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junho, 2015

O CIDADÃO DO ANO – Kraftidioten
CLASSIFICAÇÃO: Suspense, Noruega, Garimpo na Locadora, Ação - 29/06/2015

Publiquei, no Cine Garimpo, uma lista de filmes escandinavos bacanas. O Cidadão do Ano, que concorreu ao Urso de Ouro em Berlim em 2014, merece fazer parte dela. Mistura suspense, ação e investigação, numa trama superengenhosa: um pai procura o assassino de seu filho, mas está interessado em pegar o mandante, e não seus capangas. Como não sabe quem ele é, vai matando todos da gangue, um por um, começando pelos peixes pequenos, subindo na hierarquia do poder dos mafiosos, até chegar aos tubarões.

Nils (Stellan Skarsgård, também em Gênio Indomável, Millennium, Uma Longa Viagem) é responsável por limpar a neve que bloqueia as estradas da Noruega. Pode-se imaginar a importância dessa profissão num lugar como esse, a ponto de ele ganhar o título de O Cidadão do Ano. Só que seu filho é assassinado, o laudo é de overdose, mas Nils não acredita. Vai atrás dos assassinos, até chegar no chefe dos traficantes. Com a frieza do ambiente gelado do inverno norueguês, o filme é uma caçada implacável aos culpados e acaba envolvendo também a máfia sérvia, com quem a gangue local divide o território do tráfico de drogas.

Has Petter Moland também é diretor de Uma Vida Nova e mostra aqui sua habilidade de fazer um filme de ação, com boa pitada de suspense e ironia. Você vai se sentir dentro da trama, acompanhando o raciocínio de Nils, à medida que o diretor é bastante didático: sinaliza quem morre e deixa claro a estratégia de terminar o filme só quando terminarem os suspeitos. Só segue assim quem não tem nada a perder.

DIREÇÃO: Hans Petter Moland ROTEIRO: Kim Fupz Aakeson ELENCO: Stellan Skarsgard, Birgitte Hjort Sørensen, Kristofer Hivju | 2014 (116 min)

 

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O GORILA
CLASSIFICAÇÃO: Para Pensar, Garimpo na Locadora, Drama, Brasil - 26/06/2015

O Gorila não é pra qualquer um. Tem que gostar de cinema nacional, de uma pegada autoral e de algo diferente. Já digo isso de cara pra você acerta no programa. Assista ao trailer, veja se te diz alguma coisa. Eu fiquei intrigada, adoro – e sempre destaco – as boas produções brasileiras. Tem muito lixo – como tem em qualquer lugar – mas tem filmes muito bons que merecem seu ingresso.

O Gorila demorou pra entrar em cartaz. Outro filme mais conhecido do diretor, filmado depois, furou a fila e passou na frente – Alemão, feito no Rio, que se encaixa no gênero “filme de favela”. Se Nada Mais Der Certo, de 2008, já vai mais para o lado de O Gorila – autoral, dramático, para pensar. E muito. Tem uma intensidade subliminar, nada óbvia, que é justamente o que vai espantar aqueles que não curtem esse tipo de filme.

Avisados, vamos a ele – que, aliás, deu ao ator Otávio Müller (também em Riscado) e à atriz Alessandra Negrini (também em 2 Coelhos) o prêmio de melhor ator e atriz coadjuvante respectivamente no Festival do Rio em 2012. Müller é Afrânio, um dublador caído e deprimido, que não consegue mais exercer a profissão e encontra uma válvula de escape criando uma outra identidade. Inventa um personagem chamado Gorila, que passa trote em algumas pessoas, estabelece vínculo com elas e constrói sua fama de pervertido. Até que toma uma invertida, pede ajuda para sua vizinha, fica intrigado com um misterioso telefonema e acaba preso na sua própria armadilha.

A trama se desenrola e se enrola bem – as informações são colocadas para  sugerir, para deixar pistas, não para explicar. O diretor deixa subentendido propositalmente, o que me fez entrar no universo confuso, solitário e amedrontado do passado e presente desse inseguro gorila. Termina sem se desenrolar, o que também faz parte do cenário dos dramas pessoais que levam vidas inteiras para se concluir – o que, muitas vezes, não acontece nem de longe. Prêmios mais do que justificados.

 

DIREÇÃO: José Eduardo Belmonte ROTEIRO: Claudia Jouvin, Sérgio Sant’Anna (livro) ELENCO: Otávio Müller, Alessandra Negrini, Mariana Ximenes, Eucir de Souza, Luiza Mariani, Maria Manoella, Milhem Cortaz | 2014 (90 min)

 


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MINIONS
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Animação - 25/06/2015

Os Minions chegaram! As criaturas amarelas de Meu Malvado Favorito fizeram tanto sucesso que ganharam um filme só pra eles. Isso é o que se chama de um genuíno spin-off, uma obra que nasce de outra, um personagem secundário que vira protagonista. Divertidos – e coloridos – esses Minions. Sem falar da língua estranha e engraçada com foi inventada pra eles!

