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dezembro, 2010

DE PERNAS PRO AR
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Brasil - 23/12/2010

DIREÇÃO: Roberto Santucci

ROTEIRO: Paulo Cursino

PRODUÇÃO: Mariza Leão

ELENCO: Ingrid Guimarães, Maria Paula, Bruno Garcia, Denise Weinberg, Antonio Pedro, Cristina Pereira

Brasil, 2010 (107 min)

Comédia brasileira na medida certa – o que não é algo fácil. Já de cara aviso que De Pernas pro Ar é engraçadíssimo, divertido e ainda de quebra fala de um assunto complicado para a ala feminina da atualidade: lidar com a função mulher-polvo que nós mesmas nos demos. O que acontece com Alice, a mulher-polvo do filme na pele da sempre ótima Ingrid Guimarães, é que alguma coisa acaba ficando para trás. No caso dessa profissional, mãe, esposas e dona-de-casa, de um dia para o outro ela descobre que seu casamento está por um fio e que precisa repensar sua logística, suas atitudes e suas prioridades.

Embora o assunto seja mesmo um dilema na vida moderna das mulheres, o que nos faz chorar de rir é que é tudo tratado com humor. Inteligente. No caso de Alice, as situações ganham um certo exagero cômico, já que no auge da crise profissional e pessoal ela acaba caindo nas garras da insinuante Marcela (Maria Paula). Essa vizinha um tanto extrovertida tem nada mais, nada menos que um ‘sex shop’ – que vai mudar de vez a vida de executiva-padrão que Alice sempre foi.

Além de boas risadas, gostei do fato de o filme não ser apelativo. Acredite, não é mesmo. Ele faz rir, o que já é uma boa recomendação para quem quer ir ao cinema no feriado do fim de ano simplesmente para se divertir.

Estreia nos cinemas dia 31 de dezembro.

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72 HORAS – The Next Three Days
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Estados Unidos - 22/12/2010

DIREÇÃO: Paul Haggis

ROTEIRO: Paul Haggis, Fred Cavayé, Guillaume Lemans

ELENCO: Liam Neeson, Olivia Wilde, Russell Crowe, Elizabeth Banks, Brian Dennehy, Jonathan Tucker, RZA, Lennie James, Cristina Aloe, Jason Beghe, Sean Huze, Moran Atias

Estados Unidos, 2010 (122 min)

Apesar de toda impossibilidade da trama, 72 Horas é um suspense bacana, daqueles que não nos deixa desgrudar da tela. No mínimo ficamos curiosos para saber o final; no máximo, sentimos uma boa dose de aflição com as engrenagens mirabolantes de Russell Crowe (também em Robin Hood). Vale dizer que 72 Horas é uma releitura de Tudo Por Ela, ótimo suspense francês com Vincent Lindon (também em Bem-Vindo) e Diane Kruger (também em Bastardos Inglórios). Particularmente, prefiro o francês pelo inusitado do gênero, já que dos franceses normalmente esperamos intensos e profundos dramas familiares e pessoais.

Mas não há como negar que Crowe se presta muito para esse tipo de papel – o diretor Paul Haggis (também de Crash – No Limite) acerta na condução. No filme, seu casamento e sua vida familiar são perfeitos, até que sua mulher é tirada repentinamente de casa para ficar atrás das grades. Só ele acredita na sua inocência e por isso junta todas as forças para bolar o tal plano e tirá-la da cadeia. Ele é bom no papel da ‘missão impossível’ e conduz bem o drama familiar e a tensão que duram praticamente o filme todo. Embora não nos faça acreditar que aquilo tudo seja possível daquela forma, a transformação do personagem, que passa de cidadão honesto e trabalhador a alguém fora da lei, é bem construída e nos mantém entretidos. É uma boa opção de filme de ação para quem quer ir ao cinema e se divertir no feriado de fim de ano.

Estreia dia 24 de dezembro nos cinemas.

