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junho, 2013

A VIDA DE PAULO COELHO VIRA CINEMA
CLASSIFICAÇÃO: Especial, Dicas Afins, Brasil - 27/06/2013

paulo coelho2No exterior, o filme vai se chamar O Peregrino. Faz sentido. Foi com seu livro O Alquimista (1989), em que o protagonista faz a peregrinação a Santiago de Compostela, na Espanha, que Paulo deslancha na carreira de escritor, para se tornar o brasileiro que mais vende livros fora do país.

No Brasil, o título vai ser diferente, mais ainda com essa alusão ao rumo, ao caminho, ao movimento, à busca constante. Não Pare na Pista – A Melhor História de Paulo Coelho foi tirado do título de uma canção composta por Paulo Coelho e Raul Seixas e dá bem essa noção necessária de seguir sempre em frente. Como faz o peregrino, que não desiste jamais.

Previsto para o primeiro semestre de 2014, o filme é uma co-produção Brasil-Espanha, já foi filmado no Rio e agora está em Santiago de Compostela. Quem faz Paulo é o mesmo ator que fez Gonzaga – De Pai Pra Filho, Júlio Andrade (foto), que representou com muito talento – aliás, até impressiona a semelhança entre o ator e o personagem Gonzaguinha. Com roteiro de Carolina Kotscho (também de 2 Filhos de Francisco) e direção de Daniel Augusto, o filme vai contar como Paulo encontrou esse caminho do sucesso.

Quem quiser saber mais antes de o filme chegar nas telas, a biografia O Mago, de Fernando Moraes, traça um panorama superinteressante sobre o escritor. Ou ainda, o filme sobre Raul Seixas, parceiro e amigo de Paulo: Raul – O Início, O Fim e o Meio, também situa bem a atmosfera da época – além de ser um ótimo filme, claro. Boa pedida para as férias.

 

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UM GOLPE PERFEITO – Gambit
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Estados Unidos, Comédia, Animação, África do Sul - 26/06/2013

golpe perfeitoDIREÇÃO: Michael Hoffman

ROTEIRO: Ethan Coen, Joel Coen

ELENCO: Colin Firth, Cameron Diaz, Alan Rickman, Stanley Tucci,

Estados Unidos, 2012 (89 min)

Com a chancela dos irmãos Coen no roteiro, participação de Colin Firth (também em O Discurso do Rei, Direito de Amar, O Espião que Sabia Demais) e atores como Staley Tucci no elenco, esse golpe não poderia ser tão baixo assim. Não caia na mesma armadilha que eu. O Golpe Perfeito é uma comédia, daquelas que as trapalhadas são atrapalhadas e não engenhosas, as piadas não têm graça e que a mocinha da história, neste caso Cameron Diaz, não me convence. Portanto, pra se divertir, passar o tempo, dar uma relaxada, pode quebrar o galho. Mas eu diria que o que pesou mais foi o banho de água fria, diante das credenciais.

Tudo gira em torno do curador de arte Harry Deane (Firth), que está sem grana e precisa dar um jeito de conseguir um extra – polpudo, de preferência. A vítima é Lionel Shabandar (Rickman), um milionário e colecionador de obras do cacife dos impressionistas franceses. Aliás, o que Harry quer é convencer Lionel a comprar um Monet falso. Para isso, escala a texana PJ (Diaz, também em O Que Esperar Quando Você Está Esperando, Uma Prova de Amor, O Amor Não Tira Férias) para ajudá-lo na empreitada e montar o circo todo.

Para não dizer que estou exagerando, dê uma espiada no trailer. As cenas foram bem escolhidas – dá para ter uma ideia aproximada do que é o filme. Agora, pra não dizer que não gostei de nada, gostei no desfecho. Esse sim, me pareceu engenhoso. Pena que para isso seja preciso assistir aos 80 minutos anteriores do filme.

 

 

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PROTESTOS NO CINEMA MUNDO AFORA
CLASSIFICAÇÃO: Especial, Dicas Afins - 26/06/2013

eua x john lennon11 icone_DVD

 

 

Na esteira dos protestos que acontecem no Brasil neste momento, o Cine Garimpo preparou uma lista de 10 filmes que trazem algum tipo de manifestação ao redor do globo, literalmente. Para entender o nosso mundo! Vale conferir!

