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fevereiro, 2014

MERYL STREEP GANHA MOSTRA no MIS
CLASSIFICAÇÃO: Notícias, Brasil - 27/02/2014

Meryl Streep faz 65 anos, concorre ao Oscar pela 18a vez, agora por Álbum de Família, e já venceu 3 vezes: por Kramer X Kramer, A Escolha de Sofia e A Dama de Ferro. Na semana do Dia Internacional da Mulher, o MIS preparou uma mostra com os filmes abaixo. Aproveite, leia sobre os filmes aqui no Cine Garimpo e gaste somente R$ 6,00/R$3,00 num ótimo programa!

4 de março, terça
15h
A mulher do tenente francês 
(The French Lieutenant’s Woman)
dir. Karen Reisz, 1981, 124 min, Reino Unido, 16 anos, DVD
17h20
Manhattan
(Manhattan)
dir. Woody Allen, 1979, 96 min, EUA, 14 anos, Bluray
19h20
O franco atirador
(The Deer Hunter)
dir. Michael Cimino, 1978, 182 min, EUA, 18 anos, Bluray
5 de março, quarta
16h 
Kramer vs. Kramer (foto)
(Kramer VS. Kramer)
dir. Robert Benton, 1979, 105 min, EUA, 14 anos, Bluray
18h
As horas
(The hours)
dir. Stephen Daldry, 2002, 114 min, EUA/Inglaterra, 14 anos, 35mm
20h
Mamma mia!
(Mamma mia!)
dir. Phyllida Lloyd, 2008, 108 min, EUA/Reino Unido, 10 anos, Bluray
 
6 de março, quinta
16h30
Dúvida
(Doubt)
dir. John Patrick Shanley, 2008, 104 min, EUA, 16 anos, Bluray
18h30
As pontes de Madison
(The bridges of Madison County)
dir. Clint Eastwood, 1995, 135 min, EUA, 16 anos, DVD
21h
A morte lhe cai bem
(Death becomes her)
dir. Robert Zemicks, 1992, 104 min, EUA, 14 anos, Bluray
7 de março, sexta
17h
Um grito no escuro
(A cry in the dark)
dir. Fred Schepisi, 1988, 120 min, EUA/Austrália, 16 anos, DVD
19h
Adaptação
(Adaption)
dir. Spike Jonze, 2002, 114 min, EUA, 14 anos, DVD
21h
A escolha de Sofia
(Sophie’s choice)
dir. Alan J. Pakula, 1982, 150 min, EUA, 18 anos, Bluray

 

 

 

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PALPITES SOBRE O OSCAR 2014
CLASSIFICAÇÃO: Festivais - 27/02/2014

12 ANOS DE ESCRAVIDÃO foi o destaque do Oscar, especialmente na figura da atriz Lupita Nyong’o (imagem), que venceu como coadjuvante e fez um belo e espontâneo discurso. Dava pra ver que foi genuína emoção. A atriz Cate Blanchett e o ator Matthew McConaughey foram apostas acertadas – e merecidas. Assim como o coadjuvante Jared Leto, espetacular na figura do transexual. GRAVIDADE é pura técnica, embora eu ainda insista em dizer que Alfonso Cuarón, premiado como melhor diretor, acertou na última cena, tornou humano alto tão intangível.

Todos os filmes estão publicados aqui no Cine Garimpo. E o divertido é que agora, uma semana depois do Oscar, ouço os mais diversos comentários sobre os premiados. Viva a diferença!

(editado em 10/03)

 

 

Prestando bastante atenção no que dizem as pessoas sobre os filmes do Oscar – e este ano temos o privilégio de ter todos eles em cartaz  antes da premiação – há gente que achou Trapaça um pouco cansativo; que sentiu que O Lobo de Wall Street enaltece o mundo do dinheiro e é apelativo demais; e que Gravidade não agrada a gregos e troianos, é pura tecnologia. Há quem diga também que Nebraska é muito parado, que Ela não passa de uma viagem do diretor, abstrata demais, e que Philomena é só um simpático filme inglês. Dizem, é claro, que são filmes menores, de nicho, que ganham festivais, não o Oscar. Também sopraram por aí que Capitão Phillips é só Tom Hanks, assim como Clube de Compras Dallas é só Matthew McConaughey. Mesmo que eu não concorde, o que é que sobra então?

