cinegarimpo

agosto, 2014

ISOLADOS
CLASSIFICAÇÃO: Trailer, Brasil - 28/08/2014

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BOM GARIMPO E BOM APETITE!
CLASSIFICAÇÃO: Lista - 28/08/2014

Não é à toa que as famílias se reúnem ao redor da mesa, que a culinária de um país diz tudo sobre sua personalidade, que quem sabe cozinha tem paixão pelo que faz. É arte – eu bem sei, já que não tenho esse dom. Aqui vai uma seleção de 10 filmes em que a gastronomia dá o tom e rege os passos de seus protagonistas, como no ótimo The Lunchbox (foto).

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A 100 PASSOS DE UM SONHO – The Hundred-Foot Journey
CLASSIFICAÇÃO: Para Ver em Família, Para se Divertir, Índia, Garimpo na Locadora, Estados Unidos - 28/08/2014

Faz tempo que ando prometendo uma lista de filmes gastronômicos. Aqui vai o link, aproveitando o gancho da culinária que invade o cinema. E não é de agora, mas hoje temos nada menos que três bons filmes em que a comida é carro-chefe das relações entre as pessoas e dos sonhos da vida. Além do belga Bistrô Romantique e do americano Chef, agora temos o indiano, rodado na França, A 100 Passos de um Sonho – que faz um contraponto muito mais que simpático entre a gastronomia indiana e a francesa: traz graciosidade, cor e muito sabor!

Dirigido pelo sueco Lasse Hallström, também de Sempre ao seu Lado, Amor Impossível e Chocolate, o filme trabalha sempre com duas visões de uma mesma história: ora é a família indiana, ora a francesa que aparece; ora os ingredientes como o cury, ora as trufas; ora a língua francesa, ora a parsi; ora o ódio, ora o amor; ora a concorrência, ora a complementariedade. Essa é a grande graça do filme, que tem esse nome por causa da distância que separa o tradicional e premiado restaurante francês Le Saule Pleureur, no vilarejo de Saint-Antonin-Noble-Val, no sul da França, do recém-inaugurado restaurante indiano Maison Mumbai.

São só 100 passos, mas o caminho até lá foi bem mais longo. Após perder tudo na Índia, a família do talentoso Hassan vai tentar a vida na Europa e o acaso os leva até o sul da França, onde instalam seu novo restaurante bem em frente ao da antipática Madame Mallory (Helen Mirren, também em A Rainha, Atrás da Porta). Sobram farpas para todos os lados, ressaltando as diferenças culturais, comportamentais e gastronômicas dos franceses e indianos, sempre com muito humor e sabor. Para quem cozinha, é um prato cheio. E como sempre digo: para quem não cozinha como eu, sempre um prazer ver e sentir a satisfação de quem sabe que faz uma boa comida. Além do brilho nos olhos, água na boca!

 

DIREÇÃO: Lasse Hallström ROTEIRO: Steven Knight, Richard C. Morais ELENCO: Helen Mirren, Om Puri, Manish Dayal, Charlotte Le Bon, Amit Shah, Farzana Dua Elahe, Dillon Mitra, Aria Pandya, Michel Blanc | 2014 (122 min)

 

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MAGIA AO LUAR – Magic in the Moonlight
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Comédia Romântica - 28/08/2014

Quem é fã de Woody Allen e suas sutilezas, vai adorar Magia ao Luar; quem não é tão fã assim, vai se deparar um filme leve, surpreendentemente despretensioso para um diretor que fala pelas entrelinha e tem um humor afiado. É delicado, por assim dizer – característica que raramente percebo em sua obra. O que normalmente sinto são pitadas ácidas, indiretas explícitas e uma capacidade singular de fazer rir das incontáveis mazelas humanas.

Aos 79 anos, Allen produz praticamente um filme por ano. Dê só uma espiada na sua filmografia no site IMDb, o grande banco de dados da produção cinematográfica. É formidável. E melhor ainda é que ele consegue unir sua marca registrada da forma, com a contemporaneidade do conteúdo. Ou seja: mesmo hoje, quando a abertura dos filmes é cada vez mais inusitada e criativa, Woody Allen continua abrindo suas produções com os créditos e aquela trilha sonora que tem exatamente a sua cara.

