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janeiro, 2014

GINGER & ROSA
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Inglaterra, Garimpo na Locadora, Drama - 31/01/2014

Dois bons motivos para assistir a Ginger & Rosa: o filme conta uma comovente história sobre as desilusões da adolescência e tem uma preciosa fotografia como pano de fundo. Em meio às dúvidas sobre a Guerra Fria, às contestações próprias dos adolescentes e aos conflitos familiares, as amigas Ginger e Rosa vivem o ano de 1962 com intensidade. O que diferencia é o olhar e a luz jogada na história e nos atores. Tem algo especial.

Ao mesmo tempo em que as meninas contestam as armas nucleares, envolvem-se em aventuras próprias da juventude. Querem liberdade, descobrem a sexualidade, o poder da transgressão e amizade fica pra segundo plano. Numa abordagem realista, mas nem por isso sem poesia, a diretora Sally Potter dirige com sensibilidade.

E temos Elle Fanning, a mesma de Um Lugar Qualquer, Super 8, Babel, Compramos um Zoológico. Com drama e graça na medida certa, rouba a cena e conduz o drama. Contemplativo, Ginger & Rosa. Lembro de ter terminando o filme e eu ainda ter ficado com as imagens fotográficas por um tempo na cabeça. Vai para a lista de filmes sobre a adolescência, sem dúvida.

 

DIREÇÃO e ROTEIRO: Sally Potter ELENCO: Elle Fanning, Alice Englert, Annette Bening, Christina Hendricks, Alessandro Nivola | 2012 (90 min)

 

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TRAPAÇA – American Hustle
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Comédia - 31/01/2014

Parece que Trapaça foi inspirado em uma história real, mas nem precisava. Houve de fato um agente do FBI que usou um trambiqueiro de terceira categoria para pegar peixes realmente grandes, mafiosos e políticos. Mas isso não tem a menor importância. Tenho certeza de que o filme supera o que realmente aconteceu. Mesmo porque, a realidade não tinha o quinteto que tem Trapaça e isso realmente não tem comparação.

Estão juntos Bradley Cooper e Jennifer Lawrence novamente, assim como em O Lado Bom da Vida; Christian Bale e Amy Adams também em dobradinha, como em O Vencedor. Os quatros novamente dirigidos por David O. Russell, com Jeremy Renner para fechar o quinteto e esperar para ver quais das 10 estatuetas do Oscar o filme vai faturar. Mas isso também pouco importa, se o que se quer é ver um bom filme. Trapaça tem personagens caricatos divertidos e bem construídos, ótimo visual e um desfecho muito bom. Só isso já vale seu ingresso.

Irving (Bale) é um vigarista, que se junta com Sydney (Adams), ainda mais ambiciosa, ganha dinheiro às custas de quem está desesperado.  O casal se dá muito bem, até ser descoberto por um agente do FBI (Cooper), que usa a dupla para dar o flagra em gente importante que aceita suborno e faz negócios escusos, como Carmine (Renner), um político influente. Mas nem tudo são estratégias e gente passional, como Rosalyn (Lawrence), pode virar o jogo completamente. Trapaça levou o Globo de Ouro de melhor filme na categoria comédia. Não tem nada de drama mesmo e é tudo construído para ser uma comédia das relações humanas – está na cara dos artistas que fazer o filme foi muito divertido. Tudo isso revestido por um belo figurino e por boas músicas dos anos 70. 

DIREÇÃO: David O. Russell ROTEIRO: Eric Warren Singer, David O. Russell ELENCO: Bradley Cooper, Christian Bale, Amy Adams, Jennifer Lawrence, Jeremy Renner | 2014 (138 min)

 

 

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QUANDO EU ERA VIVO
CLASSIFICAÇÃO: Suspense, Para Pensar, Garimpo na Locadora, Brasil - 30/01/2014

Indo na contramão dos gênero comédia, o mais assistido quando se trata de cinema nacional, Quando Eu Era Vivo explora o suspense, o terror. Algo com a mesma vibração encontrada em Trabalhar Cansa, que, definitivmente, não é para qualquer público. Tem algo de sobrenatural, um suspense em torno dos personagens e da história em si. Até mórbido, eu diria. E para quem gosta de cinema nacional e aprecia sair do lugar comum, pode ser uma boa surpresa.