Antes de entrar nessa seara, vale dizer que o privilégio não é só ter os nove filmes disponíveis nas salas de cinema, mas ter nove filmes bons, bem trabalhados, competentes técnica e emocionalmente. Cada um no seu nicho, claro. E é essa a grande graça: assim como o cinema imita a vida, ele o faz em suas diversas áreas de conhecimento e sentimento. Dramas humanos pessoais, familiares, profissionais, na complexidade de sua ambição ou solidão, raiva ou doença, ironia ou humor, tristeza ou descoberta. Com certeza, um deles vai te acertar em cheio.

Portanto, não gostar ou criticar faz parte do jogo. Mas eu diria que, apesar das suas preferências, todos eles valem o seu ingresso. Mas o que é que sobra, então?  Minha aposta fica para aquele que se mostra mais complexo e completo, que toca na ferida das sociedades injustas, assim como a nossa; que trata de um drama pessoal e global atemporal, que fala de todos os sentimentos acima, menos do humor. E que por isso, sensibiliza todos nós sem piedade: 12 Anos de Escravidão. O filme conta a história verídica de Solomon Northup, um negro livre de Nova York, que foi trapaceado e vendido como escravo a fazendeiros sulistas em 1841. Passa 12 anos tentando manter-se são, física e emocionalmente. É uma revisão forte de valores, implacável. Já levou o Globo de Ouro e o Bafta, prêmio da academia inglesa. Ninguém sai ileso e acho que neste ponto não teremos como discordar.

 

 

 

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LUNCHBOX
CLASSIFICAÇÃO: Trailer, Índia - 27/02/2014

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VIDAS AO VENTO – Kaze Tachinu
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Japão, Garimpo na Locadora, Animação - 27/02/2014

Esta não é uma animação para crianças. Diferente de Ponyo – Uma Amizade que Veio do Mar, do mesmo diretor, Vidas ao Vento fala da vida adulta, das frustrações e conquistas profissionais, e da difícil e, ao mesmo tempo, compensadora vida amorosa. Entra naquela categoria das animações que têm um traço diferenciado – e que, muitas vezes, causam estranhamento aos mais inflexíveis. Arrisque-se, assista e deixe a metáfora do vento te levar.

Tudo gira em torno da vida de Jiro Horikoshi, um garoto míope, que sonhava em ser piloto de avião, mas sua visão não o deixaria passar nos testes. Apaixonado pela aeronáutica, acaba realizando seu sonho como engenheiros, projetando aviões de combate, nas décadas de 30 e 40, muitos usados pelo Japão na Segunda Guerra. O romance corre paralelo – e lindo – com a  garota dos seus sonhos e que o vento acaba levando, para perto e para longe. As metáforas são preciosas, a pincelada na história do Japão muito bem conduzida e a emoção genuína através do traço delicado e suave.

Vidas ao Vento é triste e belo ao mesmo tempo. Talvez seja pela solidez e coerência do personagem de Jiro, que não deixa seus sonhos para trás, luta por eles, mesmo sabendo que não venceria a batalha final.  Concorre ao Oscar de melhor animação e tem grandes chances de levar o prêmio.

 

DIREÇÃO e ROTEIRO: Hayao Miyazaki

 

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12 ANOS DE ESCRAVIDÃO – 12 Years a Slave
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Para Pensar, Para Entender o Nosso Mundo, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Drama, Biografia - 24/02/2014

Eterna dívida americana, a escravidão. Aliás, deveria ser dívida pra todo país que funcionou ou funciona desta forma. No Brasil, nem se fala. Essa história de feriado da Consciência Negra é justamente falta de consciência. Mas nos Estados Unidos parece que há algum tipo de redenção, vide o atual presidente negro. Embora passado seja passado, não se apaga. Fica manchado. Por essas e outras é que 12 Anos de Escravidão deve levar a estatueta de melhor filme no Oscar no dia 02 de março. É a minha aposta. Já levou o Globo de Ouro e o Bafta, prêmio da academia inglesa e, de todos, é o que tem o maior apelo emocional.