Que haveria muitas aventuras e vilões, isso a gente já sabia. A novidade do roteiro está em voltar no tempo e contar para o espectador como eles surgiram. Mostra toda a trajetória desajeitada das criaturas e como elas cruzam o mundo, vão de Londres a Orlando à procura de um novo vilão, depois de terem colaborado com o dinossauro T-Rex e Napoleão ao longo da história. Finalmente encontram a vilã-mor do momento, a terrível Scarlet Overkill, dublada pela atriz Adriana Esteves (fiquei com vontade de assistir no original, com Sandra Bullock).

O que pode pegar os adultos – além das piadinhas triviais embutidas nas manobras atrapalhadas do trio Kevin-Stuart-Bob – são as referências musicais. Adorei os Beatles, principalmente quando passam pela faixa de pedestres! Boa pedida paras as férias com a criançada, embora não chegue nem aos pés do genial Divertida Mente – que está em outra prateleira.

DIREÇÃO: Pierre Coffin, Kyle Balda ROTEIRO: Bryan Lynch | 2015 (91 min)

 

 

 

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VIRANDO A PÁGINA – The Rewrite
CLASSIFICAÇÃO: Romance, Para Ver Bem Acompanhado, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Comédia Romântica, Comédia - 25/06/2015

Hugh Grant me lembra Julia Roberts, que me lembra Um Lugar Chamado Notting Hill – o que há de mais charmoso em comédia romântica. Tem tudo de bom: atores competentes e boa liga entre eles, uma história leve e divertida, que dá vontade de ver várias vezes, bem acompanhado. Agora ele volta com Virando a Página – que tem também esses componentes, é variação do mesmo tema, mas é assunto que nunca se esgota.

Quando consegue escapar da mesmice, comédias românticas são deliciosas. Virando a Página (boa adaptação do original The Rewrite, que remete a algo como “reescrever a própria vida”) tem ainda um enredo original: Keith Michaels (Grant, também em Quatro Casamentos e Um Funeral, Razão e Sensibilidade) é um roteirista de Hollywood premiado com um Oscar, que não consegue mais trabalho e vai dar aulas em uma universidade para conseguir pagar as contas. Embora não valorize seu métier (escrever), a experiência de ensinar jovens a desenvolver sua veia criativa, acreditar no seu potencial e buscar a sua identidade de texto acaba mudando seu ponto de vista sobre sua própria profissão.

Ao lado de Marisa Tomei (também em O Amor é Estranho, Tudo pelo Poder, Amor a Toda Prova), Grant garante a tal da liga do casal romântico. É espirituoso, tem o humor – e o sotaque – do mais tradicional galã inglês e não é um sujeito óbvio por si só. Seus personagens que o digam!

 

DIREÇÃO e ROTEIRO: Marc Lawrence ELENCO: Hugh Grant, Marisa Tomei, J.K. Simmions, Allison Janney, Chris Elliott, Olivia Luccardi| 2015 (107 min)

 

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FILMES INDEPENDENTES DO QUEBEC
CLASSIFICAÇÃO: Festivais, Canadá, Brasil - 23/06/2015

Já não é de hoje que o cinema canadense chama a minha atenção – e do mundo. Incêndios, de Denis Villeneuve, é genial (depois ele também fez Os Suspeitos, ótimo suspense), e os filmes de Xavier Dolan como Mommy e Lawrence Anyways são igualmente impactantes. Ambos cineastas, agora já transitando em festivais do mundo – Dolan foi, inclusive, júri em Cannes este ano – passaram pelo Ciné Tapis Rouge um dia. Portanto, são mostras assim que abrem as portas para grandes talentos nesse mercado tão competitivo.

O Ciné Tapis Rouge é uma organização canadense sem fins lucrativos, que desde 2007 organiza um intercâmbio de filmes entre Quebec e outro país. O objetivo principal da instituição é prestigiar e dar espaço para o cinema independente; o bacana é que inclui produções de outras nacionalidades, dando a chance para essa troca cultural tão rica para os cinéfilos. Já participaram do projeto Suíça, Bélgica, a Catalunha (Espanha), Romênia, Dinamarca e a Baviera (Alemanha). Agora é a vez do Brasil, que já teve seu cinema apresentado em Quebec em 2014 e agora nós é que recebemos as produções dessa região francesa do Canadá no Brasil.