Magia ao Luar conta uma história simples, sem entrar nos meandros de personagens complexos como em Blue Jasmine, nem esmiuçar a natureza humana como em Match Point. Volta ao passado como em Meia-Noite em Paris, mas não tem a malícia de Vicky Cristina Barcelona. Sua história é centrada no ilusionista Stanley (Colin Firth, também em O Discurso do Rei, Direito de Amar), que tenta desmascarar a encantadora e convincente médium Sophie (Emma Stone, também em Amor A Toda Prova, O Espetacular Homem-Aranha).

Assista ao trailer e já dá para sentir o clima de época e o charme do casal protagonista – que é o grande trunfo do filme. Como já disse, é delicado, mas é, sobretudo, um Woody Allen de bem com a vida.

 

 

DIREÇÃO e ROTEIRO: Woody Allen ELENCO: Emma Stone, Colin Firth, Howard Burkan | 2014 (97 min)

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LUCY
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Para Pensar, Garimpo na Locadora, França, Ficção Científica, Ação - 28/08/2014

Lucy trabalha com duas importantes premissas científicas: a teoria e a prática. Tudo aquilo que a ciência não foi capaz de desvendar é especulado nas teorias em que os cientistas se debruçam. E não é pouca coisa. Mas a mais misteriosa de todas ainda parece ser o cérebro humano. É dito que usamos somente 10% da nossa capacidade cerebral – o que não deixa de ser um chute, já que a maioria das conexões e habilidades decorrentes delas são desconhecidas. Partindo dessa teoria, o que seria do ser humano se ele fosse capaz de ativar os outros 90%? Ainda seria humano?

Na ficção científica de Luc Besson (também de Além da Liberdade), seria alguém capaz de fazer tudo, transformar-se em tudo, saber de tudo, ler os pensamentos, antever fatos, arquivar todas as informações existentes no mundo. Quem protagoniza esse ser altamente evoluído é Scarlett Johansson (também em Ela (sua voz), Match PointVicky Cristina Barcelona, Encontros e Desencontros, Como Não Perder Essa Mulher). Ela mora em Taiwan e entra de gaiato numa roubada por causa do namorado. É forçada a entregar um mala com conteúdo desconhecido a um perigoso mafioso-traficante. É feita refém e escolhida para ser “mula”- contrabandear no seu corpo uma droga poderosíssima para outros continentes.

Acontece que o saco contendo a droga estoura dentro dela, a droga vaza e potencializa suas ligações cerebrais de uma maneira exponencial. Sua única saída é procurar aquele que criou a teoria para algo que ela está vivendo na prática, cientista representado por Morgan Freeman (também em Invictus, Antes de Partir, Um Sonho de Liberdade, Seven – Sete Pecados Capitais). As sequências são rápidas, seguindo o mesmo ritmo do crescente uso do cérebro de Scarlett, que vai ficando cada vez mais poderosa.

Na ficção científica tudo é possível. O bacana de Lucy é que trata de um tema que realmente é um mistério e, por mais que a ciência evolua, nunca conseguiremos desvendar os meandros das nossas atividades cerebrais. É complexo demais para nossa cabeça limitada – o que não deixa de ser um paradoxo. Mas são os mistérios da natureza. E Luc Besson foi bem criativo na sua imaginação para essa poderosíssima personagem – que de humana não tem mais muita coisa. É mais garantido ficarmos mesmo só com 10% e fazermos dele um bom uso.

 

DIREÇÃO e ROTEIRO: Luc Besson ELENCO: Scarlett Johansson, Morgan Freeman, Min-sik Choi, Amr Waked | 2014 (89 min)

 

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Morre o diretor de Gandhi
CLASSIFICAÇÃO: Notícias - 25/08/2014

“Se adotarmos o princípio do ‘olho por olho’, toda a nação ficará cega.”