Já ouvi de algumas pessoas que Trapaça é um pouco cansativo; que O Lobo de Wall Street enaltece o mundo do dinheiro e é apelativo; que Gravidade não agrada a gregos e troianos. E que os outros não têm chance de ganhar, são filmes de nicho, bons mas não tão completos como aquele que toca na ferida americana – e, por que não, global? 12 Anos de Escravidão conta a história verídica de Solomon Northup, um negro livre de Nova York, que foi trapaceado e vendido como escravo a fazendeiros sulistas em 1841. Além de ser muito bem produzido, tem um apelo emocional forte e uma revisão de valores implacável. Ninguém sai ileso.

Northup escreve sua biografia e é com base nela que o diretor Steve McQueen dirige este filme. Salomon é vítima, claro, de um sistema cruel e desumano. Tenta sobreviver a todo custo, manter sua sanidade mental e física, buscar uma saída, provar que é de fato um homem livre. McQueen (também do fortíssimo Shame) coloca toda a frieza dos senhores de escravos na tela, mas sem criar um drama a parte. A história é como ela é, nada pode ser feito para mudar. A sensação que se tem é de mea culpa, de que ele nos faz engolir a amarga realidade de ser conivente com uma sociedade (como a nossa inclusive), cheia de injustiças e desigualdades. É um tapa na cara, sem luva de pelica. Fiquei sem ar, não dá pra respirar. E que, seja lá o que consigamos no futuro, nunca será suficiente.

Mas nada disso seria tão arrebatador se o elenco não estivesse na exata medida do drama. Chiwetel Ejiofor merece ser aplaudido de pé e é forte concorrente ao Oscar. Os senhores de olhares e chicotes implacáveis são fortes na figura de Michael Fassbender e Benedict Cumbaerbatch. Brad Pitt faz uma ponta rápida, mas que muda o ruma das coisas. E a escrava Lupita Nuong’o é o desespero no que sobrou de uma pessoa, também indicada ao Oscar. Portanto, time completo. Sem falar que o filme causou controvérsias mundo afora, pela tamanha violência retratada. Steve McQueen é negro e pode ser o primeiro a levar o Oscar de direção. Mas é inglês. Por que é que nenhum diretor americano fez um filme desta envergadura sobre essa dívida americana?

 

DIREÇÃO: Steve McQueen ROTEIRO: John Ridley, Solomon Northup ELENCO: Chiwetel Ejiofor, Michael K Williams, Michael Fassbender, Benedict Cumberbatch, Quverzhané Wallis, Lupita Nyong’o, Brad Pitt | 2014 (134 min)

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VIDAS AO VENTO
CLASSIFICAÇÃO: Trailer, Animação - 21/02/2014

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CLUBE DE COMPRAS DALLAS – Dallas Buyers Club
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Para Pensar, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Drama, Biografia - 21/02/2014

Estou descaradamente torcendo para que Matthew McConaughey fature o Oscar. Se bem que Leonardo DiCaprio está na sua quarta indicação, merece pela carreira e pode ser que ganhe agora por O Lobo de Wall Street. Mas o drama vivido por Ron Woodroof em Clube de Compras Dallas é mais intenso, tem um tom humano, sem sátiras ou ironias. É a vida como ela é, na seara dos marginalizados, dos que sofrem preconceito, dos que remam contra a corrente. Apesar de o trabalho dos outros concorrentes (Christian Bale, em Trapaça, Bruce Dern, em Nebraska, Chiwetel Ejiofor em 12 Anos de Escravidão) ser também excelente, alguns filmes tocam mais fundo. E isso depende de muita coisa além do talento do ator: depende do estado de espírito de quem assiste, do tema e do impacto do filme. E nesse quisito, se Matthew McConaughey tem concorrente, ele se chama Chiwetel Ejiofor, que também causa tremendo impacto.

