cinegarimpo

setembro, 2013

SONHO DE WADJDA REPRESENTARÁ ARÁBIA SAUDITA NO OSCAR
CLASSIFICAÇÃO: Para Entender o Nosso Mundo, Notícias, Dicas Afins, Arábia Saudita - 29/09/2013

Já recomendei aqui no blog este filme e agora aproveito o gancho para reforçar. O Sonho de Wadjda será o representante da Arábia Saudita no Oscar de melhor filme estrangeiro em 2014, concorrente, portanto, do brasileiro O Som Ao Redor. Vira notícia porque é o primeiro filme feito por uma cineasta no país em que mulheres são tratadas, descaradamente, como inferiores. E mais, foi rodado inteiramente no país – coisa rara, já que as autoridades muçulmanas costumam vetar produções que, de alguma forma, possam transmitir valores e conceitos contrários ao regime.

Assistam! Além de tratar da questão religiosa, cultural e feminina da sociedade saudita, faz isso através do olhar da menina Wadjda, que sonha em ter uma bicicleta. O que parece trivial na nossa sociedade, é algo complexo na sociedade ultraconservadora, já que meninas não podem pedalar! A cineasta Haiffa Al-Mansour consegue dar leveza ao tema, sem que para isso tenha que disfarçar a dureza da realidade. Mas tem o olhar infantil ainda ingênuo, o que faz o filme entrar na lista daqueles que trazem a visão do mundo pelo prisma da infância. Inclusive, o Cine Garimpo tem uma lista de filmes em que o olhar infantil é o protagonista. Vale a pena, cada um deles!

 

COMENTE » 1 comentário TAGS:  
SEGREDOS DE SANGUE – Stoker
CLASSIFICAÇÃO: Suspense, Para Sentir Medo, Inglaterra, Garimpo na Locadora, Drama - 27/09/2013

Cada vez mais gosto de atores e atrizes que se encaixam em projetos independentes, com linguagens fora do padrão e proposta desgarrada do circuito blockbuster. Não só é um sinal de versatilidade técnica, mas também temática. Quem dirige é o sul-coreano Chan-Wook Park, que faz aqui o seu primeiro filme em inglês, carregando a sua  marca da violência, mas que habilmente é mesclada com uma linda fotografia, a começar pelas primeiras cenas dos créditos.

Claro que isso não torna o filme menos violento na sua essência, mas a escolha dos atores e o roteiro faz com que a violência seja parte integrante dos Stoker – essa família excêntrica e estranhíssima, que de drama migra para o suspense, para a surpresa, para o sadismo muito bem construído. Não espere um filme de suspense convencional. Segredos de Sangue é mais lento, mais contemplativo nos olhares e gestos, menos conclusivo e mais sugestivo. E é aqui que ele constrói o seu diferencial.

O que não seria possível sem atores competentes. A começar por Nicole Kidman, que mais uma vez é espetacular na sua participação em projetos diferenciados. Foi assim no incrível As Horas e em Os Outros, em que seu personagem realmente faz a diferença na técnica e na temática. A tal da versatilidade, como eu dizia. Pois então, Kidman é Evelyn Stoker, uma linda mulher que acaba de perder seu marido em um grave acidente de carro e tem que lidar com a estranha India (Mia Wasikowska, também em Alice no País das Maravilhas, Albert Nobbs, Minhas Mães e Meu Pai, Inquietos), sua única filha. Por causa da morte do marido, o tio de India, Charles (Matthew Goode, também em Match Point, Direito de Amar), vem passar um tempo com a família. Logo o desconforto se instala, espalhando uma sensação ao mesmo tempo de desconfiança, já que pouco se sabia sobre ele, e de curiosidade.

Suspense bom é aquele que o jornalista não pode passar muita informação. Cada olhar, cada objeto, cada detalhe carrega significado e isso o diretor sul-coreano sabe fazer muito bem. Com suas pinceladas fundamentais de arte, beleza plástica, fotografia, regados à crueldade e mistério. Interessante e inteligente, Segredos de Sangue deveria ter muito mais bilheteria do que vai ter. Este é um daqueles filmes em que eu colocaria a chancela do “amplie sua visão”. Pra sair do lugar comum e ver um cinema criativo.

