de sexo. Emmanuelle Seigner (também em O Escafandro e a Borboleta) é perfeita no papel da mulher sedutora, que sabe exercer seu poder, dominar, inverter os papéis e se transformar ora em ficção, ora em realidade.

Bem menos palatável do que Deus da Carnificina, é bem menos ainda do que O Escritor Fantasma, A Pele de Vênus é pra quem curte palco e dramaturgia. Emmanuelle é casada com Polanski e é bem curioso vê-la muitas vezes assumindo o papel da diretora da peça – palpita na iluminação do cenário, na cenografia, na postura de Thomas como ator, que passa com ela o roteiro da peça. Fora toda a intimidade da encenação, o que mais gosto é a capacidade de fazer realidade e ficção se encontrarem num poço profundo e sem possibilidade de retorno. Não é pouca coisa e não é pra qualquer um.

DIREÇÃO: Roman Polanski ROTEIRO: Roman Polanski, David Ives ELENCO: Emmanuelle Seigner, Mathieu Amalric | 2013 (96 min)

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CINE VISTA 2015
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Festivais - 28/09/2015

Acontece no mundo todo e agora já virou evento anual no JK Iguatemi. Montado no terraço do shopping, o CINE VISTA é uma programação de cinema a céu aberto, com três sessões por dia, incluindo filmes infantis e pré-estreias. A experiência é deliciosa, aproveite!

Pra acertar o programa, leia antes o comentário aqui no blog. É só clicar no título da programação abaixo.

 

28, segunda-feira

18h – Bob Esponja

20h30 – A Teoria de Tudo

23h – O Jogo da Imitação

 

29, terça-feira

18h – Pinguins de Madagascar

20h30 – Birdman

23h –Whiplash – Em Busca da Perfeição

 

30, quarta-feira

18h – Divertida Mente

20h30 – A Incrível História de Adaline

23h – O Homem Irracional

 

01 de outubro, quinta-feira

18h – Minions

20h30 – A Pele de Vênus (pré-estreia)

23h –Boyhood – Da Infância à Juventude

 

02 de outubro, sexta-feira

18h – Cada Um Na Sua Casa

20h30 – Ruth & Alex (pré-estreia)

23h – Sniper Americano

 

03 de outubro, sábado

18h – O Pequeno Príncipe

20h30 – Um Amor a Cada Esquina (pré-estreia)

23h – Samba

 

04 de outubro, domingo

18h – Carrossel – O Filme

20h30 – Vai Que Cola (pré-estreia)

23h – O Grande Hotel Budapeste


 

PROGRAME-SE: 

quando: de 27/09 a 04/10

onde: JK Iguatemi (São Paulo)

ingressos: R$ 20,00 (filme infantil), R$ 60 (filme adulto); meia entrada: estudantes, pessoas com mais de 65 anos, clientes Santander, crianças até 12 anos; venda: Ingresso.com ou na bilheteria da Cinépolis

 

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UM SENHOR ESTAGIÁRIO – The Intern
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Para se Divertir, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Comédia - 25/09/2015

Tem filme que faz a gente sair feliz do cinema: reúne bons atores, os personagens têm liga e empatia, equilibra graça e emoção, consegue mexer com nossas experiências mais banais e íntimas e é capaz de emocionar com gestos muito simples. Um Senhor Estagiário se encaixa nessa prateleira e não há quem me faça tirá-lo de lá.

Há dois brilhos fundamentais, rodeados por pérolas menores, mas não menos importantes, que fazem do filme uma verdadeira delícia. No centro estão Jules (Anne Hathaway, em O Casamento de Rachel, Os Miseráveis, O Diabo Veste Prada), uma jovem empreendedora, que montou um projeto de venda de roupas na internet, virou uma start-up, atraiu investidores e tornou-se um case de sucesso. Ao seu lado aparece o viúvo Ben (Robert De Niro, também em O Lado Bom da Vida, Estão Todos Bem, O Poderoso Chefão), que foi executivo de empresa tradicional durante décadas, está entediado com a vida de aposentado e se inscreve para concorrer a uma vaga de estagiário-sênior na empresa de Jules. O que acontece depois disso não tem nada a ver com a relação de superioridade entre empregador e funcionários, como foi o caso da personagem de Hathaway em O Diabo Veste Prada. Pelo contrário: aqui conta o lado humano, a experiência de vida em oposição às cruéis e competitivas leis de mercado, com a valorização de algo fundamental que é a confiança.