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AMOR POR CONTRATO – The Joneses
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Para Pensar, Estados Unidos - 22/12/2010

DIREÇÃO: Derrick Borte

ELENCO: David Duchovny, Demi Moore, Gary Cole, Glenne Headly, Ben Hollingsworth, Amber Heard, Lauren Hutton

Estados Unidos 2010 (96 min)

Como se dá a lógica do consumo? Você vê uma mulher bonita usando uma roupa e quer igual; alguém ao seu lado num café navegando no iPad e você fica sonhando com o novo brinquedinho; um modelo novo de um carro bacana transitando pelas ruas e já fica pensando quando vai trocar de carro. De fato é assim: o marketing surte mais efeito quando vemos e sentimos o produto sendo realmente usado por alguém – mais do que quando está exposto na vitrine da loja. Esse é o raciocínio de Amor Por Contrato: uma família perfeita, de gente bonita, rica e educada, é capaz de exibir sonhos de consumo, ser objeto de desejo dos outros ao redor e vender muito, mas muito mesmo.

 Não há quem não caia na armadilha. A sociedade de consumo é cada vez mais agressiva e nós mesmos damos conta de fazer a publicidade de tudo aquilo que está à disposição para comprar. Isso é muito interessante no filme. E não acho que seja exagero. Pelo contrário – o consumo do outro é um forte pretexto para nós consumirmos também, na maioria das vezes aquilo que não precisamos, que já temos e que de alguma forma serve para camuflar outro tipo de falta ou carência.

Amor Por Contrato é uma sátira interessante a respeito da postura moderna do ‘ter para ser’ e por isso mantém você bem atento à história e aos desenlaces. O consumo desmesurado chega a ter consequencias cruéis e dramáticas, colocando em risco a saúde mental e o bom senso de qualquer um. Já é hora de colocarmos nas devidas caixinhas as prioridades e fazermos valer o ditado de que “menos é mais”. Com tantos apelos e tentações, é um desafio e tanto.

Estreia dia 24 de dezembro nos cinemas.

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MEGAMENTE – Megamind
CLASSIFICAÇÃO: Para Ver em Família, Estados Unidos - 19/12/2010

DIREÇÃO: Tom McGrath

ROTEIRO: Tom McGrath , Cameron Hood

ELENCO: vozes de Will Ferrell, Tina Fey, Jonah Hill, David Cross, Brad Pitt

EUA , 2010 (96 min)

Megamente é um filme que vai agradar os adultos, além de divertir as crianças, é claro. A história do vilão que consegue vencer o herói, mas percebe que suas maldades não têm importância sem o lado bom da história, é engraçado. Além de ser muito bem feito, o efeito 3D é sutil a ponto de parecer quase natural. 

A grande quantidade de referências ao mundo adulto dá um toque especial. Desde o slogan às avessas do anti-herói “No You Can’t”, lembrando Obama, as nítidas retomadas do cinema com o mestre de Karatê Kid e Super-Homem, até a trilha sonora com Michael Jackson e Elvis são ótimas. O anti-herói Megamente é um vilão malvado de coração e na esteira de Meu Malvado Favorito, acaba angariando uma legião de fãs. Ao mesmo tempo em que Megamente mostra o processo de desconstrução do herói e do reforço da sua importância ser sempre vinculada ao mal, à mocinha capturada e ao final previsível, o filme é uma homenagem a eles, à sua presença nas nossas vidas e na vida do cinema. Um humor inteligente, uma sátira ao culto ao heroísmo dos americanos, um gostoso programa em família. Precisa mais?

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O CONCERTO – The Concert
CLASSIFICAÇÃO: Rússia, Para se Divertir, França - 17/12/2010

DIREÇÃO e ROTEIRO: Radu Mihaileanu

ELENCO: Alexeï Guskov, Dmitry Nazarov, Mélanie Laurent, François Berleand, Miou Miou, Valeri BArinov, Anna Kamenkova Pavlova

França, Rússia, Bélgica, Itália, Romênia, 2010 (119 min)

Leve, descontraído e em algumas situações engraçado, a meu ver O Concerto é uma comédia mais russa do que francesa. E esse é o ponto interessante da história. Embora parte dos personagens fale francês e parte do filme gire justamente em torno da ida dos músicos ao concerto em Paris, a essência é russa, a cultura é russa, a paródia social é russa, a música é Tchaikovsky. Eu diria que é uma comédia irônica tanto do socialismo, com seus mandos e desmandos sem sentido, quanto da atual sociedade russa, em que os cidadãos que sofreram com o regime ainda tentam achar seu lugar ao sol.