 

 

 

GANDHI, de Richard Attenborough (1982)  –  emblemático e essencial, sobre a luta do pacifista indiano pela liberdade (INDIA)

OS EUA X JOHN LENNON, David Leaf e John Scheinfeld (2006) – protestos silenciosos e espinhosos de Yoko e Lennon pela paz; momento importante de mobilização contra a guerra do Vietnã (EUA)

O GRUPO BAADER-MEINHOF, de Uli Edel (2008) – grupo de jovens terroristas protestam contra a Guerra do Vietnã, contra a postura imperialista dos americanos, e optam pela manifestação violenta (ALEMANHA)

NO, de Pablo Larraín (2012) – durante a ditadura de Pinochet, no Chile, um grupo resolve protestar contra ela e lançar a campanha do NÃO ao ditador! (CHILE)

ARGO, de Ben Affleck (2012) – quando o povo iraniano se manifesta contra o apoio americano ao ditador Xá Reza Pahlevi, deposto pelo Aiatolá Khomeini na revolução islâmica. (IRÃ)

ALÉM DA LIBERDADE, de Luc Besson (2011) – ativista Aung San Suu Kyi, vencedora do Prêmio Nobel da Paz em 1991, ficou em prisão domiciliar por 21 anos em Mianmar e até hoje luta pelo fim da repressão política no país. (MIANMAR)

EM NOME DO PAI, de Jim Sheridan (1993) – quando o católico Exército Republicano Irlandês (IRA) protesta contra a presença inglesa no país e exige que o território da Irlanda do Norte volte a se integrar à Irlanda (território autônomo). (IRLANDA)

MILK – A VOZ DA IGUALDADE, de Gus Van Sant (2009) – ativista homossexual Harvey Milk luta para que os gays tenham os mesmos direitos do que os cidadãos comuns. (EUA)

UMA HISTÓRIA DE AMOR E FÚRIA, de Luiz Bolognesi (2013) – animação que mostra o protesto de um líder brasileiro nas diversas fases da história do país. (BRASIL)

SE NÃO NÓS, QUEM? Andres Veiel (2011) – jovens alemães protestam contra a Guerra do Vietnã, o imperialismo americano, o governo de ultradireita, as ditaduras, o capitalismo de uma forma geral. (ALEMANHA)

 

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UNIVERSIDADE MONSTROS – Monsters University
CLASSIFICAÇÃO: Para Ver em Família, Estados Unidos, Animação - 22/06/2013

promo_monstrosGenial o foco da sequência de Monstros S.A. (2001). A ideia de uma empresa de captação de gritos das crianças, que serve como fonte de energia desse mundo adoravelmente monstruoso – literalmente – já é pra lá de original. Era de se esperar a continuação cronológica: a pequena Boo já adolescente, tendo que lidar com os “monstros” em seu mundo. Sei lá. Poderia ser qualquer coisa. Mas o que  a Pixar pensou foi ainda mais legal: voltar no tempo, colocar o atrapalhado Mike na linha de frente e contar como é que se forma na universidade para ser um assustador profissional.

Vi algumas crianças se assustarem no cinema – sim, quando é filme infantil, jornalista pode levar o filho pra assistir na sessão fechada. É bacana, a gente já tem uma prévia do que vem por aí. Mas é de leve, porque a graça mesmo é ver o adorável e determinadíssimo monstrinho verde dando o melhor de si para se superar. Nada assustador à primeira vista, sonha em ser aceito na Universidade Monstros, a melhor de todas, sem sustos, ou melhor, dúvidas. Diante de seres horrendos, Mike é somente uma bolinha verde, motivo até de bullying entre os colegas. Até que aparece Sullivan, o grande e monstruoso assustador, que já foi aceito de cara na universidade graças a seu pai, famoso por sua insuspeita “assustabilidade”. A partir daí a improvável parceria se solidifica: unindo a persistência e empenho nos estudos de Mike, e a cara de pau de Sullivan e a simpatia de outros amigos, eles ousam disputar o posto de melhores.

Conseguir ou não vira detalhe. O bacana aqui é que o competir é que importa, fortalece e abre outras oportunidades. Fazendo do limão uma limonada, como se diz, Mike e Sullivan não desistem do sonho de trabalhar em uma empresa de fabricação de gritos. Se não for com diploma na mão, que seja então de outra maneira.

Dois detalhes: o filme começa com um lindo curta, O Guarda-Chuva Azul; se ficar até o fim dos créditos, vai assistir a uma cena extra engraçada! São as pérolas da parceria Pixar/Disney, que faz de filmes como Procurando Nemo, Toy Story, Wall-E, Up – Altas Aventuras um arraso!