DIREÇÃO: Chan-Wook Park  ROTEIRO: Wentworth Miller, Erin Cressida Wilson  ELENCO: Nicole Kidman, Mia Wasikowska, Matthew Goode, David Alford, Phyllis Somerville, Harmony Korine, Lucas Till, Alden Enrenreich, Jacki Weaver, Dermot Mulroney | 2013 (99 min)

Sem Comentários » TAGS:  
O QUE VER NO CINEMA PELO ESTADO DE ESPÍRITO
CLASSIFICAÇÃO: Dicas Afins - 27/09/2013

Para não errar no programa, o Cine Garimpo selecionou oito filmes de acordo com seu estado de espírito. Escolha o seu, clique no link para saber mais e bom programa!

 

PARA SE DIVERTIR E PENSARELYSIUM é uma ficção científica, daquelas que diverte porque é entretenimento, e sugere algumas reflexões sobre o futuro do nosso planeta. Sem ser chato, sem aquele discurso moralista. É, principalmente, um bom filme futurista.

PARA SE DIVERTIRFAMÍLIA DO BAGULHO não tem nada além disso, mas rende boas risadas com um elenco bem afinado! É comédia para adulto, portanto não é programa para a família.

PARA ENTENDER O NOSSO MUNDO E SE EMOCIONAR – O cinema tem esse benefício com eficiência: nos coloca bem perto de realidades distintas e distantes da nossa. PREENCHENDO O VAZIO mostra o conflito de uma família ultraortodoxa judia com muita sensibilidade.

PARA SE EMOCIONAR: Suspense bom, personagem complexa. EU, ANNA conta a história de uma mulher misteriosa, que vai se revelar só no final. Dizem por aí que o desfecho é esperado. Pode até ser, mas isso não é demérito, porque o filme é profundo e bem construído.

PARA SE DIVERTIR: Para quem gosta do esporte e também para quem não dá muita bola. RUSH – NO LIMITE DA EMOÇÃO vai além da Fórmula 1 e foca na relação entre Niki Lauda e James Hunt nos anos 70. É bacana e uma história de vida emocionante – para dizer o mínimo.

PARA SE EMOCIONAR: AS ACÁCIAS  é minimalista, passa praticamente dentro da boleia de um caminhão, mas tem uma simplicidade e honestidade que realmente fazem dele um pequeno-grande filme.

PARA ENTENDER O NOSSO MUNDO: Por que a pensadora alemã judia causa frenesi na comunidade religiosa nos anos 1960, quando vai à Jerusalém cobrir o julgamento de um carrasco nazista? HANNAH ARENDT é interessantíssimo.

PARA PENSAR: O que querem esses adolescentes que idolatram o consumo, as celebridades e tudo o que elas têm? BLING RING – A GANGUE DE HOLLYWOOD mostra o que alguns deles resolveram fazer nas mansões dos famosos. História real, acredite se quiser!

 

Sem Comentários » TAGS:  
FAMÍLIA DO BAGULHO – We’re the Millers
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Estados Unidos, Comédia - 26/09/2013

O cartaz do filme diz tudo e nada ao mesmo tempo. O que faz um traficante, uma stripper, um garoto virgem e uma adolescente delinquente juntos? E ainda, passando-se por uma família? Mas acredite: você vai se divertir.

Não costumo ser muito conivente com as invenções (ou melhor, traduções livres) que as distribuidoras fazem dos títulos originais. Quando resolvem sair do lugar comum, normalmente as distorções são imensas. Confesso que aqui, embora Família do Bagulho não tenha nada a ver com o original We’re the Millers, foi um acerto engraçado. São também do barulho, mas o que os une é realmente o tal do bagulho.

Jennifer Aniston e Jason Sudeikis já tinham atuado juntos em Quero Matar Meu Chefe – que diz muita besteira, mas rende boas risadas. Aqui continuam sendo ótimos comediantes, ainda mais em família. Jason é David, um traficante descolado, que revende drogas a rodo para um grande chefão. Acontece que ele se mete em uma encrenca, fica devendo uma nota e para tentar salvar a pele, só lhe resta ir ao México pegar uma encomenda para o chefe. Mas como é que vai entrar de volta nos Estados Unidos com drogas? Aí entram na parada sua vizinha stripper Rose (Jennifer Aniston, também em Marley e Eu), a adolescente maluca Casey (Emma Roberts, também em Um Hotel Bom Pra Cachorro, A Arte da Conquista) e o inexperiente garoto Kenny (Will Poulter, também em As Crônicas de Nárnia).