A história é curiosa: um importante maestro russo é despedido do seu cargo e tem sua carreira definitivamente arrasada quando decide não demitir os músicos judeus da orquestra. Isso em 1980, quando o partido socialista mandava e quem não obedecia era fadado ao eterno fracasso. Agora, em 2010, ele resolve fingir ser novamente o maestro do Bolshoi, convoca os músicos daquela época e embarca na aventura para Paris. Tem cenas caricatas de bebedeira, um pouco de exagero na farra, na caracterização dos músicos ciganos e na preparação da viagem, mas acho que faz parte da proposta da sátira.

Além dos músicos russos, a atriz francesa Mélanie Laurent (também em Bastardos Inglórios, Não se Preocupe, Estou Bem) integra o elenco e é sempre uma presença forte e convincente. É um filme leve, com uma pitada de cultura russa e de drama familiar – boa pedida para quem fica na cidade no feriado de fim de ano. O Concerto concorre na categoria melhor filme estrangeiro no 68º Globo de Ouro, em janeiro, disputando o prêmio com o forte dinamarquês Em Um Mundo Melhor. É esperar para ver.

Estreia dia 24 de dezembro nos cinemas.

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CRASH – NO LIMITE – Crash
CLASSIFICAÇÃO: Para Pensar, Estados Unidos - 14/12/2010

DIREÇÃO: Paul Haggis

ROTEIRO: Paul Haggis e Bobby Moresco

ELENCO: Sandra Bullock, Don Cheadle, Matt Dillon, Jennifer Esposito, William Fichtner, Brendan Fraser, Terrence Dashon Howard, Chris Ludacris Bridges, Thandie Newton, Ryan Phillippe, Larenz Tate, Nona Gaye

Estados Unidos, 2004 (107 min)

Conflito, colisão, atrito, colapso. Crash é isso e muito mais. Há alguns filmes que ganham subtítulos em português absolutamente desnecessários. “No Limite”, neste caso, é um deles, porque tenta dar significado à palavra inglesa “crash”, caso alguém não entenda. Não gosto da combinação. Mas gosto só de “No Limite”, porque é exatamente assim que estão todos os personagens do filme: a ponto de explodir, só falta alguém que risque o fósforo.

O estopim de Crash – No Limite, que levou o Oscar de melhor filme em 2006, é o racismo. Eu já tinha visto e mesmo assim voltei a me impressionar com a maneira forte, cruel e realista com que o tema ‘preconceito’ é abordado. Dói, de tão real. Seguindo aquele formato de filme em que várias histórias de vida que se cruzam, o racismo permeia todas elas a ponto de determinar o fim de um relacionamento, a revisão de um casamento, a morte, a reinvenção de uma forma de viver. Racismo e preconceitos que abalaram o mundo depois do 11 de setembro de 2001 e que é discutido aqui como causa e consequência não só de desastres de proporções mundiais, mas também de atitudes corriqueiras do dia a dia.

Os relacionamentos superficiais e a falta de comunicação entre as pessoas serviu de inspiração para criar personagens que despejam suas frustrações, infelicidades, preconceitos raciais  e sociais contra negros, tatuados, árabes, pobres, latinos, ricos de maneira inconsequente, egoísta e extremamente agressiva. Crash abre a infindável discussão sobre a sociedade e a insatisfação permanente do ser humano, mas também fala da incrível capacidade de, apesar de tudo, repensar e reestruturar as relações. O roteiro é muito bem construído e amarrado e não tem a pretensão de concluir nada. Simplesmente constata a fraqueza e imaturidade do ser humano e da nossa sociedade. A gente veste a carapuça, é verdade. É daqueles filmes que terminam e a gente ainda fica diante da televisão digerindo o assunto, sem saber o que dizer.