O elenco é conhecido: Marat Descartes, presente em Trabalhar Cansa, Super Nada, Os Inquilinos; Antonio Fagundes, estrela da televisão e do teatro, Sandy Leah, cantora e atriz. Conhecido não quer dizer competente, mas aqui há harmonia e funciona. Marat é Júnior, um sujeito que acabou de se separar da mulher e volta pra casa do pai Sênior (Fagundes) a procura de abrigo. E alguma segurança. Apesar de totalmente desestruturado emocionalmente, o que mais sinto em Júnior é a sua fraqueza. Alguém indiferente. Logo se nota que a relação com o pai é distante, desconhecida, sem vínculo afetivo. Quem começa a estabelecer algum contato mais íntimo é a garota Bruna, uma estudante de música que aluga um quarto na casa de Sênior. Mas a realidade da família não pertence a ela e só Júnior sabe o que fazer com isso.

Tudo que Sênior havia guardado do passado, tudo que pertencia à mãe morta, é resgatado por Júnior, que mergulha no passado para conseguir viver o presente. Até que solta a pérola “quando eu era vivo” e o espectador começa a fazer a relação clara da presença da mãe morta, das visões da infância, dos objetos guardados, da música e da obsessão pelas experiências já vividas.

Em entrevista coletiva, os atores disseram que o filme fala da relação entre pai e filho. Eu diria que fala da não-relação, do abismo que se cria e da dificuldade de se comunicar. Só que aqui, ganha uma dimensão sobrenatural que pode causar estranhamento. Mas tem uma construção criativa e inovadora. Pra quem gosta de sair do lugar comum.

DIREÇÃO: Marco Dutra ROTEIRO: Marco Dutra, Gabriela Amaral Almeida ELENCO: Antonio Fagundes, Marat Descartes, Sandy Leah, Helena Albergaria, Tuna Dwek | 2014 (109 min)

 

 

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GLORIA
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Garimpo na Locadora, Drama, Chile - 30/01/2014

Depois de dez minutos de filme, vários outros me vieram à cabeça. Logo de cara dá pra perceber que Gloria não é só a protagonista, mas é a história propriamente dita. Assim como ela, outras tantas mulheres maduras, imagino que na casa dos 50 e 60 anos, sentiram vontade – e necessidade – de se reinventar, de encontrar um companheiro, de renovar o casamento e de viver a própria vida. Lembrei do recente (e lindo) francês Os Belos Dias e do inesquecível inglês Shirley Valentine. Gloria é mais uma dessas mulheres, referendando uma trajetória universal, de uma mulher comum, mas de uma presença incrível.

A chilena Paulina García faturou o Urso de Prata em Berlim por seu personagem. Divorciada há 12 anos, Gloria é independente financeiramente, mas solitária. Os filhos levam sua vida, não querem muito envolvimento e ela busca companhia nas festas para solteiros. Conhece Rodolfo, um senhor que se diz recém separado, mas que ainda é manipulado pelas dependentes filhas e ex-mulher e parece não querer, no fundo, mudar de vida.

O filme é um retrato de uma fase da vida de Gloria, que tenta basicamente ser feliz e parar de viver a vida dos outros. Sem complicar, pelo contrário. É divertida, espirituosa, consegue correr riscos, não fica remoendo o passado. Tem alto astral, por assim dizer. Sem ter nada de especial ou inusitado (pelo contrário, fala da vida de gente como eu e você), Gloria é sensível e sensato, profundo e objetivo. Não é daqueles filmes reflexivos, mesmo porque Gloria não perde tempo analisando sua vida. Vai à luta, procura os filhos, demonstra afeto, busca companhia, entrega-se de coração e com prazer. Mas Paulina García consegue construir um personagem completo, que preenche a tela e diz a que veio. Vide a última cena. Se fosse resumir em uma palavra, eu diria que é um filme de descoberta.

