cinegarimpo

novembro, 2013

CASA DE AREIA
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Garimpo na Locadora, Brasil - 27/11/2013

“Aqui é mar aberto. O barco é só para pegar peixe. Nunca vi ninguém chegar. Nem sair.”

Revi Casa de Areia e gostei ainda mais. Lembrava que era bonito, calmo e intenso ao mesmo tempo; agora percebi que é de uma beleza ímpar – em todos os aspectos. Nos quisitos mulheres, relações, escolhas e família é tocante. Minha dica: assista em um dia calmo e contemplativo, para não achar que é areia demais para o seu caminhãozinho – literalmente. Não conheço a região dos Lençóis Maranhenses onde foi filmado, mas já fui lá perto, onde a natureza é semelhante, onde a areia encobre tudo e muda a paisagem num piscar de olhos. Um quase deserto, não fosse pelas lagoas que se formam com as chuvas.

Fico imaginando uma imensidão de areia a perder de vista e a perder a noção do tempo. Assim como aconteceu com Maria e Áurea, que foram parar naquela terra de ninguém, onde “o que não é céu é chão” em 1910, para nunca mais sair. Áurea vai com o marido, levando sua mãe. Ele morre, elas permanecem. Áurea é Fernanda Torres (também em A Mulher Invisível e Jogo de Cena), e Maria, a outra Fernanda, a Montenegro (também em Central do Brasil). O tempo passa, Áurea tem uma filha também Maria. À medida que Áurea e Maria crescem, é Fernanda Montenegro que passa a representá-las. Convenhamos: tem que ser muito boa para encenar as três gerações da família.

Não é para qualquer uma mesmo. Ela é fantástica. E com a semelhança física entre as duas, a gente acredita piamente. Gostei das referências ao tempo – que nesse areial é medido pelas chuvas, pela passagem do moço que traz sal, pela formação ou não das lagoas, pelo envelhecimento. Alguns acontecimentos marcam onde estamos na linha do tempo: os cientistas que passam por lá em 1919 contam que houve uma guerra por quatro anos; quando retornam ao mesmo local, voltam de jipe, dizendo que já tinham estado lá há 20; Maria encontra a mãe e conta que o homem havia pisado na Lua. Gosto da expressão de Áurea quando fica sabendo que não encontraram nada mais do que areia por lá. Areia por areia, que ficasse onde estava mesmo. Faz cara de feliz, como quem tem certeza que não perdeu muita coisa na vida.

 

DIREÇÃO: Andrucha Waddington ELENCO: Fernanda Montenegro, Fernanda Torres, João Acaiabe, Haroldo Costa, Enrique Díaz, Camilla Facundes, Stênio Garcia, Ruy Guerra, Nelson Jacobina, Seu Jorge, Jorge Mautner, Luiz Melodia, Emiliano Queiroz |  2005

 

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BLUE JASMINE
CLASSIFICAÇÃO: Para Pensar, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Drama - 20/11/2013

Jasmine não perde a pose por nada neste mundo. Nem quando o marido milionário (Alec Baldwin) é desmascarado e vai preso por todas as suas falcatruas. Nem quando fica sem um tostão, mas insiste em viajar de primeira classe. Nem quando não tem onde cair morta e a única opção é pedir abrigo na casa da irmã brega, que faz o irritante jogo da Poliana o dia inteiro (Sally Hawkins). Nem quando tenta se arranjar com outro marido rico, mas as mentiras põe tudo a perder.

Sempre elegante, e quase sempre cheia de si. Não se redime, não cansa de humilhar as pessoas, nem acha que deva trabalhar como todos os mortais para ganhar a vida. Leva muita rasteira de uma vez só, mas aposto como Jasmine, brilhantemente interpretada por Cate Blanchett, vai achar uma maneira de “se dar bem na vida de novo”. É do tipo incansável.

Por esse personagem complexo, atemporal, retrato dessa sociedade consumista e materialista ao extremo, Woody Allen é espetacular. Assim como também o é em Meia-Noite em Paris, Vicky Cristina Barcelona, Match Point – só para citar os mais recentes. Mas em Blue Jasmine ele é ácido na medida certa: questiona os valores da alta sociedade, a coloca cara a cara com a classe média cafona, que se contenta com tudo aquilo que a outra despreza, provocando um atrito sem solução. Aliás, o filme também é bom nisso: não tem solução pra nada, apenas apresenta um retrato dessa sociedade doente. Que me fez rir em alguns momentos. Pra não chorar.

Toca na questão familiar, mas não é o principal. O que fica aqui é a construção dessa Jasmine, elegante e cruel, irônica e amarga. Ela se encaixa bem no perfil do novo rico besta: aquele que não sabe lidar com o dinheiro, que o coloca na prateleira errada da vida, que acredita, piamente, que é melhor que os outros por causa de sua conta bancária. E que, apesar de todos os tropeços, mentiras e esnobadas, não perde a pose, embora vazia e solitária, por nada nesse mundo.