Nessa edição brasileira da mostra Cinema Contemporâneo do Quebec, serão exibidos 12 longas e sete curtas de cineastas independentes. Entre eles está Robert Morin, responsável pelo filme da abertura, 3 Histórias Indígenas (Canadá, 2014, 70 min, foto acima), que fez parte da seleção oficial do Festival de Berlim em 2014. Junto com Luis Olivia e a diretora geral Vanessa Tatjana Beerli, Morin estará em São Paulo para o evento.

Também vale destacar o filme Whitewash, de Emanual Hoss-Dermarais, ganhador do Festival de Cinema de Tribeca. A programação está no site do Sesc e vale seu ingresso!


PROGRAME-SE:

o quê: filmes independentes produzidos por cineastas do Quebec, no Canadá

onde: no Cinesesc, São Paulo (R. Augusta, 2075 | São Paulo – SP | (11) 3087-0500

quando: de 25 de junho a 1º de julho de 2015

 

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CAMPANHA DO COBERTOR
CLASSIFICAÇÃO: Notícias, Brasil - 23/06/2015

Vejam que campanha simpática. Este filme estreia em janeiro de 2016 e a Fox Film do Brasil aproveitou pra chamar a atenção. Lançou uma Campanha do Cobertor com o personagem Linus, do filme Snoopy & Charlie Brown: Peanuts, O Filme. Como o amigo inseparável de Linus é o cobertor, a Fox resolver unir o útil ao agradável, incentivando a doação agora no inverno: “Ele já tem o dele. Doe para quem não tem”.

Você pode doar em 161 cinemas de todo o Brasil, até 21 de agosto. As redes participantes são: Cinemark, Cinesystem, Circuito Show, Playarte, Espaço Itaú, Cinespaço, Cinépolis, Cineart, Centerplex, Moviecom, Kinoplex, Grupo Cine, GNC, Cinematográfica Araújo, Cine Roxy e Circuito de Cinemas.

 

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FILMES CLÁSSICOS DE VOLTA!
E.T. - O Extraterrestre: marco na história do cinema e na adolescência de quem viveu essa fase nos anos 80.
CLASSIFICAÇÃO: Especiais - 23/06/2015

Pra quem curte rever os clássicos na telona, grande oportunidade. Ainda mais nas férias escolares – dá pra levar crianças pra ver E.T. e adolescentes pra curtir Top Gun! Abaixo o comentário dos filmes desta 8ª edição de Clássicos Cinemark.

PROGRAME-SE: 

o quê: filmes clássicos – cada um tem 3 sessões, ao longo de uma semana

onde: em 54 complexos da rede Cinemark (Aracaju, Barueri, Belo Horizonte, Betim, Brasília, Campinas, Campo Grande, Canoas, Cotia, Cuiabá, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, Londrina, Manaus, Natal, Niterói, Palmas, Porto Alegre, Recife, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Santo André, Santos, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São José dos Campos, Taubaté, Uberlândia e Vitória (veja programação da sua cidade no site).

quando: sábados, domingos e quartas-feiras, de 4/07 a 12/08

Sobre os clássicos:

45 8 de julho
O Silêncio dos Inocentes (118 minutos), de Jonathan Demme – Inesquecível parceria de Judy Foster e Anthony Hopkins. Ele é um genial psicopata; ela, a investigadora.

11, 12 e 15 de julho
Cidadão Kane (119 minutos), de Orson Welles 
O jornalista Jerry Thompson (William Alland) é escalado por seu chefe para investigar a vida de Charles Foster Kane (Orson Welles) após sua morte. O filme então acompanha a trajetória de Kane, um menino pobre que acaba se tornando um grande magnata do jornalismo e um dos homens mais ricos do mundo.

18, 19 e 22 de julho
Carrie, a Estranha (98 minutos), de Brian de Palma – Há uma recente refilmagem deste filme, com Julianne Moore e Chloë Grace Moretz (2013), que achei bem interessante. Julianne Moore rouba a cena. A primeira versão é com Sissy Spacek e Piper Laurie. Carrie é uma menina que vive polida pela mãe religiosa, sofre bullying na escola e se vinga de tudo e de todos com seus poderes sobrenaturais.

25, 26 e 29 de julho
E.T. – O Extraterrestre 
(115 minutos), de Steven Spielberg – Prescinde de apresentações: imperdível. Foi a quebra de paradigma na época, 1982, quando foi lançado.

1, 2 e 5 de agosto
Clube dos Cinco
 (97 minutos), de John Hughes
Depois de quebrarem algumas regras na escola, cinco adolescentes são obrigados a passar o sábado na detenção para escrever uma redação de mais de mil palavras sobre o que eles pensam de si mesmos. Apesar de muito diferentes, conforme o dia passa, os cinco vão se conhecendo melhor e acabam se tornando amigos.