Ao redor de Jules e Ben estão personagens divertidos e muito bem colocados pela diretora e roteirista Nancy Meyers, também de Simplesmente Complicado, O Amor Não Tira Férias, Alguém Tem Que Ceder – filmes que têm uma vibração alto astral parecida esta. Os funcionários e estagiários da empresa, a massagista Fiona, a filha de Jules, o espaço físico da empresa, todos funcionam muito bem para compor o relacionamento afetivo e fraterno que surge entre a jovem empresária e seu senhor estagiário – nos dois sentidos da expressão. Belo título!

 

DIREÇÃO e ROTEIRO: Nancy Meyers ELENCO: Anne Hathaway, Robert De Niro, Rene Russo, Anders Holm, Jojo Kushner, Adam DeVine, Zack Pearlman, Nat Wolff, Christina Scherer | 2015 (121 min)

 

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ASSIM VIVEMOS 2015 – Festival Internacional de Filmes sobre Deficiência
Carmina – Viva a Diferença, de Sebastian Heinzel (Alemanha, 2014): um projeto internacional de dança em que mais de 300 pessoas, com e sem deficiência, tanto dançarinos profissionais quanto amadores, dançam a mundialmente famosa Carmina Burana, de Carl Orff.
CLASSIFICAÇÃO: Para Pensar, Festivais, Brasil - 22/09/2015

Esta semana vi uma ação interessante em um estacionamento de uma cidade brasileira: em um shopping center, uma ONG colocou cadeiras de rodas nas vagas para deficientes, cada uma delas com frases que as pessoas costumam usar como desculpa para parar o carro onde não devia: “Volto logo”, “Só vou ali entregar uma coisa”, “Não tem ninguém esperando”, e por aí vai. Todo mundo tem uma desculpa para fazer vista grossa, enquanto deveríamos exercitar a inclusão daqueles que têm algum tipo de deficiência.

Aproveitando o assunto, amanhã começa o 7º Assim Vivemos – Festival Internacional de Filmes sobre Deficiência. De 23/09 a 5/10, o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) exibe, de graça, 33  filmes de 20 países (Austrália, Espanha, Alemanha, México, França, Chile, Polônia, Itália, República Tcheca, Bielorrússia, Rússia, Reino Unido, Cazaquistão, Eslováquia, Bélgica, Irã, Suíça, Ucrânia, Israel e Brasil), e promove quatro debates sobre os temas Autismos (24/9), Ser artista (25/9), Autonomia (1/10), Imagem e Estigma ( 2/10). Produzidos entre 2012 e 2015, muitos dos filmes que participam este ano contam com protagonistas com deficiência intelectual, autismos e síndrome de Down, de modo que o tema do ano é a autonomia dessas pessoas, a possibilidade de terem uma vida independente.


PROGRAME-SE!

 

onde: CCBB – São Paulo e Brasília

São Paulo: 23/9 a 5/10 – CCBB – Rua Álvares Penteado, 112 – Centro | (11) 3113-3651/52 | de 4a a 2a, das 9h às 21h

Brasília: de 2 a 14/3/2016 – CCBB – SCES, Trecho 2

www.twitter.com/ccbb_sp

www.facebook.com/ccbbsp


LISTA DE FILMES DO FESTIVAL

 

PROGRAMA 1 –

Carmina – viva a diferença – Duração: 80′ 

Diretor: Sebastian Heinzel – Alemanha / 2014

CARMINA mostra um projeto internacional de dança absolutamente único. Mais de 300 pessoas, com e sem deficiência, tanto dançarinos profissionais quanto amadores, dançam a mundialmente famosa Carmina Burana, de Carl Orff.

