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julho, 2013

WOLVERINE – IMORTAL – The Wolverine
CLASSIFICAÇÃO: Ficção Científica, Estados Unidos, Ação - 29/07/2013

wolverine cartaz

Se você é fã dos quadrinhos da Marvel, nem adianta continuar lendo. Já conhece todos os detalhes de trás pra frente. Mas se não é – o que também é o meu caso – já adianto que algumas informações bastam para que você curta a filme. A primeira delas é o fato de Wolverine ser um mutante, assim como seus parceiros do X-Men. Além de ter garras retráteis nas mãos, preparadas para lutar, não envelhece e se cura rapidamente dos seus ferimentos. Tem uma estranha – e bem útil – capacidade de regeneração celular, fazendo com que seja imortal.

Pronto. O resto é enredo. E produção. Sou sempre repetitiva quando digo que aprendi a gostar de filme de super-herói. Acho os filmes da Marvel algo mais para ficção científica, mas não deixa sempre de ser o combate entre o bem e o mal. No caso de Wolverine, ele é conhecido como Logan (Hugh Jackman, também em Os Miseráveis), é canadense, vive nas montanhas quase que como um animal e passa por uma crise de identidade por ser imortal e por ter de conviver com as lembranças de um passado muito, mas muito longo. É escalado por uma moça japonesa para ir ao Japão encontrar-se com o ex-soldado que conheceu durante a Segunda Guerra.

Vai lutar contra mutantes malígnos e a máfia japonesa, não sem aquelas pinceladas normais de um “ser humano”, que não tem nada de normal, mas tenta resgatar pelo menos os sentimentos. Muito bem feita, tem uma história boa para quem gosta do gênero e deixa no final a semente da sequencia com seus amigos mutantes (de fato, X-Men: Dias de um Futuro Esquecido está sendo programado para 2014). Desses todos, vi X-Men: Primeira Classe e gostei bastante. Sempre com o estado de espírito preparado para assistir a muita pancadaria, muita destruição e ação praticamente o tempo todo. Assim você acerta na escolha.

 

DIREÇÃO: James Mangold  ROTEIRO: Mark Bomback, Scott Frank  ELENCO: Hugh Jackman, Tao Okamoto, Rila Fukushima, Hiroyuki Sanada, Svetiano Khodchenkova, Brien Tee, Hal Yamachouchi  |  2013 (126 min)

 

 

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CINE TELA BRASIL
CLASSIFICAÇÃO: Especial, Dicas Afins - 26/07/2013

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Exatamente 1.283.941 espectadores assistiram a 5.753 sessões de cinema de 93 filmes, em 470 cidade do Brasil, desde 2004. Só sendo itinerante mesmo. Claro que não há sucesso sem uma longa história, principalmente em se tratando de propagação de cultura e formação de público. O começo foi em 1996, com uma Parati, um projetor e a vontade dos cineastas Laís Bodanzky e Luis Bolognesi de levar o cinema todos os brasileiros.

Em 2004, agora com patrocínio, o então Cine Mambembe ganha envergadura e infra para alçar voos maiores. Passa a se chamar Cine Tela Brasil e desde então não parou mais. Até dia 30 de julho estará em São Paulo, mais especificamente no Largo da Batata (Rua Pedro Cristi,  s/nº), em Pinheiros. É só chegar e assistir aos filmes. O caminhão do projeto é todo adaptado para servir de cabine de projeção, além de ser o meio de locomoção da equipe e seus equipamentos. Semana que vem a equipe segue para Brasília, onde fica duas semana e assim sucessivamente. O portal Tela Brasil e sua página no Facebook trazem todas as informações sobre outras propostas e agenda das sessões.

O projeto é inclusivo, democrático e multiplica cultura de qualidade. E mais: em lugar de fácil acesso e de graça. Eu fui conferir. Acompanhe pelo site ou pelas redes sociais. É de projetos assim que a cidade precisa.

Confira a programação e clique nos links para ler o comentário dos filmes no Cine Garimpo.