8, 9 e 12 de agosto
Top Gun: Ases Indomáveis 
(110 minutos), de Tony Scott – Foi aqui que Tom Cruise ficou famoso. É um jovem – e lindo – piloto da marinha americana, que se apaixona por uma oficial e sofre a concorrência de outro bonitão. Muita ação, regada a romance. Boa pedida.

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QUE MAL EU FIZ A DEUS? Qu’est-ce qu’on a fait au Bon Dieu? (Varilux)
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, França, Especiais, Comédia - 18/06/2015

Agora entendo por que esta comédia levou 12 milhões de pessoas ao cinema e se tornou o filme de maior sucesso na França em 2014. Divertidíssimo, é a cara do território francês hoje (e também da Europa): uma mistura de raças, cores e tradições, em todas as camadas da sociedade. Quem dera tudo fosse visto com esse bom humor!

Claude e Marie Verneuil são um casal católico e tradicional, que deseja um bom casamento para cada uma de suas quatro filhas. Com tudo o que têm direito. Mas as coisas não saem como planejado e suas lindas herdeiras se casam com um judeu, um muçulmano, um chinês e um africano. Negro.

Os diálogos são engraçados, o elenco é rico e abundante, e a temática, divertidíssima. Pra quem ainda acha que cinema francês é pesado e escuro, voilà!

 

DIREÇÃO: Philippe de Chauveron ROTEIRO: Philippe de Chauveron, Guy Laurent  ELENCO: Christian Clavier, Chantal Lauby, Noon Diawara, Ary Abittan, Medi Sadoun, Frédéric Chau, Frérérique Bel, Julia Piaton, Emilie Caen, Elodie Fontan | 2014 (97 min)


Confira os horários da repescagem no site do Festival Varilux.

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DIVERTIDA MENTE – Inside Out
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Para se Divertir, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Animação - 18/06/2015

A mente humana nunca foi retratada desta maneira. Tudo bem que a gente sabe pouco sobre ela, que é a engrenagem mais espectacular que já existiu. Mas sabemos cada vez mais e nem assim havia, antes de Divertida Mente, uma representação artística tão fidedigna, tão detalhada e tão sensível sobre o que se passa dentro da nossa cabeça. Mais especificamente dentro da mente de uma garota que sai do conforto da infância para entrar na confusão da adolescência. Fiquei genuinamente emocionada e este é, sem dúvida, um dos grandes filmes do ano.

Conceitualmente – e também na prática – sabemos que essa fase de transição é quando passamos a ver o mundo com um olhar mais pessoal: as aventuras e os medos se intensificam, os amigos ficam mais relevantes, os grupos mais necessários, o imaginário perde espaço para o real, as memórias são selecionadas e arquivadas, e a família passa a ocupar o vagão paralelo na caminhada da adolescência. Anda junto, sempre ao lado, como alicerce. Mas já não olhamos a vida com os olhos dos pais e ela ganha uma nova dimensão.

Retratar tudo isso já é uma façanha e tanto. Fazê-lo com graça, beleza e muita sensibilidade é coisa de gênio. Quem está por trás de Divertida Mente é o mesmo diretor de Up – Altas AventurasMonstros S.A. e Wall-E, também responsável pela história original da série Toy Story: Pete Docter, da Pixar-Disney. O filme foi apresentado pela primeira vez em Cannes em maio e Docter disse, na coletiva de imprensa, que imaginou e escreveu a história de Riley observando o comportamento dos seus filhos e tendo como base recordações da sua própria experiência. Tinha que ser algo empírico mesmo – é muita realidade pra uma animação só.

A propósito, o filme conta como foi o momento em que a Ridley, uma menina que 11 ano, muda-se com os pais de uma cidade pequena para São Francisco, e precisa enfrentar todos os desafios da nova vida, da nova escola e aqueles próprios da idade. Tentando se adaptar, o filme nos transporta para dentro da mente da garota, onde alegria, medo, raiva, tristeza e nojo são personagens que regem seus pensamentos e suas ações. E a gente vivencia junto essa fase de mudanças, revisita as memórias acumuladas e se projeta no desafio de vencer as etapas. O título original Inside Out remete a esse movimento das informações e sentimentos que migram de dentro pra fora, moldando quem somos hoje. Mas encontrar o termo Divertida Mente, é um achado. Não que tudo seja diversão nessa fase da vida, mas a personagem Alegria (Joy) tem a obrigação de jamais deixar a peteca cair.

 

DIREÇÃO e ROTEIRO: Pete Docter, Ronaldo Del Carmen ELENCO: Amy Poehler, Bill Hader, Lewis Black | 2015 (94 min)

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