O difícil papel de McConaughey faz lembrar Tom Hanks em Filadélfia, que também levanta a questão da AIDS, a recém descoberta doença nos anos 1980, de uma forma emocionante – revi recentemente, vale a pena. Ron Woodroof é um eletricista, caubói nas horas vagas, em Dallas. Leva uma vida promíscua e desregrada, até descobrir que tem AIDS. Em 1985, a medicação do AZT ainda estava em teste e não há muito o que fazer para prolongar a vida de Ron. Mas determinado a ajudar as pessoas também contaminadas e inconformado com o prognóstico de que teria somente 30 dias de vida, começa a contrabandear uma droga do México que ajuda no tratamento. Funda o chamado Clube de Compras Dallas, em que os membros soropositivos pagam uma mensalidade para receber a medicação, que de fato melhora um pouco a qualidade de vida.

Parece que vemos na tela pessoas reais e não atores. Além do excelente protagonista, o ator Jared Leto está ótimo e também concorre à estatueta como ator coadjuvante. A história é verdadeira, daquelas de inacreditável virada de mesa e força de vontade de viver. Além, é claro, de frisar bem a questão transformadora. Homofóbico e intolerante, Ron se transforma em uma pessoa melhor, deixa cair por terra o preconceito e modifica também aqueles que acreditam na sua causa e que o acompanham até o final.

 

DIREÇÃO: Jean-Marc VAllée ROTEIRO: Craig Borten, Melisa Wallack ELENCO: Matthew McConaughey, Jennifer Garner, Jared Leto| 2013 (117 min)

 

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INSIDE LLEWYN DAVIS – BALADA DE UM HOMEM COMUM – Inside Llewyn Davis
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Drama - 21/02/2014

Que imenso prazer assistir a um filme incrível, sobre algo banal como o cotidiano. Sim, porque o Llewys Davis do título é um anti-herói. Não tem nada de especial, não alavanca a carreira nem tem o dom do fino trato do amor, é persistente mas sofre com a falta de sorte, não sai de algum lugar e chega em lugar nenhum. Mesmo assim, os irmãos Joel e Ethan Coen são geniais e é com Inside Llewyn Davis que a 37ª Mostra Internacional de Cinema abre hoje. Tratam o homem comum com o olhar humano, cuidadoso, permeado por aquilo que Llewys tem de mais especial, que contrasta fortemente com suas mazelas: a música.

Imenso prazer assistir a um filme amarrado, apesar de a amarração do roteiro ser feita em uma história sem começo, meio e fim. É um  recorte aparentemente aleatório da vida desse cantor folk, que tenta se lançar no mercado, tenta ganhar terreno e dinheiro, dorme de favor na casa das pessoas, coleciona desafetos e amores desfeitos e que não tem desfecho propriamente dito. É como se o filme pudesse terminar em qualquer ponto, não perderia o sentido da banalidade do cotidiano, com genialidade.

Tem que ser muito hábil e principalmente sensível para construir uma narrativa desta maneira. Elenco forte, personagens marcantes, na Nova York dos anos 60. Detalhes sutis que compõem o todo, como o gato que permeia todo o filme, e a trilha sonora belíssima fazem deste o filme mais harmonioso e singelo dos que assisti dos diretores. Nada comparado com a agressividade de Onde Os Fracos Não Têm Vez, com o western de Bravura Indômita, nem com a ironia de Queime Depois de Ler, nem com a provocação de Um Homem Sério, nem mesmo com os episódios dos diretores em filmes como Paris, Eu Te Amo e Cada Um Com Seu Cinema. Inside Llewyn Davis (prescinde do subtítulo dado pela distribuidora) não tem a cara de nenhum deles. Tem cara única e uma beleza natural da vida do homem comum.

