cinegarimpo

novembro, 2012

DIFÍCIL ESCOLHER O QUE ASSISTIR? CINCO FILMES QUE VALEM O INGRESSO
CLASSIFICAÇÃO: Especial, Dicas Afins - 30/11/2012

Alguns novos filmes em cartaz valem seu ingresso e seu tempo. Esta semana, indico dois bons filmes de ação e violência, um sobre família, outro sobre intolerância religiosa e ainda um documentário sobre obesidade infantil. Temas variados, para momentos diferentes. Para mais opções, consulte a lista no menu no blog, Vale Seu Ingresso de Cinema.

Escolha pelo seu estado de espírito e leia o comentário para saber que tipo de filme você vai encontrar.

ARGO, de Ben Affleck (EUA)

O HOMEM DA MÁFIA, de Andrew Dominik (EUA)

CURVAS DA VIDA, de  (EUA)

EM NOME DE DEUS, de Brillhante Mendoza (Filipinas, França)

MUITO ALÉM DO PESO, de Estela Renner (Brasil)

 

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O HOMEM DA MÁFIA – Killing Them Softly
CLASSIFICAÇÃO: Suspense, Para Pensar, Estados Unidos - 29/11/2012

DIREÇÃO e ROTEIRO: Andrew Dominik

ELENCO: Brad Pitt,  Ray Liotta, Richard Jenkins, Scoot McNairy, James Goldonfini, Ben Mendelsohn, Sam Shepard

Estados Unidos, 2012 (97 min)

Com o é possível dizer que alguém vai matar outro alguém suavemente? Paradoxo. Matar está recheado única e exclusivamente de crueldade e tudo mais que você possa encontrar de sinônimos e palavras correlatas. Impossível associar a palavra “suave”.  Killing Them Softly, título original, é bem escolhido em toda a sua magnitude maligna. Mata-se, mas há resquícios de piedade, compaixão, compreensão. Por isso, pelos critérios mafiosos, alguns têm o direito de morrer sem sofrer tanto assim.

Eu não ia falar, mas para bons entendedores já falei. Uma pena esta tradução brasileira. O Homem da Máfia fica só na rebarba da nuance do “matar suavemente”. A crueldade de Jackie, personagem de Brad Pitt, está muito além do fato de ele pertencer à máfia. É o vingador, o mafioso, o justiceiro, aquele que coloca ordem na casa, manda soltar e prender, mas principalmente é aquele que tem absoluta noção de que está no comando de uma máquina de fazer dinheiro. Os Estados Unidos não são um país, mas sim um negócio, diz ele. Como qualquer outro, diga-se de passagem. Enquanto o cerco aperta para o lado dos bandidos amadores que assaltam um jogo de pôquer clandestino e desestabilizam o universo mafioso de Boston, vemos na televisão o discurso dos governantes tentando consertar o estrago na economia na crise de 2008. Cada um tenta consertar sua encrenca como pode.

O filme de Andrew Dominik, que conta ainda com ótimo elenco, entre eles Ray Liotta e Richard Jenkins, lembra o estilo Tarantino (como Bastardos Inglórios) de fazer thrillers. Irônico, seco. Algumas cenas de violência que têm uma cinematografia incrível, como a bala que atinge o alvo em câmera lenta – vale a pena reparar. Mas é preciso estar disposto a ver violência nua e crua, e navegar por esse mundo implacável do salve-se quem puder. Não tem emoção. Fico embrulhada com tanto sangue, mas quando é bem feito, vale o ingresso.

 

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EM NOME DE DEUS – Captive
CLASSIFICAÇÃO: Para Entender o Nosso Mundo, Filipinas, Drama - 29/11/2012

DIREÇÃO: Brillante Mendoza

ROTEIRO: Brillante Mendoza, Patrick Bancarel

ELENCO: Isabelle Huppert, Katherine Mulville, Marc Zanetta, Rustica Carpio, Timothy Mabalot, Maria Isabel Lopez, Raymond Bagatsing, Coco Martin, Mercedes Cabral

Filipinas, França, 2012 (120 min)

Não é documentário, mas em alguns momentos até que parece. O drama vivido por missionários feitos reféns por milícias islâmicas separatistas nas Filipinas em 2001 é retratado pelo diretor Brillante Mendoza, também do ótimo Lola, de maneira clara. Para quem assiste, fica evidente a posição das três partes envolvidas: desespero e impotência por parte dos reféns; cruel determinação por parte da milícia; desinteresse e incompetência por parte do governo filipino. O resultado foram inúmeras mortes e uma triste história para contar.