 

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REALEZA NA TELONA
CLASSIFICAÇÃO: Especial, Dicas Afins - 20/06/2013

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Para quem gosta de histórias da realeza, fique sabendo que há dois filmes programados para mostrar um pouco dos bastidores das vidas de duas das mais famosas princesas europeias.

 

Ainda este ano teremos DIANA, de Olivier Hirschbiegel. O filme vai mostrar os dois últimos anos da vida de Lady Di (1961-97), com enfoque na sua ação humanitária e sua relação com o cirurgião Hasnat Khan. Estreia ainda este ano, quando Diana seria avó. Para representá-la, Naomi Watts, atriz versátil de filmes como O Impossível, Jogos de Poder, 21 Gramas.

 

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Em fase de pós-produção, o filme GRACE OF MONACO vai contar um pouco da história de Grace Kelly (1929-82),a promissora atriz de Hollywood que abandona a carreira para se casar com o príncipe Rainier, de Mônaco. Com foco nos anos 1960, mostra um momento de crise política entre o príncipe e Charles de Gaulle, sem deixar de lado o cuidado com a produção e com a escolha da atriz que representa Grace. Nicole Kidman aparece linda (está em cartaz agora com o ótimo suspense Segredos de Sangue) e é dirigida por Olivier Dahan, do maravilhoso Piaf – Um Hino ao Amor. Deve estreiar no Brasil em 2014.

 

EM CARTAZ: Quem quiser ir ainda mais longe no tempo, ADEUS, MINHA RAINHA, de Benoît Jacquot, estreia amanhã nos cinemas, e volta até 1789, literalmente nas vésperas da Revolução Francesa. Trata dos bastidores, do que ocorreu nos corredores escuros do Palácio de Versailles quando os nobres e seus empregados souberam da queda da Bastilha. Interessante, delicado e plasticamente lindo!

 

 

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CELESTE E JESSE PARA SEMPRE – Celeste & Jesse Forever
CLASSIFICAÇÃO: Para Ver Bem Acompanhado, Estados Unidos, Comédia Romântica - 19/06/2013

celeste e jesseDIREÇÃO: Lee Toland Krieger

ROTEIRO: Rashida Jones, Will McComack

ELENCO: Rashida Jones, Andy Samberg, Elijah Wood, Rebecca Dayan, Cris Messina, Elijah Wood, Emma Roberts

Estados Unidos, 2012 (93 min)

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Comédia romântica às avessas. Em vez de percorrer o caminho natural – e já esperado – dos filmes do gênero, em que um improvável casal se encontra, se conhece, passa por uma série de situações estranhas, ou engraçadas, ou atrapalhadas, e no final satisfaz o desejo de romance que todo espectador nutre, Celeste e Jesse vão na contramão. Isso faz o filme ser diferente, quebrar expectativas. E isso eu acho muito bom.Estados Unidos, 2102 (92 min)

Bom porque apresenta uma outra linguagem. Veja só você que Celeste e Jesse formavam um casal do estilo “Eduardo e Mônica”.  Ela intelectualizada, profissional bem sucedida, jeito maduro, bem resolvido; ele ainda procurando o que fazer da vida, sem se empenhar muito, diga-se de passagem, com um jeitão adolescente, casual. Cansada desse comodismo, Celeste pede para se separar, mas nem por isso cortam os laços. Ele continua morando nos fundos da casa dela, continuam sendo melhores amigos e divertem-se juntos como ninguém. Com aquela intimidade que só um casal muito cúmplice pode ter, em que só eles entendem suas próprias piadas. Mas seus momentos retratam a difícil arquitetura do casamento, que vai além, muito além de uma boa amizade.

No entanto, a ruptura só acontece de fato quando Jesse resolve dar chance para outro amor. Então Celeste percebe o que realmente perdeu. Num clima de filme independente, estilo 500 Dias com Ela, Medianeiras, Ruby Sparks – A Namorada Perfeita, Por Uma Vida Melhor (todos publicados aqui no blog), é o tipo de roteiro que não tem o rabo preso. É para quebrar expectativas e construir uma nova história. Celeste e Jesse Para Sempre é uma linda história de amor, nunca de desamor. E também do descobrimento do amor próprio. Fundamental para um casal tenha chance de dar realmente certo.

 

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HOJE É DIA DO CINEMA NACIONAL
CLASSIFICAÇÃO: Lista, Dicas Afins - 19/06/2013

dia do cinema nacional

 

Dia de cinema nacional não pode passar em branco. O Cine Garimpo preparou uma lista que vale sua atenção – pelo tema, pela produção, pela emoção, pela graça.