DIREÇÃO: Sebastián Lelio ROTEIRO: Sebastián Lelio e Gonzalo Maza ELENCO: Paulina García, Sergio Hernández, Diego Fontecilla | 2013 (105 min)

 

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GRAND CENTRAL
CLASSIFICAÇÃO: Para Ver Bem Acompanhado, Para Pensar, Garimpo na Locadora, França, Drama - 24/01/2014

Léa Seydoux é mesmo a bela da vez. Sua imagem estourou mundo afora no filme Azul é a Cor Mais Quente (também em cartaz), que ganhou repercussão por ter ganho a Palma de Ouro tripla em Cannes: para as duas protagonistas e para o diretor. É também o seu olhar que chama tanta atenção em Adeus, Minha Rainha, e vagamente me lembro da charmosa moça da feira em Meia-Noite em Paris e da dona do cinema em Bastardos Inglórios. Mas ao seu lado está o também charmoso e talentoso  Tahar Rahim, do ótimo O Profeta, e do intrigante, pouco conhecido, Perder a Razão (Príncipe do Deserto eu deixo pra lá…). Tudo isso pra dizer que a dupla arrasa, tem uma liga incrível e realmente transmite toda a paixão que vivem em cena.

Tendo dito isso, é claro que Grand Central é “para ver bem acompanhado“. Mas também encaixa-se na categoria “para pensar“, já que a trama se passa em uma usina nuclear na França, onde os funcionários  são expostos à radiação e a todos os riscos de saúde decorrentes dela. Filmado em uma usina desativada, Grand Central foi selecionado para a categoria Un Certain Régard de Cannes (que eu adoro) e conta a história de Gary Manda, um sujeito simples e sem preparo técnico, em busca qualquer trabalho que lhe renda algum dinheiro. Indicado por um amigo, vai parar nessa usina e apaixona-se por Karole, mulher do seu supervisor. Como acontece em locais ermos de trabalho, as famílias moram juntas em vilas operárias, o que constrange e dificulta ainda mais a situação do jovem casal.

Intenso, assim como os dois protagonistas. Olhares marcantes e misteriosos, tanto Léa, quando Tahir. Aquece o romance e cria um clima de incerteza e escolhas difíceis. Ao mesmo tempo, levanta a questão atual da segurança das usinas nucleares, tanto para o meio ambiente, quanto para os trabalhadores, que devem passar por processos de descontaminação severos, sob pena de terem sua saúde prejudicada para sempre. Tem um bom mix dos dois elementos, mas sem dúvida é do romance que você vai se lembrar quando sair do cinema.

DIREÇÃO: Rebecca Zlotowski ROTEIRO: Rebecca Zlotowski, Gaëlle Macé ELENCO: Léa Seydoux, Tahar Rahim, Olivier Gourmet, Camille Lellouche | 2013 (94 min)

 

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O LOBO DE WALL STREET – The Wolf of Wall Street
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Comédia - 24/01/2014

Desta vez Leonardo DiCaprio acertou em cheio. Digo isso porque sua atuação em O Grande Gatsby ficou muito aquém do talento que é. Mas foi um deslize, principalmente para quem tem filmes como Django Livre, J. Edgar, Ilha do Medo, Foi Apenas um Sonho, Diamantes de Sangue, Os Infiltrados no currículo. Como o “lobo de Wall Street”, DiCaprio está simplesmente espetacular. Então, prepare-se para três horas eletrizantes e frenéticas, que sem dúvida acompanham o ritmo de vida que o especulador da Bolsa de Valores, Jordan Belford, estava decidido a levar.

Figura real, este Belford. Hoje dá palestras motivacionais pelo mundo e escreveu um livro contando sua história, que é a base deste filme. Começa sem nada, luta para conseguir uma vaga em um banco de investimentos de Wall Street,  tem o azar de estar no lugar certo, na hora errada, começa do zero de novo e tem a ideia de fundar a Stratton Oakmont, uma corretora que vende ações podres, para gente pobre. Ludibriando os investidores, violando as regras do mercado financeiro e enchendo o bolso de dinheiro, ele vive anos de verdadeira orgia nos anos 90, regado a drogas, bebidas, festas, prostitutas, poder, ganância, humilhação e mais drogas.

