cinegarimpo

novembro, 2014

ELSA & FRED
CLASSIFICAÇÃO: Para Ver Bem Acompanhado, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Comédia Romântica - 28/11/2014

Mesmo que você assista esta versão americana de Elsa & Fred, vale a pena dar uma espiada no filme argentino que serviu de inspiração. Elsa & Fred – Um Amor de Paixão tem comentário no Cine Garimpo e por isso não vou repetir aqui o que já disse lá. O que vale a pena repetir é que ambos os filmes são uma homenagem ao amor reinventado, sem idade, sem formato pré-estabelecido. Caracterizado aqui pelo encontro de dois senhores na terceira idade, eu iria mais adiante: diria que o filme é para todos nós, que por vezes não acreditamos que é possível renascer e apreciar a vida e os relacionamentos de forma diferente.

Elsa é divertida, tem o talento da improvisação, da alegria no improvável e do sonho; Fred é carrancudo, rabugento e de mal com a vida. São vizinhos e encontram, passo a passo – como diz Elsa – uma via comum. Simples e romântico, tem também um recado preciso aos filhos daqueles que envelhecem, no momento em que as funções se invertem e eles começam a cuidar de seus pais. Não podemos esquecer que a vida ainda é deles e que a terceira idade, hoje em dia, já mudou de prateleira, chega mais tarde e quando morre alguém aos 65, 70, dizemos espontaneamente que “morreram jovens”.

Garimpando na locadora, outros bons filmes tocam nesse delicado ponto da reinvenção da vida nessa idade em que bate a solidão. Recomendo quatro, para o fim de semana. Anote aí, garimpe lá no blog e divirta-se: E Se Todos Vivêssemos Juntos, da francesa Stéphane Gobelin, O Exótico Hotel Marigold, do inglês John Madden, o francês Minhas Tardes com Marguerite, Jean Becker e o clássico Conduzindo Miss Daisy, do americano Bruce Beresford. Todos são um brindo à amizade – a irrestrita e atemporal forma do amor.

 

DIREÇÃO: Michael Radford ROTEIRO:  Anna Pavignano, Michael Radford ELENCO: Shirley MacLaine, Christopher Plummer, Marcia Gay Harden | 2014 (94 min)

 

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FILMES DA MOSTRA SP EM DEZEMBRO NA TCULTURA
Garimpo na Locadora: O PRIMEIRO QUE DISSE (Mine Vaganti) é uma divertida comédia italiana!
CLASSIFICAÇÃO: Notícias - 28/11/2014

Para quem gosta de filme de arte, mais alternativo e dorme tarde, a TvCultura exibe, toda a semana, um filme na segunda-feira, com reprise na sexta. Acontece que é tarde: 00h30 (madrugada de segunda pra terça), legendado; sexta é mais cedo, às 22h, mas com a grande desvantagem de ser dublado.

Em dezembro, já temos a lista, que começa segunda com o ótimo filme italiano O Primeiro que Disse, de Ferzan Ozpetek, com Riccardo Scamarcio. Bem divertido, dá para você saber mais no comentário aqui no blog (link acima). Segue a programação completa:

 

dias 01 e 05/12 – O PRIMEIRO QUE DISSE, de Ferzan Ozpetek (Itália)

dias 08 e 12/12 – UM ESTRANHO EM MIM, de Emily Atef

dias 15 e 19/12 – MOSCOU-BÉLGICA, de Chritophe Van Rompaey (Bélgica)

dias 22 e 26/12 – TIO BOONMEE QUE PODE RECORDAR SUAS VIDAS PASSADAS, de Apichatpong Weerasethakul (Tailândia)

29/12 e 02/01/15 – MAJORITY, de Seren Yuce (Turquia)

 

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HOJE TEM PRÊMIO DO FESTIVAL CELUCINE DE MICROMETRAGENS
Imagem de ALL IS NEED IS SEX, de Luiz Melo (Olinda, PE)
CLASSIFICAÇÃO: Notícias - 27/11/2014

Na coletiva de imprensa da edição da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo deste ano, um jornalista perguntou se a maioria das cópias dos filmes selecionados era digital. Nem precisava. Com um celular na mão, a gente sai filmando o que quiser. Claro que, pra isso virar um filme, é uma outra história. Mas fato é que a tecnologia, aliada a talento e criatividade, dá muita margem para produções interessantes.

Melhor ainda quando há onde mostrar. O FESTIVAL CELUCINE DE MICROMETRAGENS, na sua 6a edição, tem essa proposta: abrir espaço para filmes de feitos só em plataformas digitais: celulares, tablets, máquinas fotográficas e câmeras digitais. Adorei esse nome, Celucine! E o melhor de tudo: tema livre, de trinta segundos a 3 minutos. Não que seja fácil, mas é uma maneira bacana de incentivar gente talentosa a mostrar a cara – e o olhar!