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CAMILLE CLAUDEL
CLASSIFICAÇÃO: Para Ver Bem Acompanhado, França - 12/12/2010

DIREÇÃO: Bruno Nuytten

ROTEIRO: Reine-Marie Paris (livro), Bruno Nuytten

ELENCO: Isabelle Adjani, Gérard Depardieu, Laurent Grévill

França, 1988 (175 min)

Camille Claudel (1864-1943), a escultora, foi uma artista à frente do seu tempo, consciente de seu talento e inconformada em se  manter à sombra do mestre; Camille Claudel, a aprendiz de Auguste Rodin, foi uma mulher apaixonada até as últimas consequências, possessiva ao extremo, a ponto de colocar tudo a perder, sua obra e seu amor próprio. O filme mostra os dois lados da personalidade de Camille, numa época em que Paris fervilhava com a literatura de seu irmão Paul Claudel e Victor Hugo, com a música de Debussy e com o movimento de artistas em intelectuais em feiras internacionais como a Exposição Universal de 1900.

Em fins do século 19 e início do século 20, optar pela produção profissional independente, escapar das tradições do casamento e da maternidade, ter um ateliê e morar sozinha eram motivo de vergonha para a família. Camille fez tudo isso, conseguiu ser aceita como aprendiz do mestre escultor Rodin (Gérard Depardieu). A partir daí, criatura e o criador se confundem, as obras se sobrepõem, assim como se mesclam seus sentimentos e suas vidas, numa produção artística em que o corpo passa a ter movimento e vida, como dizia o próprio Rodin. Quem influenciou quem, é a pergunta que não quer calar. Fato é que durante muito tempo, parece que Camille esculpia, a Rodin assinava. Dizem as más línguas…

Apesar de longo, o filme situa a França e a produção artística da Europa de uma maneira muito interessante e sobretudo mostra o lindo trabalho de Isabelle Adjani como a intensa, criativa e explosiva Camille. Registra a relação conturbada de um amor fadado ao fracasso, de uma mulher obcecada pela figura do mestre, do criador, do amante e a loucura que se apodera da personagem pouco a pouco. Lembrei-me de  Vincere, o filme que conta a história da amante de Mussolini, que também não teve o sistema e a conveniência a seu favor. Bem cuidado, bem produzido e um bonito retrato histórico, Camille quebra paradigmas importantes na época, enquanto mulher e artista. Só esse registro já vale a pena. O pano de fundo é o romance e a paixão que tomam conta de tudo.

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QUEM QUER SER UM MILIONÁRIO – Slumdog Millionaire
CLASSIFICAÇÃO: Inglaterra, Estados Unidos - 09/12/2010

DIREÇÃO: Danny Boyle

ROTEIRO: Simon Beaufoy

ELENCO: Dev Patel, Irrfan Khan, Anil Kapoor, Madhur Mittal, Freida Pinto

Inglaterra, Estados Unidos, 2008 (120 min)

Lembrei-me do filme vencedor do Oscar de 2009 por causa da atriz Freida Pinto, que está no novo longa de Woody Allen, Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos. Nesse seu segundo longa, a modelo e atriz indiana está ainda melhor, mais bonita e ainda mais competente. Quem Quer Ser um Milionário foi seu primeiro trabalho como atriz, que já lhe rendeu reconhecimento internacional.

Mas o fato é que foi um prazer rever este filme. A sensação é diferente e desta vez o que mais me impressionou foi a fotografia, o enquadramento, as cores, o visual de uma Mumbai das favelas, da miséria, dos becos, das vielas, da infância perdida e mal tratada. Talvez pelo fato de a história já ser conhecida (que também é muito boa) eu tenha agora prestado mais atenção na imagem enquanto linguagem complementar e tão importante quanto o enredo em si. As cores da Índia são lindas e a miséria do país não é tratada de forma sensacionalista. Há um realismo forte, sem vitimização e até com certa graça e beleza na composição que se faz de som e imagem.