Mahatma Gandhi

Não que o filme Gandhi precise de um incentivo para ser revisto. A trajetória de Mahatma Gandhi é tão importante para o contexto da Índia de ontem e de hoje, que deve fazer parte do repertório de todos – inclusive dos nossos filhos (o meu de 10 anos ficou 3 horas vidrado na narrativa). Mas o que me levou a revê-lo foi o fato de ter lido há pouco o romance O Sári Vermelho (de Javier Moro – ver em Dicas Afins), que conta a história da italiana Sonia Gandhi, nora de Indira Gandhi. É bom dizer que não há parentesco entre Mahatma Gandhi e Indira – é apenas uma coincidência. Mas todos eles fazem parte da história da Índia e é muito interessante cruzar os fatos e fazer associações com todo esse material.

Vamos ao filme: Gandhi morre já na primeira sequência. Depois disso, o diretor Richard Attenborough conta a história do homem que tinha convicção de que libertaria a Índia da colonização inglesa sem pegar em armas. Retrata como Gandhi fica indignado com o racismo e a injustiça ainda quando era um jovem advogado na África do Sul. Mostra sua forma de pensar, a importância do “agir” e do protesto com intuito de instigar a reflexão.
Ganhador de 8 Oscares em 1983, Gandhi é magistralmente interpretado por Ben Kingsley (também em Fatal e A Ilha do Medo). Além de toda a sua postura de não-violência (“não há caminho para a paz; a paz é o caminho”), é muito interessante lembrar as consequências da Índia independente. Assisti ao filme na semana em que terroristas paquistaneses foram responsáveis por tentativa de atentado nos Estados Unidos. Fica a pergunta sobre a eficácia da criação do Paquistão naquela época, a eficácia da separação de muçulmanos e hindus, a dificuldade de conciliação entre povos, raças e religiões sempre que há uma mudança no comando de uma nação.

Segundo Gandhi, uma religião que não cuida das questões práticas e não ajuda a resolvê-las, não é uma religião. Aqui, as crenças funcionaram como verdadeiros barris de pólvora. Pena que sempre tenha sido assim.

 

DIREÇÃO: Richard Attenborough ROTEIRO: John Briley, Alyque Padamsee, Candice Bergen ELENCO: Ben Kingsley, Rohini Hattangadi, Roshan Seth, Saeed Jaffrey, Candice Bergen, Edward Fox, John Gielgud | 1982 (191 min)

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25o FESTIVAL INTERNACIONAL DE CURTAS METRAGENS DE SÃO PAULO
CLASSIFICAÇÃO: Especiais - 22/08/2014

Está no ar a 25ª edição do Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo, que vai até dia 31 de agosto. Toda a programação é grátis e o interessante é você escolhe uma sessão de acordo com o tema (Mostra Internacional, Mostra Brasil, Mostra Latino Americana) e de quebra assiste a vários filmes. Claro, o curta metragem tem curta duração e você tema chance de apreciar a diversidade das produções em uma só sessão – por assim dizer. Fiz essa experiência em outra edição do Festival e é bem bacana.

Meu destaque é para o programa Queda de Todos os Muros, uma homenagem aos 25 anos da queda do Muro de Berlim. São 29 curtas selecionados, produzidos tanto na Alemanha Oriental quanto na Ocidental.

 

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BISTRÔ ROMANTIQUE – Brasserie Romantiek
CLASSIFICAÇÃO: Para Ver Bem Acompanhado, Garimpo na Locadora, Comédia Romântica, Bélgica - 22/08/2014

Um casal de irmãos Pascaline e Angelo tocam um sofisticado bistrô, que está lotado no dia dos namorados. Tem gente jovem aguardando o grande amor; tem gente sozinha sofrendo pelo grande amor; tem gente esperando encontrar um amor através de um encontro às escuras; tem casal casado há décadas, que já se estranha e se sente desconectado; tem funcionários da cozinha tentando se conectar. E tem antigos amores que são pegos de surpresa nesta noite tão especial. Em meio aos preparativos para que tudo transcorra bem e os clientes saiam satisfeitos, Pascaline recebe a visita de Frank, seu grande e único amor. E o caldo entorna de vez.