Tem muita bobagem, uma linguagem pesada, insinuações e outras cenas bem explícitas.  Portanto, que fique bem claro: NÃO é comédia para crianças. Lembro que disse isso sobre o filme Ted, mas teve gente que insistiu em levar o filho pequeno. Para adultos, é divertido, descabido e muito espirituoso. E o que é mais importante numa situação absurda dessas: o quarteto tem uma ótima liga. Não é que formariam uma linda família?

DIREÇÃO: Rawson Marshall Thurber ROTEIRO: Bob Fisher, Steve Faber ELENCO: Jennifer Aniston, Jason Sudeikis, Will Poulter, Emma Roberts, Ed Helms | 2013 (110 min)

 

Sem Comentários » TAGS:  
PREENCHENDO O VAZIO – Fill the Void
CLASSIFICAÇÃO: Para Pensar, Para Entender o Nosso Mundo, Israel, Garimpo na Locadora, Drama - 26/09/2013

É claro que uma jovem de 18 anos não quer servir de tapa-buraco. Claro que ela sonha em se casar com alguém da sua idade, formar uma família, caminhar junto. Mesmo que esteja sujeita à escolha dos pais, mesmo que o casamento seja arranjado conforme manda a tradição das famílias judaicas chassídicas, uma corrente ultraortodoxa que mantém os costumes e mandamentos da religião intactos até hoje. Esta bela produção israelense transmite o encantamento com a possibilidade do casamento, ao mesmo tempo que carrega o peso da expectativa familiar. É doce e amargo ao mesmo tempo, explícito na jovem Shira que vive essa encruzilhada.

Preencher um vazio que se abateu sobre a família não é o desejo de Shira, na pele da ótima e expressiva atriz Hadas Yaron. Assim como as outras mulheres da comunidade ortodoxa, ela espera a recomendação de casamento feita por seu pai, que também é rabino, centro da comunidade. Mas a vida passa uma rasteira na tradicional família e o novo pretendente de Shira foge, em todos os sentidos, do casamento ideal.

Sem entrar em detalhes para não estragar expectativas, Preenchendo o Vazio tem sensibilidade no olhar dos personagens, ao mesmo tempo que consegue transmitir a importância e o peso da tradição e da responsabilidade. Embora pareça uma bolha irreal essa história de casamento arranjado, a produção cuidadosa do filme nos leva para o coração da comunidade ortodoxa, na riqueza de sua tradição religiosa, seus rituais e costumes. Sem endurecer demais na questão religiosa (que obviamente soa no mínimo antiquada e fora de propósito nos dias de hoje), o filme tempera as engessadas relações com afeto e respeito, totalmente dentro do contexto proposto. Já com grande carreira internacional, Preenchendo o Vazio é daqueles filmes que trazem para perto realidades interessantes e muito distantes. E isso ninguém faz melhor do que o cinema.

 

DIREÇÃO e ROTEIRO: Rama Burshtein ELENCO: Hadas Yaron, Yiftach Klein, Irit Sheleg | 2012 (90 min)

 

Sem Comentários » TAGS:  
CLOSER – PERTO DEMAIS – Closer
CLASSIFICAÇÃO: Para Ver Bem Acompanhado, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Drama - 26/09/2013

“Por que o amor nunca é suficiente?”

 

São muitas as colocações controversas, fortes, contundentes. Mas perguntar por que o amor não é suficiente para que um relacionamento seja duradouro, respeitoso, saudável e fiel é, para dizer o mínimo, perturbador. Como assim não basta? Então não pode ser amor. Depois de rever Closer, ficou claro que a principal proposição do diretor Mike Nichols é nos fazer essa pergunta e nos fazer refletir diante desse mundo imediatista, virtual e impaciente em que vivemos.