Quem já assistiu ao filme sabe que a luta de Jamal por sua amada Latika, seu desentendimento com o irmão, o preconceito, o poder da observação e da criatividade enquanto fontes de conhecimento, a marginalização dos menos favorecidos como única alternativa e a cruel escola da vida propriamente dita consomem a atenção e a emoção do espectador quase que completamente. Não é para menos. Também por isso, assistir pela segunda vez abre a possibilidade de apreciar esse trabalho conjunto de som, imagem, edição e direção tão premiado mundo afora.

Quem Quer Ser um Milionário é baseado no livro Sua Resposta Vale um Bilhão, do indiano Vikas Swarup.

 

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COMO EU FESTEJEI O FIM DO MUNDO – Cum mi-am petrecut sfarsitul lumii
CLASSIFICAÇÃO: Romênia, Para Entender o Nosso Mundo - 07/12/2010

DIREÇÃO e ROTEIRO: Catalin Mitulescu

ELENCO: Doroteea Petre, Timotei Duma, Ionut Becheru, Cristian Vararu, Mircea Diaconu, Jean 

Romênia, França, 2006 (min)

Juntamente com outros filmes também contados a partir do ponto de vista de uma criança como A Culpa é do Fidel, O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias e Machuca, Como Eu Festejei o Fim do Mundo também mostra o mundo sob o prisma de um garoto. Assim como os filmes citados, o que se mostra é a visão infantil a respeito de um momento delicado na história do país em que vivem,  momento esse pertencente somente ao universo adulto. Naturalmente excluídos de qualquer participação ou emissão de opinião, as crianças são observadoras atentas e muito mais sensíveis do que podemos imaginar. 

Aqui estamos falando da Romênia, na época da queda do ditador Caeucescu, em 1989. Ao ver a irmã de 17 anos ser enviada para um colégio mais rígido, seu irmão resolve montar um plano fictício para matar o ditador. Embora não tenha noção do que acontece, o olhar do garoto e as decisões de sua irmã nos mostram uma Romênia pobre, com uma população sem perspectivas, que sonha com o mundo fora do comunismo, mas que tem, ao mesmo tempo, vida comunitária, alegria nas coisas pequenas, vida familiar. Como Eu Festejei o Fim do Mundo é um filme singelo, que dá importância à cumplicidade dos irmãos e das pessoas que formam o povo de um país.

Embora o trailer abaixo não tenha legenda e encontar um interlocutor que fale romeno seja difícil, achei que valia a pena deixar o registro das imagens que mostram um pouco do clima do filme. Ele vai na esteira de boas produções romenas como A Leste de Bucareste, uma comédia muito interssante, e Polícia, Adjetivo, um bom filme, mas bem mais árduo. Toda essa safra retoma os anos debaixo da cortina de ferro – um interessante registro histórico com perspectivas bastantes diferentes.

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IMAGINE: JOHN LENNON
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Estados Unidos - 04/12/2010

DIREÇÃO: Andrew Solt

ELENCO: John Lennon, Yoko Ono, Paul McCartney

Estados Unidos, 1988 (104 min)

O filme O Garoto de Liverpool vai até o ponto em que John Lennon parte para Hamburgo onde passa uma temporada com a banda e onde começa realmente o sucesso dos Beatles. No lindo documentário Imagine, John vai até o dia em que é assassinado, em 1980, aos 40 anos.

Fiquei emocionada com as imagens reais e com os depoimentos. Vai da formação dos Beatles, da histeria das turnês mundo afora, do amor por Yoko Ono, da ruptura dos Beatles, dos protestos pela paz, da asperaza da imprensa, do nacimento de Sean, até a sua morte. As músicas são cantadas e contam toda a história, construindo a própria vida de Lennon através das palavras e da melodia. Apesar dos poucos 10 anos que tinha na época, lembro-me da notícia de sua morte trágica e da comoção. Era quase impossível que aquilo estivesse acontecendo.

A produção é sensível e muito emocionante. Indico para quem gosta e também para quem não é lá muito fã. Seu discurso e suas canções falam dos anos 60 e 70, da guerra do Vietnã, de política, sociedade e comportamento. Um passeio delicioso por sua eterna poesia e por sua categórica visão de mundo.

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