27.07 (sábado)IMG_0307

13h30 – Rio
15h30 – As Melhores Coisas do Mundo*
17h30 – À Beira do Caminho*
19h30 – Rio

28.07 (domingo)
13h30
 – Rio
15h30 – Eu e Meu Guarda-Chuva
17h30 – A Máquina
19h30 – Chega de Saudade**

29.07 (segunda)
10h30
 – As Melhores Coisas do Mundo*
14h – Rio
16h – A Máquina
18h – À Beira do Caminho*

30.07 (terça) (CINE TELA + ÔNIBUS-BIBLIOTECA)
13h30 – As Melhores Coisas do Mundo*
15h30 – Bicho de Sete Cabeças*
17h30 – Turma da Mônica: Uma Aventura no Tempo
19h30 – À Beira do Caminho*

*Classificação indicativa: 14 anos
**Classificação indicativa: 12 anos

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UM LUGAR CHAMADO NOTTING HILL – Notting Hill
CLASSIFICAÇÃO: Para Ver Bem Acompanhado, Para Rever, Inglaterra, Comédia Romântica - 26/07/2013

notting hillDIREÇÃO: Roger Michell

ROTEIRO: Richard Curtis

ELENCO: Hugh Grant, Julia Roberts, Richard McCabe, Rhys Ifans

Inglaterra, 1999 (124 min)

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Mesmo sendo uma variação do mesmo tema (e como ele se repete, na realidade e na ficção), a comédia romântica pode ser muito boa. Apesar de ter muita porcaria e apelação, sempre volto naquelas que são simples, originais, divertidas e realmente românticas. Fazem jus ao gênero.

Um Lugar Chamado Notting Hill traz tudo isso junto e ainda a graça e a boa liga entre os atores. Julia Roberts (também em Onze Homens e Um Segredo, Doze Homens e Outro Segredo, Larry Crowne – O Amor Está de Volta, Comer, Rezar, Amar, Closer – Perto Demais), a eterna “linda mulher”, faz o papel dela mesma: ela é Anna Scott, uma atriz famosa e rica, cercada pelo glamour e pelos jornalistas, sempre loucos atrás de uma fofoca. O ator inglês Hugh Grant é William Thacker, um sujeito comum que mora no charmoso bairro de Notting Hill em Londres, é dono de uma livraria, vive rodeado por seus amigos e familiares e dá um duro danado para pagar as contas no fim do mês.

Parece lugar comum, mas não é. Tem bom texto, sutilezas e um humor de fato agradável, gostoso de acompanhar. Sem aquela coisa da apelação do sexo que em algumas produções, parece ser a salvação da lavoura. Veja bem acompanhado, porque vale a pena. Não é mesmo para ser muito elaborado, senão pertenceria à outra categoria. Mas tem uma roteiro amarrado e um texto inteligente. E uma história muito bacana pra contar!

 

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O QUARTETO – Quartet
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Inglaterra, Drama - 24/07/2013

quartetoDIREÇÃO: Dustin Hoffman1 icone_DVD

ROTEIRO: Ronald Harwood

ELENCO: Maggie Smith, Tom Courtenay, Billy Connolly, Pauline Collins, Michael Gambon, Sheridan Smith

Inglaterra, 2012 (98 min)

Curioso quando um filme chama atenção das pessoas pela imagem. Ao me ver com o DVD na mão na locadora (sim, ainda consulto as estantes de locadora), uma pessoa me perguntou se O Quarteto era parecido com E Se Vivêssemos Todos Juntos? e com O Exótico Hotel Marigold. Bingo, resumiu muito bem! Tem a mesma vibração e senti que tem também a mesma intenção dos dois primeiros. A ideia aqui é fazer um recorte da terceira idade sem qualquer réstia de piedade. Pelo contrário: o enfoque está nos três ingredientes fundamentais (e positivos) desta nova fase da vida: o humor, a amizade e o hobby.

Pois é, cultive o seu – ele será fundamental mais tarde. É o que demonstram as senhoras e senhores que vivem neste incrível lar para a terceira idade. Um casarão inglês lindo, amplo, superbem cuidado e cheio de músicos aposentados. É assim que eles passam o tempo, revivendo situações de glória do passado, repassando talentos e encarando as mazelas da velhice com mais humor e alegria. Assim faz o trio Reginald, Wilf e Cissy (Pauline Collins, também em Albert Nobbs, Shirley Valentine). Até que a chegada de Jane (Maggie Smith, também em O Exótico Hotel Marigold, Nanny McPhee e As Lições Mágicas, série Harry Potter) causa um desequilíbrio e os antigos amigos precisam reencontrar a harmonia dos cantores de ópera do passado.