 

PROGRAMA 2 – 

Record Mundial – Duração: 80′ 

Diretor: Eduardo Lucatero – México / 2014

O jovem Gustavo Sanchez Martinez é um adolescente de 16 anos como outro qualquer, que gosta de carros, videogames e de sair com os amigos. Ele também é um dos nadadores mais velozes do mundo, apesar de ter apenas um braço e de não ter as duas pernas.

 

PROGRAMA 3 – 

Amor profundo – Duração: 84′ 

Diretor: Jan P. Matuszynski – Polônia / 2013

O filme retrata Janusz, um homem autoconfiante de 50 anos de idade, um mergulhador experimentado, vencedor de vários recordes, que sofre um AVC e fica paralisado. As terapias e a assistência da sua companheira, Asia, o ajudam a recuperar a mobilidade e parte das funções. Mas ele continua lutando para conseguir falar e a única pessoa que o entende é Asia, que traduz o que ele quer dizer para todo mundo. O que o faz seguir em frente e o motiva é o seu grande sonho – ele gostaria de voltar a mergulhar, apesar do grande risco que isso pode significar para sua saúde e para sua vida. Seu objetivo é viajar para o belo e perigoso Buraco Azul, no Egito, o que é um desafio até mesmo para mergulhadores em plena forma. Este é um filme sobre um amor que não conhece limites, sobre uma paixão maior que o medo e sobre a determinação de recomeçar a viver.

 

PROGRAMA 4 – 

Como nos filmes – Duração: 5′ 

Diretor: Francesco Faralli – Itália / 2013

Seguindo sua paixão pelo Cinema, Daniele Bonarini (da Associação Il Cenacolo Francescano) faz filmes paródicos e amadorísticos, com a ajuda entusiasmada de amigos voluntários, escalando pessoas com deficiência como protagonistas.

 

PROGRAMA 4 – 

Prima Madenn – Duração: 73′ 

Diretor: Gregoire Thoby – França / 2015

Madenn, uma jovem com deficiência intelectual, visita seu primo em Paris após o rompimento com o namorado. Esse filme permite que ela fale por si mesma, livremente, sem reservas, e explora sua personalidade dinâmica, cheia de tendências obscuras e momentos de exuberância. Realista, sensível, divertida, incontrolável, e muito apaixonada, Madenn não se conforma com os nossos estereótipos sobre as pessoas com deficiência intelectual.

 

PROGRAMA 5 – 

Enriqueta – Duração: 10′ 

Diretor: Marcos Salazar Suazo – Chile / 2012

Enriqueta é uma senhora de cem anos de idade, de origem Aymara, com deficiência, que vive em Ayllu de Solcor, um pequeno povoado no meio do deserto do Atacama, no norte do Chile. Este documentário de observação nos mostrará parte do seu entorno e como vive o final de sua existência em profunda solidão, acompanhada somente por suas plantas e animais.

 

PROGRAMA 5 –

Gabor – Duração: 69′ 

Diretor: Sebastián Alfie – Espanha / 2013

Sebas propõe a Gabor que seja seu diretor de fotografia, mas se Gabor não enxerga, como fará para filmar? Acompanhe essa aventura que faz reviver um grande diretor de fotografia 10 anos após perder a visão.

 

PROGRAMA 6 – 

A viagem de Maria – Duração: 6′

Diretor: Miguel Gallardo – Espanha / 2010

Quando Maria está conosco, faz do mundo um lugar melhor. “A Viagem de Maria” é uma pequena excursão ao mundo interior de uma adolescente com autismo, uma viagem cheia de cor, amor, criatividade e originalidade, que nasce do percurso de pais que observam como sua filha se comporta de uma maneira especial até a confirmação do diagnóstico: autismo.