 

DIREÇÃO e ROTEIRO: Ethan Coen, Joel Coen ELENCO: Oscar Isaac, Carey Mulligan, John Goodman, Justin Timberlake | 2013 (105 min)

 

 

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ROBOCOP
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Ação - 21/02/2014

Se você não gosta de filmes de super-heróis, nem de ação, nem futuristas, antes de torcer o nariz para o novo RoboCop, ou melhor, o policial-robô, saiba que ele é dirigido pelo brasileiro José Padilha, o mesmo de Tropa de Elite. Aliás, tudo isso por causa de Tropa de Elite. Não foi um convite à toa, nem aleatório. O olhar de Padilha (também de Última Parada 174) dessa caótica relação entre cidadãos-policiais-metrópole é o que chamou a atenção dos executivos da Sony. Com tanto diretor americano bom, ter o brasileiro na linha de frente de uma mega produção como esta não é pouca coisa.

E o filme também não é pouca coisa. Além de muito bem feito, trata a questão do policial-robô de uma maneira humana, por assim dizer. Afinal, ele é um robô, mas é homem. Explico: o detetive Alex Murphy (Joel Kinnaman) fica seriamente ferido em um atentado. Sua única chance de sobreviver é servir de cobaia para uma experiência inusitada, pilotada por uma multinacional fabricantes de robôs. Seria metade homem, metade robô, seguindo a linha de defesa usada pelo  exército americano em outros países como o Iraque. Nos Estados Unidos, os robôs não são bem-vindos como substitutos para os policiais, por não terem a abordagem da emoção, do contato humano. Ter Alex dentro de uma estrutura altamente potente, capaz de combater a corrupção e o crime na Detroit dos anos 2028, parece uma mina de ouro para a empresa que só quer ganhar dinheiro.

É assim que surge esse RoboCop, temperado com o drama familiar do pai e marido Alex. Padilha sabe equilibrar o frágil balanço entre trabalho e lazer, razão e emoção, corrupção e ética, tática e tecnologia, o que faz de RoboCop um bom filme de ação e de efeitos especiais. Não foi tão bem na semana de abertura nos Estados Unidos, mas no Brasil terá um apelo forte. Ainda mais se todos souberam quem está por trás das câmeras.

 

DIREÇÃO: José Padilha ROTEIRO: Joshua Zetumer, Edward Neumeir ELENCO: Joel Kinnaman, Gary Oldman, Michael Keaton, Abbie Cornish | 2014 (108 min)

 

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FILADÉLFIA – Philadelphia
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Para Pensar, Garimpo na Locadora, Drama, Biografia - 20/02/2014

O personagem de Tom Hanks sabe desde o começo que tem AIDS – não me lembrava disso. Assim, não se trata de descobrir que tem a doença, nem de revelar à família que é homossexual. Esse drama não pertence a nós, espectadores. Filadélfia é essencialmente o tribunal, a questão do preconceito contra o brilhante advogado Andrew Beckett (Tom Hanks, também em Forrest GumpSintonia de Amor, Tão Forte e Tão PertoCapitão Phillips).

Vale dizer que estamos no começo dos anos 90, quando milhares de casos apareciam no mundo todo, causando pânico nos grupos de risco e na sociedade em geral. Lembro de o filme chocar na época pela objetividade com que trata o assunto, que acaba por englobar não só o preconceito contra os portadores do HIV, como também contra homossexuais, afroamericanos, negros e outras minorias. Tom Hanks ganha o Oscar de melhor ator, mas conta com um parceiro à altura. Denzel Washington (também em O Livro de Eli) é seu advogado e com clareza pontua a manipulação, o interesse econômico e os direitos iguais de uma pessoa, independente de orientação sexual, comportamento ou raça.

Vale rever, principalmente agora que entra em cartaz o ótimo Clube de Compras Dallas, também sobre o tema. O assunto do preconceito ronda nosso dia a dia de maneira inclemente. E tem mais: a música Streets of Philadelphia, de Bruce Springsteen, é linda e levou o Oscar de melhor canção.

 

DIREÇÃO: Jonathan Demme ROTEIRO: Ron Nyswaner ELENCO: Tom Hanks, Denzel Washington, Roberta Maxwell, Karen Finley, Mark Sorensen Jr. | 1993 (125 min)


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