Fiquei pensando por que razão Woody Allen premia a personagem de Cate Blanchett com o “blue” no nome. Uma pérola. Seriam por seus olhos azuis? Ou seria uma metáfora do “feeling blue” americano? Definitivamente, fico com o simbolismo dos olhos. Porque Jasmine sente raiva e repulsa, quer vingança, acredita ter sido injustiçada, continua achando que tem razão. Mas não sente a melancolia, nem a tristeza, que o “blue” sugere. De jeito nenhum.

DIREÇÃO e ROTEIRO: Woody Allen ELENCO: Cate Blanchett, Alec Baldwin, Sally Hawkins, Peter Sarsgaard | 2013 (98 min)

 

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SCARLETT JOHANSSON GANHA PRÊMIO DE MELHOR ATRIZ… SEM APARECER
CLASSIFICAÇÃO: Especiais - 19/11/2013

Tem que estar com muita moral mesmo. Levar o prêmio de melhor atriz sem ao menos aparecer na tela, é demais. Scarlett Johansson é uma das atrizes mais badaladas da atualidade e acaba de vencer o prêmio de melhor atriz no 8o Festival de Cinema Roma pelo filme Ela, de Spike Jonze. A história é sobre um sujeito (Joaquin Phoenix) que se apaixona por Samantha, a voz de um sistema operacional de computador. A voz é de Scarlett, mas ela não dá nem as caras. Depois dessa, ela ficou ainda com a bola mais cheia!

Enquanto Ela não estreia por aqui (nos cinemas em janeiro de 2014), vejam outros filmes bacanas com a atriz:

COMO NÃO PERDER ESSA MULHER, de Joseph Gordon-Levitt (nos cinemas em 6 de dezembro)

ENCONTROS E DESENCONTROS, de Sofia Coppola

VICKY CRISTINA BARCELONA, de Woody Allen (foto acima)

MATCH POINT, de Woody Allen

COMPRAMOS UM ZOOLÓGICO, de Cameron Crowe

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TATUAGEM
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Garimpo na Locadora, Comédia, Brasil - 16/11/2013

Tem um cinema regional que realmente é a cara do nordeste brasileiro, no seu sotaque, no seu modo de vida e na sua cultura. O Som ao Redor, que é o indicado brasileiro para concorrer ao Oscar de melhor filme estrangeiro, é um deles. Fala essencialmente do comportamento da classe média do Recife, mas poderia ser de qualquer outra cidade. E tem um estilo próprio, timing diferente, tem personalidade. Assim como têm os filmes de Cláudio Assis, irreverentes e muitas vezes provocadores demais – a ponto de incomodar, como A Febre do Rato (interessante) e Amarelo Manga (foi além da conta). Mas não dá pra dizer que não tenham um estilo próprio, nem personagens fortes. Aliás, eu diria, é tudo forte demais.

Falo desse filme para dizer que, assim como Kléber Mendonça Filho e Cláudio Assis, Hilton Lacerda, roteirista dos filmes de Assis, traz bastante deste regionalismo nu e cru. Inclusive nas relações, inclusive no sexo. É visceral, uma experiência sensorial, o filme Tatuagem. Igual aos de Assis, mas menos agressivos, por assim dizer. Talvez porque tenham um toque de sutil humor em meio às palavras chulas, palavrões, cenas de sexo, nudez, masturbação. Sempre presentes.

Tatuagem, premiado em Gramado e no Festival do Rio, tem o grande trunfo pernambucano que é o ator Irandhir Santos (também em Besouro, Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo). Não é à toa que ele está presente em todos os filmes irreverentes desses diretores do Recife. O ator é um verdadeiro camaleão, invade o personagem com unhas e dentes, incorpora quem quer que seja. Trunfo mesmo. Ainda mais em Tatuagem, em que o personagem é gay, ator e diretor do grupo de teatro Chão de Estrelas, atua na periferia, líder de uma galera GLS que vive em comunidade, transgride a ordem vigente da ditadura, mas não perturba ninguém. Até Clécio (Irandhir) apaixonar-se por um soldado que vive no quartel e se deparar com a dualidade da tradição e da liberdade, da ordem e da transgressão. A anarquia na forma das peças de teatro, do comportamento anárquico e de seus textos polêmicos e muito engraçados se confrontam com as regras do comando militar e com a necessidade de manter a boa aparência perante a sociedade – passiva e acomodada, diga-se de passagem.