Representando os reféns está Thérèse Bourgoine, na pele da atriz francesa Isabelle Huppert (também em A Bela que Dorme, Copacabana). Ela representa o estrangeiro em outras terras, o intruso, que perturba a ordem vigente e as forças subversivas, assim como fez com muito talento em Minha Terra, África, em que enfrenta os milicianos rebeldes e os corruptos do governo, que expulsam e matam os colonizadores franceses. É o seu olhar que me guiou através do medo, desespero, fome, frio, dor das dezenas de reféns, que passaram meses a fio vagando pelas florestas filipinas, aguardando um resgate que só chega capenga e depois de muitas mortes, aturando a maldade dos milicianos e conformando-se com a presença de soldados-crianças numa terra sem esperança.

Em Nome de Deus tem o título original Captive, que em francês significa ‘reféns’. São reféns em nome de Deus. Os terroristas rezam, determinam regras seguindo o Alcorão, matam baseados no argumento da fé islâmica. Indicado ao Urso de Ouro no Festival de Berlim 2012, lembrou-me o maravilhoso Homens e Deuses, que trata de tema semelhante: católicos em missão assistencial em outro país que sofrem represália de grupos extremistas, que vale ser visto. Aqui, a missão religiosa tem que migrar para a seara particular de cada um dos reféns, que se vê na situação absurda de ficar à deriva por dias, invadir um hospital, ver mais reféns se juntarem a eles, outros morrerem pelas balas do próprio exército e ter de confiar na própria fé.  Eles estão no cativeiro quando as Torres Gêmeas são atingidas. Consequências de uma mesma distorção.

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ENTRETODOS – 5° FESTIVAL DE CURTAS METRAGENS DE DIREITOS HUMANOS (SP)
CLASSIFICAÇÃO: Festival, Especial, Dicas Afins - 29/11/2012

Olhem só que interessante: estamos falando de direitos humanos de uma maneira bastante democrática. A 5a edição do Entretodos – Festival de Curtas Metragens de Direitos Humanos não se restringe a uma sala de cinema, nem mesmo a uma região. Com objetivo de atingir um público mais diverso possível, o festival acontecerá simultaneamente em 31 regiões metropolitanas da cidade de São Paulo, sempre em parceria com seus núcleos de Direitos Humanos, assim como os centros de cultura como os Céus, Centros Culturais de Arte e Juventude, cineclubes, presídios, praças, centros habitacionais, entre outros.

Também seguindo essa linha humana, o festival vai exibir filmes em formatos diversos, de até 25 minutos. Pode ser um curta feito pelo celular, um documentário ou ficção, experimental ou profissional, em qualquer época. Portanto, não há restrição, direitos iguais a amadores e profissionais.

Há mais informações no site do Entretodos, com a lista da programação da mostra competitiva, não competitiva, infantil e eventos culturais marcadas para o evento. Aproveite! A ideia da organização é aquecer o debate sobre o assunto na cidade. Em boa hora!

PROGRAME-SE: DE 29/11 a 02/12 | veja os locais de exibição no site Entretodos

 

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INFÂNCIA CLANDESTINA – Entrevista – Infancia Clandestina
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Para Entender o Nosso Mundo, Drama, Argentina - 27/11/2012

DIREÇÃO: Benjamín Ávila

ROTEIRO: Benjamín Ávila, Marcelo Müller

ELENCO: Natalia Oreiro, Ernesto Alterio, César Troncoso, Teo Gutiérrez Romero, Cristina Banegas, Douglas Simon, Violeta Palukas, Mayana Neiva

Argentina, Brasil, 2011 (112 min)

Que fique bem claro: a produção escolhida pela Argentina para concorrer à indicação ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2013, disputando vaga com O Palhaço, também é brasileira. O próprio Benjamín Ávila, diretor do filme, não mediu palavras – e elogios – ao roteirista brasileiro Marcelo Müller, com quem dividiu o difícil trabalho de escrever um roteiro que conseguisse misturar, de forma harmônica, ficção e realidade. O resultado foi o belo trabalho que é Infância Clandestina, com estreia prevista para 07 de dezembro.