Há outros tantos que valem a pena também. O que mais você colocaria nesta seleção? Bom garimpo!

 

 

 

Xingu, de Cao Hamburguer

Tropicália, de Marcelo Machado

Heleno – O Príncipe Maldito, de José Henrique Fonseca

Raul – o Início, o Fim e o Meio, de Walter Carvalho

Gonzaga – De Pai Pra Filho, de Breno Silveira

E Aí… Comeu?, de Felipe Joffily

Histórias que Só Existem Quando Lembradas, de Júlia Murat

Eu Receberia as Piores Notícias de Seus Lindos Lábios, de Beto Brant e Renato Ciasca

A Música Segundo Tom Jobim, de Nelson Pereira dos Santos e Dora Jobim

Faroeste Caboclo, de René Sampaio

Somos tão Jovens, de Antonio Carlos da Fontoura

Uma História de Amor e Fúria, de Luiz Bolognesi

Abril Despedaçado, Walter Salles

O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho

Elena, de Petra Costa

As Canções, de Eduardo Coutinho

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A MEMÓRIA QUE ME CONTAM
CLASSIFICAÇÃO: Para Entender o Nosso Mundo, Drama, Brasil - 14/06/2013

DIREÇÃO: Lucia Muratmemoria que me contam

ROTEIRO: Lucia Murat, Tatiana Salem Levy

ELENCO: Irene Ravache, Franco Nero, Simone Spoladore, Otávio Augusto, Zecarlos Machado, Clarisse Abujamra, Hamilton Vaz Pereira, Miguel Thiré e Patrick

Brasil, 2013 (min)

A tortura era uma prática da ditadura e nós sabíamos disso pelo relato dos que tinham sido presos antes. Mas nenhuma descrição seria comparável ao que eu vim a enfrentar. Não porque tenha sido mais torturada do que os outros. Mas porque o horror é indescritível.” – Lucia Murat

Há algumas semanas, a cineasta Lucia Murat deu seu depoimento na Comissão da Verdade, de onde extraí a declaração acima. Presa diversas vezes pela ditadura e vítima da tortura, Lucia se emocionou ao lembrar de seus colegas, das privações e intimidações que sofreu e daqueles que não tiveram a mesma sorte de manter a vida. Da experiência, ficaram as marcas para sempre e as lembranças que Lucia transforma em cinema para não deixar esquecida essa triste parte da historia do país.

Diferente do documentário Que Bom Te Ver Viva, de 1989, em que Lucia destaca a experiência de diversas mulheres presas e torturadas durante os anos de chumbo da ditadura militar através de depoimentos, em A Memória que me Contam os personagens são fictícios, mas claramente uma catarse pessoal da cineasta, novamente na pele da atriz Irene Ravache (também Irene no personagem) – que consegue transmitir uma dor intensa, um desconforto com o presente em função da violência do passado. Angustiados com o frágil estado de saúde físico e mental de Ana, uma amiga ex-guerrilheira, Irene e os amigos a acompanham no hospital, enquanto Ana “decide” sequer ou não viver através da sua imagem quando jovem, vivida por Simone Spoladore.

Lucia (também de Uma Longa Viagem) faz um contratempo entre passado e presente, mesclando memória e realidade, por vezes de forma um pouco arrastada. O passado conhecemos através da Ana guerrilheira, que recorda aqueles tempos de luta e resistência, e aparece no filme como se espiasse e examinasse seus colegas. O que sabemos do passado são as memórias do grupo  e as experiências passadas à geração seguinte, de seus filhos – que também enfrentam seus dilemas, porém algo mais individualista e bem longe do idealismo vivido pela geração de seus pais.

Num tom de frustração, de análise dos erros cometidos, das mortes causadas injustamente tanto pela guerrilha, quanto pelos militares, a melancolia é grande. Tem um tom de quem busca, há décadas, encaixar esse passado em algum lugar dentro de si, sem sucesso. Tom de quem não vê sentido. Já disse que achei as cenas um pouco morosas em alguns momentos, mas é preciso dizer que  Irene Ravache está, realmente, excelente.
Considerando o momento em que estamos vivendo de abertura das caixas pretas e de vandalismo destemido, é interessante conhecer esse universo da cineasta, que repassa sua dolorosa vivência para que as gerações futuras conheçam, entendam, opinem e não cometam os mesmos erros.
 