A premiação dos melhores nas categorias Animação, Ficção e Documentário será hoje, dia 27, Itaú Cultural. Foram 256 inscritos de todo o Brasil e países de língua portuguesa e os melhores serão escolhidos pelo júri formado pela cineasta Anna Muylaert (de Durval Discos e É Proibido Fumar), pelo ator Julio Andrade (também de Entre NósSerra Pelada e Gonzaga – De Pai Pra Filho), pelo diretor de animação Ale McHaddo e por representantes do Itaú Cultural, Certisign, Rio Filme e Canal Brasil.

 Os finalistas são:

AnimaçãoRestos de Coisas, de Marco Nick (BH), Um Salve, de Mário Sérgio Ferreira (Blumenau, SC) e All is need is sex, de Luiz Melo (Olinda, PE; foto acima)

DocumentárioA Lua e a Madeira, de Pedro Bezerra Jorge (SP), Tum Tum, o Som do Batuque, de Bruno Martins Felipe Gonçalves (SP) e Cloudy Sky, de Alex Antônio de M. Souza (Parelhas, RN)

FicçãoElevate, de Silvana Nuti (SP), Maquiagem, de Evandro Manchini (RJ) e Fim de Jogo, de Cristian Damian de Ciânico (Florianópolis, SC)

 

 

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SOBREVIVI AO HOLOCAUSTO
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Para Entender o Nosso Mundo, Garimpo na Locadora, Documentário, Biografia - 26/11/2014

No dia que os americanos celebram o Dia do Veterano, eu estava nos Estados Unidos. Para a nossa realidade, esse tipo de comemoração não faz muito sentido, mas para eles faz: os veteranos saem às ruas vestidos com farda, tem banda tocando, gente fazendo discurso, pessoas emocionadas e o que mais me chamou a atenção, muito veterano jovem. Claro, os EUA foram recentemente atacados e o 11 de setembro de 2001 mudou tudo. Deste então, estão novamente em guerra. Sempre tem gente combatendo em algum lugar do mundo e, portanto, aquela imagem do veterano velhinho da Segunda Guerra já é coisa do passado.

O veterano de guerra é hoje um sujeito jovem. Fazendo o cálculo dos anos, um combatente que sobreviveu à guerra nazista, na melhor das hipóteses, tem lá por volta de 85 anos. Do Vietnã e do Golfo, ainda há muita memória viva, mas da Segunda Guerra, já não são muitos pra contar a história. Bem diferente dos relatos que ouvimos, uma amiga e eu, sobre os combates atuais, jovens patriotas enviados ao Afeganistão e Iraque, logo depois do ataque às Torres Gêmeas. E seguindo a mesma linha, se os veteranos já são poucos, os sobreviventes são menos numerosos ainda. Se pensarmos no Holocausto, no extermínio de 6 milhões de judeus e na implacável passagem do tempo, não é difícil concluir que são poucos os sobreviventes vivos até hoje. Em pouco tempo, não haverá mais ninguém para reviver a história. É a lei da natureza.

Sobrevivi ao Holocausto faz justamente esse papel, através da vivência trágica do judeu polonês Julio Gartner. No documentário, ele conta como foi seu martírio pelos campos de concentração, suas privações, a perda da família, as incontáveis situações de “quase morte” por que passou, sempre acompanhado da jovem Marina Kagan, que tem a idade aproximada que Julio tinha quando foi libertado. Percorrem os lugares por onde passou, desde a casa onde morava com seus pais até os 15 anos em Cracóvia, na Polônia, até o último campo de concentração em que esteve preso. O filme é simples, mas emocionante. Faz uma leitura genuína da trajetória de Gartner, documenta o terror com realismo e traz depoimentos bem interessantes. O mais emocionante é, sem dúvida, o encontro de Julio com o casal que o abrigou no interior da Polônia, onde viveu escondido dos nazistas por algum tempo.

É pela mesma razão – da passagem implacável do tempo ser inevitavelmente ligada ao esquecimento – é que se faz a chamada Marcha da Vida. O movimento que existe desde 1988 e foi registrado em documentário homônimo na sua 20a edição, em 2008. O projeto foi criado justamente por jovens que resolveram fazer o trajeto entre os campos de concentração de Auschwitz e Birkenau a pé, como era feito pelos judeus na Guerra – a chamada Marcha da Morte. A ideia junta jovens, idosos, sobreviventes e gente solidária independente de religião, nacionalidade ou credo, que não quer deixar a história cair no esquecimento. Já ficam de quebra dois Garimpos na Locadora, sobre esse tema da morte, mas também da vida que teima em continuar.

 

DIREÇÃO: Caio Cobra, Marcio Pitliuk ROTEIRO: Marcio Pitliuk ELENCO: Julio Gartner, Marina Kagan | 2014

 

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BOA SORTE
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Para Pensar, Garimpo na Locadora, Drama, Brasil - 20/11/2014

Primeiro filme que me veio à cabeça quando começa Boa Sorte é O Lado Bom da Vida, com Jennifer Lawrence e Bradley Cooper, em que dois jovens se apaixonam, num romance recheado de muita medicação e ansiedade. Depois me lembrei de Bicho de Sete Cabeças, com Rodrigo Santoro, em que há desamor, em que os pais internam o filho num hospício e o abismo entre a vida normal e a loucura fica ainda maior. As referências são muitas e casos reais, mais numerosos ainda. Por isso a leitura de Carolina Jabor, nesse seu primeiro longa, é tocante e tão delicada.