Na conversa com jornalistas após a exibição do filme, fiquei sabendo que o personagem Juan (Teo Gutiérrez Romero), um garoto de 12 anos, em parte encena a experiência do próprio diretor argentino. “O filme está baseado na minha infância, no que eu e meus irmãos vivemos. Não é autobiográfico, mas a partir dela criamos elementos fictícios para construir a história”, revela Benjamín Ávila. “Rodamos com o filme por festivais em todo o mundo e fiquei emocionado quando várias pessoas se manifestaram dizendo que também se sentiam como Juan. Um senhor de 75 anos da África do Sul que sofreu no Apartheid, uma mulher de 30 da Ucrânia que foi perseguida em seu país e uma iraniana de 24, que viveu  a falta de liberdade.”

E é verdade. O filme fala da Argentina, mas tem o tema universal da repressão, do confisco da liberdade, da ruptura forçada das famílias. E, convenhamos, o cinema argentino sabe falar do assunto com muita competência. “O debate está muito mais vivo na Argentina do que aqui”, analisa Müller. “O argentino está mais debruçado, porque lá as violações aos direitos humanos ainda continuam. Há cerca de 400 crianças desaparecidas, que são hoje homens e mulheres que vivem em alguma parte do mundo e que não sabem sua história.” Aqui a recente Comissão da Verdade reativou o assunto; na Argentina, nunca foi apagado. “O filme seria diferente se o roteirista fosse argentino. Sendo brasileiro, ajudou para que a história fosse universal. Acredito muito mais nessa ideia de coprodução, do que quando ela é puramente econômica”, arremata.

O ponto central do filme é Juan, que tem 12 anos e transmite, em todas as cenas, sem exceção, sua visão do que está acontecendo com seus pais guerrilheiros, perseguidos pelos militares nos anos 1970. A vida familiar, cotidiana, afetiva é totalmente integrada à vida clandestina, ao nome falso, ao esconderijo. Isso é tão forte no filme que até pareceu que o ator Teo Gutiérrez Romero já tivesse alguma experiência. Ávila me respondeu que não, que foi feito um trabalho de casting fortíssimo e que, de fato, Teo conseguiu transmitir a força, antagonismo e a luta pelo ideal da época, sem que seu lado emotivo, infantil, da descoberta do primeiro amor fossem deixados de lado.

Não pude deixar de lembrar outros filmes que também retratam a realidade dos anos de chumbo através do olhar infantil. O brasileiro O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, o chileno Machuca, o argentino Kamtchaca, e ainda o francês A Culpa é do Fidel. Mas Infância Clandestina usa uma ferramenta interessante e que foi muito bem ponderada no contexto da passagem da infância para a vida adulta – o próprio título, Infância Clandestina, já transmite esse antagonismo. Apesar de ter sido um movimento arriscado, decidiram usar a animação para retratar as cenas de violência contra os membros da família. O uso do traço adulto, quase um mangá, mistura fantasia e realidade, num desenho maduro e intenso. “Resolvemos fazer a animação nas cenas de agressão física, porque se filmássemos não seria novidade para ninguém”, diz Ávila. E funcionou, chama a atenção de todos e dá o tom dramático e lúdico que se pretendia. Afinal, segundo ele, é um filme para gerar perguntas, e não fornecer respostas.

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OS PENETRAS
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Comédia, Brasil - 26/11/2012

DIREÇÃO e ROTEIRO: Andrucha Waddington

ELENCO: Marcelo Adnet, Eduardo Sterblitch, Mariana Ximenes, Andrea Beltrão, Susana Vieira, Luiz Carlos Miele, Luis Gustavo

Brasil, 2012 (88 min)

 

Nos cinemas: 30 de novembro

Até que tem algumas cenas engraçadas – como as que o personagem Marco Polo (Marcelo Adnet) se faz de guia turístico falando inglês daquele jeito que só brasileiro sabe falar. Até que as caras e bocas de Beto (Eduardo Sterblitch) fazem rir um pouco. E às vezes… De maneira geral, Os Penetras não é daquelas comédias divertidas e despretensiosas, como foi o caso de E Aí… Comeu?, por exemplo. Achei filme é bobo, com Susana Vieira e Mariana Ximenes apelativas demais, sem qualquer “graça” inteligente – por assim dizer – e até de mau gosto. Além do mais, fiquei impaciente para que o filme acabasse: essa história do trapaceiro Marco Polo e seu amigo bobalhão Beto serem os penetras mais chatos do Rio de Janeiro cansou minha beleza.