 

PROGRAMA 6 – 

Alcançando as nuvens! – Duração: 66′ 

Diretor: Tereza Vl?ková – República Tcheca / 2013

Alcançando as Nuvens é um documentário que retrata Lucie, uma adolescente com autismo. Enquanto Lucie está completamente imersa em seu próprio mundo de criação e canto, sua família tenta, frequentemente com grande envolvimento, encontrar um lugar na nossa sociedade para alguém cujas necessidades e hábitos estão muito além do usual, e que, por outro lado, são mais naturais e normais do que as pessoas comuns podem imaginar. O filme Alcançando as Nuvens nos traz, através da história de Lucie, um olhar sobre as questões vividas pelas pessoas com autismo e nos revela que os serviços sociais e educacionais comumente oferecidos para essas pessoas não são suficientes.

 

PROGRAMA 7 – 

A Criança e o Golfinho – Duração: 18′ 

Diretor: Katsiaryna Makhava – República da Bielorrússia / 2014

Maxim é uma criança com autismo que tem um irmão gêmeo, Yaroslav, que não tem deficiência. Maxim tem 5 anos. Ele não fala e vive em seu mundo particular. Tem dificuldade de expressar seus desejos, sentimentos e pensamentos. Sua mãe o leva para fazer terapia com golfinhos. O filme acompanha a evolução do menino no processo terapêutico.

 

PROGRAMA 7 – 

Soluções promissoras – Duração: 52′ 

Diretor: Romain Carciofo – França / 2012

“Soluções Promissoras” remonta a investigação de Romain Carciofo sobre o autismo. O diretor atravessa a Fraça para responder uma questão: Como as pessoas com autismo e suas famílias são assistidas na França? Esse tocante documentário ilumina a situação alarmante das pessoas que sofrem de autismo e mostra como seus parentes estão lidando com esse transtorno.

 

PROGRAMA 8 – 

Teatro do coração aberto – Duração: 15′ 

Diretor: Andranik Saatchyan – Rússia / 2015

O que é o Teatro para pessoas cujas vidas são uma superação diária? Todos os atores do Teatro de Coração Aberto tem Síndrome de Down e seus corações estão abertos para novas experiências, descobertas, e para uma nova maneira de viver. São felizes porque amam o que fazem.

 

PROGRAMA 8 – 

Complexo de canguru – Duração: 58′ 

Diretor: Sarah Moon Howe – Bélgica / 2014

O filme levanta questões importantes para os pais de crianças diferentes: como saber quando é a hora de incentivar a independência só filho com deficiência intelectual? O filme mostra a experiência de algumas mães e seus filhos com deficiência intelectual, especialmente autismo. Como os cangurus, todas as crianças em algum momento saem da bolsa marsupsial de sua mãe. Mas as crianças diferentes podem demorar um tempo bem maior. E alguns ensaios são necessários, em um processo complexo de tentativa de sair de perto e voltar para a família, que talvez continue por toda a vida.

 

PROGRAMA 9 – 

O coração partido e a beleza – Duração: 14′ 

Diretor: Genevieve Clay-Smith – Austrália / 2015

Coração Partido e Beleza é um filme experimental que explora a noção de que todos somos conectados pelas nossas experiências de amor e perda através de metáforas visuais, dança e poesia, tudo isso pela perspectiva de 12 pessoas com deficiência intelectual.

 

PROGRAMA 9 – 

O mar me faz lembrar – Duração: 11′ 

Diretor: Ray Jacobus – Reino Unido / 2012

O filme, concebido e protagonizado por Marcos, homem com síndrome de Down, fala da perda de seu pai e de sua incomformidade com a falta que sente. Em uma praia que traz recordações de infância, ele viaja através da paisagem, da imaginação e da memória. O filme nos transporta para um lugar onde os mundos real e imaginário vivem juntos e nos lembra que às vezes temos que viajar por dentro de nós mesmos para superar a crise trazida por uma perda.