Premiado no Festival de Paulínia, Boa Sorte conta a história da jovem Judite, na pele da ótima Deborah Secco – aliás, vale dizer que ela nunca esteve tão bem. Soropositiva, está internada numa clínica de reabilitação, depois de ter detonado sua vida com todas as drogas possíveis e já ser considerada um caso perdido. Lá conhece João, representado pelo também ótimo João Pedro Zappa, um rapaz tímido que é viciado em remédios para ansiedade. Sim, isso é mais comum do que imaginamos. Juntos, descobrem um mundo em que o amor surge das cinzas, mas com possibilidade de mudar a perspectiva de vida.

Adaptado do conto de Jorge Furtado “Frontal com Fanta” – esse nome é espetacular e você vai entender depois que assistir a Boa Sorte – ficou muito bom na telona: um texto enxuto, que não enrola e escolhe as palavra a dedo, uma fotografia singela e reveladora, um enredo humano e transformador.

Leve seu jovem ou adolescente para assistir (indicação é 16 anos). Eu levei, eles curtiram, se emocionaram e entraram em contato com o mundo das drogas quando ela já toma conta da vida de alguém e as famílias já estão esfaceladas. Vale seu ingresso – e um bom papo depois que o filme acabar.

 

DIREÇÃO: Carolina Jabor ROTEIRO: Jorge Furtado, Carolina Jabor ELENCO: Deborah Secco, João Pedro Zappa, Fernanda Montenegro, Cássia Kis Magro, Felipe Camargo | 2014 (90 min)

 

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3a MOSTRA ÁFRICA HOJE
CLASSIFICAÇÃO: Para Pensar, Para Entender o Nosso Mundo, Especiais, Documentário - 20/11/2014

A 3a Mostra África Hoje homenageia Nelson Mandela, com o documentário de 1996, Mandela: Filho de África, Pai de uma Nação. Além desse, há outros 16 docs de diversos países africanos, lá no Belas Artes. Programão!

A programação completa está no blog da mostra (link acima) ou no site do Belas Artes.

QUANDO: de 20/11 a 3/12

ONDE: Cine Caixa Belas Artes (SP)

Terça, 25 de novembro
16h –  Foi Melhor Amanhã (2012), de Hinde Boujemaa
18h30 – Luanda: A Fábrica da Música (2009), de Kiluanje Libkierdade e Inês Gonçalves

Quarta, 26 de novembro
16h –  Prisioneiros da Esperança (1995), de Danny Schechter
18h30 – Rumba do Rio (2006), de Jacques Sarasin

Quinta, 27 de novembro
16h – Ady Gasy (2014), de Lova Nantenaina
18h30 – Kadafi, Nosso Melhor Inimigo (2011), de Antoine Vitkine

Sexta, 28 de novembro
16h –  Camarões Autópsia de uma Independencia (2007), de Valérie Osouf e Gaëlle Le Roy
18h30 – Contagem Regressiva (1994), de Danny Schechter
23h30 – Eu Fabrico meu Balafon (2007), de Julie Courel

Sábado, 29 de novembro
16h  – Vou cantar para Ti (2001), de Jacques Sarasin
18h30 – Capitão Thomas Sankara (2012), de Christophe Cupelin
23h30 – Soweto em Surf (2009/2010), de Sara Blecher

Domingo, 30 de novembro
16h –  Lumumba – A Morte do Profeta (1991), de Raoul Peck
18h30 – Contagem Regressiva (1994), de Danny Schechter

Segunda, 1º de dezembro
16h – Ady Gasy (2014), de Lova Nantenaina
18h30 – Foi Melhor Amanhã (2012), de Hinde Boujemaa

Terça, 2 de dezembro
16h –  Fahrenheit 2010  (2009), de Craig Tanner
18h30 – Soweto em Surf (2009/2010), de Sara Blecher

Quarta, 3 de dezembro
16h – Amílcar Cabral (2001), de Ana Ramos Lisboa
18h30 – Capitão Thomas Sankara (2012), de Christophe Cupelin

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10o FESTIVAL DE CINEMA ITALIANO
CLASSIFICAÇÃO: Festivais - 19/11/2014

Que maravilha tanta opção de cinema italiano. E digo mais: que maravilha ter mais opções de horários.  O problema dos festivais é sempre conseguir encaixar os horários. Pois bem: o 10o FESTIVAL DE CINEMA ITALIANO oferece 16 filmes, distribuidos entre o Caixa Belas Artes e o Cine Livraria Cultura. A maioria dos filmes será exibida 4 vezes, em horários variados. Ou seja, a chance de conseguirmos ver é maior. Que tal Un Ragazzo D’Oro, de Pupi Avanti (foto acima), com Sharon Stone e Ricardo Scamarcio?

Vale dizer que são filmes contemporâneos, produções que ainda inéditas por aqui. Veja no site do festival (link acima) e aproveite para emendar na 3a MOSTRA ÁFRICA HOJE, também no Belas Artes. Programaço!

 

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