Personagem incrível por si só, Jordan ganha uma força impressionante na pele de DiCaprio. Levou o Globo de Ouro pelo papel e foi indicado ao Oscar também – não é por acaso. E ainda tem a direção de Martin Scorsese. Além de impecável, o diretor tem uma qualidade que considero especial: eleva os coadjuvantes de uma maneira sublime. Destaco dois. O primeiro é Johal Hill, que faz o parceiro de Jordan desde o começo da empreitada. Sempre expressivo, e engraçado, fundamental para o personagem de Jordan ser o que ele é. O segundo é Matthew McConaughey, que em sua breve aparição como chefe de Jordan no começo do filme, faz da cena do jantar algo inesquecível. Saboreie, a cena é boa demais. O Lobo de Wall Street vale cada um dos seus 180 minutos.

 

DIREÇÃO: Martin Scorsese ROTEIRO: Terence Winter ELENCO: Leonardo DiCaprio, Matthew McConaughey, Johal Hill, Margot Robbie, Jon Favreau, Spike Jonze, Jean Dujardin | 2013 (180 min)

 

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A AVENTURA DE KON-TIKI – Kon-Tiki
CLASSIFICAÇÃO: Para Ver em Família, Para se Emocionar, Para se Divertir, Noruega, Garimpo na Locadora, Aventura - 21/01/2014

A história, por si só, já é incrível. Que tal navegar 8 mil quilômetros no Pacífico, do Peru à Polinésia Francesa, em uma jangada de madeira? Que tal imaginar essa expedição em 1947, bancada por uma turma que nunca tinha navegado antes? Pilotados pelo pesquisador Thor Heyerdal, essa tripulação – tão despreparada quanto aventureira – precisa chegar viva no oeste para comprovar a tese do norueguês: de que a Polinésia teria sido colonizada primeiramente pelo povo sulamericano, que teria embarcado nessa perigosa viagem perseguindo Kon-Tiki, o deus sol dos incas.

Cruzar o Pacífico usando os mesmos recursos que os incas usaram parece irreal. Mas Thor não teima em provar que está certo, constrói a jangada de madeira e parte para 101 dias de viagem. Quem viu As Aventuras de Pi vai fazer a ponte entre os dois filmes: à deriva em alto mar, a tripulação se depara com momentos de tensão, e outros de euforia. Além, é claro, de todas as belezas e perigos inerentes a esse tipo de viagem. Mas é preciso dizer que a produção tem ritmo, conta uma história real e inacreditável e é bem bacana.

As Aventuras de Kon-Tiki perdeu a estatueta do Oscar de melhor filme estrangeiro para o francês Amor, no ano passado. Boa pedida para adolescentes, ávidos por aventura, só que diferente dos nossos dias. Nos anos 40, as mensagens a bordo dependiam de uma rádio mequetrefe e de um telégrafo, sem que qualquer possibilidade de socorro pudesse chegar a tempo. Para uma geração acostumada com todas as facilidades e benesses da tecnologia atual, viajar numa jangada de madeira parece coisa do outro mundo. E é.

 

DIREÇÃO: Espen Sandberg,  Joachim Rønning ROTEIRO: Petter Skavlan ELENCO: Pål Sverre Valheim Hagen, Anders Baasmo Christiansen, Odd-Magnus Williamson, Agnes Kittelsen, Gustaf Skarsgård, Jakob Oftebro , Tobias Santelmann | 2012 (118 min)

 

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PELOS OLHOS DE MAISIE – What Maisie Knew
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Drama - 19/01/2014

Já disse – e repito aqui mais uma vez – que fico particularmente tocada por filmes que conseguem transmitir o sentimento de criança sobre o mundo dos adultos de maneira genuína – montei até uma lista sobre isso. O que se vê com mais frequência são crianças ora infantilizadas demais, ora emancipadas de forma artificial. Fica com aquela cara de promoção-mirim-a-qualquer-preço, que foge totalmente da espontaneidade infantil. E é aqui que a menina Maisie arrasa: um olhar assustado na medida certa; uma atitude sincera como é natural em uma criança.