 

PROGRAMA 9 – 

E agora José, Maria e João? – Duração: 52′ 

Diretor: Marcio Takata – Brasil / 2014

O documentário “E Agora José, Maria, João…” reflete sobre as perspectivas de futuro independente de adultos com deficiência intelectual, sob a ótica do tema Moradia Assistida.A partir da positiva experiência das residências já consolidada na Holanda, traça-se um paralelo entre temores, sonhos e desejos daqueles que, no Brasil, sonham com a mesma oportunidade. O documentário será importante ferramenta para o debate, em busca do avanço sustentável na criação de espaços, em caráter público e privado, que ofereça no Brasil, vida adulta autônoma, segura e digna a essas pessoas.

 

PROGRAMA 10 – 

Você cairá de novo – Duração: 6′ 

Diretor: Alex Pachón – Espanha / 2015

Esta ficção experimental traz a performance de um dançarino em um cenário aterrorizante, um quarto cujo teto está prestes a desabar. Alegoria onírica da força e da determinação humana para superar obstáculos, mesmo quando eles parecem intransponíveis.

PROGRAMA 10 – 

Conjuntos – Duração: 10′ 

Diretor: Rodrigo Cavalheiro e Monica Farias – Brasil / 2014

Em uma tarde de ensaio, o coreógrafo Marcos Abranches trabalha para levar aos palcos sua concepção da dança inclusiva junto da bailarina Alessandra Bono Vox.

 

PROGRAMA 10 – 

Ser ou não ser – Duração: 61′ 

Diretor: Aziz Zairov, Mukhamed Mamyrbekov – Cazaquistão / 2015

Shakespeare emerge inesperadamente em um retrato documental da rotina diária de Takhir Umarov, um jovem com paralisia cerebral. O filme mostra sua coragem para enfrentar as limitações motoras e garantir sua autonomia. Imagens do protagonista na neve com figurino de Hamlet intercaladas com o retrato documental, além de sutis surpresas narrativas, são ousadias que dão ao filme um caráter ímpar.

 

PROGRAMA 11- 

Tatuagem e Terremoto – Duração: 6′ 

Diretor: Sávio Tarso e Nilmar Lage – Brasil / 2015

Tatuagem e Terremoto poderia ser um documentário sobre milhões de pessoas com deficiência. Trata-se de um relato íntimo e pessoal sobre um personagem vítima da poliomielite, que estabelece uma relação bastante peculiar com as sequelas que a doença deixou em seu corpo. Como uma tatuagem que impregnou-se em sua pele e em seu espírito, a deficiência se transformou no seu traço de diferenciação, mas não o impediu de estar e viver plenamente no mundo dos ditos “normais”.

 

PROGRAMA 11 – 

Mente Pura – Duração: 28′ 

Diretor: Kristina Lapsanska – Eslováquia / 2013

Mente Pura traça o perfil do para-atleta Jaroslav Svestka, que se diferencia no universo das pessoas com deficiência devida a sua atitude diante da vida, dos seus valores e da sua difícil situação. O filme acompanha por quatro anos seus esforços por chegar ao sonho Paralímpico. Sua tragédia pessoal mostra o poder da mente humana para forçar os limites das capacidades humanas e superar até os mais intransponíveis obstáculos.

 

PROGRAMA 11 – 

Beleza desconhecida – Duração: 47′ 

Diretor: Mahboubeh Honarian – Irã / 2014

Beleza Desconhecida é um tocante documentário que retrata a vida de três mulheres no Irã que tentam levar uma vida independente e sair do isolamento. Apesar de suas lutas diárias em um país que lhes oferece serviços precários, essas mulheres iranianas aceitam suas deficiências e trabalham duro para desenvolver seus talentos artísticos.

 

PROGRAMA 12 – 

Marcelo – Duração: 13′ 

Diretor: Jéssica Lopes – Brasil / 2013

Por meio da mistura de sons e o silêncio, você conhecerá o universo sonoro de Marcelo – uma criança em fase de adaptação ao implante coclear.