Tatuagem é ousado e engraçado, mas não é para qualquer público. Quem se incomoda com o universo gay, melhor não assistir. Digo isso porque já ouvi comentários de gente que não quer ver “esse tipo de coisa” – seja lá o que isso signifique. Fica avisado. Não é para qualquer um. Para quem quer conhecer um trabalho ousado, inteligente e ver gente boa atuando, boa pedida. Eu me diverti com o texto, de humor ácido e irônico. Coisa fina. Se você for assistir, vai saber do que eu estou falando! Confesso que gosto mais de Lacerda na dobradinha da direção e roteiro. Não tem o ressentimento que sinto nos filmes de Claudio Assis e tudo fica mais divertido assim.

 

DIREÇÃO e ROTEIRO: Hilton Lacerda ELENCO: Irandhir Santos, Jesuíta Barbosa, Rodrigo García, Sílvio Restiffe | 2013 (108 min)

 

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GONZAGA É O MELHOR FILME pela ACADEMIA BRASILEIRA DE CINEMA
CLASSIFICAÇÃO: Notícias - 15/11/2013

Gonzaga – De Pai Pra Filho foi escolhido o melhor filme do ano no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2013. Adoro duas coisas no filme: a incrível história familiar de Gonzaga e Gonzaguinha e a atuação espetacular de Julio Andrade, que também é muito bom em Serra Pelada e promete como Paulo Coelho, Não Pare na Pista, produção sobre o escritor que estreia em 2014. De fato, o filme sobre o rei do baião foi premiada na categoria melhor som, ator coadjuvante, ator, diretor (Breno Silveira) e filme.

Outro filme de que gosto bastante teve o devido reconhecimento. Heleno é uma produção cuidadosa e muito intensa, sobre o jogador de futebol Heleno de Freitas e o Rio dos gloriosos anos 40 e 50 (foto acima, com Rodrigo Santoro).

Melhor documentário foi para Raul – O Início, o Fim, o Meio, personagem polêmico e marcante, que sempre rende muitas conversas. Aliás, teremos mais Raul no filme sobre Paulo Coelho, citado acima.

O francês Intocáveis levou melhor estrangeiro – merecido, tem um tom emocionante e bem humorado na medida certa, sobre amizade, capaz de tocar todos. Amizade não tem idade, sexo, raça, por assim dizer.

Premiar A Música Segundo Tom Jobim com a melhor trilha é chover no molhado. É Tom Jobim, documentado em um lindo trabalho.

Também foi premiado A Febre do Rato, que definitivamente não agrada a gregos e troianos. Forte, regional, tem cara de filme de festival, mas sem dúvida tem sua beleza, inclusive na fotografia – mas ganha roteiro original, que também é bacana. Dira Paes, sempre muito bem, ganha pelo papel em À Beira do Caminho – filme sensível, aliás. Uma grata surpresa. E 2 Coelhos vence na categoria melhor montagem, o que também é merecido pela originalidade – e agilidade – da trama.

O que eu não gosto é do prêmio de melhor roteiro adaptado para Corações Sujos. Embora a história seja boa – sobre os japoneses que viviam no Brasil e eram considerados traidores porque acreditavam que o Japão tinha perdido a guerra – o filme é morno, sem a emoção que merecia e poderia ter.

As premiações são mesmo assim. Umas agradam, outras nos fazem perguntar que critério é esse. De modo geral, servem para lembrar as boas produções. E isso, no Brasil que assiste pouco filme nacional que não se encaixa na categoria das comédias populares, é uma maneira de lembrar as pessoas que a gente faz SIM cinema de qualidade.

 

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A CULPA É DO FIDEL – La Faute à Fidel
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Para Entender o Nosso Mundo, Garimpo na Locadora, França, Drama - 14/11/2013

“- Você entende o que é solidariedade? Você entende que viemos aqui pelo seu futuro? Na Espanha eles matam pessoas por causa de suas ideias. Na América Latina, os pobres vivem como animais.”

(diálogo de Anna com o pai, após manifestação em Paris contra a pena de morte na Espanha)

 

Não tenho dúvida de que a culpa é realmente do Fidel. A menina Anna de la Mesa (Nina Kervel) me cativou com sua atuação e argumentação brilhantes. Fidel e os “barbudos” que se cuidem!

A grande magia do filme está no entendimento que Anna, de 9 anos, tem do contexto político da época em que vive. Algo parecido com o brilho do filme O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, que se passa na mesma época e é contado a partir da perspectiva de uma criança. Estamos falando de 1970. Anna mora com os pais (vividos por Stefano Accorsi e Julie Depardieu, filha de Gérard Depardieu) na Paris burguesa, tradicional e católica. Após a morte do tio pela ditadura de Franco, na Espanha, seus pais passam a questionar sua postura diante da sociedade, seus valores e estilo de vida capitalistas.

Anna presencia tudo isso e o filme faz uma interessante varredura sobre a situação sociopolítica mundial da época. Ela participa das manifestações, presencia as mudanças da época e entende aquilo que é possível absorver aos 9 anos. Sua vivência vai desde a posse e morte de Allende, no Chile, maio de 68 em Paris, Guerra do Vietnã, os barbudos de Cuba, a ditadura de Franco, o aborto, a liberação sexual. Os diálogos são engraçados e a os orgumentos de Anna, inteligentíssimos.