O filme não fecha os olhos para todas as dificuldades que vêm junto com o envelhecimento: distanciamento dos parentes, as doenças, as limitações, as perdas inevitáveis. Mas em seu primeiro filme como diretor, Dustin Hoffman acerta no tom. Consegue mesclar humor, nostalgia (que tem mais cara de saudade do que de tristeza), esperança e alegria de viver, sem ser piegas. E, neste caso, conta com um bônus a mais: a música, que de fato ajuda a deixar tudo bem mais leve. E se você for do tipo que acompanha os créditos do filme, verá que diversos atores coadjuvantes são realmente músicos aposentados, que fizeram o papel deles mesmos. Ótima ideia, sinal de que nunca é tarde para se reinventar.

 

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RENOIR
CLASSIFICAÇÃO: Para Ver Bem Acompanhado, Garimpo na Locadora, França, Drama - 17/07/2013

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Mais do que fazer uma biografia do pintor impressionista, Renoir é um recorte. Contemplativo, assim como seu processo de inspiração e pintura, assim como sua obra. Um recorte de momentos finais da sua vida, quando já mal consegue segurar um pincel, mas não se rende às dores, mas sim à beleza. Das mulheres, dos jardins, da natureza. Se você é amante do olhar dos impressionistas, sinta-se convidado a assistir ao filme.

O recorte escolhido pelo diretor Gilles Bourdos se passa em 1915, quando Renoir já mora na Riviera Francesa, rodeado por mulheres, modelos e amantes (ou ex-amantes). Frio no trato com os filhos, parece ter olhos mesmo para aquilo que mais aparece na sua obra: a luz, as cores, as sombras. As fontes de inspiração. Como ele mesmo diz, a beleza é o que permanece. E é o que realmente chama atenção: a estética da luz e seus tons.

É nesse fim de vida (Renoir morre em 1919), que surge Andrée, uma nova modelo, que dá novo estímulo à produção artística do pintor e encanta também seu filho, Jean Renoir, que volta da Primeira Guerra ferido e precisa sair da sombra do pai. E ele de fato se une a Andrée no futuro, que se torna atriz e ele, cineasta renomado, já na década de 1930.

Estético, sensível, cheio de luz – literalmente. Sinta-se como num quadro impressionista, onde o que vale é a sensação do momento presente.

 

DIREÇÃO: Gilles Bourdos  ROTEIRO: Gilles Bourdos, Jacques Renoir  ELENCO: Michel Bouquet, Christa Theret, Vincent Rottiers, Thomas Doret, Romane Bohringer | 2012 (111 min)

 

 

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O HOMEM DE AÇO – Man of Steel
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Aventura, Ação - 15/07/2013

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O Homem de Aço novo pode ser dividido em duas partes: a primeira é menor e vai muito bem. Ainda estamos em Krypton, onde nasce o Super-Homem e onde somos apresentados ao grande dilema do filme. Por ambição, há uma cisão no comando do planeta, o general Zod quer acabar com tudo que o bom Jor-El (Russell Crowe) construiu. Para proteger seu filho recém-nascido, El envia Kal-El para a Terra, que será encontrado por uma família bondosa (Kevin Costner e Diane Lane) e batizado de Clark Kent. Humano com uma força extraordinária, Kent precisa buscar suas raízes, descobrir de onde veio e por quê.

Até aqui estamos falando de um sujeito mais humano do que herói, muito embora o ator Henry Cavill não seja como os super-heróis repaginados que vimos nos últimos anos. Com interpretações muito boas, vimos um Homem-Aranha, um Batman, um Homem de Ferro feitos de gente de verdade – se é que isso é possível. Este Homem de Aço não interpreta muita coisa. Com uma beleza física impecável – tenho que confessar – é literalmente feito de aço.

Quem dirá isso é Lois Lane, a insaciável repórter e eterna apaixonada pelo Super-Homem. Interpretada por Amy Adams (também em Curvas da Vida, O Vencedor, Julie & Julia, Dúvida), ela tem que se sujeitar a mundos e fundos para conquistar o galã – e acaba tendo sua presença no filme, dando o ar necessário de romance e amor platônico.