 

PROGRAMA 12 – 

Entrando no mundo do som – Duração: 24′ 

Diretor: Daniela Prusse – Suíça / 2015

Como uma pessoa se sente quando seu filho tão esperado nasce surdo? E quando, dois anos depois, seu segundo filho também nasce surdo? Os pais dessas duas crianças falam abertamente sobre sua experiência e sobre sua decisão de fazer o implante coclear. Falam sobre momentos difíceis e alegres de suas vidas, transmitindo conforto e coragem para aqueles que enfrentam dificuldades semelhantes.

 

PROGRAMA 12 – 

A onda traz, o vento leva – Duração: 25′ 

Diretor: Gabriel Mascaro – Brasil / 2012

Rodrigo é surdo e trabalha numa equipadora instalando som em carros. O filme é uma jornada sensorial sobre um cotidiano marcado por ruídos, vibrações, incomunicabilidade, ambigüidade e dúvidas.

 

PROGRAMA 13 – 

Mãos dadas – Duração: 7′ 

Diretor: Ignacio Tatay – Espanha / 2014

Quando uma garota se deixa levar pelo desejo de beijar um completo estranho no ônibus, não poderia supor de quão completamente estranho ele é. Após uma reviravolta inesperada, ela terá que tomar uma atitude para corrigir a situação em que colocou os pés pelas mãos. Tudo isso sob os olhares atentos dos demais passageiros. Um filme leve e denso ao mesmo tempo, que fala de amor, tocando em questões como estigma, imagem, preconceito e aceitação.

 

PROGRAMA 13 – 

Pássaro sem asas – Duração: 20′

Diretor: Sergei Andrienko – Ucrânia / 2014

Quando Natasha nasceu com deficiência física, seus pais a abandonaram no hospital. Hoje, essa jovem vive em uma instituição de acolhimento. A solidão nem sempre acaba quando se acha alguém para compartilhar – às vezes, ela começa neste exato momento. Você pode mudar esse sentimento criando um novo significado para a sua vida ou para a da outra pessoa. Natasha encontrou esse significado nas cores, na pintura, nos pincéis. Ela crê na importância de conquistar e não apenas receber, mas também de dar. Isso é transmitido em seu trabalho. É importante buscar reconhecimento pelo seu trabalho? Talvez a verdadeira arte não necessite ser classificada. Talvez as obras de arte devam ser criadas sem a necessidade de agradar ou ficar para a história.

 

PROGRAMA 13 –

Lições de italiano – Duração: 27′ 

Diretor: Tofik Shakhverdiev – Rússia / 2013

Uma menina surda que usa cadeira de rodas. Ela não fala nem sua língua materna, o russo, nem a língua de sinais. Mas isso não a impede de se divertir e conversar com os empregados e hóspedes do hotel em que está hospedada com seu grupo durante um feriado na Itália. O filme é sobre ela e seu amigo, um menino que acredita saber por que algumas crianças nascem saudáveis e outras nascem com alguma deficiência.

 

PROGRAMA 13 – 

Independente – Duração: 33′ 

Diretor: Ariela Alush – Israel / 2015

Eldar Yusopov nasceu no Usbequistão há 27 anos, mas durante seu parto houve complicações e o medico perguntou a seu pai quem deveria viver – Eldar ou sua mãe. Rafael, o pai, decidiu que sua mulher, Mira, deveria viver, e Eldar nasceu morto. Mas, contra todas as previsões médicas ele reviveu, com paralisia cerebral, e, desde então, faz de tudo para se posicionar e fazer-se ouvir. Ele não consegue falar nem segurar uma caneca, mas escreve roteiros de filmes com apenas um dedo e interpreta o personagem principal como se fosse o Brad Pitt. Mas seus pais não permitem que viva sozinho e na sua busca por independência ele tem que provar – para si mesmo e para sua família, que ele pode ser um cara normal como todos a sua volta. Essa é uma história sobre perseverança e autoestima, e sobre um grande desejo de falar de amor, mesmo não conseguindo se mover ou mesmo falar.