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NAMORADOS: PARA VER BEM ACOMPANHADO
CLASSIFICAÇÃO: Especial, Dicas Afins - 10/06/2013

beijo roubado 2

 

A seleção do Cine Garimpo para o Dia dos Namorados – ou melhor, semana dos namorados – foge do tradicional. Saímos do lugar comum, buscando filmes menos conhecidos, de nacionalidades diferentes, que possam também trazer uma linguagem nova sobre romance. Bom garimpo!

 

 

  1. ENTRE O AMOR E A PAIXÃO, de Sarah Polley (EUA)
  2. AMOR À FLOR DA PELE, de Kar Wai Wong (China)
  3. ELLES, de Malgorzata Szumowska (França)
  4. UM BEIJO ROUBADO, de Wong Kar Wai (China) – foto acima
  5. EU RECEBERIA AS PIORES NOTÍCIAS DE SEUS LINDOS LÁBIOS, de Beto Brant e Renato Ciasca (Brasil)
  6. SENTIDOS DO AMOR, de David Mackenzie (Inglaterra)
  7. PARA POUCOS, de Antony Cordier (França)
  8. AMOR EM CINCO TEMPOS, de François Ozon (França)
  9. PARTIR, de Catherine Corsini (França)
  10. AMANTES, de James Gray (EUA)
  11. ANTES DO AMANHECER, de Richard Linklater (EUA)
  12. UM SONHO DE AMOR, de Luca Guadagnino (Itália)
  13. QUE MAIS POSSO QUERER, de Silvio Soldini (Itália)
  14. A JANELA DA FRENTE, de Ferzan Ozpetek (Turquia/Itália)
  15. PONTO FINAL – MATCH POINT, de Woody Allen (EUA)
  16. VICKY CRISTINA BARCELONA, de Woody Allen (EUA)
  17. BELEZA ROUBADA, de Bernardo Bertolucci (Itália)
  18. PECADOS ÍNTIMOS, de Todd Field (EUA)
  19. FATAL, de Isabel Coixet (França)
  20. GAINSBOURG – O HOMEM QUE AMAVA AS MULHERES, de Joann Sfar (França)

 

 

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ALÉM DA ESCURIDÃO – STAR TREK
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Ficção Científica, Estados Unidos, Aventura - 10/06/2013

DIREÇÃO: J.J. Adams

ROTEIRO: Roberto Orci, Alex Kurtzman

ELENCO: Chris Pine, Zachary Quinto, Zoe Saldana, Karll Urban, Simon Pegg, John Cho, Benedict Cumberbatch, Anton Yelchin, Bruce Greenwood,

Estados Unidos, 2013 (132 min)

 

star trek - além da escuridão

Toda vez que assisto a um filme que já é sequencia de outro, sinalizo a importância da ordem das coisas. Sempre há ganchos entre um e outro, mas algumas vezes as informações passadas no anterior não prejudicam o entendimento daqueles que veem a seguir. No caso de Star Trek, pela releitura de J.J. Adams, eu diria que vale ver o primeiro. Claro que eu entendi e adorei Além da Escuridão, mesmo sem ter visto o primeiro, lançado em 2009. Mas quando me aventurei pelos meandros da Frota Estelar e suas origens, me rendi. É muito mais legal saber o que acontece antes.

Isso porque ficamos sabendo da origem do lendário Spock (Zachary Quinto, também de Margin Call – O Dia Antes do Fim), esse sujeito metade humano, metade extraterreno, uma raça evoluída que consegue ignorar os sentimentos e emoções para não sofrer. É racional, faz o que é lógico e pronto. Mas, como sua mãe era humana, às vezes dá o braço a torcer. Personagem espetacular.

Também conhecemos melhor a história do capital Kirk (Chris Pine). Sabemos que seu pai foi capitão da Enterprise, que morreu em combate e que seu comportamento intransigente, desafiador e destemido ajuda a contrabalançar a lógica de Spock e tomar as decisões com mais intuição. O que Spock e Kirk vão viver nessa nova aventura estelar, lutando pela Federação dos planetas, perde totalmente a graça se eu simplesmente começar a descrever a história. A riqueza de detalhes é imensa, a sutileza e graça do texto ficam muito além de qualquer comentário, as caras e bocas dos personagens valem mais do que qualquer comentário. Tem muita ação em prol da paz entre os planetas, mas o que seria da aventura sem um texto afinado e afiado?

Minha dica: se der, consuma o pacote completo e assista ao primeiro Star Trek em casa e depois corra para o cinema. Se não conseguir se segurar, voe para o cinema no feriado que vai dar tudo certo. A Enterprise não vai te deixar na mão e depois você tira o atraso em casa!

 

 

 

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