E eu diria ainda que o filme marca outro ponto positivo, fundamental para fazer a diferença. Não conta nenhuma história que a gente não conheça. Fala de pessoas comuns, que se relacionam, formam uma família, perdem a comunicação e precisam reinventar a relação. Portanto, um enredo de pessoas como nós, comandadas pela mestre Julianne Moore – que inclusive estrelou outros dois filmes dezembro passado, Carrie, A Estranha e Como Não Perder Esta Mulher (veja lista com mais filmes com a atriz) e é sempre uma presença marcante na tela.

Julianne Moore é Susanna, uma cantora de sucesso, que atravessa uma crise no casamento e precisa encaixar a filha na sua rotina maluca de viagens. Enquanto os pais lutam pela custódia da menina, ela fica no meio do tiroteio: a mãe viaja em turnê e namora um barman; o pai é ausente e começa a namorar a babá. No meio do egocentrismo, quem brilha e observa tudo com olhos bem atentos é Maisie, que transmite toda essa simplicidade de que falei acima. É como se ela visse o que os adultos, cheios de preconceitos, interesses pessoais, egoísmo e dificuldade pura e simples de se expressar, não conseguem enxergar. No fundo, ela já sabia qual seria o seu lar. E é esse o olhar especialmente emocionante do filme.

 

DIREÇÃO: Scott McGehee e David Siegel ROTEIRO: Nancy Doyne, Carroll Cartwright ELENCO: Julianne Moore, Steve Coogan, Onata Aprile, Alexandre Skarsgard, Joanna Vanderham | 2013 (99 min)

 

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A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS – The Book Thief
CLASSIFICAÇÃO: Trailer, Para se Emocionar, Estados Unidos, Alemanha - 19/01/2014

Todo mundo leu o livro de Markus Zasak, portanto fica grande a expectativa em torno de A Menina que Roubava Livros. Segue o trailer abaixo. Torço para que passe longe daqueles novelões sobre a perseguição nazista. Estreia dia 31 de janeiro.

 

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PRAIA DO FUTURO, COM WAGNER MOURA, COMPETE EM BERLIM
CLASSIFICAÇÃO: Notícias - 18/01/2014

Quando estrelou em Elysium, Wagner Moura declarou na coletiva de imprensa que seleciona a dedo os convites que recebe. E confessou que estava feliz com sua participação no longa Praia do Futuro, também uma produção internacional. Mas bem diferente da superprodução com Matt Damon e Alice Braga, que envolve muito dinheiro e um aparato tecnológico do outro mundo – literalmente. O filme de Karim Aïnouz, também de Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo, é o oposto. Independente e alternativo, por assim dizer, tem uma apelo emotivo, valoriza o personagem e suas relações.

Ainda não vi, mas parece que Berlim aprovou. Foi incluído na competição oficial do festival, em sua 64ª edição, que acontece de 6 a 16 de fevereiro. Rodado em Fortaleza e Berlim, Praia do Futuro conta a história do salva-vidas Donato, na pele de Wagner Moura. Donato não consegue resgatar um alemão, sente-se desiludido e resolve mudar-se para a Alemanha. Seu irmão, Ayrton (Jesuíta Barbosa, também em Tatuagem) é que vai tentar resgatar o contato com o irmão.

O QUE MAIS WAGNER MOURA FEZ QUE VALE A PENA?

SERRA PELADA, de Heitor Dhalia (2013)

ELYSIUMNeill Blomkamp (2013)

A BUSCA, Luciano Moura (2013)

O HOMEM DO FUTURO, Claudio Torres (2011)

VIPS, Toniko Melo (2011)

TROPA DE ELITE 2, José Padilha (2010)

CARANDIRU, Hector Babenco (2010)

ABRIL DESPEDAÇADO,  Walter Salles (2001)

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