 

PROGRAMA 14 – 

O entrevistador – Duração: 12′ 

Diretor: Genevieve Clay-Smith – Austrália / 2012

Thomas Howell consegue muito mais do que foi buscar em uma entrevista de emprego em um importante escritório de advocacia: um insulto sobre sua gravata, uma rendição de Harry Potter, e a chance de mudar as vidas de um pai e seu filho.

 

PROGRAMA 14 – 

Alenka – Duração: 17′ 

Diretor: Jan Pavur – Eslováquia / 2014

O operário Milan encontra a charmosa Sasa. Eles se envolvem cada vez mais, e Milan não pode continuar escondendo sua vida por muito tempo. Sua necessidade de amor e compreensão lhe dão coragem para convidar Sasa para sua casa numa noite. Ela conhece a filha dele, uma adolescente com síndrome de Down, que enche sua vida emocional com sentimentos contraditórios. Milan carrega o peso do mundo em seus ombros ao ter que tomar decisões difíceis.

 

PROGRAMA 14 – 

Marina não vai à praia – Duração: 17′ 

Diretor: Cássio Pereira dos Santos – Brasil / 2014

Um grupo de adolescentes do interior de Minas Gerais prepara uma excursão para o litoral. Marina, uma garota com síndrome de Down, deseja conhecer o mar. Impedida de viajar com sua irmã, ela busca outros caminhos para realizar seu sonho.

PROGRAMA 14 – 

Outro olhar – Duração: 28′ 

Diretor: Renata Sette – Brasil / 2014

Na cidade de Santa Maria, Rio Grande do Sul, a adolescente Renata Basso leva uma vida normal. Renata, assim como milhares de jovens brasileiros em idade escolar, é portadora de Síndrome de Down. O filme mostra como a atitude das pessoas à sua volta, incluindo a postura institucional da sua escola, influenciou a relação dela com o seu meio e a sua comunidade.

 

  • 1 de outubro (quinta-feira)
  • 2 de outubro (sexta-feira)

 

 

 

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DE CABEÇA ERGUIDA – La Tête Haute
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Para Pensar, Garimpo na Locadora, França, Drama - 17/09/2015

Quando este filme foi exibido na abertura do Festival de Cannes de 2015, publiquei um comentário sobre a coletiva de imprensa com a diretora Emmanuelle Bercot e elenco. E por elenco, entende-se Catherine Deneuve – portanto, não é pouca coisa. E não é mesmo: De Cabeça Erguida é emocionante, Deneuve está divina no papel de juíza e o tema da maioridade penal é mais do que pertinente. Portanto, absolutamente imperdível!

Lembrei-me logo de cara de outro grande filme francês, que também lida com essa questão da delinquência juvenil, das famílias desestruturadas e das tentativas de recuperação do jovem. O Garoto da Bicicleta, dos geniais irmãos Dardenne, traz essa mistura numa tomada bem realista: infância e juventude que saem do âmbito familiar e vão para a mão da assistência social e do Estado, mas só é retomada quando o afeto permeia esse processo. É o tal do equilíbrio difícil entre rigor e sensibilidade.

Em voga aqui no Brasil, a questão da maioridade penal é mesmo um dilema. A história do filme gira em torno do garoto Malony (note que este é o primeiro – e formidável – trabalho de Rod Paradot!), que mora com a mãe Séverine (Sara Forestier, também em Os Nomes do Amor) e o irmão menor, não tem a referência paterna e tem de lidar com a mãe enlouquecida com o consumo de drogas e álcool e com seus diversos homens. Cresce nesse ambiente hostil e sem qualquer luz no fim do túnel, de modo que vai parar diversas vezes nas mãos da assistência social, pela ordem da Vara da Infância e Juventude pilotada pela juíza Florence Blaque (Catherine Deneuve, também em O Homem que Elas Amavam Demais). Durante 10 anos, a vida de Malony é um entra e sai de tribunais, internatos, centros de recuperação de jovens, sempre permeado pelo descontrole emocional, desesperança, violência. A dificuldade é acertar a medida da rigidez das penas e do acolhimento, para que haja ao menos uma chance de recomeço.