A segunda parte a que me referi acima chega quando o circo todo está armado. No momento em que o general Zod desembarca na Terra, munido de sua trupe, suas armas poderosíssimas e arrasa tudo e mais um pouco. As cenas de combate entre Zod e o Homem de Aço são de pura destruição, com efeitos especiais que se prolongam por um tempo longo… demais. Claro, isso para quem se cansa com repetições sobre o mesmo tema – o que é o meu caso. Não sobra nada e a falta de narrativa nesse plano de ação deixa o super-mega-herói um pouco over demais da conta. Tudo bem que ele é super – e tudo bem que eu aprendi a gostar de filmes de heróis fantásticos, que essa onda de humanizar a lenda ficou charmosa, que ando revendo trilogias para entender a trajetória “real” dos salvadores da pátria, mas dava pra ser um pouco menos.

Começou com uma narrativa mais estruturada, mais humanizado, apesar de falarmos de seres extra-terrenos. Terminou perdendo um pouco o pé aqui na Terra. Que é uma superprodução impressionante, não há dúvida. Mas em se tratando de superlativos ao avesso, neste caso a máxima “menos é mais” se ajusta perfeitamente.

 

DIREÇÃO: Zack Snyder  ROTEIRO: David S. Goyer  ELENCO: Henry Cavill, Amy Adams, Michael Shannon, Kevin Costner, Diane Lane, Russell Crowe, Antje Traue, Harry Lennix | 2013 (143 min)

 

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VALE SEU INGRESSO NO FERIADO
CLASSIFICAÇÃO: Especial, Dicas Afins - 05/07/2013

Feriado chegando e muita tranquilidade na cidade para colocar o cinema em dia. O Cine Garimpo selecionou aquilo que vale seu ingresso, considerando que cada um tem que escolher de acordo com o estado de espírito. Mas não faltam boas opções! Bom garimpo!hannah arent

1. MEU MALVADO FAVORITO 2 (EUA) – animação para ver em família, é ainda mais bacana que o primeiro. O ex-vilão Gru, acompanhado de suas três meninas, vai lutar contra um vilão de verdade com muito humor!

2. HANNAH ARENT de Margarethe von Trotta (Alemanha) – para entender o nosso mundo, já que se trata da pensadora Hannah Arent, judia alemã, refugiada nos EUA após a ascenção de Hitler. O filme se concentra no seu pensamento controverso sobre o julgamento de um carrasco nazista nos anos 50, que causa reboliço na comunidade judaica mundo afora. Importante e realmente muito interessante. (foto acima)

3. A BELA QUE DORME, de Marco Bellocchio (Itália) – do mesmo diretor de Vincere, é um belo filme que reflete sobre a vida, a morte e as relações familiares, tudo em torno de uma moça que está em coma há 17 anos. Para pensar e refletir, com um tom duro sobre as mazelas da vida.

4. TRUQUE DE MESTRE, de Louis Leterrier (EUA) – filme sobre quatro ilusionistas que vão dar um golpe fenomenal: roubar um banco. Mas é roubo ou mágica? Entretenimento bacana, com muita ação. Para se divertir.

5. GUERRA MUNDIAL Z, de Marc Foster (EUA) – outro filme apocalíptico, desta vez com zumbis. Com o chamariz de Brad Pitt, é superbem feito e tem um bom ritmo. Para se divertir – e sentir aquele suspense no ar.

6. AUGUSTINE, de Alice Winocour (França) – para ver bem acompanhado, conta a história de Augustine, uma jovem que sofre de “histeria” e é tratada pelo famoso cientista Charcot no final dos século 19. Atmosfera francesa dos hospitais da época, com toque de romance e ciência.

 

PARA QUEM AINDA NÃO VIU, APROVEITE:

7. ADEUS, MINHA RAINHA, de Benoît Jacquot (França) – Revolução Francesa vista dos bastidores, pelo ponto de vista de uma das criadas da rainha. Com um olhar diferenciado, é delicadíssimo. Para se emocionar e entender o nosso mundo, por que não?

8. ALÉM DA ESCURIDÃO – STAR TREK, de J.J. Adams (EUA) – ficção científica impecável, é o segundo da série de aventuras no espaço com a nave Enterprise. Para se divertir – e pode levar os filhos que o programa é muito bacana!