Dinâmico e delicioso – não só pela gastronomia em si, pelo preparo dos alimentos e dos prato, pelo clima da cozinha gourmet – mas também pelos diálogos típicos das complexas relações a dois. Bistrô Romantique vai para a lista dos filmes gastronômicos, que mistura a arte da culinária com a arte de se relacionar. Bem ou mal, a conexão é inevitável. Não há gastronomia feita sem carinho, não há relacionamento que dure sem um olhar cuidadoso. Senão, vira tudo farinha do mesmo saco e aí deixa de ter o toque especial que o restaurante se propõe e um relacionamento pressupõe.

Nessa comédia da vida cotidiana, você vai se identificar com algum dos personagens. Tem cara de filme europeu, de produção independente, de diálogos construídos com cuidado e esmero. E conhecimento de causa. Porque falar de relacionamento com tanta sutileza não é tarefa fácil. O título daquele famoso filme francês Medos Privados em Lugares Públicos cai como uma luva nesse charmoso bistrô belga.

DIREÇÃO: Joël Vanhoebrouck ROTEIRO: Jean-Claude Van Rijckeghem, Pat van Beirs ELENCO: Filip Peeters, Koen De Bouw, Barbara Sarafian | 2012 (102 min)

 

 

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GARIMPO NO ITUNES BRASIL
CLASSIFICAÇÃO: Lista, Garimpo na Locadora - 22/08/2014

Há vários bons filmes disponíveis no iTunes Brasil – que tem ficado cada dia mais interessante. O Cine Garimpo selecionou sete produções, como sempre de países e perfis diferentes, como Por Uma Vida Melhor, de Sam Mendes (foto), para você sair do comum. Aproveite o fim de semana para arrisque novas visões e garimpar!

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UM BELO DOMINGO – Un Beau Dimanche
CLASSIFICAÇÃO: Para Ver Bem Acompanhado, Garimpo na Locadora, França, Épico - 22/08/2014

Alguns filmes conseguem terminar, sem terminar. Deixam o final em aberto, para a sua apreciação. Será que ele fica com ela? Assume a criança? Ou ela volta para o pai? Recebe algum dinheiro ou abre mão de tudo? São perguntas que ficam em aberto e acho isso louvável. Um filme não precisa ser necessariamente pronto, com começo, meio e desfecho. Pode deixar sugerido, pode deixar implícito, mas dentro da cabeça de cada um, tudo pode acontecer.

Um Belo Domingo é assim. Apresenta uma bonita história de amizade, que vai crescendo, revelando seus conflitos, trazendo o passo à tona para terminar sem nos dar uma conclusão. Você monta a equação com os dados do filme, as emoções que ele provocou e sua história particular de vida. Baptiste é professor substituto do ensino fundamental. Cobre alguém que está de licença e quando o profissional volta, ele parte para outra escola, em outra cidade. Vida de nômade, sem se apegar a lugar nenhum, a ninguém.

Até que um dia um garoto sobra na escola, o pai esquece de buscá-lo e eles acabam passando o fim de semana juntos. A mãe do menino Sandra (Louise Bourgoin, também de A Religiosa, Um Evento Feliz), trabalha num restaurante na beira da praia, tem uma vida instável e também não pode ficar com o garoto.

Contar mais é tirar a graça da história. A convivência surpresa entre os dois acaba fazendo com que cada um enfrente seus medos e fantasmas do passado. É como se passassem a vida a limpo e realmente tomassem as suas rédeas, pudessem fazer escolhas. Singelo, sem pretensão, Um Bom Domingo toca naquele ponto delicado das diferenças familiares e das dificuldades de aceitação do inesperado. É bom para reflexão, além de sugerir muitas opções para o final da trama.

DIREÇÃO: Nicole Garcia ROTEIRO: Jacques Fieschi, Nicole Garcia ELENCO: Pierre Rochefort, Louise Bourgoin, Dominique Sanda, Déborah François | 2013 (95 min)

 

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