Não temos nem de longe a estrutura que o sistema público francês oferece ao jovem. Pensar que um adolescente possa se recuperar nas nossas instituições é piada. Mas isentá-los de responsabilidade pelos crimes que cometeram também não leva a lugar algum. O que o filme da diretora Emmanuelle Bercot sugere é exatamente essa reflexão: até onde vai o papel da família e do Estado no trato com criminosos menores de idade? Guardadas as devidas proporções, é uma relação parecida com a responsabilidade depositada pelos pais nas escolas, uma transferência de poderes, enquanto eles deveriam ser complementares. Portanto, além de superemocionante, De Cabeça Erguida rende muita conversa.

DIREÇÃO: Emmanuelle Bercot ROTEIRO: Emmanuelle Bercot e Marcia Romano ELENCO: Catherine Deneuve, Sara Forestier, Rod Paradot, Benoît Magimel, Diane Rouxel | 2015 (120 min)

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EVERESTE | Everest
CLASSIFICAÇÃO: Suspense, Para Sentir Medo, Para se Emocionar, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Drama, Aventura, Ação - 16/09/2015

Quando No Ar Rarefeito foi lançado, em 2006, lembro bem como o livro deu o que falar. Se não me engano, foi através desse best-seller que ficaram escancaradas questões como o acúmulo de lixo no Himalaia, o excesso de expedições nas trilhas mais perigosas, como a do Evereste, e a presença cada vez mais evidente e preocupante de alpinistas-aventureiros e pseudo-atletas que se lançam na perigosa empreitada de subir a montanha mais alta do mundo sem o preparo emocional e físico que ela exige. A história vendeu muito e o autor John Krakauer não economizou na emoção e na reflexão sobre essa tênue linha entre a aventura-segura e o desafio-suicida.

Evereste, que já tem pré-estreias esta semana em todo o Brasil, segue essa linha. Baseada nos relatos do jornalista Krakauer, que foi convidado para acompanhar uma expedição ao Evereste em 1996 e escrever para a revista onde trabalhava, a produção traz à tona a seguinte reflexão: o que leva as pessoas a se arriscarem tanto? Qual é a grande motivação?

Há duas equipes protagonistas, lideradas por sujeitos de perfis bem diferentes: o destemido Scott Fisher, na pele do ótimo Jake Gyllenhaal, também em Nocaute, em cartaz; e o cauteloso Rob Hall, vivido por Jason Clarke. As diferenças de atitude diante das normas de conduta é que dão o tom do drama vivido pelos alpinistas. Em expedições assim, ficar atento à mudança no clima, respeitar o timing para subir e descer a montanha, não correr riscos desnecessários (os inevitáveis já são suficientes) e trabalhar em equipe são pontos cruciais para não morrer. E é aqui que a coisa pega.

Mesmo que você tenha lido o livro, Evereste vale seu ingresso. A história é impressionante e devastadora. Fiquei me questionando sobre alguns estranhos comportamentos humanos: a crescente necessidade de se provar, a constante insatisfação e o fascínio pela adrenalina de sentir a-vida-por-um-fio. Embora seja uma andarilha inveterada, confesso que sentir medo não é comigo. Mas é uma delícia poder pisar no Himalaia, ver a beleza e sentir fúria da natureza em segurança e em terceira dimensão. Se tem um filme que vale investir no efeito 3D, é este! O cenário é dos deuses.

 

DIREÇÃO: Baltasar Kormákur ROTEIRO: William Nicholson, Simon Beaufoy ELENCO: Jake Gyllenhaal, Michael Kelly, Jason Clarke, Emily Watson, Robin Wright, Josh Brolin, Keira Knightley | 2015 (121 min)

 

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