9. ANTES DA MEIA-NOITE, de Richard Linklater (EUA) – terceiro da série, agora o casal Jesse e Celine estão na casa dos 40, o casamento já tem história – e muitas questões pra resolver – e eles continuam “discutindo a relação”. Deliciosamente. Para ver bem acompanhado, com certeza – nem que seja para acertar os ponteiros depois do filme.

10. UMA HISTÓRIA DE AMOR E FÚRIA, de Luiz Bolognesi (Brasil) – melhor animação no festival de Annecy, na França, mostra um herói imortal que percorre vários momentos da história do Brasil. Em tempos de protestos e insatisfação, pode dar boa conversa depois. Para entender o nosso mundo e apreciar um bom produto nacional.

 

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MEU MALVADO FAVORITO 2 – Despicable Me 2
CLASSIFICAÇÃO: Para Ver em Família, Estados Unidos, Animação - 05/07/2013

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Claro que o lançamento vem em boa hora. As crianças estão de férias e os estúdios aproveitam para faturar. Mas também é bom porque você terá mais tempo também para levá-las ao cinema – 3D, de preferência. Porque animação boa de verdade não é feita só para crianças. Tem uma pegada emotiva que toca fundo (e diverte) quem está do outro lado da balança e já foi criança um dia.

Lembram-se do primeiro filme, em que o malvado (e muito simpático) Gru tenta roubar a Lua? O plano fracassa assim que ele se apega à três adoráveis irmãs e sua maldade se dilui entre beijos, sorrisos e pedidos doces. E fracassa para sempre, porque neste segundo filme Gru virou um paizão, é adorado pelas meninas e trabalha do outro lado do balcão: é contratado por uma organização secreta para ajudar a combater um supervilão que anda tirando o sono das autoridades.

Visualmente bem pensado e muito gracioso, Meu Malvado Favorito 2 prima pela diversão, coroado pelos engraçados Minions, as criaturas amarelas, e pelas adoráveis e espirituosas Agnes, Margo e Edith, que nutrem o espírito materno e o desejo por uma família de uma maneira deliciosa.

Quando assisto a essas animações, me pergunto sempre o que virá em seguida. O bom é que o céu é o limite para os inventivos diretores de animação dos grandes estúdios. Mas convenhamos que o que conta muito é a vivência que cada um tem da tenra infância e a capacidade de revisitá-la da maneira que a imaginação de cada um permitir. Vide Monstros S.A. e Universidade Monstros, também em cartaz. Quem é que poderia imaginar uma fábrica onde monstros assustam crianças para produzir energia com seus gritos? Roteiro criativo, não? Pois é, mas quem é que nunca viu um monstro no armário?

 

DIREÇÃO: Pierre Coffin, Chris Renaud  ROTEIRO: Ken Daurio, Cinco Paul | 2013 (98 min)

 

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TRUQUE DE MESTRE – Now You See Me
CLASSIFICAÇÃO: Suspense, Para se Divertir, Ação - 05/07/2013

truque de mestreDizem os mágicos – e quem já viu boa mágica sabe que é verdade – que o truque está no detalhe. Ou melhor, em fazer o público olhar bem para um ponto específico (a cartola, o coelho, o armário), enquanto o truque acontece em outro lugar. Ou seja, quanto mais perto você olha, menos você vê. Assim dizem – e fazem – os quatro ilusionistas de Truque de Mestre.

Pode ter lá seus furos – e acho que tem mesmo. Os personagens vividos por Michael Cane e Morgan Freeman (também juntos na trilogia de Batman, O Cavaleiro das Trevas, de Christopher Nolan), por exemplo, poderiam ser melhor exploradas. No frenezi do próprio tema do ilusionismo – onde tudo tem que ser rápido, para que a ilusão pareça verdade – o espectador também é levado a se ater demais ao caminho traçado pelos mágicos, deixando para trás as histórias pessoais desses personagens. E tem também quem diga que o desfecho é óbvio demais. Intriga da oposição. Este tipo de filme é feito para entreter, portanto não seja rígido demais e aproveite.