E tem mais: mostrar policiais corruptos, gente enganando turista, falta de caráter sem qualquer inteligência ou criatividade no roteiro, é demais. Andrucha Waddington (também de Casa de Areia, Lope, Eu Tu Eles) poderia muito bem ter passado sem essa. Vamos ver o que acha o grande público – e não duvido que dê bilheteria. E os atores são bons comediantes, tem gingado e tudo mais. Mas falta um roteiro bom. Ficou no estilo ‘Pânico’ de produzir diversão – o que é um padrão controverso.

 

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CURVAS DA VIDA – Trouble With The Curve
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Estados Unidos, Drama - 22/11/2012

DIREÇÃO: Robert Lorenz

ROTEIRO: Randy Brown

ELENCO: Clint Eastwood, Amy Adams, John Goodman, Justin Timberlake

Estados Unidos, 2012 (111 min)

 

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Quando Clint Eastwood dirigiu Gran Torino e fez o papel do senhor carrancudo, mau humorado e frustrado no filme, declarou que seria sua última participação como ator no cinema. Depois disso ainda dirigiu J. Edgar, Além da Vida e Invictus. Antes disso, uma infinidade. Só para citar alguns: Sobre Meninos e Lobos, Menina de Ouro, A Conquista da Honra, Cartas de Iwo Jima, A TrocaFato é que voltou atrás e abriu uma exceção para  Robert Lorenz, produtor de todos esses filmes citados acima. Ou seja, não foi para qualquer um que a intimidade dos 82 anos foi escancarada.

Em Curvas da Vida, Clint faz o papel de um senhor que não quer assumir, perante os colegas de trabalho e a filha, que precisa se aposentar. Não quer assumir para si mesmo que já não enxerga tão bem para continuar sendo olheiro de beisebol e que os computadores estão tomando conta da situação – também nessa área. Mantendo algumas das características de seus personagens anteriores como a teimosia, não abre mão da sensibilidade como fator essencial para encontrar um jogador completo. Curvas da Vida, traduzido do original Trouble with the Curve, faz alusão à bola com efeito arremessada no beisebol. É preciso um bom rebatedor para conseguir pegar essa bola que faz curvas, assim como é preciso jogo de cintura para se adequar às mudanças da vida.

Gus (Clint Eastwood) tem uma vida repleta de rancores, situações mal resolvidas com a filha, perdas irreparáveis. E uma capacidade incrível de romper qualquer tentativa de melhoria. Sua filha Mickey (Amy Adams, também em Na estrada, O Vencedor, Julie & Julia, Dúvida, Uma Noite no Museu 2) é uma promissora advogada com talento também para o beisebol, que não desiste do pai. Isso, o forte aqui é a persistência. A teimosia atuando para reverter os danos causados durante tanto tempo.

Curvas da Vida é um filme sobre família e suas tortuosas e complexas relações. Tem seus momentos sensíveis, mas não consegue escapar dos clichês do sentimentalismo. Mas acho que tem algumas coisas que são assim mesmo. As relações familiares são verdadeiros clichês do melodrama. Quem vive sabe disso. Sob esse prisma, Curvas da Vida é um ensaio sobre uma filha que quer o afeto do pai, e sobre um pai que não sabe como demonstrar o amor reprimido pelas mazelas da vida. Novidade? Nenhuma. Mas adoro Clint Eastwood e isso é suficiente para gostar de vê-lo na tela no auge dos seus 82 anos.

 

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CINE NA PRAÇA – Projeto de Cinema ao Ar Livre!
CLASSIFICAÇÃO: Festival, Especial, Dicas Afins - 22/11/2012

Nunca é tarde para divulgar boas iniciativas. O evento Cine na Praça, que está no ar desde outubro, ainda tem dois meses de muito cinema pela frente. Até 17 de janeiro de 2013, você poderá assistir a uma programação superinteressante, ao ar livre, com direito a um curta e um longa por noite (são 22 filmes), e ainda participar de debates sobre os filmes.