Closer – Perto Demais conta a história de quatro personagens, numa narrativa só. A stripper americana Alice (Natalie Portaman, também em Cisne Negro, Nova York, Eu Te Amo), a insegura fotógrafa Anna (Julia Roberts, também em Comer, Rezar, Amar), do escritor frustrado Dan (Jude Law) e o médico pervertido Larry (Clive Owen) entrelaçam suas vidas de uma maneira tal que parece que se tornam dependentes das decisões do outro para seguir adiante, que querem tudo e nada ao mesmo tempo, que se parecem nas suas próprias incertezas e infantilidades, que valorizam o estranho. Do lado de cá, fiquei com a sensação os personagens estão perto demais para conseguir separar o que é deles mesmos, o que é do outro. Aflitivo pensar obre isso, sobretudo considerando a era da imagem em que vivemos, da aproximação inevitável pela internet, pelas comunicações, pela valorização do ter e do prazer.

Com a linda trilha sonora de fundo (principalmente a canção The Blowers Daughter, de Damien Rice), Anna e Dan são o lado fraco, vulnerável; gosto mais dos personagens Alice e Larry. São fortes e ao menos coerentes – a atuação brilhante lhes rendeu o Globo de Ouro pelo papel. Eu diria ainda que Alice é quem instiga, tumultua; que seu estilo camaleoa faz pairar ainda mais a pergunta sobre o amor. Ou seriam vários amores, ou nenhum, ou aquele que convém? Closer é um perigoso e inteligente retrato de relações perturbadas. Descartáveis.

 

DIREÇÃO: Mike Nichols ROTEIRO: Patrick Marber ELENCO: Natalie Portman, Jude Law, Clive Owen, Julia Roberts

 

 

Sem Comentários » TAGS:  
A PARTILHA
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Para Rever, Garimpo na Locadora, Comédia, Brasil - 25/09/2013

Quem tem irmãs, bem entende o que vou dizer. Aliás, toda vez que revejo este filme, lamento não tê-las. Tropecei novamente com A Partilha, adaptação da peça de Miguel Falabella, por causa de Glória Pires, que recentemente estreiou no belo Flores Raras. E vale cada minuto a cena da praia em que as irmãs, todas tão diferentes, se unem e se divertem cantando e dançando As Frenéticas na praia!

Quem não tem irmã, adota algumas de coração. É o jeito. Quem tem, vai se deliciar ainda mais com as cenas em que a mais velha Lucia (Lília Cabral), a alternativa Regina (Andréa Beltrão), a certinha Selma (Glória Pires) e a intelectual Laura (Paloma Duarte) têm que se encontrar para resolver a partilha de bens. A mãe morre e deixa no apartamento, onde grande parte do filme acontece, os pertences que vão fazer as irmãs viajar no tempo, rever seus relacionamentos, lavar muita roupa suja, jogar as cartas na mesa e descobrir que, apesar dos pesares, são uma família. Até o jogo de chá de bonecas trás lembranças e muitas risadas. Entre tapas e beijos, elas se divertem, brigam e resgatam o que têm em comum.

Delicioso de ver, A Partilha é um daqueles filmes despretensiosos, mas que acertam na mosca na dose de emoção e humor. Mesmo sem irmãs, não há como não se identificar com lembranças. Nem que seja para substitui-las por primas ou irmãs adotivas. Juntar-se com quem dividiu parte das histórias do passado é sempre um presente. Ainda mais ao som de Dancin’ Days!

 

DIREÇÃO: Daniel Filho ROTEIRO: Daniel Filho, Miguel Falabella, João Emanuel Carneiro, Mark Haskell Smith ELENCO: Glória Pires, Lília Cabral, Andréa Beltrão, Paloma Duarte, Maitê Proença, Miguel Falabella, Marcello Antony, Guta Stresser | 2001 (93 min)

Sem Comentários » TAGS:  
O LUGAR ONDE TUDO TERMINA – The Place Beyond the Pines
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Drama - 24/09/2013

Que diferença faz ser um sujeito impulsivo. Não que seja uma pessoa ruim, mas Luke faz aquilo que o coração diz – ou que a mente acusa como necessário, para atender algo que sua vontade comanda. É motoqueiro, sujeito errante, que vai de cidade em cidade sem se ater a ninguém. Até que a notícia de que é pai muda tudo e ser o provedor passa a ser sua maior prioridade. Nem que para isso fosse preciso cometer alguns crimes. É nesse contexto que o personagem de Ryan Gosling apresenta-se mais uma vez nas telas, e mais uma vez diz a que veio. Sujeito camaleão! Consegue incorporar todo tipo de personagem, dando a ele corpo e alma de uma maneira absolutamente convincente.