Naquele mundo em ebulição, o curisoso é observar a construção de uma identidade. Sem forçar, os pais explicam aquilo que Anna pergunta. Não vão além da possibilidade do seu entendimento e adotam uma postura educacional aberta e franca. Dão espaço para o desacordo, para as concessões, sem imposição de uma forma de pensar. A partir daí ela contesta muito – com propriedade, diga-se de passagem – vai contra a opção comunista dos pais e suas implicações e cria um espírito crítico muito saudável e construtivo. Genial!

 

DIREÇÃO: Julie Gavras ROTEIRO: Julie Gavras, Arnaud Cathrine  ELENCO: Julie Depardieu, Stefano Accorsi, Nina Kervel, Benjamin Feuillet, Martine Chevallier | 2006 (99 min)

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GARIMPO DO FERIADO
CLASSIFICAÇÃO: Lista - 13/11/2013

Dentre tantos filmes lançados em home video, o Cine Garimpo selecionou 10 que valem ser vistos. Alguns são engraçados, outros dão medo, outros emocionam. O importante é você assistir aquilo que manda o seu estado de espírito. Bom garimpo e bom feriado.

imagem | A Caça, de Thomas Vinterberg (Dinamarca)

 

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BABEL
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Para Rever, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Drama - 11/11/2013

Babel é o tipo do filme que sempre traz sensações novas. Por isso, vale a pena rever. Fala de várias vidas que se entrelaçam, que têm nós profundos a serem desatados e que mexem com todo o universo ao redor. Mostra a força do acaso, da fatalidade, mas também das escolhas que fazemos. Tudo, tudo mesmo tem suas consequências.

O cenário do filme se alterna por três pontos do planeta, com diálogos em inglês, francês, espanhol, japonês, árabe – daí a referência do nome, Babel. Ora estamos no Marrocos, ora em Tóquio, ora no México, na fronteira com a Califórnia. O gatilho da trama é um acidente: dois garotos marroquinos brincam com o rifle que o pai acaba de comprar. Um dos tiros atinge um ônibus de turistas, entre eles Richard (Brad Pitt, também em Bastardos Inglórios) e sua mulher Susan (Cate Blanchet), que é ferida. Seus filhos estão em San Diego, com a babá mexicana, Amélia. Por causa do acidente, Amélia tem que ficar mais tempo com as crianças e resolve levá-las para o México, para a festa de casamento de seu filho. Paralelamente a adolescente japonesa surda-muda Cheiko passa por maus bocados no Japão. Não sabe  lidar com o suicídio de sua mãe e com suas frustrações sexuais, apesar dos esforços do pai (Kôji Yakusho) para ajudá-la. E é em Tóquio que o círculo se fecha, já que o rifle que causa o acidente inicial foi presente do japonês ao marroquino, seu guia em uma temporada de caça.

Aparentemente desconexas, a costura das histórias é feita aos poucos, aumentando a expectativa dos próximos acontecimentos e mostrando a cara desse tecido da vida cuidadosa e maestralmente construído. Susan e Richard nem sabem, mas dependem desse acidente para reinventar a relação e sanar as feridas do passado; Cheiko precisa se encontrar e mostrar sua afetividade para não fazer escolhas que a levem para o mau caminho; Amélia é imigrante ilegal, viaja com o sobrinho (Gael García Bernal, também em Diários de Motocicleta, Amores Brutos) que tem problemas na fronteira americana e coloca a vida dos filhos de Susan em perigo; os  marroquinos sofrem com a questão do terrorismo árabe, retratando a vivência dos povos do deserto, da religião muçulmana e da diferença extrema de estilos de vidas nos três cantos do planeta.

Babel é emocionante e eletrizante. Trata de assuntos como imigração ilegal, auto-afirmação da adolescência, dificuldades do casamento, preconceito, terrorismo, solidão causada pela deficiência física. A amarração é perfeita. Nos tempos das mil e uma mídias, nada mais atual do que mostrar como as vidas se mesclam, sem que consigamos perceber.

Veja também os outros filmes do diretor mexicano Iñárritu: Amores Brutos, 21 Gramas e Biutiful.

 

DIREÇÃO: Alejandro González-Iñárritu  ROTEIRO: Guillermo Arriaga  ELENCO: Cate Blanchett, Brad Pitt, Gael García Bernal, Adriana Barraza, Rinko Kikuchi, Jamie McBride, Kôji Yakusho, Lynsey Beauchamp, Nathan Gamble, Said Tarchani, Mohamed Akhzam, Boubker Ait El Caid, Elle Fanning | 2006

 

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