Truque de Mestre exige atenção. Não porque seu roteiro seja lá muito elaborado, mas porque é confuso, cheio de meandros, reviravoltas e meias-verdades. Tudo começa quando quatro ilusionistas são intimados a se encontrar. Só não sabemos quem é que está coordenando este encontro, nem o que pretende. Depois de um ano eles formam um time afiadíssimo de ilusionistas, patrocinados por um milionário, que lota a casa de shows de um cassino de Las Vegas e executa o que parece ser impossível: do palco, roubam um banco na França. E mais: o dinheiro cai em cima da plateia, boquiaberta.

A partir daí, o agente do FBI Dylan Rhodes (Mark Ruffalo, também em Minhas Mães e Meu Pai, Ilha do Medo) e da Interpool Alma Dray (Mélanie Laurent, também em Toda Forma de Amor, O Concerto, Bastardos Inglórios, Não Se Preocupe, Estou Bem) são acionados para tentar descobrir se foi mágica, se foi roubo e o que a trupe pretende. Claro que os ilusionistas dão um baile nas autoridades, se safam de todas as situações e deixam o espectador intrigado. E confuso. O que faz parte do jogo, imagino – a arte de confundir também faz parte da mágica.

Mas agora que você está avisado, preste bastante atenção. Eu confesso que deixei alguns detalhes passarem, que fizeram falta no final para fechar o quebra-cabeça. Vale assistir de novo. E pelo desfecho “mágico”, você também vai sentir vontade de ver pela segunda vez, para ter certeza de que faz sentido. Ou de que realmente enganaram você direitinho.

 

DIREÇÃO: Louis Leterrier ROTEIRO: Boaz Yakin, Ed Solomon, Edward Ricourt ELENCO: Jesse Eisenberg, Mark Ruffalo, Mélanie Laurent, Michael Caine, Morgan Freeman, Woody Harrelson, Isla Fisher, Dave Franco | 2013 (115 min)

 

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AUGUSTINE
CLASSIFICAÇÃO: Para Pensar, Garimpo na Locadora, França, Drama - 04/07/2013

AUGUSTINE

Augustine trabalha como doméstica em uma casa, quando sofre convulsões. Internada no hospital Salpêtriere, de Paris, integra uma legião de mulheres que sofrem de algum mal neurológico que, diagnosticado ou não, é considerado histeria. Em meio a tantas, uma é escolhida pelo professor Jean-Martin Charcot para ser seu objeto de estudo perante a academia médica francesa. Mas nem tudo é tão objetivo assim.

Em pelo fim do século 19, a ambientação hospitalar é impecável. Li que não foi preciso adaptar o Hospital de Salpetrière, de Paris, aos modos daquele tempo. A própria arquitetura fala por si só e já faz o transporte do tempo. Confesso que essa é um dos aspectos de que mais gosto, a viagem pelas épocas e costumes. Vale dizer que hoje o local é um centro de saúde importantíssimo na capital francesa – para onde foi encaminhada a princesa Diana após o acidente fatal.

No entanto, seus corredores lindos e gelados ganham vida e emoção quando Charcot (Vincent Lindon, também em Tudo o Que Desejamos, Bem-Vindo, Mademoiselle Chambon, Tudo Por Ela), médico e cientista renomado, considerado o pai da neurologia moderna (foi professor de Freud, mas isso o filme não conta) ultrapassa os limites da ciência. Augustine (Soko) é escolhida para fazer parte de uma pesquisa sobre histeria, com tratamento através da hipnose. De vítima, que tem o corpo paralisado, tive a impressão que, aos poucos, ela vai se tornando dona da situação, manipulando Charcot para que ele realmente passe dos limites.

Bonito plasticamente (veja o trailer), é rico em detalhes precisos, embora possa ser lento demais para algumas pessoas. Faltou contextualizar na época, dar mais importância ao teor médico e científico. Teria sido interessante saber que dessas experiências saíram estudos e conclusões sobre epilepsia, AVC e outras patologias neurológicas. Embora aberto, gosto do desfecho. É como uma pincelada, aguçando ainda mais a dúvida sobre o comportamento de Augustine – que, diga-se de passagem, faz seu papel muito bem. 

DIREÇÃO e ROTEIRO: Alice Winocour  ELENCO: Vicent Lindon, Soko, Chiara Mastroianni |  2012 (102 min)

 

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