Exibido na Praça Victor Civita, o Cine na Praça foi dividido em quatro blocos temáticos. O primeiro ciclo, A Sociedade na Virada do Milênio, infelizmente já acabou, mas vale saber que exibiu ótimos filmes como Tão Forte e Tão Perto  Magnólia.

Agora estamos no segundo ciclo, As Faces do Suspense, que também já ofereceu pérolas como O Iluminado e Cisne Negro. Hoje exibe Batuque na Cozinha (curta de Anna Azevedo) e Antônia, de Tata Amaral, que participará do debate após a exibição. Coincidentemente, é um filme seu que abre hoje a 7a Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul: Hoje, com Denise Fraga. Mas esse é outro assunto. O que é coincidente é a grande oferta de cinema gratuito na cidade e isso não tem preço.

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PROGRAME-SE:

Confira a programação completa no site Praça Victor Civita.

Praça Victor Civita – Rua do Sumidouro, 580 | Pinheiros| SP (em frente ao prédio da Editora Abril) | 20h

29/11/12 

Ciclo 3: Cinema & Música

20h – Curta: TIM MAIA/ MUTANTES

Direção: Flávio R. Tambellini / Antonio Carlos da Fontoura
Documentário, 1986|1970 (10, 7 min)

20h30 – Longa: ACROSS THE UNIVERSE

Direção: Julie Taymor
Elenco: Evan Rachel Wood, Jim Sturgess, Joe Anderson
2007 (133 min)

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DISPAROS
CLASSIFICAÇÃO: Para Pensar, Drama, Brasil - 22/11/2012

DIREÇÃO e ROTEIRO: Juliana Reis

ELENCO: Caco Ciocler, Gustavo Machado

Brasil, 2012 (82 min)

 

Nos cinemas: 23 de novembro

 

Disparos é um filme pequeno, com uma proposta bastante interessante. Através do fotógrafo Henrique (Gustavo Machado), a diretora Juliana Reis escancara a violência urbana. Não só a violência física, da agressão visível, aquela em que vemos a ferida, a morte, os danos. Mas também a violência emocional, do estresse, da tensão permanente, das relações sociais, da ironia, da injustiça. Como bem disse a diretora na pré-estreia, Disparos é um filme pequeno que se mostrou grande. Também acho. O filme é  simples, mas bem capaz de sugerir, criar expectativa, fazer rir e pensar. Filme que vira sujeito de conversa quando termina é porque rende pano pra manga.

Vencedor do prêmio de melhor fotografia, montagem e ator coadjuvante para Caco Ciocler (na verdade, são dois protagonistas, como brincou Gustavo Machado na pré-estreia) no Festival do Rio deste ano, Disparos relata um momento da vida de Henrique (curioso notar que Gustavo Machado também é um fotógrafo em Eu Receberia as Piores Notícias de Seus Lindos Lábios), que é assaltado por um motoqueiro, que em seguida é atropelado. Deixar o suspense sobre quem atropelou foi uma boa sacada da diretora. Mas de vítima do assalto, o fotógrafo passa a ser acusado por omissão de socorro pelo irônico delegado.

Claro, as histórias sempre têm três versões: de quem causa, de quem sofre e a verdade. Juliana Reis deixa tudo no ar, mas está tudo amarrado pela teia da crueldade urbana, pela sobrevivência física e financeira acima da humana, pela preservação das aparências e não das relações. Istigante e intrigante. Se eu fosse você, assistiria.

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FILMES SOBRE o CONFLITO no ORIENTE MÉDIO
CLASSIFICAÇÃO: Para Entender o Nosso Mundo, Especial, Dicas Afins - 21/11/2012

Diante das manchetes dos jornais que estampam, desde a semana passada, o conflito no Oriente Médio, mas especificamente entre israelenses e palestinos, vale a pena recorrer ao cinema para entender melhor o que acontece. Apesar de serem obras de ficção, ilustram o complexo panorama da região, com suas particularidades religiosas e culturais. O Cine Garimpo selecionou oito bons filmes em DVD, para entender o nosso mundo.

Free Zone, de Amos Gitai

Aproximação, de Amos Gitai

A Banda, de Eran Kolirin

Valsa com Bashir, de Ari Folman

Lemon Tree, de Eran Riklis

A Noiva Síria, de Eran Riklis

O Que Resta do Tempo, de Elia Suleiman

Incêndios, de Denis Villeneuve

 

 

 

 

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