Já tinha me impressionado com o filme Namorados Para Sempre, também do diretor Derek Cianfrance. Dramático, forte e realista, lembro de ter ficado tocada pelo sentimento de fracasso sentido pelo casal vivido por Ryan Goslin e Michelle Williams. Da mesma maneira que em Drive, Tudo pelo Poder, Entre Segredos e Mentiras, agora o ator consegue imprimir uma carga enorme de ansiedade, falta de controle, impulsividade e agressividade no personagem, ao mesmo tempo em que a ternura permeia seus atos. Luke quer conquistar a mãe de seu filho (Eva Mendes), entrar na vida do garoto a qualquer preço, mas escolhe o caminho irracional. A trama é completada pela presença oposta do estruturado e ambicioso Avery, na pele do também supercompetente Bradley Cooper (também em O Lado Bom da Vida, Se Beber, Não Case III). Policial competente, dá de cara com Luke e sua vida muda para sempre.

Ainda bem que não li nada sobre o filme antes de assistir. Vou deixá-lo também com esse gostinho. A história apresenta muitas reviravoltas e caminha pela geração seguinte. Não dá para ser estraga-prazer. O enredo é muito bom, não força a barra nos dramas familiares e tem o tom de a-vida-como-ele-é. Dura, de decisões difíceis, mas alguns acertos afinal de contas.

 

DIREÇÃO: Derek Cianfrance ROTEIRO: Derek Cianfrance, Ben Coccio ELENCO: Ryan Gosling, Bradley Cooper, Eva Mendes, Olga Merediz, Anthony Pizza, Mahershala Ali | 2012 (140 min)

 

 

Sem Comentários » TAGS:  
AS BEM-ARMADAS – The Heat
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Garimpo na Locadora, Estados Unidos - 20/09/2013

Depois do fraco Uma Ladra Sem Limites, Vanessa McCarthy volta em boa forma – não literalmente, dá para ver pela imagem acima. A própria silueta da atriz contribui para que seus personagens sejam caricatos, debochados e engraçados. É como se ela tirasse sarro dela mesma. Melissa esteve também em Se Beber Não Case 2, o que não conta, porque o filme tem outras atores e o conjunto todo faz o filme ser engraçado.

Agora, do lado de Sandra Bullock, não poderia derrapar de novo. Faz uma policial diferente, mandona, boca suja e intransigente, que conhece como ninguém o submundo dos traficantes de Boston. Tudo sob controle, até que chega no seu pedaço a agente do FBI Ashburn (Sandra Bullock, também em Tão Forte, Tão Perto, A Proposta, Um Sonho Possível). Bem diferente, é engomadinha e louca por uma promoção, por isso precisa dar conta de resolver um caso complicado. Claro que a união de duas figuras opostas, envolvidas na investigação do mesmo caso, gera uma confusão atrás da outra. Mas tem cenas engraçadas e é aquele tipo de comédia que não apela para sexo ou violência nonsense (que me irritou em Sem Dor, Sem Ganho). Reúne um monte de besteira no mesmo contexto e monta um formato que atende ao grande público.

Diretor também do divertido Missão Madrinha de Casamento, Paul Feig já anunciou a continuação de As Bem-Armadas. Capaz que dê certo, a dupla funciona bem. Eu encaixaria esta produção na categoria “filmes para ver no avião”: não exige atenção, faz o tempo passar e ainda pode render algumas risadas para relaxar. Nada de mais, mas vai dar bilheteria. Nos Estados Unidos, arrecadou o triplo do custo do filme em 3 meses de exibição. Continuação ju$tificada.

 

 

 

DIREÇÃO: Paul Feig ROTEIRO: Katie Dippold ELENCO: Sandra Bullock, Melissa McCarthy, Michael McDonald. Demian Bichir | 2013 (117 min)

 

Sem Comentários » TAGS:  

Próxima página »

CATEGORIAS

INSCREVA-SE PARA RECEBER NOSSA NEWSLETTER

Você também pode assinar listas específicas: